quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

IV - Acerca de acontecimentos relativos à cadeira “Elaboração e Análise de Projetos” (EAP), do curso de Ciências Econômicas.

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§ 4






Lasciale ogni speranza, voi ch'entrate.


Voltei às aulas da falcudade. Economia, 4° ano (de 5), noturno. Na carteira, escrivi logo que me sentei: BEM-VINDO AO INFERNO. Toda paciência tem um fim; e a minha, com relação a essa faculdade e aos seres que lá estudam, já se acabou há muito.

Nesse longo e tenebroso 4° ano temos a tal da Elaboração e Análise de Projetos (EAP ou "Projetos"), cadeira anual na qual os alunos, em grupos, elaboram projetos de viabilidade econômica de algum produto por eles escolhido.

Obviamente, não fiquei surpreso quando uma veterana me disse que o Glauco (o lendário professor da EAP), apesar de rigoroso ao longo do ano, acaba por aprovar (quase) todos os alunos. Essa EAP, como tudo nessa faculdade, é uma farsa (mas uma das menores farsas). Aliás, poucas coisas na vida não são uma farsa.

Bem, para mim, que gabarito sozinho (apenas eu na turma toda) provas de outros professores lendários, a EAP não seria problema. Bem, não é bem assim. EAP é, rigorosamente falando, a única cadeira que exige que você seja mais do que uma sacolejante máquina de pensar e calcular. O problema é que eu não sou nada mais que isso.

O meu desejo era formar um dream team para fazer o projeto, o que hipoteticamente, facilitaria a minha vida e a do resto do pessoal do "1° escalão" (ponho entre aspas pois creio que o verdadeiro primeiro escalão não aceita quem não passa de uma "sacolejante máquina de pensar e calcular"...). Mas o meu glorioso plano foi defenestrado em função de RIXAS PESSOAIS.

O dream team seria: eu (21 anos), Gabriel (21), Carla (quase 40) e Geraldo (quase 40). O Gabriel, apesar de ser quase tão esquisito quanto eu - quase - descumpriu o que prometera (na verdade insinuara) seis meses atrás. Ele tem ódio contra mim (pelo menos essa é a interpretação menos comprometedora possível). Não me surpreendo, realmente eu sou arrogante e desrespeitoso, é fácil me odiar.

Tentei trazer à equipe a Marina mas ela só se vendia na condição de que comprássemos duas amigas dela junto (venda casada): Laura (23 anos, casa e com filho de 3 anos, trabalha, não sei onde) e Susana (menos de 30 anos, casada, não está trabalhando, "para se dedicar à faculdade). Problema: seis cabeças (eu, Geraldo, Marina, Carla, Laura, Susana) para 5 vagas. Se dependesse de mim, saia a Laura ou a Susana (qualquer uma). Mas a cabeça da Carla não tardou a rolar,para a minha lástima, em função de uma antiga RIXA PESSOAL com a Susana.

E é para a Susana que tentarei empurrar a chefia da equipe. Mas é provável que eu assuma o posto, pois meu comportamento paranóico não aceita fazer parte de uma equipe se ele não pode exercer coerção e influência sobre todos os seus aspectos.

Realmente, o Gabriel deve ter agido bem quando decidiu não trabalhar comigo.




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Tempore, quo cognitio simul advenit, amor e medio supersurrexit.

3 comentários:

Gabriel P. Kugnharski disse...

Interessante.

Duan Conrado Castro disse...

Esse capítulo foi uma tentativa frustrada de transformar esse blog em um diário. Ainda bem que não deu certo!

Anônimo disse...

Um diário seria interessante,rs