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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

(MCX)MMMDCLXXXVIII - Acerca da morte de Duan Conrado Castro em 2018, e da sua ressurreição no ano de 23.426 d.C., 72 horas antes da aniquilação total:

DELÍRIOS SONHOS PREMONITÓRIOS DE UM LUNÁTICO VISIONÁRIO DESEXPLICADOS POR SONHOS DA METAFÍSICA - TODOS OS MUNDOS À SATURAÇÃO (Flashforward # 3)

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§ 1.113.688
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O que o sono é para o indivíduo, a morte é para a vontade enquanto coisa-em-si. Ela não resistiria a continuar por toda uma eternidade as mesmas atribulações e sofrimentos, sem ganho verdadeiro, se lhe restassem recordação e individualidade. (Arthur Schopenhauer, O mundo como vontade e como representação, Tomo II, capítulo XLI - Da morte e da sua relação com a indestrutibilidade do nosso ser-em-si.)



Trata-se de considerar sob esta perspectiva, na existência humana, o destino secreto que pertence por essência à Vontade em si mesma. (Ibidem,Tomo I, capítulo LVI.)



Ora, depois do que disse no meu segundo livro a respeito da dependência de todos os fenômenos da Vontade, creio poder admitir que no dia em que desaparecesse [mediante ascese] a sua manifestação mais elevada [a humanidade], a animalidade, que é o seu reflexo enfraquecido, desapareceria também. Desde modo, encontrando-se totalmente suprimido, o resto do mundo cairia no nada, visto que sem sujeito não existe objeto [ergo bibamos]. (Ibidem, Tomo I, cap LXVIII)



Da mesma forma que o querer, suprimida igualmente a totalidade do seu fenômeno; suprimidas, enfim, as formas gerais do fenômeno, o tempo e o espaço; suprimida a forma suprema e fundamental da representação, a de sujeito e objeto. Já não existe nem Vontade, nem representação, nem universo. (Ibidem, Tomo I, cap LXXI.)



Não se pode dizer tudo num mesmo dia, e não se deve responder mais do que aquilo que foi perguntado.


Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão. (Marcos, 13:31)


Only fools are enslaved by time and space.

Sim, a "anormalidade" que encaramos é um signo defensivo, algo que pretende evitar-nos uma loucura mil vezes mais dolorosa do que a que conhecemos, loucura que, certamente, causaria a bancarrota e a falência fisiológica de nosso ser. (Ezio Flavio Bazzo, Toaletes e guilhotinas: Uma epistemologia da merda e da vingança, II)



Invadir a Base de São José dos Campos para localizar e sequestrar o "E.T. de Varginha"? É, agora eu reconheço que não foi uma idéia muito boa... Eu já tinha participado de várias operações da GaiaCorp., e quase sempre eu tinha pressentimentos de morte antes e depois de decidir participar delas. Porém, dessa vez, os pressentimentos estavam certos. Nós acreditávamos que tínhamos estudado detalhadamente os sistemas de segurança da base, mas não tínhamos. Desligamos um dos sistemas apenas aparentemente, e quando nós percebemos isso já era tarde: já estávamos trocando tiros com os soldados. E no meio desse "pipoco" eu fui atingido mortalmente; o tiro me atravessou o fígado, pelas costas. Eu caí no chão, e enquanto era arrastado pelos soldados contemplei o rastro deixado pelo meu sangue no chão. Eu estava com muito frio. Foi quando eu morri.

Porém, como quem que, estando muito cansado, é acordado repentinamente na manhã seguinte por uma outra pessoa, eu abri os olhos imediatamente depois de fechá-los. Para mim era como se tivesse passado apenas um segundo, e não 21.408 anos. Quando acordei, meus olhos foram ofuscados pela luz branca que emanava do ambiente. Eu estava numa sala cilíndrica, com uns 5 metros de diametro e uns 4 de altura ; o teto, o chão e as paredes eram todos feitos do mesmo material, que parecia vidro branco. Não havia portas ou janelas visíveis. A luz emanava uniformemente de todos os lados. Eu estava sentado numa cadeira parecida com uma cadeira de dentista, também branca. Em minha frente estava um homem, cuja aparência seria melhor descrita como a de um chinês albino de 25 anos; os olhos dele eram azul-acinzentados, como os olhos dos cegos; ele vestia a mesma coisa que eu: uma espécie de túnica romana, que era de um cinza tão claro que quase se confundia com o resto do ambiente. Foi quando ele me falou, com sua voz apática de trovão:



Kalki: "Encontrar-nos-emos onde não há trevas."



Duan Conrado: "Como?"



Kalki: "A última frase do seu blog."



Duan Conrado: "Ah, é né... E quem é você?"



Kalki: "Pode me chamar de Kalki.Você sabe onde está, Duan?"



Duan Conrado: "Bem, você não deve trabalhar para o governo brasileiro. Na verdade, você nem parece muito humano."



Kalki: "Você morreu naquela noite, Duan."



Duan Conrado: "Morri. Então eu devo estar no inferno, apesar de aqui não parecer com ele..."



Kalki: "Não. Você está no futuro. Se tomarmos a finada Terra como referencial, e se adotarmos o Calendário Gregoriano, vigente na sua época, nós estaríamos no ano de 23.426 d. C."



Duan Conrado: "Mas que lugar é esse? E por que eu tenho a sensação de que o tempo escorre mais lentamente?"



Kalki: "Isso aqui não é exatamente um lugar, mas sim uma superposição de lugares. É difícil de explicar-lhe com a linguagem primitiva e linear que você conhece. Mas tenha certeza que, quando você vir você entenderá. Com relação ao tempo, ele está passando mais lentamente para todos, não apenas para você."



Duan Conrado: "Espera aí. Você está dizendo que eu morri em 2.018, naquela base militar e que agora eu fui ressuscitado em 23.426 d. C. e que eu nem estou na Terra? O que aconteceu com a Terra?!"



Kalki: "A Terra foi destruída em 3.797 d. C. na Quarta Grande Guerra entre trans-humanos e máquinas. O próprio universo onde você viveu foi destruído em 20.302 d.C, quando o seu arquiteto, Jesus (também conhecido por Lúcifer, Mamom, Jeová, Brama, Ashtar Sheran, etc.), foi assassinado pelos trans-humaquinos na última guerra ocorrida no sub-multi-des-pan-verso, a "Guerra para acabar com todas as guerras". Nessa época eu tinha apenas 313 anos."



Duan Conrado: "Hum...Parece uma história muito interessante: guerra entre trans-humanos e máquinas, destruição da Terra, assassinato de Jesus pelos trans-humaquinos, destruição do universo, você com quase 4.000 anos de idade. Foram 21 séculos bem agitados, não?"



Kalki: "Sim. Depois do assassinato de Jesus, as coisas mudaram muito rapidamente. Já faz 1.409 anos que não há guerras no sub-multi-des-pan-verso. A vida inteligente se reduz a apenas 1.022 trans-humaquino em todo sub-multi-des-pan-verso, contando agora com você."



Duan Conrado: "O que são trans-humaquinos?"



Kalki: " O fim da Quarta Grande Guerra entre trans-humanos (Homo evolutis) e máquinas foi marcado pela fusão definitiva entre essa as duas formas de vida. Você ainda não percebeu, mas você também é um trans-humaquino. Nós viajamos no tempo, fomos até a Terra na noite da sua morte, tiramos amostras do seu DNA e fizemos um upload da sua mente. Depois reconstruímos seu corpo, mas o modificamos substancialmente, de tal forma que pouca coisa de "humano" restou em você. Todas essas operações podem até lhe soar muito complexas, mas atualmente, com a Pandora, é tudo tão fácil que se faz com a tranquilidade da inconsciência."



Duan Conrado: "E Pandora, que seria?"



Kalki: "Pandora é um complexo virtual-bio-nano-meca-tectrônico capaz de criar qualquer coisa a partir do nada. É capaz inclusive, de criar, descriar e recriar universos inteiros. É quase como uma impressora multidimensional"



Duan Conrado: "Nossa... E por que o tempo está passando tão lentamente?"



Kalki: "O sub-multi-des-pan-verso está morrendo. A voluntas está tornando-se noluntas. Chegamos a uma saturação completa do próprio Ser, e portanto ao seu esvaziamento absoluto. A história da evolução do homo sapiens e de seus superadores implicou não somente na destruição da Terra, mas também na aniquilação da própria totalidade sub-multi-des-pan-versica."



Duan Conrado: "Parabéns para nós! Mas vocês não vão fazer nada? Vai ficar por isso mesmo?"



Kalki: "Ninguém dá a mínima, justamente porque chegou-se a essa saturação do Ser, a essa transmutação transcendental. E mesmo que quiséssemos, não poderíamos alterar a própria totalidade. Apenas podemos manipular objetos quando ele existe para um referencial. Mas não há referencial para a totalidade se relacionar. Nós esgotamos as possibilidades do Sansara, reta-nos apenas aguardar pelo Nirvana. Do nada viemos e ao nada voltaremos."



Duan Conrado: "Isso é a exorbitação tresloucada do blasé...Mas que diferença faz? E quanto tempo o Sansara ainda têm de vida?"



Kalki: "De acordo com o sistema métrico do seu planeta e da sua época, 71 horas, 58 minutos e 34 segundos."



Duan Conrado: "Humpf... Mas, afinal, por que você me ressuscitou?"



Kalki: "Bem, nós não temos muito o que fazer, sabe. A maioria de nós coleciona universos, mas ninguém mais se diverte com isso. Nós já ressuscitamos muita gente, inclusive todos os gênios da humanidade já foram ressucitados, mas a maioria já desapareceu, restam apenas alguns, como Popper e Lukàcs, por exemplo. Em resumo: ressuscitamos você apenas para passar o tempo. Eu encontrei os arquivos do seu blog. E vi que no capítulo LVIII você previu a possibilidade de um humano absorver todo o conhecimento existente por meio da sua fusão neuro-computacional com um gigantesco banco de dados. Pois é, isso já é uma realidade há milhares de anos, não foi de outra maneira que eu poderia ter tido acesso a algo tão insignificante quanto o seu blog."



Duan Conrado: "O que você quer dizer com 'desaparecer'?"



Kalki: "Quando o Ser, a coisa-em-si e para-si, se satura, o indivíduo simplesmente transita para o nada: ele literalmente desaparece. É isso que agora está acontecendo com a própria totalidade sub-multi-des-pan-versica. Por isso o tempo está passando mais lento: tudo, inclusive o espaço-tempo, está sendo tragado pelo nada."



Duan Conrado: "E vai dar tempo de eu absorver zilhões de zilhões de petabytes de informação em menos de 72 horas?"



Kalki: "Em meia hora você terá a completa ubiqüidade . É fácil, pois cada ponto do espaço-tempo contém toda informação do sub-multi-des-pan-verso três vezes: uma como coisa-em-si, outra como representação, outra como representação da representação. Cerca de duas horas depois, ou seja, muito antes do Nirvana, você já terá desaparecido."



Duan Conrado: "E por que você não desapareceu?"



Kalki: "Isso ser-lhe-á inteligível no momento adequado."



Duan Conrado: "Quem viveu um único momento, viveu todos."



Kalki: "E quem não viveu, também. Mas vamos acabar com essa conversa nessa prisão dessa linguagem primitiva que você usa."



Duan Conrado: "Ei..."



Kalki: "Não precisa agradecer."



Duan Conrado: "Tempore, quo cognitio simul advenit, amor e medio supersurrexit." (1)



Kalki: "Hae omnes creature in totum ego sum, et praetr me aliud ens non est." (2)




Após isso, Kalki me apresentou alguns dos seus "amigos" (outros trans-humaquinos que no estavam por ali no momento) e sem mais delongas eu fui introduzido na ubiqüidade. Tudo que eu soube, eu não tenho como explicar aqui. Depois eu desapareci, para sempre.

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(1) E sobrevindo o conhecimento, ao mesmo tempo do seio das coisas se elevará o amor.

(2) Eu sou todas as criaturas e inexistem seres exteriores a mim.






***

Tempore, quo cognitio simul advenit, amor e medio supersurrexit.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

LXXVII - Acerca da simbólica de coerção anal oculta na garrafa de Fanta Uva (a qual me foi revelada por Mefistófeles numa conversa de bar).

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§ 77





Na última madrugada de sábado, eu estava em um bar com o Bebu e o Pikachu. Nós conversamos sobre as coisas horríveis que ocorrerão à humanidade nos próximos anos, sobre as quais eu prefiro nem falar aqui. (Em off: na verdade eu não posso falar aqui, pois "eles" estão lendo e se eu falar "eles" virão atrás de mim tirar satisfação...)
O Bebu estava impossível, só pensava em sacanagem. Eu falava em "chipar" e ele em "chupar"; eu falava em "eleição" e ele em "felação"; eu falava em "chacina" e ele em "vagina".
Como eu estava meio chateado com tudo aquilo pelo qual teremos que passar, Bebu, para me divertir (1), chamou a minha atenção para uma mesa na qual estavam cinco caras, um dos quais estava bebendo Fanta Uva, naquelas garrafas de 666 ml (ele provavelmente era o "motorista da noite" - quanto a nós três, estávamos todos bêbados, pois quem está com o Bebu não precisa de carro...).

Mefistófeles: Sabe, quando eu vejo essa garrafa de Fanta Uva eu lembro de coerção anal...

Pikachu: Chu?


Duan Conrado: Ah! Capaz...Quando eu vejo a garrafa da água Ouro Fino "sabor maçã" (ui, ui...) eu me lembro de uma pica pronta para dar o bote (2).


Pikachu: Pika?


Mefistófeles: Pois é, as duas garrafas se complementam...


Duan Conrado: Uma fode a outra! (risos)


Mefistófeles: E o ato de ler no vaso é um simbolismo para o desejo coprofágico reprimido... (3) (risos)


Pikachu: Pika! Pika! Pika! Pika Chhhhuuuuuuuu! (risos)


Duan Conrado: Arram, mas vamos deixar os círculos ingleses fora disso. Bebu, me explica melhor essa parada de coerção anal...


Mefistófeles: Para entender esse mundo doente criado por Jeová é preciso ser doente também (4), pois, como já disse Empédocles, somente o semelhante conhece o semelhante... A árvore do conhecimento não é a mesma da vida. (5)


Pikachu: Pika...(suspiro)


Duan Conrado: E como disse, com toda razão..., o sábio (Bob) Marley: "Sou louco pois vivo em um mundo que não merece a minha sanidade". Mas, a essa hora, nem vamos entrar, de novo, na questão do mérito.

Nós pedimos uma Fanta Uva daquela que o cara bebia, para o Bebu nos mostrar melhor. Para que você, leitor, possa entender a explicação, eu fiz a fotomontagem que ilustra essa postagem. Ele disse para interpretar os cortes transversais da garrafa como representações, ao longo do tempo, da reação de um ânus à foda. A garrafa deve ser interpretada como um "gráfico" de uma mesma secção transversal ao longo do tempo. "Coerção" anal quer dizer que o ânus é "coagido", é "forçado" à penetração, e ele reage à essa coação de uma maneira muito particular. Muito bem, no número um da figura nós temos o ânus em estado de "repouso", é o estado "pré-foda". No número dois temos a expansão inicial do ânus em reação à pressão do pênis (ou de qualquer outro objeto capaz de ser utilizado para esse fim). Segundo Bebu (e eu não posso confirmar, pois sou ingênuo nesse assunto...), o número três representa uma "contração reativa" do ânus, depois da abetura inicial; os pontinhos colocados nessa parte da garrafa não serviriam (e eu que achei ingenuamente que eles não serviam para nada) "apenas" para representar uma suposta facilidade para que o consumidor a segure; serviriam, também, como uma representação das pequenas dobras de pele da mucosa anal nessa fase de "contração reativa". Porém, com a continuação "do malho" o exfinter anal acaba, por fim, cedendo, e há uma expansão adicional da secção transversal (esse é o número quatro da figura). Por fim, o número cinco é, nas palavras de Bebu, "uma representação pictórica de um cu literalmente fodido", ou seja, é o aspecto do ânus na fase "pós-foda". Mas ele vai se recuperar, e, como tudo na vida acaba bem (isso é uma mentira burguesa e otimista retardada), ele também vai voltar ao "normal". Bem, não exatamente...mas ele ainda poderá exercer, lépido e faceiro, as "suas outras funções naturais" (palavras do Bebu).

Duan Conrado: Se dar o cu é natural, por que o ânus tem que ser coagido?

Mefistófeles: Porque assim é mais gostoso, ora bolas. Não teria tanta graça se ele fosse se abrindo todo com a maior facilidade. Mas nem me venha com moralismo barato, com esse discurso aristotélico de que fazer isso é "contra a natureza". Proibido é outro nome para desejado. O tabu é a sinalização de um limite, mas todo limite pede para ser ultrapassado, toda regra pede para ser transgredida. Todo mundo gosta de dar o cu. Quem não gosta é porque nunca deu ou porque foi mal comido. Você que é uma bichinha serelepe sabe muito bem disso. Dako é bom.



Duan Conrado: Ah, vai tomar no cu Bebu (risos) - todo mundo sabe que eu não sou serelepe. Meu deus! A coisa está difícil hoje, heim? Quando queremos acreditar em algo aceitamos qualquer argumento. Lembra quando a sodomia era um tabu tão grande que a Igreja dizia que nem mesmo você a praticava? Naquela época pré-romantismo você saia pela noite desvirginando donzelas...(risos)


Mefistófeles: Pois é, e onde a sodomia era mais praticada naquela época? Justamente na Igreja... Que hipocrisia, né? Hoje as coisas mudaram e, em termos relativos, a Igreja já perde essa competição para a indústria porno e para as saunas gay.


Duan Conrado: Por falar em Igreja, o que é que têm nas salas privativas do Papa, no Vaticano?


Mefistófeles: Melhor do que dizer-lhes, meu caro, é mostrar-lhes! Vamos lá que vocês verão com esses olhos que a Terra haverá de saborear.


Duan Conrado: Então vamos.


Pikachu: Pika.


Mefistófeles: Todos os segredos ser-lhe-ão revelados. Vocês ficarão mais chocados do que ficaram naquela vez que eu levei-os naquele matadouro chinês... Mas vocês dois terão que ir disfarçados como demônios, senão o Bento vai ficar filho da puta da cara comigo se souber que eu levei um humano e um pokemon nos nossos aposentos privativos.

E nós fomos. Mas o que eu vi eu também não posso dizer, pelo motivo já explicado: "eles" estão lendo.
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1. ‘Divertir” é derivado do latim divertere, que significa “afastar-se”, “apartar-se”. Isso quer dizer que o caráter auto-alienante do divertimento já está confessado no seu próprio nome.


2. Convenhamos, a simbologia fálica dessa garrafa da Ouro Fino é explícita:


Trata-se de uma mensagem subliminar utilizada como artifício publicitário para sensibilizar a sublimação da pulsão sexual mediante o consumo conspícuo e fetichista de uma mercadoria supérflua, viabilizando assim a realização da mais-valia nela contida, e dando continuidade a um movimento de acumulação e autovaloração do capital. Sexo na indústria cultural: a velha promessa, sempre renovada, nunca cumprida.
3. O meu irmão psicanalista afirma que esse tipo de afirmação generalista é sintomatica de um pensamento psicanalista vulgar, e que esse tipo de afirmação deve ser evitado, pois mais confunde do que esclarece. Seja como for, para saber mais a esse respeito ler Some unconscious factors in reading de Strachey, no International Journal of Psycho-Analysis, volume 11, de 1930, páginas 328-30, artigo citado no livro Conceitos da psicanálise - sublimação, de Kalu Singh, Ediouro, 2005.
4. Comparar isso com o que é dito no capítulo VII.
5. Sobre as árvores do conhecimento e da vida, ler Gênesis capítulo 3 (e atente para a malícia de Jeová no versículo 22). (Em Gênesis 3:14 deus castiga a serpente condenando-a a rastejar sobre seu ventre...isso significa que, antes de tentar a mulher, ela tinha menbros (pernas ou asas). É "notável" (ou não) observar que a serpente - com asas (o dragão) ou sem elas - é para muitas religiões asiáticas e pré-colombianas justamente o símbolo do conhecimento, o mesmo conhecimento que a serpente ofereceu à Eva no Éden...).



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Tempore, quo cognitio simul advenit, amor e medio supersurrexit.

sábado, 18 de abril de 2009

LIX - QUALQUER VIDA (Flashback # 7 ).

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§ 59



13.02.2008, Messager.

(...)

Gregory diz:

quanto tempo demora para se formar?

Gregory diz:

mais 2 anos?

Duan C. Castro diz:

é 2 anos

Duan C. Castro diz:

e depois? quem sabe?

Gregory diz:

ainda bem, deve ser um alívio

Duan C. Castro diz:

concurso público? provavelmente

Duan C. Castro diz:

o q + poderia ser

Duan C. Castro diz:

nessa merda de país...

Gregory diz:

hahahah pós e doutorados nem pensar?

Duan C. Castro diz:

pra q?

Gregory diz:

excelente!

Duan C. Castro diz:

eu nem gosto d economia...

Gregory diz:

não precisa dizer mais nada

Gregory diz:

HAHAHHAHAHA

Gregory diz:

excelente!

Duan C. Castro diz:

não pretendo seguir a área acadêmica

Gregory diz:

ah isso é para perdedores

Gregory diz:

hahahaahha

Duan C. Castro diz:

Talvez

(...)

Duan C. Castro diz:

trab 14 horas por dia...

Gregory diz:

sim sim regime de escravidão

Gregory diz:

as 6 horas do inss e do banco do brasil e da caixa são mais a minha cara

Duan C. Castro diz:

mas vc conseguiria viver com uns milão por mês?

Gregory diz:

sim sim tenho a personalidade de um monge

Gregory diz:

coisas como balada não me afetam

Gregory diz:

ou bebida

Gregory diz:

ou encontros sociais

Duan C. Castro diz:

então está no caminho certo XD

(...)

Gregory diz:

aprendeu a operar via home brooker ou não?

Duan C. Castro diz:

ainda não

Duan C. Castro diz:

eu sei q deveria

Gregory diz:

pretende?

Duan C. Castro diz:

mas e a falta de vontade?

Gregory diz:

depende da escolha de cada um

Duan C. Castro diz:

pretendo daqui uns anos.......

Duan C. Castro diz:

uns 3 ou 4

Duan C. Castro diz:

e vc?

Gregory diz:

é sem vontade não dá

Gregory diz:

pretendo adquirir ações e ganhar no longo prazo, nada com operação day-trade

Gregory diz:

day trade é muito violento

Gregory diz:

manja day trade?

Duan C. Castro diz:

por enquanto

Duan C. Castro diz:

só mexo

Duan C. Castro diz:

com fundo de investimento

Duan C. Castro diz:

do banco

Duan C. Castro diz:

vc não decide nada

Gregory diz:

eles fazem o trabalho para vc

Duan C. Castro diz:

só poe e tira a grana

Gregory diz:

boa escolha

Gregory diz:

o problema dos fundos...

Gregory diz:

é o IR retido... é broxante

Duan C. Castro diz:

claro

Duan C. Castro diz:

mas vc tem que ..

Duan C. Castro diz:

estar ligado na coisa 24 h

Duan C. Castro diz:

e correr + riscos

Gregory diz:

fundos é melhor nesse ponto

Duan C. Castro diz:

mas um dia eu vou entrar na brincadeira sim

Duan C. Castro diz:

mas não agora

Gregory diz:

de fato, muito boa decisão, ei, vc le o guia exame de investimentos pessoais ?

Duan C. Castro diz:

na verdade não!

Duan C. Castro diz:

dá pra acreditar?

Duan C. Castro diz:

deveria, eu sei

Gregory diz:

hahaha também é muito caro

Gregory diz:

eu fui comprar o de 2008

Gregory diz:

mas vi o preço e não comprei

Gregory diz:

haha

Duan C. Castro diz:

quanto?

Gregory diz:

acho que era 20 ou 10 reais

Duan C. Castro diz:

hum.

Duan C. Castro diz:

e não vale a pena?

Gregory diz:

sabe que eu não sei!?

Gregory diz:

iria fazer esta pergunta a vc

Duan C. Castro diz:

o problema é ler

Duan C. Castro diz:

e depois...

Duan C. Castro diz:

pensar

Duan C. Castro diz:

planejar

Duan C. Castro diz:

executar

Duan C. Castro diz:

etc

Gregory diz:

é sem dúvida muito empenho

Gregory diz:

mas e o emprego , como anda?

Duan C. Castro diz:

o emprego?

Duan C. Castro diz:

tranqüilo

Duan C. Castro diz:

sem estresse

Gregory diz:

legal isso é o mais importante!

sem estresse!

(...)

Gregory diz:

tem cara que se arrebenta no processo

Gregory diz:

problemas cardiacos, insuficiencia respiratoria haha problemas do séc xxi

Duan C. Castro diz:

aham

Gregory diz:

vi uma reportagem...

Gregory diz:

doenças do coração eram raras antes da 2 guerra

Duan C. Castro diz:

?

Gregory diz:

tudo devido ao estilo de vida frenético em que vivemos

Duan C. Castro diz:

hum

Duan C. Castro diz:

morte por trabalho

Gregory diz:

estatisticamente doenças do coração matam muito mais do que acidentes de transito ou algo assim não me lembro direito

Gregory diz:

infarto

Duan C. Castro diz:

14h/dia

Gregory diz:

é esse tipo de coisa

Duan C. Castro diz:

!

Gregory diz:

nossa me dá uma pontada no coração só de vc falar 14 h

Duan C. Castro diz:

14h

Gregory diz:

é o Rômulo estava certo quando disse que vc tinha uma mentalidade similar a minha...

Duan C. Castro diz:

pois é

Duan C. Castro diz:

mas eu sou

Duan C. Castro diz:

pessimita

Duan C. Castro diz:

até os ossos

Gregory diz:

eu tb

Gregory diz:

por isso tenho planos f, g, h, i...

Duan C. Castro diz:

?!

Gregory diz:

estou trabalhando sempre e pensando se tudo der errado oq eu deveria fazer

Duan C. Castro diz:

por pessimista eu quis dizer que

Duan C. Castro diz:

eu acho

Duan C. Castro diz:

a vida uma merda

Duan C. Castro diz:

não a minha vida

Gregory diz:

ah sim nesse sentido

Duan C. Castro diz:

QUALQUER VIDA

Gregory diz:

puxa nisso somos diferentes

Gregory diz:

eu sou neutro

Gregory diz:

não acho ruim nem bom

Gregory diz:

não penso nisso simplesmente

Duan C. Castro diz:

talvez seja melhor

Gregory diz:

vou "vivendo"

Duan C. Castro diz:

não pensar

Duan C. Castro diz:

esquecer

Duan C. Castro diz:

vegetar?

Duan C. Castro diz:

talvez...

Gregory diz:

sim

Duan C. Castro diz:

se vc sabe q

Duan C. Castro diz:

tudo vai acabar mesmo

Duan C. Castro diz:

pq não

Duan C. Castro diz:

relaxar e

Duan C. Castro diz:

aproveitar?

Gregory diz:

está é com certeza a idéia mais racional

Gregory diz:

que se possa ter

Duan C. Castro diz:

mas é difícil d

Duan C. Castro diz:

se praticar

Gregory diz:

eis a nossa diferença:

Duan C. Castro diz:

para mim...

Gregory diz:

eu consigo sem problema seguir a idéia

Duan C. Castro diz:

eu não

Gregory diz:

putz, isso é um problema

Duan C. Castro diz:

não mesmo...

Gregory diz:

acho que

Duan C. Castro diz:

tenho uma

Duan C. Castro diz:

espécie de

Duan C. Castro diz:

ganância por

Duan C. Castro diz:

poder

Gregory diz:

já eu não, tenho uma personalidade de monge como já mencionei antes

Duan C. Castro diz:

uma vontade de

Duan C. Castro diz:

"estar acima de tudo isso"

Gregory diz:

vc pode, jogue GTA

Gregory diz:

hahahahha brincadeira

Duan C. Castro diz:

não

Duan C. Castro diz:

estar acima

Duan C. Castro diz:

DE VERDADE

Gregory diz:

financeiramente, misticamente, ?

Gregory diz:

hierarquicamente?

Duan C. Castro diz:

não sei...

Duan C. Castro diz:

acho q é só um

Duan C. Castro diz:

devaneio

Duan C. Castro diz:

uma vontade cega

Duan C. Castro diz:

e difusa

Duan C. Castro diz:

e confusa

Gregory diz:

hum é eu vivo dizendo que não se deve ir contra a natureza por isso eu não vou te dar conselhos

Duan C. Castro diz:

qual natureza?

Gregory diz:

arrange algo que goste de fazer

Gregory diz:

estar acima

Duan C. Castro diz:

quem sabe 1 dia eu arranje

Gregory diz:

bem eu vou indo

Gregory diz:

um prazer conversar com vc

Duan C. Castro diz:

boa noite!










***

Tempore, quo cognitio simul advenit, amor e medio supersurrexit.