<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-775365576519033175</id><updated>2012-02-16T11:57:10.773-02:00</updated><category term='paint'/><category term='meus capítulos favoritos'/><category term='?'/><category term='Isso não poderia ter acontecido'/><category term='estoicismo/eudemonologia/auto-ajuda'/><category term='monólogos/diálogos'/><category term='Marx'/><category term='máximas'/><category term='diário'/><category term='Radiohead'/><category term='flashforward'/><category term='capítulos paralelos'/><category term='O Império Romano da Antiguidade e o Império Estadunidense contemporâneo'/><category term='Laisser faire laisser passer'/><category term='distopia'/><category term='ateísmo'/><category term='irrealidade'/><category term='indústria cultural/cultura de massas'/><category term='pseudo-psicologia'/><category term='fractais'/><category term='pseudo-sociologia'/><category term='suicídio'/><category term='Echer'/><category term='delírio'/><category term='Schopenhauer'/><category term='niilismo'/><category term='citações bíblicas'/><category term='Uma breve crítica ao cristianismo e a sua mais atroz forma: o (neo)pentecostalismo'/><category term='desespero'/><category term='agnosticismo'/><category term='conspiração'/><category term='GaiaCorp'/><category term='Salvador Dalí'/><category term='confissão'/><category term='flashback'/><category term='transhumanismo'/><category term='versos'/><category term='esboços e titubeios'/><category term='utopia'/><title type='text'>Outsider à beira do abismo</title><subtitle type='html'>Diante do abismo, a escuridão infinita do nada, a princípio, aterroriza. Todavia, em pouco tempo, a exposição ao vazio, que,aliás, sempre esteve ali, à espreita, mas não era intuído, é tão desgastante que o outsider, se conseguir, tarefa difícil, sobreviver a si mesmo (e talvez seja melhor ser um insider e morrer de uma vez), perde o medo pois, agora, e pela primeira vez na história da vida universal, não tem mais nada a perder; ao contrário: tem um nada a ganhar.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://outsidercaos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/775365576519033175/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outsidercaos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/775365576519033175/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Duan Conrado Castro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16655382018542400081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/TBQbcCLJp3I/AAAAAAAABNI/IV-LeJrs5ag/S220/C%C3%B3pia+de+C%C3%B3pia+de+ddcc+avt.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>158</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-775365576519033175.post-4311083941183094690</id><published>2011-05-18T18:18:00.054-03:00</published><updated>2011-10-30T14:29:47.083-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marx'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='flashback'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Schopenhauer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='agnosticismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Radiohead'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='transhumanismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='confissão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estoicismo/eudemonologia/auto-ajuda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='suicídio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='irrealidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conspiração'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Salvador Dalí'/><title type='text'>CXVIII – À guisa de conclusão: Acerca de como o meu cérebro virou pudim, bem como das conseqüências disso decorrentes.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;§ 100+6+6+6&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-aNGMYexfRlM/TdORDnLWqEI/AAAAAAAABQ8/FpCDeq718rY/s1600/A%2BTEIA%2B666.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 171px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-aNGMYexfRlM/TdORDnLWqEI/AAAAAAAABQ8/FpCDeq718rY/s320/A%2BTEIA%2B666.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5607985452248639554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dedico esse capítulo aos meus amigos que tanto insistiram em tentar me tirar da beira do abismo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“A falta de afeto, a neurose, a angústia e a frustração tratadas pela psicanálise surgem sem dúvida da incapacidade de amar ou de ser amado, da incapacidade de dar e aceitar prazer, mas o desencanto radical tem origem na sedução e no seu fracasso. Só aqueles que se mantêm totalmente externos à sedução adoecem, ainda que permaneçam com plena capacidade de amar e fazer amor. A psicanálise acredita tratar do distúrbio de sexo e desejo, mas na realidade está lidando com distúrbios de sedução. (...) As deficiências mais graves sempre estão relacionadas com o encanto e não com o prazer, com o encantamento e não com uma satisfação vital ou sexual.” (Baudrillard, &lt;i&gt;Sedução&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Claro. Está fodido desde o começo. Você nunca representará, Raphael, o sonho erótico de uma garota. Chegou a hora de admitir. Essas coisas não são para você. De qualquer maneira, já é muito tarde. O fracasso sexual, Raphael, que você conhece desde a adolescência, a frustração que o persegue desde os 13 anos de idade, deixarão em você uma marca indelével. Mesmo supondo que você possa, de agora em diante, arranjar mulher – no que, francamente, não acredito –, isso não bastará. Nada mais bastará. Você sempre será um órfão dos amores não vividos na adolescência. Em você, o ferimento, já doloroso, será cada vez maior. Uma amargura atroz, implacável, acabará por tomar conta do seu coração. Para você não existirá nem redenção nem libertação. É assim. (O protagonista anônimo de &lt;i&gt;Extensão do domínio da luta&lt;/i&gt;, de Michel Houellebecq)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Ainda mais geral, estamos todos submetidos ao envelhecimento e à morte; mas a noção de envelhecimento e de morte é insuportável ao indivíduo humano; em nossas civilizações soberana e desregulada, ela se desenvolve, preenche cada vez mais o campo da consciência e não deixa nada mais subsistir. Assim, pouco a pouco, estabelece-se a certeza da limitação do mundo. O próprio desejo desaparece; só restam a amargura, o ciúme e o medo. Sobretudo, resta a amargura; uma imensa, uma inconcebível amargura. Nenhuma civilização, nenhuma época, foi capaz de desenvolver nos seus elementos tamanha amargura. Desse ponto de vista, vivemos momentos sem precedentes. Se fosse preciso resumir o estado mental contemporâneo com uma palavra, seria, sem dúvida, esta que eu escolheria: ressentimento.” (&lt;i&gt;Idem&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Que contraste com o poder absoluto, milagroso, da leitura! Uma vida inteira lendo teria satisfeito os meus desejos. Isso eu já sabia aos sete anos de idade. A textura do mundo é dolorosa, inadequada. Realmente, acho que uma vida inteira lendo teria sido o melhor para mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tal vida não me foi dada.” (&lt;i&gt;Idem&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“O espaço que nos separa dos outros significa, para o conhecimento, a mesma coisa que o tempo que se intercala entre nós e o sofrimento do nosso próprio passado, a saber, uma barreira intransponível. Mas a dominação perene da natureza, a técnica médica e não médica, tira sua força dessa cegueira; só o esquecimento a tornaria possível. A perda da lembrança como condição transcendental da ciência. Toda reificação é um esquecimento.” (Adorno e Horkheimer, &lt;i&gt;Dialética do Esclarecimento&lt;/i&gt;, Notas e esboços, &lt;i&gt;Lê prix du progrès&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Verdade. Verdade. Verdade. Esse é o circuito mais alto de todos...” (Timothy Leary, em &lt;i&gt;O gatilho cósmico: O derradeiro segredo dos Illuminati&lt;/i&gt;, de Robert Anton Wilson)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Ninguém é verdadeiramente são até que sinta gratidão por todo o universo.” (Oscar Ichazo, &lt;i&gt;apud&lt;/i&gt; Robert Anton Wilson, &lt;i&gt;op. cit&lt;/i&gt;.)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Tudo isso é muito bonito, mas o que é preciso é cultivar o nosso jardim.” (Cândido, em &lt;i&gt;Cândido ou o otimismo&lt;/i&gt;, de Voltaire, capítulo XXX)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Podeis entreter-vos a pedir a todos os passageiros do navio que contem a sua história, e não encontrareis um só que não maldiga a sua vida e não se julgue muitas vezes o mais infeliz dos homens.” (A Velha, &lt;i&gt;Ibidem&lt;/i&gt;, capítulo XII)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Meu amigo – disse-lhe o orador –, acreditais que o papa seja o Anticristo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda não o tinha ouvido dizer – respondeu Cândido –, mas quer o seja, quer não, preciso comer.” (&lt;i&gt;Ibidem&lt;/i&gt;, capítulo III)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“E como esse rei era um grande gênio, compreendeu, por tudo o que soube de Cândido, que ele era um jovem metafísico, muito ignorante das coisas deste mundo, e concedeu-lhe a sua graça com uma clemência que será louvada em todos os jornais e por todos os tempos.” (&lt;i&gt;Ibidem&lt;/i&gt;, capítulo II)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“De facto, o sentimento de irrealidade pode ser explicado pela falta de cor emocional que as percepções dos pacientes revelam. Deste modo, recebem-se impulsos de natureza visual, auditiva, entre outros, mas, no seu processamento, não se activa o sistema límbico, fundamental para lhes conferir significância afectiva. Deste modo, tudo surge igual e sem emoções interligadas para os despersonalizados. Pode-se, então explicar o seu distanciamento à realidade, visto que não lhe providencia sentimentos. De certa forma, é a ausência de emoções que altera as percepções físicas.” (Wikpédia, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Despersonaliza%C3%A7%C3%A3o"&gt;Despersonalização&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“A reflexão é importante para estes se tornarem mais conscientes de si mesmos e suas próprias ações em ambientes sociais. R. D. Laing sugere que sem ser preenchido com injeções interpessoais de realidade, ocorre um empobrecimento na própria imagem pessoal que se tem, tornando-se mais e mais vazia e volátil, fazendo o próprio indivíduo se sentir irreal.” (Wikipédia, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Transtorno_de_personalidade_esquizoide"&gt;Transtorno de personalidade esquizóide&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Sim, eu existo! Não obstante a minha identidade cósmica com os algoritmos gerais da vida e da humanidade, eu possuo uma inalienável individualidade decorrente da particularidade histórica do meu processo de individuação. Ou seja, em uma insuprimível dimensão do real, a da particularidade histórica, eu existo.” (Eu, hoje ao acordar)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Ser um epifenômeno não é não existir, mas sim existir sob uma delimitação até então desconhecida. Se tenho minha autonomia tolhida na medida em que sou um epifenômeno, tenho-a reafirmada na medida em que, no domínio fenomênico – da existência observável e vivível –, a minha consciência é autônoma na medida em que desconhece e em que todos os seres cognoscíveis não podem ser oniscientes: &lt;b&gt;a autonomia é tão real quanto a impossibilidade da ubiquidade&lt;/b&gt; [a liberdade só pode existir se deus não existir, ou se ao menos não for onisciente]. É esse o espaço de minha existência e de minha glória: o desconhecido é pré-condição à possibilidade e está à autonomia.” (Eu, no banho em 26/10/2011)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Nós não somos humanos. Nós somos seres hiperdimensionais vivendo uma experiência humana.” (David Icke, &lt;i&gt;The Lion Sleeps No more&lt;/i&gt; )&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Um ser crístico é quem alcançou o sentimento de amor incondicional. É aquele que está acima das ‘trevas’ e ‘luz’. É aquele que sente compaixão (aceitação) aos comportamentos que o ser humano comum vê como ‘errado’ ou ‘mau’. É aquele que destruiu todas as dualidades do ‘certo’ e ‘errado’, ‘verdade’ e ‘mentira’, ‘bom’ e ‘mau’, ‘bem’ e ‘mal’, ‘feio’ e ‘bonito’, ‘vida’ e ‘morte’, etc. É aquele que sabe que é a encarnação de um espírito, não um mero ser humano. É aquele que está livre da escravidão do ego. É aquele que não liga para coisas materialistas. É aquele que sabe que a vida humana é apenas um sonho, onde ele é um personagem sonhado no sonho dos outros.” (Estação Fraterna Francisco de Assis, no&lt;i&gt; blog&lt;/i&gt; &lt;a href="http://evoluindo-sempre.blogspot.com/2010/01/atencao-projeto-2012.html"&gt;Evoluindo sempre&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"O mito é um modo de pensar que parte do princípio de que, se não se pode compreender tudo, não se pode explicar coisa alguma." (Claude Lévi-Strauss)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"As teorias de conspiração não podem, é claro, ser aceitas como ‘fato’. Entretanto, não devem ser reduzidas ao fenômeno da moderna histeria das massas. Tal noção ainda apela para o ‘grande Outro’, o modelo de percepção ‘normal’ da realidade social compartilhada, não levando em conta que é justamente essa noção de realidade que está sendo minada hoje em dia. O problema não é que ufólogos e os teóricos de conspiração regridem a uma atitude paranóica incapaz de aceitar a realidade (social) – o problema, sim, é que essa própria realidade está se tornando paranóica." (Slavoj Zizek na parte &lt;i&gt;O grande Outro não existe &lt;/i&gt;do ensaio &lt;i&gt;Matrix: ou os dois lados da perversão &lt;/i&gt;no livro &lt;i&gt;Matrix: Bem-vindo ao deserto do real&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Essa cisão é perfeitamente representada no fenômeno do ciberespaço. O ciberespaço deveria nos deixar todos juntos numa aldeia global. Mas o que efetivamente acontece é que somos bombardeados com uma multiplicidade de mensagens pertencentes a universos inconsistentes e incompatíveis.” (&lt;i&gt;Idem&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“É uma reação muito natural tentar compreender o mundo. Os TCPs [Teóricos conspiracionistas paranóicos] estão tentando desesperadamente compreender um mundo com o qual eles não conseguem mais se relacionar. O mundo é complicado demais, ruim demais, frio demais, insatisfatório demais para eles. No mundo real, eles não são considerados nada e se desesperam por estarem não mais que do lado de fora, olhando para dentro. Eles vêem a ciência como algo que lhes diz que eles são acidentes e suas vidas não têm sentido. No seu mundo alternativo, eles mandam e têm esperanças. Tudo está em seu lugar ou será posto em seu lugar. Existe ordem e sentido. A vida tem significado.” (Robert Todd Carroll, &lt;i&gt;Dicionário do Cético, &lt;/i&gt;&lt;a href="http://brazil.skepdic.com/illuminati.html"&gt;&lt;i&gt;Illuminati, A Nova Ordem Mundial &amp;amp; Teóricos Conspiracionistas Paranóicos (TCPs&lt;/i&gt;)&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Outro autor de grande calibre é Thomas Pycnchon. Físico por formação, lida diretamente com a entropia em The crying of lot 49 (O Leilão do Lote 49) de 1966. Ali ele mostra a desintegração mental de Oedipa Maas que, em contato com um bando de malucos, inclusive os roqueiros The Paranoids, acaba destruída pelo excesso de informações desordenadas, ao tentar penetrar no mistério de uma organização de correios secreta na Califórnia. Qualquer semelhança com nossa época hiper-informada e superconfusa não é mera coincidência.” (Jair Ferreira dos Santos, &lt;i&gt;O que é pós-moderno&lt;/i&gt;, capítulo &lt;i&gt;Anartistas em nuliverso&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Esse novo padrão de raciocínio nada tem a ver com progresso. Ele gera um fenômeno que podemos chamar de 'curto-circuito'. Finalizar qualquer coisa, dominar um processo, requer tempo, determinação e energia. Quando se está distraído, com a mente movendo-se de uma coisa para a outra, torna-se cada vez mais difícil manter a concentração sobre uma coisa por algumas horas, que dirá meses e anos. Assim, a mente tende a entrar m curto-circuito; não consegue executar uma tarefa do início ao fim. Deseja partir para alguma coisa que pareça mais atraente.” (Robert Greene, &lt;i&gt;A 50 ª Lei&lt;/i&gt;, capítulo 8)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“E a invenção do fetiche – conceito de irrefreável sucesso –  terá um papel-chave na gestão política e lingüística do outro. E será projetada por este mesmo outro. Um círculo virtuoso de extraordinária eficiência.” (Massimo Canevacci, &lt;i&gt;Fetichismos visuais: corpos erópticos e metrópole comunicacional&lt;/i&gt;, III, 1, 3)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"O sujeito multividual é metamórfico, por isso assume os novos fetichismos. (...) Avatar é a metamorfose de um multivíduo mimeticamente incorporado aos fetiches digitais." (&lt;i&gt;Ibidem&lt;/i&gt;, III, 3)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“No entanto, para sermos absolutamente honestos, sempre vamos alimentar a suspeita de que está acontecendo algo sinistro e terrível nos bastidores, algo muito maior e mais sério que uma mera conspiração. O universo é misterioso. A própria realidade é misteriosa. Nenhum ser humano tem realmente noção do significado transcendental da vida, ou se existe vida após a morte, ou se existem de fato entidades como o bem e o mal absolutos.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Graham Hancock, Robert Bauval, John Grigsby, &lt;i&gt;O mistério de Marte: A conexão oculta entre a Terra e o Planeta vermelho&lt;/i&gt;, capítulo 26)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Não vamos continuar listando atrocidades individuais e coletivas que poderiam ocupar centenas de volumes, como todos sabem. Queremos simplesmente sugerir que é pouco provável que uma espécie tão atraída pelas trevas consiga passar pelo desafio da galáxia. Com efeito, parece que demonstramos inabilidade em vencê-lo durante as primeiras décadas de nossa descoberta de Marte e pela nossa incapacidade de demonstrar interesse pela proteção de nosso precioso e insubstituível planeta, que, pelo que sabemos, &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=p09Reux8sco&amp;amp;feature=player_embedded"&gt;pode ser o último lar para a vida que resta no universo&lt;/a&gt;.” (&lt;i&gt;Idem&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“As linguagens materiais comuns do dinheiro e da mercadoria fornecem uma base universal no capitalismo de mercado para ligar todos a um sistema idêntico de avaliação do mercado e, assim, promover a reprodução social da vida através de um sistema objetivo de ligação social. Mas, nessas restrições amplas, estamos ‘livres’, por assim dizer, para desenvolver à nossa própria maneira nossa personalidade e nossas relações, nossa ‘alteridade’, e até para forjar jogos de linguagem grupais, desde, é claro, que tenhamos dinheiro bastante para viver satisfatoriamente.” (David Harvey, &lt;i&gt;Condição pós-moderna: Uma pesquisa sobre as origens da mudança cultural&lt;/i&gt;, capítulo 5)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“A segunda arena de dificuldade geral nas sociedades capitalistas concerne à conversão da capacidade de homens e mulheres de realizarem um trabalho ativo num processo produtivo cujos frutos possam ser apropriados pelos capitalistas. Todo tipo de trabalho exige concentração, autodisciplina, familiarização com diferentes instrumentos de produção e o conhecimento das potencialidades de várias matérias-primas em termos de transformação em produtos úteis. Contudo, a produção de mercadorias em condições de trabalho assalariado põe boa parte do conhecimento, das decisões técnicas, bem como do aparelho disciplinar, fora do controle da pessoa que de fato faz o trabalho. A familiarização dos assalariados foi um processo histórico bem prolongado (e não particularmente feliz) que tem se renovado com a incorporação de cada nova geração de trabalhadores à força de trabalho. A disciplinação da força de trabalho para os propósitos da acumulação do capital – um processo a que vou me referir, de modo geral, como ‘controle do trabalho’ – é uma questão muito complicada. Ela envolve, em primeiro lugar, alguma mistura de repressão, familiarização, cooptação e cooperação, elementos que têm de ser organizados não somente no local de trabalho como na sociedade como um todo. A socialização do trabalhador nas condições de produção capitalista envolve o controle social bem amplo das capacidades físicas e mentais. A educação, o treinamento, a persuasão, a mobilização de certos sentimentos sociais (a ética do trabalho, a lealdade aos companheiros, o orgulho local e nacional) e propensões psicológicas (busca da identidade através do trabalho, a iniciativa individual ou a solidariedade social) desempenham um papel e estão claramente presentes na formação de ideologias dominantes cultivadas pelos meios de comunicação de massa, pelas instituições religiosas e educacionais, pelos vários setores do Estado, e afirmadas pela simples articulação de sua experiência por parte dos que fazem o trabalho.” (&lt;i&gt;Ibidem&lt;/i&gt;, capítulo 7)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Todo mestre já foi um desastre” (T. Harv Eker, &lt;i&gt;Os segredos da mente milionária: Aprenda a enriquecer mudando seus conceitos sobre dinheiro e adotando os hábitos das pessoas bem-sucedidas&lt;/i&gt;, parte 2, 17)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“O que é bom? – Tudo que aumenta a sensação de poder, a vontade de poder, o próprio poder no homem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que é mau? – Tudo que se origine da fraqueza.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que é felicidade? – A sensação de que o poder cresce, de que uma resistência foi superada.” (Nietzsche, &lt;i&gt;O anticristo&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“O objetivo inconsciente da literatura de massas é, portanto, capacitar o leitor ideologicamente para que interprete seus incessantes problemas reais desde um ponto de vista e desde uma possível solução predeterminada e preconceituosa, desde a ideologia da classe economicamente dominante.” (Ariel Dorfman e Manuel Jofre, &lt;i&gt;Super-homem e seus amigos do peito&lt;/i&gt;, capítulo III)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“A cada porcaria que sai da minha boca eu me sinto mais limpo.” (Pierre Louys &lt;i&gt;apud&lt;/i&gt; Ezio Favio Bazzo em &lt;i&gt;A lógica dos devassos: no circo da pedofilia e da crueldade&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Foi exatamente a respeito do fenômeno &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=NLJKaE6bnxU"&gt;Óvni&lt;/a&gt; que Jung traçou uma profunda análise a respeito de nossa crescente perda de individualidade. Descaracterizado e cada vez mais nivelado por baixo ao homem médio das estatísticas, o ser humano apresenta uma tendência cada vez maior de pensar em si mesmo como uma entidade anônima. Ao invés de procurar viver, o ideal é apenas sobreviver dentro de uma organização coletiva mais ou menos abstrata – o trabalho, a escola, o Estado. Pois Jung foi o primeiro a ver no fenômeno &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=aCSkiYgTXAU"&gt;Óvni&lt;/a&gt; os sinais de uma reação contra essa forma massificada de existência. A pessoa que passa por uma experiência ufológica é distinguida dessa massa amorfa. Ela foi escolhida pelos ‘poderes do alto’ para o contato, por isso pensa em si mesma como sendo especial, diferente, mesmo que esse pensamento não seja formulado conscientemente.” (Carlos Reis e Ubirajara Rodrigues, &lt;i&gt;A desconstrução de um mito: Um mito nada moderno sobre coisas vistas na Terra: porque os discos voadores podem não existir&lt;/i&gt;, capítulo &lt;i&gt;Comandantes estelares: somos marionetes?&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Simultaneamente, o ufólogo francês Bertrand Méheust demonstrou, em seu livro ‘Science Fiction et Soucoupes Volantes’, que todas as constantes do fenômeno Óvni – formas, manobras, técnicas de propulsão, dimensões e um interminável etc. – foram antecipadas pela ficção científica dos anos 20 e 30, e mesmo muito antes disso. Os crossovers entre a ficção científica e os discos voadores são bastante freqüentes e um caminho de mão dupla: se a FC, especialmente no cinema, incorporou a imagem do disco voador, a recíproca é igualmente verdadeira. Existe como que um circuito de retroalimentação entre ambos.” (&lt;i&gt;Ibidem, O ‘grande irmão’ sideral&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“O homem está condenado a ser livre.” (Sartre)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O “&lt;i&gt;intelectual maldito&lt;/i&gt;” é “alguém que dedica o essencial de sua reflexão a se auto-comover, a abalar a si mesmo, se flagelar confiando que a melhor obra é a que contém uma descoberta mortal para o próprio descobridor.” (...) “Não que seja um contestador. Muito pelo contrário. Agindo a maioria das vezes dentro da ordem estabelecida, ela a põe em xeque com o recurso, apenas, de acentuar alguns de seus traços grotescos.” (...) “Não se sabe se condena horrores e perversões porque, na verdade, quer [apenas] mostrá-los; não se sabe se fala de purezas e valores sagrados para poder estabelecer, na verdade, um jogo de profanações. Se é funcionário ‘do mal’, antes de mais nada aprende a ser ambíguo e a exibir tudo por vias transversas.” (Horácio Gonzalez, &lt;i&gt;O que são intelectuais&lt;/i&gt;, capítulo &lt;i&gt;Primeiro quadro: o intelectual maldito&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Aprender a ouvir seu cérebro na posição de testemunha, sem julgar, pode exigir prática e paciência, mas quando você domina essa habilidade, torna-se livre para ir além dos preocupantes dramas e traumas criados por seu contador de histórias [o hemisfério esquerdo].” (Jill Bolte Taylor, &lt;i&gt;A cientista que curou seu próprio cérebro: O relato da neurocientista que viu a morte de perto, reprogramou sua mente e ensina o que você também pode fazer&lt;/i&gt;, capítulo 16)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Muito provavelmente, essa dificuldade se deve ao fato de que é na rotina que nossas diferenças ficam sobressalentes e, algumas vezes, chegam a ser gritantes, incomodando o outro de forma perturbadora. Daí, em vez de aproveitarmos o ensejo para perceber nossas limitações, tendemos a interpretá-lo como uma afronta e, imediatamente, passamos a agredir o outro para nos defendermos.” (Rosana Braga, &lt;i&gt;O poder da gentileza: o modo como você trata as pessoas determina que você é!&lt;/i&gt;, capítulo 5)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"A autocrítica da razão é sua mais autêntica moral." (Adorno)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Não duvidamos que o apocalipse se aproxima. Verdade é que, quando os gafanhotos proliferam em demasia, seu comportamento muda, formando um instinto de rebanho e a nuvem termina suicidando-se no oceano. Os lêmingues também agem assim, e talvez a própria humanidade.” (Fernando Grossmann, &lt;i&gt;Manifesto Gótico&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"A miséria religiosa é, à uma, expressão da miséria real e protesto contra a miséria real. A religião é o suspiro da criatura aflita; é o sentimento de um mundo sem coração e o espírito de condições nada espirituais. É o ópio do povo." (Marx, na &lt;i&gt;Introdução&lt;/i&gt; da &lt;i&gt;Contribuição para a crítica à filosofia do direito de Hegel&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“O oposto da depressão não é a felicidade, mas a vitalidade. E minha vida é vital, mesmo quando triste.” (Andrew Solomon, &lt;i&gt;O demônio do meio-dia: Uma anatomia da depressão&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Não percamos tempo com discursos vazios. Façamos alguma coisa, enquanto há chance! Não é todo dia que precisam de nós. Ainda que, a bem da verdade, não seja exatamente de nós. Outros cuidariam tão bem do assunto, senão melhor. O apelo que ouvimos se dirige antes a toda humanidade. Mas neste lugar, e nesse momento, a humanidade somos nós, quer nos agrade ou não. Aproveitemos, antes que seja tarde. Representemos dignamente, pelo menos uma única vez, a espécie a que o destino nos meteu." (Vladimir, em &lt;i&gt;Esperando Godot&lt;/i&gt;, de Samuel Beckett.)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Nós somos consciências multidimensionais infinitas, encarnados em um corpo físico, por um período de intensa experiência na ‘estrada’ da evolução. Porém, desde a última intervenção genética de nossa espécie, estamos sendo monitorados, controlados e manipulados tanto encarnados como desencarnados. Isso se torna evidente depois que ELES puderam manipular nosso código genético. É óbvio que também poderiam ‘administrar’ um ciclo reencarnatório.” (Rodrigo Morais, &lt;a href="http://rmorais76.blogspot.com/2011/03/senhora-anunnaki-da-reencarnacao.html"&gt;&lt;i&gt;Senhora Anunnaki da Reencarnação&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“A ressurreição do corpo, um artigo de fé dos apóstolos, é um dogma com várias conseqüências curiosas. Havia um autor, há não muitos anos, que tinha um engenhoso método de calcular a data do fim do mundo. Argumentava que tem de haver ingredientes necessários ao corpo humano em quantidade suficiente para garantir a presença de todos no dia do juízo. Calculando cuidadosamente a matéria-prima disponível, concluiu que a dada altura toda esta teria sido já consumida. Quando tal data chegar, o mundo tem de acabar, pois de outro modo a ressurreição do corpo seria impossível. Infelizmente esqueci-me da data, mas creio que não falta assim tanto.” (Bertrand Russell, &lt;a href="http://ateus.net/artigos/ceticismo/um-esboco-do-lixo-intelectual/"&gt;&lt;i&gt;Um esboço do lixo intelectual&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Tudo isto é deprimente, mas a tristeza é uma emoção inútil.” (&lt;i&gt;Idem&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Todos os avanços de civilização foram considerados antinaturais quando eram ainda recentes.” (&lt;i&gt;Idem&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Gosto igualmente dos homens que estudam a grande pirâmide, com vista a decifrar a sua sabedoria mística. Muitos bons livros se escreveram sobre este assunto, alguns dos quais me foram apresentados pelos seus autores. É um fato singular que a grande pirâmide prediga sempre com exatidão o curso da história mundial até a data de publicação do livro em causa, mas que após essa data se torne menos fiável. Em geral, o autor espera, muito em breve, a ocorrência de guerras no Egito, seguidas pelo Armageddon e a vinda do anticristo, mas por esta altura já se identificou tanta gente com o anticristo que o leitor se deixa levar relutantemente ao ceticismo.” (&lt;i&gt;Idem&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Um homem sábio desfrutará os bens que há em abundância, e de lixo intelectual encontrará abundante dieta, no nosso tempo como em qualquer outro.” (&lt;i&gt;Idem&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Deus não destruiu o povo de Nínive. Não existe nenhuma possibilidade de que Deus não vai seguir com seu intento de destruir o mundo em 2011, podemos saber que a partir de suas relações com o povo de Nínive de que Deus é cheio de misericórdia. Isso deve incentivar cada um de nós para ir a Deus e Lhe implorar por Sua grande misericórdia.” (Folheto cristão fundamentalista, assinado por www.ebiblefellowship.com,  que garante que o “dia do julgamento” ocorrerá em 21/05/11 e que o “fim do mundo” ocorrerá em 21/10/11. Documento disponível (por enquanto) em: &lt;a href="http://www.ebiblefellowship.com/pt/may21_pt.html"&gt;http://www.ebiblefellowship.com/pt/may21_pt.html&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Francamente, qual é o sentido (fora o astrológico plagiado dos messias anteriores...) de &lt;a href="http://ateus.net/artigos/critica/jesus-cristo-nunca-existiu/"&gt;Jesus&lt;/a&gt; ressuscitar e logo depois ser transladado??  Por que não fez ao menos um sermão para uma multidão, em vez de se mostrar em sua glória apenas para os apóstolos e parentes (além da rodada, mas redimida, Maria Madalena, que, segundo dizem as más línguas, era parente dele também)? Por que não se deu ao trabalho de fazer a sua ressurreição ser reconhecida pelo grande público, pelos historiadores da época, pelo Estado romano? Por que não se deu ao trabalho de &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=wuH7vDrAHBE"&gt;facilitar um pouco mais &lt;/a&gt;o sucesso do seu próprio plano de salvação da humanidade (já que já tinha sofrido tanto por amor a nós pecadores...) forjando ao menos UMA ÚNICA &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=WBXRr5RJFQk&amp;amp;NR=1"&gt;prova&lt;/a&gt;? É pedir demais? Por que não ficou na Terra para sempre? Se nem o apóstolo Tomé acreditou, porque alguém mais em sã consciência e sem medo do inferno acreditaria? Ah, foi por causa do sadomasoquismo da ‘fé’. Afinal, certamente não há solução mais perfeita em sua circularidade do que essa, não é? Além disso, a ‘Palavra’ (&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=n94aBNoLDgk&amp;amp;NR=1"&gt;&lt;i&gt;Bíblia&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;) já é prova suficiente, dizem os entendidos. Mas espera aí, não foi a Igreja Católica, sob o papado, que &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Evangelhos_ap%C3%B3crifos"&gt;escolheu quais evangelhos eram verdadeiros e quais eram falsos&lt;/a&gt;? (Por que Jesus já não entregou o Evangelho, bem como a sua doutrina, prontos e &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Evangelho_segundo_Jesus_Cristo"&gt;redigidos por ele próprio&lt;/a&gt;?) Para um cristão protestante fundamentalista&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A2non_b%C3%ADblico"&gt; isso&lt;/a&gt; deve ser bem desconfortável...se a Igreja Católica já não nasceu sobre a influência de Lúcifer, como Jesus deixou-se perdê-la? Aliás, como Jeová deixou os satânicos romanos destruírem o templo onde ele próprio – o criador do universo – residia? Nos dois casos a resposta é a mesma: para castigar a depravação do povo, que nunca deixa de se corromper, para a sempre renovada surpresa do Criador. Bem, quando uma tática não dá certo, a gente a abandona: errar uma vez é humano...mas errar o mesmo erro repetidas vezes é estupidez. Já a versão (interpretação) ‘oficial’ da conceituação do pecado original, tão essencial para os cristãos protestantes, foi elaborada por Santo Agostinho, depois de séculos de controvérsias.” (Eu, hoje, como um adendo a &lt;i&gt;Uma breve crítica ao cristianismo e a sua&lt;/i&gt; [atual] &lt;i&gt;mais atroz forma: o &lt;a href="http://desciclopedia.org/wiki/Crente"&gt;(neo)pentecostalismo&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Ele ria à medida que escrevia, lia e pensava: ria do assunto, caía na gargalhada com a presunção de seus praticantes, rolava de rir dos erros deles, chorava às gargalhadas com suas inconsistências, zombava dos leitores, ria baixinho dos correspondentes, sorria por sua própria tolice de se envolver em tal negócio, dava risadas com as críticas de seus livros e teve acessos de riso à minha custa ao ver que eu estava realmente organizando a Sociedade Forteana” (Henry Holt, sobre Charles Fort em prefácio d’ &lt;i&gt;O livro dos danados&lt;/i&gt;, apud Stephen J. Spignesi, &lt;i&gt;Os 100 maiores mistérios do mundo: A lista mais completa sobre coisas estranhas e inexplicáveis&lt;/i&gt;, capítulo 22)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Depois da vida, há coisa pior do que perder o brilho da vida?” (Leonardo Boff)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Não é a pobreza que causa a dor, mas sim a cobiça.” (Epicteto) [Nunca será demais repetir isso.]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Há alguma coisa de altamente problemático no fato de que a sociedade capitalista está predisposta a harmonizar-se com o método científico.” (Lukács, &lt;i&gt;História da consciência de classe&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Se você não fizer hoje o que hoje pode ser feito e tentar fazer hoje o que hoje não pode ser feito, dificilmente fará amanhã o que hoje deixou de fazer.” (Paulo Freire)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“As pessoas saudáveis e relativamente felizes desaparecem porque estão de fato absorvidas pela vida, dedicadas ao trabalho, aos filhos, aos amigos, escrevendo um livro, compondo uma sinfonia, construindo uma casa, dando aula, concertando um carro. Silenciosamente. O tipo fálico você vê o tempo inteiro. Já com o adulto você raramente topa, a não ser quando precisa dele. Então ele vai estar lá. O fálico só estará se puder, com seu gesto, conseguir alguma repercussão social.” (André Gaiarsa, &lt;i&gt;O que é angústia&lt;/i&gt;, capítulo &lt;i&gt;O começo do fim&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“A emancipação consiste no pleno desenvolvimento humano sobre a natureza bem como sobre a própria natureza da humanidade.” (Marx, &lt;i&gt;Grundrisse&lt;/i&gt;, Caderno V)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Embora, no início, o desenvolvimento da espécie humana se tenha feito às custas da maioria dos indivíduos humanos e até mesmo de classes, ao seu término ela rompe essa contradição e coincide com o desenvolvimento do indivíduo; portanto, o desenvolvimento superior do indivíduo só é atingido por um processo histórico ao longo do qual indivíduos são sacrificados.” (Marx, &lt;i&gt;Teorias da mais-valia&lt;/i&gt;, parte II, capítulo IX)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Uma vida feliz é impossível: o máximo que o homem pode atingir é um curso de vida curso de vida heróico." (A. Schopenhauer, &lt;i&gt;Parerga e Paralipomena&lt;/i&gt;, cap. XIV - &lt;i&gt;Contribuições à doutrina da afirmação e da negação do querer-viver&lt;/i&gt;, § 172)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Não há real e, muito menos, um ‘sentido’ nesse real. Há somente o simulacro, a imagem, a representação (imaginária) dessa realidade. Essa é a única realidade.” (Michel Zaidan Filho, &lt;i&gt;A crise da razão histórica&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Quanto maiores a riqueza social, o capital em funcionamento, o volume e a energia de seu crescimento, portanto também a grandeza absoluta do proletariado e a força produtiva de seu trabalho, tanto maior o exército industrial de reserva. A força de trabalho disponível é desenvolvida pelas mesmas causas que a força expansiva do capital. A grandeza proporcional do exército industrial de reserva cresce, portanto, com as potências da riqueza. Mas quanto maior esse exército de reserva em relação ao exército ativo de trabalhadores, tanto mais maciça a superpopulação consolidada, cuja miséria está na razão inversa do suplício de seu trabalho. Quanto maior, finalmente, a camada lazarenta da classe trabalhadora e o exército industrial de reserva, tanto maior o pauperismo oficial. &lt;i&gt;Essa é a lei absoluta geral da acumulação capitalista.&lt;/i&gt; Como todas as leis, é modificada em sua realização por variegadas circunstâncias, cuja análise não cabe aqui.” (Marx, &lt;i&gt;O Capital&lt;/i&gt;, Livro I, capítulo XXIII)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Um mês após sua chegada a Dresde, no verão de 1814, Schopenhauer começou a tomar os primeiros apontamentos, reunindo em número sem conta aforismos soltos e aparentemente sem nexo entre si. Só em março de 1817, três anos mais tarde, começa a ordenar as idéias, dando início à obra propriamente dita. Dessa época, ele mesmo dirá: ‘Eu estava no apogeu das minhas forças. Minhas locubrações haviam atingido o máximo de tensão . Onde quer que eu batesse com os olhos deparavam-se-me revelações, fazendo surgir como por encanto no meu cérebro uma série de idéias, todas dignas de nota. Aliás, nunca deixei de as anotar’.” (Karl Weissmann, &lt;i&gt;Vida de Schopenhauer&lt;/i&gt;, capítulo IV)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;"Apesar de seu imenso amor à verdade, sua missão [a de Schopenhauer] não é explicar, mas acusar o mundo." (&lt;i&gt;Idem&lt;/i&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Daí que cada leitor [da imprensa] tem, para si, uma imagem da realidade que na sua quase totalidade &lt;i&gt;não é real&lt;/i&gt;. É diferente e até antagonicamente oposta à realidade. A maior parte dos indivíduos, portanto, move-se num mundo que não existe, e que foi artificialmente criado para ele justamente a fim de que ele se mova nesse mundo irreal.” (Perseu Abramo, &lt;i&gt;Padrões de manipulação na grande imprensa&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Quando Darwin descobriu a história da evolução biológica, sua teoria da seleção natural na ‘luta pela existência’ foi logo transposta à sociedade humana. O próprio Darwin não deixou de tomar partido. Em algumas de suas cartas, ele recriminava o então incipiente movimento sindical, uma vez que suas exigências por solidariedade atravancavam o processo de seleção natural e oneravam a sociedade com espécimes exangues e inaptos à concorrência. Esse darwinismo social mantinha um vínculo obsceno com a ‘física’ do mercado. Ao fim do século XIX somou-se a eles a chamada eugenia ou ‘higiene social’ que apregoava a transmissão hereditária de qualidades sociais. As camadas inferiores de criminosos e desclassificados ganharam a pecha de homens ‘hereditariamente inferiores’, a quem se devia coibir a reprodução. No reverso da moeda, figurava o aclamado ‘tipo vitorioso’ do homem belo, forte e de ‘herança salutar’.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(...)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A naturalização da economia, porém, acarreta como conseqüência lógica a bestialização das relações sociais.” (Robert Kurz, &lt;i&gt;Os últimos combates&lt;/i&gt;, capítulo &lt;i&gt;A biologização do social&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“O processo global da sociedade é um processo causal, que possui suas próprias normatividades, mas não é jamais objetivamente dirigido para a realização de finalidades. Mesmo quando alguns homens ou grupos de homens conseguem realizar suas finalidades, os resultados produzem,via de regra, algo que é inteiramente diverso daquilo que se havia pretendido.” (Lukács, &lt;i&gt;Temas de ciências humanas&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Toda vez, com efeito, que o homem perde seu sangue-frio, toda vez que ele sucumbe sob o golpe da infelicidade, que se encoleriza, ou se entrega ao desencorajamento, mostra, com isso, que encontrou as coisas diferentes do que esperava, consequentemente que se enganou, que não conhecia nem o mundo nem a vida, que não sabia que a natureza inanimada, por acaso, ou a natureza animada em vista de um fim oposto, ou mesmo por maldade, contradiz, a cada passo, as vontades particulares; ele não se serviu da razão para chegar a um conhecimento geral da vida; ou o poder do juízo é nele demasiado fraco para reconhecer, no domínio do particular, o que admite no domínio do geral; é por isso que ele se encoleriza e perde o sangue-frio. Do mesmo modo, todo alegria intensa é um erro, uma ilusão, porque o prazer do desejo satisfeito não é de longa duração, e também porque todo nosso bem, ou toda nossa felicidade, só nos é dado por um tempo, e como pro acaso, e pode, por conseguinte, ser-nos arrebatado num momento. Todas as nossas dores vêm da perda de uma ilusão semelhante; deste modo os nossos bens e os nossos males vêm todos de um conheciemnto incompleto; eis pro que motivo a dor e os lamentos são estranhos ao homem sensato, e por que motivo nada poderá abalar a sua ataraxia.” (Arthur Schopenhauer, &lt;i&gt;O mundo como vontade e como representação&lt;/i&gt;, tomo I, § 16)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Com exceção do instinto de autopreservação, a propensão para a competição é provavelmente o mais forte, alerta e persistente dos motivos econômicos. Numa comunidade industrial, esta propensão para a competição se exprime na concorrência pecuniária; e isto, no que se refere às comunidades civilizadas ocidentais da atualidade, é virtualmente equivalente à sua expressão em alguma forma de desperdício conspícuo. As tendências para o desperdício conspícuo estão, portanto, prontas para absorver qualquer aumento da eficiência ou aumento industrial da comunidade, depois de supridas as necessidades físicas mais elementares.” (Thorstein Veblen, &lt;i&gt;Teoria da classe ociosa&lt;/i&gt;, capítulo V)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Para quem compreendeu bem tudo isto, e sabe separar a vontade da idéia, a idéia do seu fenômeno, os acontecimentos do mundo já só terão significado enquanto sinais reveladores da idéia do homem; eles não terão nenhum em si mesmos nem por eles mesmos. Já não se acreditará então com o homem vulgar que o tempo possa trazer-nos qualquer coisa de uma novidade ou uma significação reais; já não se imaginará que alguma coisa possa, por si ou em si, chegar a um absoluto; já não se atribuirá ao tempo, como a um todo, um começo ou um fim, um plano e um desenvolvimento; já não se lhe determinará, como faz o conceito vulgar, para objetivo final o mais alto aperfeiçoamento deste gênero humano, a última geração sobre a terra e cuja vida média é de trinta anos.” (Arthur Schopenhauer, &lt;i&gt;O mundo como vontade e como representação&lt;/i&gt;, Tomo I, § 35)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"&lt;i&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Navalha_de_Occam"&gt;The facts are simple&lt;/a&gt;. The earth is flat. You can't orbit a flat earth. The Space Shuttle is a joke — and a very ludicrous joke. Nobody knows anything about the true shape of the world... The known, inhabited world is flat. Just as a guess, I'd say that the dome of heaven is about 4,000 miles away, and the stars are about as far as San Francisco is from Boston. Wherever you find people with a great reservoir of common sense they don't believe idiotic things such as the earth spinning around the sun. Reasonable, intelligent people have always recognized that the earth is flat." (Charles K. Johnson, president of the International &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Flat_Earth_Society"&gt;Flat Earth Research Society&lt;/a&gt; apud Robert J. Schadewald in “&lt;a href="http://www.lhup.edu/~dsimanek/fe-scidi.htm"&gt;The Flat-out Truth: Earth Orbits? Moon Landings? A Fraud! Says This Prophet The idea of a spinning globe is only a conspiracy of error that Moses, Columbus, and FDR all fought...&lt;/a&gt;”&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“O papel dos utopistas liberais estará definitivamente encerrado, quando nosso regime for reconhecido. Até lá nos prestarão grande serviço. Por isso, impeliremos os espíritos a inventar toda espécie de teorias fantásticas, modernas e pretensamente progressivas; porque teremos virado a cabeça a esses cristãos imbecis, com pleno êxito, por meio dessa palavra progresso, não havendo uma só mentalidade entre eles que veja que, sob essa palavra, se esconde um erro em todos os casos em que se não tratar de invenções materiais, porque a verdade é uma só e não pode progredir. O progresso, como idéia falsa, serve para obscurecer a verdade, a fim de que ninguém a conheça, salvo nós, os eleitos de Deus, e sua guarda.” (&lt;i&gt;Protocolos dos sábios de Sião&lt;/i&gt;, XIII)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Quando o desejo maior dos seres humanos é o repouso, o aconchego perene, a paz, os vínculos com Tânatos são estreitos: onde encontrar essa paz eterna senão na morte? Daí, segundo Freud, os impulsos de autodestruição: matar-se, destruir-se é, para esses indivíduos, a única forma de retornar ao útero, de reviver a quietude morna do corpo da mãe, o silêncio e o nada absolutos.” (Lúcia Castello Branco,  &lt;i&gt;O que é erotismo&lt;/i&gt;, capítulo Nos domínios de &lt;i&gt;Tânatos&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“A humanidade teve que se submeter a terríveis provações até que se formasse o eu, o caráter idêntico, determinado e viril do homem, e toda infância ainda é de certa forma a repetição disso.” (Adorno e Horkheimer, &lt;i&gt;Dialética do Esclarecimento&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Não faz diferença se está vivo ou morto, pois a quantidade de partículas subatômicas é a mesma.” (Dr. Manhatan, em W&lt;i&gt;atchmen&lt;/i&gt;, escrito por Alan Moore)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“É tudo uma piada.” (O Comediante, &lt;i&gt;idem&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Assim, qualquer teoria crítica da sociedade defronta, logo de início, com o problema da objetividade histórica, um problema que surge nos dois pontos em que a análise implica julgamentos de valores: 1) o julgamento de que a vida humana vale a pena ser vivida, ou melhor, pode ser ou deve ser tornada digna de se viver. Este julgamento alicerça todo esforço intelectual; é apriorístico para a teoria social, e sua rejeição (que é perfeitamente lógica) rejeita a própria teoria; 2) o julgamento de que, em determinada sociedade, existem possibilidades específicas de melhorar a vida humana e modos e meios específicos de realizar essas possibilidades. A análise crítica tem de demonstrar a validez objetiva desses julgamentos, tendo a demonstração de se processar por bases empíricas. A sociedade estabelecida dispõe de uma quantidade e uma qualidade determinada de recursos intelectuais e materiais. Como podem ser esses recursos utilizados para o máximo desenvolvimento e satisfação das necessidades e faculdades individuais com o mínimo de labuta e miséria? Teoria social é teoria histórica, e história é a esfera da possibilidade na esfera da necessidade. Portanto, dentre as várias maneiras possíveis e reais de organizar e utilizar os recursos disponíveis, quais oferecem a maior possibilidade de ótimo desenvolvimento?” (Herbert Marcuse, I&lt;i&gt;deologia da sociedade industrial&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Introdução&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Se o ícone tende a romper a continuidade do processo abstrativo, porque mantém o interpretante a nível de primeiridade, isto é, na ebulição das conjecturas e na constelação das hipóteses (fonte de todas as descobertas); se o índice faz parar o processo interpretativo ao nível energético de uma ação como resposta ou de um pensamento puramente constatativo; o símbolo, por sua vez, faz deslanchar a remessa de signo a signo, remessa esta que só não é para nós infinita porque nosso pensamento, de uma forma ou de outra, em maior ou menor grau, está inexoravelmente preso aos limites da abóbada ideológica, qual seja, das representações de mundo que nossa historicidade nos impõe.” (Lúcia Santaella, &lt;i&gt;O que é semiótica&lt;/i&gt;, capítulo &lt;i&gt;Para tecer a malha dos signos&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“No tipo suspense, ao contrário do anterior, pode-se notar a existência de um roteiro; entretanto, como nos clássicos do gênero, alguns pontos da trama permanecem obscuros até o final. A dificuldade aí é saber aonde o autor quer chegar, qual a ligação dos fatos expostos com o &lt;i&gt;leitmotiv&lt;/i&gt;, ou seja, o tema do estudo. Em alguns casos, o mistério se esclarece nas páginas finais. Freqüentemente, porém, como nos maus romances policiais, o autor não consegue convencer. Em outros, ainda, numa variante que poderíamos chamar de ‘cortina de fumaça’, tudo leva a crer que o estudo se encaminha numa direção e, de repente, se descobre que o foco é outro.”(Alda Judith Alves-Mazzotti, &lt;i&gt;A "revisão da bibliografia" em teses e dissertações: meus tipos inesquecíveis - o retorno,&lt;/i&gt; no livro &lt;i&gt;A bússola do escrever&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Mesmo na renúncia à própria liberdade não se tem a consciência tranqüila: ao mesmo tempo que sentem prazer, no fundo as pessoas percebem-se traidoras de uma possibilidade melhor, e simultaneamente percebem-se traídas pela situação reinante.” (Adorno, &lt;i&gt;O fetichismo na música e a regressão da audição&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Porém, toda a atividade muda seu caráter quando não está mais fixada na esfera de tempos de fluxo abstratos, esvaziada de sentido e com fim em si, podendo seguir ao contrário o seu próprio ritmo, individualmente variado e integrado em contextos de vida pessoais; quando em grandes formas de organização os homens se autodeterminarem, em vez de serem determinados pelo ditado da valorização empresarial. Por que se deixar apressar pelas exigências insolentes de uma concorrência imposta? É o caso de redescobrir a lentidão.” (Grupo Krisis, &lt;i&gt;Manifesto contra o trabalho&lt;/i&gt;, capítulo 17)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“As manifestações do poder pastoral podem ser vistas não apenas em seminários e &lt;i&gt;workshops&lt;/i&gt;, mas também em declarações de missões, em discursos messiânicos de alguns líderes empresariais, em práticas organizacionais e em processos sutis de cooptação dos funcionários e de suas famílias. Em um mundo onde falta sentido e coerência, os artefatos corporativos procuram preencher as lacunas, fornecendo um senso de direção e propósito. Qualquer semelhança com técnicas de lavagem cerebral pode ser mais que mera coincidência.” (Thomaz Wood Jr.,&lt;i&gt; A estava do ator: o drama executivo no teatro corporativo&lt;/i&gt;, capítulo &lt;i&gt;Ovelhas new age&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“E é aqui que voltamos a encontrar o mito. A semiologia nos ensinou que a função do mito é transformar uma intenção histórica em natureza, uma eventualidade em eternidade. Ora, este processo é o próprio processo da ideologia burguesa. Se a nossa sociedade é objetivamente o campo privilegiado das significações míticas, é porque o mito é formalmente o instrumento mais apropriado para a inversão ideológica que a define: a todos os níveis da comunicação humana, o mito realiza a passagem da &lt;i&gt;antiphysis&lt;/i&gt; para a &lt;i&gt;pseudophysis&lt;/i&gt;.” (Roland Barthes, &lt;i&gt;Mitologias&lt;/i&gt;, 2, &lt;i&gt;O mito é uma fala despolitizada&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“As notas de rodapé, em si mesmas, nada garantem. Os inimigos da verdade – e a verdade tem inimigos – podem usá-las para negar os mesmos fatos que os historiadores honestos confirmam com elas. Os inimigos das idéias – e também elas têm inimigos – podem usá-las para montar citações sem qualquer interesse para os leitores, ou para atacar o que quer que se pareça com uma nova tese. Todavia, as notas de rodapé constituem uma parte indispensável, ainda que confusa, daquela mistura de arte e ciência: a história moderna.” (Anthony Grafton, &lt;i&gt;As origens trágicas da erudição: Pequeno tratado sobre a nota de rodapé&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“A leitura transforma-se, então, numa válvula de escape. Mas não apenas isso: direta ou indiretamente, ajuda a elaborar – através do relaxamento de nossas tensões – sentimentos difíceis de compreender e conviver. Assim sendo, o conceito de escapismo aplicado ao modo de ler torna-se ambíguo, como observa Robert Escarpit; embora possua uma carga pejorativa, o termo evasão pode significar ‘fuga para a liberdade e conseqüentemente uma abertura intencional de novos horizontes’.” (Maria Helena Martins, &lt;i&gt;O que é leitura&lt;/i&gt;, capítulo 4)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“A magia sempre deixa rastros, especialmente a magia negra.” (Dumbledore em &lt;i&gt;Harry Potter e o príncipe mestiço&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Porém a vida é curta e o conhecimento, ilimitado: ninguém dispõe de tempo para tudo. Na realidade, somos, de modo geral, forçados a optar entre uma exposição impropriamente breve e a impossibilidade de expor. Sintetizar é um mal necessário, e a tarefa daquele que sintetiza é fazer da melhor maneira possível um trabalho que, embora essencialmente mau, ainda seja melhor do que nada. Ele deve aprender a simplificar, mas sem chegar ao extremo de falsificar. Deve aprender a concentrar-se no essencial de uma determinada situação, mas sem desconhecer muitos aspectos marginais expressivos da realidade. Assim sendo, pode suceder que ele não esteja capacitado a dizer toda a verdade (porque toda a verdade a respeito de quase todos os assuntos importantes é incompatível com a concisão), mas poderá dizer consideravelmente mais do que as temerárias meias verdade e quartas partes da verdade que sempre foram moeda corrente do pensamento.” (Aldous Huxley, &lt;i&gt;Regresso ao admirável mundo novo&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Entende-se que a socialização tenha sido malsucedida quando existe um alto grau de assimetria entre a realidade subjetiva e objetiva, ou seja, a visão de mundo assimilada pelo indivíduo é bastante discrepante do mundo tal como objetivamente definido pela sociedade em que ele vive.” (João-Francisco Duarte Júnior, &lt;i&gt;O que é realidade&lt;/i&gt;, capítulo &lt;i&gt;A aprendizagem da realidade&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Segue-se que nosso maior esforço deveria ser o de conservar sobretudo um alto grau de saúde completa, que há de florescer em alegria. (...) Sem dúvida esteiam-se nove décimos da felicidade sobre a saúde apenas. Com ela, tudo é fonte de prazer; ao contrário, se faltar, nenhum bem externo, de qualquer espécie, pode ser fruído; até os bens subjetivos, as qualidades do espírito, do ânimo, do temperamento, são diminuídos e muito atrofiados pela doença. (...) Logo, a maior de todas as tolices é sacrificar a saúde, seja lá para o que for, para a aquisição de riqueza, para ser promovido, para conquistar saber, ou fama, sem falar em concupiscência e em prazeres fugazes. Tudo deve vir depois dela.” (Arthur Schopenhauer, &lt;i&gt;Aforismos para sabedoria na vida&lt;/i&gt;, cap. II)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"A humildade é o último degrau para a sabedoria." (Sêneca)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Se a analogia do terceiro capítulo do livro do Gênesis estiver correta, a conspiração foi a primeira atividade espontânea em que os seres humanos se envolveram logo após a criação, antecedendo até mesmo o sexo, que só aparece no capítulo quarto.” (Robert Wenick, Smithsonian Institute, 1994 apud Abreu em &lt;a href="http://www.armindoabreu.ecn.br/"&gt;&lt;i&gt;O poder secreto!&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“É hora de alguém lhe contar a verdade. Há um Cordão Invisível que pode ser facilmente traçado ligando os banqueiros europeus que encomendaram o assassinato do presidente Lincoln aos Illuminati alemães e o ‘rabino comunista’ que é o elo com Karl Marx, a Comissão Trilateral, a Casa Morgan e os banqueiros britânicos, que, por sua vez, fundaram a KGB soviética. Essa é a ‘restrita cabala que tem por objetivo nada menos do que estabelecer a nova ordem para a raça humana sob a dominação de Lúcifer’.” (Greg Palast satirizando Marion ‘Pat’ Robertson no capítulo 6 de &lt;i&gt;A melhor democracia que o dinheiro pode comprar&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Daí se segue que aquele que lê muito e quase o dia inteiro, e que nos intervalos se entretém com passatempos triviais, perde, paulatinamente, a capacidade de pensar por conta própria, como quem sempre anda a cavalo acaba esquecendo como se anda a pé [?]. Este, no entanto, é o caso de muitos eruditos: leram até ficarem estúpidos.” (Schopenhauer, &lt;a href="http://ateus.net/artigos/filosofia/sobre-livros-e-leitura/"&gt;&lt;i&gt;Parerga e Paralipomena, §24 - Sobre livros e leitura&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Seria bom comprar livros se pudéssemos comprar também o tempo para lê-los, mas, em geral, se confunde a compra de livros com a apropriação de seu conteúdo.” (&lt;i&gt;Idem&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Na minha opinião, o que houve na praça Dealey, em 22 de novembro de 1963, foi um golpe de Estado. Acredito que esse golpe foi instigado e planejado com muita antecedência por anticomunistas fanáticos da comunidade de informações dos Estados Unidos; que foi executado, certamente sem aprovação oficial, por pessoas que atuavam na máquina de operações clandestinas da CIA e por colaboradores que não pertenciam ao governo; que foi acobertado por membros do FBI, do Serviço Secreto, do departamento de polícia de Dallas e das forças armadas; e que seu objetivo era impedir que Kennedy buscasse uma &lt;i&gt;détente&lt;/i&gt; com a União Soviética e Cuba e pusesse fim à guerra fria.” (Jim Garrison, &lt;i&gt;JFK – Na trilha dos assassinos: Como investiguei e processei os envolvidos na Caso Kennedy, &lt;/i&gt;capítulo&lt;i&gt; 26&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“&lt;i&gt;Vatican Assassins&lt;/i&gt; identifica corretamente a razão por que o presidente Kennedy foi assassinado: ele iria retirar os EUA da planejada Guerra do Vietnã. Além disso, Kennedy planejava reduzir drasticamente o poder e a abrangência da CIA e da &lt;i&gt;Federal Reserve&lt;/i&gt;, e alguns até acreditam que ele iria revelar o plano total dos &lt;i&gt;Illuminati &lt;/i&gt;para colocar em cena o Anticristo!” (The Cutting Edge, &lt;i&gt;&lt;a href="http://www.espada.eti.br/n1623.asp"&gt;Uma Grande Fusão das Forças da Magia Ocorreu Quando o Papa Paulo VI Foi Coroado, em 1963!&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Ora, Schopenhauer se identifica e defende a negação do querer-viver, enquanto Nietzsche, que tanto estudou Schopenhauer, se identifica com e defende a afirmação do querer-viver. Ambos são bastante explícitos em suas colocações, de forma que seria atestado de ignorância em suas filosofias negar isso. Ambos adotam uma posição extremada: Não absoluto x Sim absoluto. De forma coerente com o vaticinado por Schopenhauer (§ 56 do tomo I d’ &lt;i&gt;O mundo como vontade e como representação&lt;/i&gt;), Nietzsche (o qual supostamente teve uma visão da totalidade existencial – portanto teve acesso a um conhecimento intuitivo – do ‘puro poder, liberto das perplexidades do intelecto’) propõe um caminho que permite a existência, na sua afirmação de si, se construir de uma forma verdadeiramente nova.” (Eu, parte de um capítulo que não postarei mais)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“O senso comum é grotesco, mas é uma interpretação adequada, eficiente (do ponto de vista da otimização de recursos escassos) e suficiente ao nível de realidade (a luta pragmática e cotidiana pela sobrevivência, pelo prazer e pela reprodução do vírus humano) maquinal no qual o &lt;i&gt;insider&lt;/i&gt; vegeta. O senso comum, destarte, mantém uma relação dialética com a &lt;i&gt;pobreza escandalosa do cotidiano&lt;/i&gt;: a causação é circular e cumulativa, e não linear.” (Eu, em outro capítulo que não vou postar mais)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Sobre o governo oculto (que, na hipótese mais contida e discreta seria a ‘&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Corporocracia"&gt;corporocracia&lt;/a&gt;’) são jogados centenas de véus. O &lt;i&gt;insider&lt;/i&gt; modelo está entretido demais com a própria vida, com a sua família, com o seu trabalho, com o consumismo, com a indústria cultural e com a religião para perceber qualquer coisa além das aparências oficiais. Mas há outros véus possíveis (a se depender da imaginação de cada um). No limite, os tentáculos do governo oculto estariam infiltrados em qualquer comunidade interpretativa: nas esotéricas, ufológicas, nas esferas acadêmicas, nas artes, nas teorias da conspiração, nos partidos políticos, nas ONGs, nas sociedades secretas, etc. Quantas seitas não poderiam ter sido criadas por “eles”? Quantas correntes acadêmicas não foram financiadas por “eles”? Movimentos políticos idem? Livros idem? Quanta desinformação foi plantada por “eles” para esconder a verdade tão fundo que simplesmente nunca saberemos qual ela é? Bem-vindo ao fantástico mundo das teorias da conspiração.” (&lt;i&gt;Idem&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Um discurso de mundo é o modelo mental da realidade para um multivíduo. É o ‘mapa’ semiótico da realidade que está gravado neuroquimicamente no cérebro multividual (o mapa – e o signo em geral – é sempre uma simplificação daquilo que ele representa). Essa gravação é realizada em um processo cumulativo nos quais interagem determinações naturais e sociais, herança genética e histórica, além da dinâmica cotidiana e, em retroalimentação, picuinhas idiossincráticas. A maioria das pessoas acaba cristalizando seus mapas mentais ao longo do tempo – principalmente no que diz respeito a questões normativas (isso se chama ‘posicionamento’).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As pessoas tomam suas decisões (movem-se no mundo, vivem a vida) de acordo com o referencial empírico do momento e de acordo com os modelos mentais que lhe afirmam o que o mundo é (note-se o papel fundamental da memória na construção da realidade). São esses modelos que lhes permitem imaginar o futuro (próximo ou distante), e, assim, viabilizar a realização de uma escolha mais bem fundamentada e com maior chance de sucesso para a sua sobrevivência e progresso (a escolha ‘certa’ e não a ‘errada’) – uma escolha ‘racional’ e ‘lógica’. &lt;b&gt;Toda&lt;/b&gt; decisão (e, portanto, &lt;b&gt;todo&lt;/b&gt; julgamento) que vai além da mera e imediata reação instintiva pressupõe um discurso de mundo, um modelo de realidade não apenas positivo, mas normativo (ideologia e utopia).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quanto mais dogmático um discurso de mundo, mais ele estará blindado contra mudanças significativas em sua estrutura, desde que, é claro, o hospedeiro – em sua cegueira, medo, comodismo, preguiça e inautenticidade, ou, na falta de tudo isso, em seu cinismo e regalias – concorde com esse dogmatismo (não se rebele contra ele, concorde que ele é a ‘verdade’ a qual se deve agarrar, não perceba, ou finja não perceber, os efeitos deletérios do discurso de mundo sobre seus interesses pessoais).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, quanto mais dogmático for um discurso de mundo, maior e mais grotesca é a sua diferença para com a realidade presente observável ou descoberta mediante novas investigações sociais contra-intuitivas (método científico, ciência como instituição social), e, portanto, mais contraproducentes serão as decisões tomadas a partir dele, o que vai diminuir a sua credibilidade (por exemplo, caso de descrédito da Igreja após a peste negra). Em sua cegueira e perversão, o discurso de mundo sofre um processo de dialética negativa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quanto maior a dissonância entre o discurso de mundo dogmático e retrogrado e a realidade (sempre mutável) atual das coisas, maiores serão os erros e insucessos das decisões multidividuais e coletivas, e, portanto, menor a chance de sobrevivência da comunidade (hoje globalizada). No limite, um discurso de mundo generalizado mas equivocado, que não salienta as variáveis e relações vitais, implica em extinção da espécie (a qual pode muito bem estar a caminho nesse momento em que você lê essas palavras). Outrossim, quanto mais incompatível a opinião de um multivíduo com a opinião da maioria, e quanto mais dogmática e totalitária for a sociedade, menores são as chances de sobrevivência do multivíduo (por exemplo, Giordano Bruno).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O conhecimento humano é formado a partir de uma interação entre intuição, razão, imaginação, sentimentos, e evidências empíricas, tudo isso em um contexto histórico (possivelmente não teleológico). Por mais deslocado que um discurso de mundo esteja dos fatos empíricos, ele, para sobreviver (e garantir os interesses dos grupos que dele se privilegiam politicamente), sempre vai tentar forjar evidências empíricas e argumentativas para fundamentá-lo (por exemplo, teologia, o ‘&lt;i&gt;design&lt;/i&gt; inteligente’, ou ‘Saddam tem armas de destruição em massa’). Com a transformação da barbárie em civilização e a complexificação desta, houve uma passagem da violência para a fraude como principal instrumento de poder e persuasão (e também de keynesianismo militar – ‘progresso’). Mas a violência pode ser ainda utilizada quando a fraude não é persuasiva o suficiente (por exemplo, Tribunal do Santo Ofício, guerra santa, ou Guantanamo). A força bruta ainda é a ferramenta persuasiva de última instância na gestão do outro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os discursos de mundo (principalmente os dogmáticos), como resultados da vontade humana – e (sempre) política – de saber/poder, expressam esse desejo totalitário, esse desejo de dominação mundial no tempo e no espaço – na eternidade (pois o desejo é infinito): eis a sua natureza viral e parasitária.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todas as religiões e seitas querem dominar o mundo.” (&lt;i&gt;Idem&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“A mente de cada indivíduo tem de ser sempre o último juiz nas próprias ações. E entregá-la a outro para seguir cegamente o que nos dizem é um ato de suicídio mental que se opõe diametralmente ao grande mandamento da evolução, que é uma das leis fundamentais do cosmos.” (Salvador Freixedo, &lt;i&gt;Defendamo-nos dos deuses&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Algumas pessoas também creditam que existe uma conspiração supragovernamental, um grupo de indivíduos incrivelmente poderosos que desejam ‘dominar o mundo’. A maioria de nós desdenha desses visionários julgando-os malucos paranóicos. Contudo, não se pode negar que, durante mais de cem anos, vem-se desenvolvendo um movimento entre os principais intelectuais, industriais e ‘viajantes globais’ do mundo, destinado a acabar com as guerras e resolver os problemas sociais (como superpopulação, desequilíbrios comerciais e degradação ambiental) por meio da criação um único governo mundial. Ser este movimento globalista a ‘conspiração diabólica’ de um grupo de malvados ou um ‘consenso amplo’ de muitos líderes bem-intencionados, não faz diferença. Ele é tão real quanto a AIDS e potencialmente tão mortífero, pelo menos para nossas liberdades individuais, se não para nossas próprias vidas.’ (Jerry E. Smith, &lt;i&gt;Armas eletromagnéticas: Seria o projeto HAARP a próxima ameaça mundial?&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“A dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional.” (Carlos Drummond de Andrade)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Mas se o aumento da população e do consumo de eletricidade continuarem no ritmo atual, em 2600 as pessoas ficarão ombro a ombro, e o consumo de eletricidade deverá deixar a Terra incandescente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se você dispusesse todos os novos livros um ao lado do outro à medida que fossem sendo publicados, teria de correr a 145 quilômetros por hora apenas para acompanhar o fim da fila. Claro que, em 2600, as novas obras artísticas e científicas virão em formas eletrônicas, e não como livros e artigos físicos. Contudo, se o crescimento exponencial prosseguisse, surgiriam dez artigos por segundo no meu ramo da física teórica, e não haveria tempo para lê-los.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Evidentemente, o atual crescimento exponencial não pode durar para sempre. Então o que acontecerá? Uma possibilidade é nos exterminarmos completamente por algum desastre, como uma guerra nuclear. Os pessimistas dizem que o motivo por que não fomos contatados por extraterrestres é que, quando uma civilização atinge o nosso estágio de desenvolvimento, torna-se instável e destrói a si mesma. Contudo, sou um otimista. Não acredito que a raça humana tenha chegado tão longe simplesmente para se extinguir justo quando as coisas estão se tornando interessantes.” (Stephen Hawking, &lt;i&gt;O universo numa casca de noz&lt;/i&gt;, capítulo 6)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Se liberdade significa algo, significa o direito de dizer às pessoas aquilo que elas não querem ouvir.” (George Orwell)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Desde que me entendo por gente, acho-me em oposição ao mundo. (...) Quando atingi os quarenta anos de idade, tive a impressão de haver ganho a demanda contra o mundo em última instância, e encontrei-me então elevado a um ponto ao qual nem sequer havia ousado aspirar. Em troca, a vida tornava-se cada vez mais monótona e vazia." (Schopenhauer, citado por Karl Weismann, &lt;i&gt;Vida de Schopenhauer&lt;/i&gt;, capítulo 4)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“E se lembrou de quando era uma criança&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E de tudo o que vivera até ali&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E decidiu entrar de vez naquela dança&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se a &lt;i&gt;via-crucis&lt;/i&gt; virou circo, estou aqui’” (Legião Urbana, Faroeste cabloco)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Há de provar o adágio de que, montado o mendigo, fará o cavalo galopar até morrer." (Shakespeare - &lt;i&gt;Henrique VI&lt;/i&gt;).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Outra crítica feita a Schopenhauer, agora pelo filósofo húngaro Lukács (1885-1971), foi a de que ele escreveu uma filosofia pequeno-burguesa, presa ao cansaço existencial de sua [decadente] classe social. Esse crítico talvez pensasse que, por não ter de lutar pelo sobrevivência, Schopenhauer ocupou-se com a arte e, para tornar as coisas mais picantes, meditou sobre o sofrimento e a compaixão.” (Jair Barboza, Schopenhauer: &lt;i&gt;A descifração do enigma do mundo&lt;/i&gt;, capítulo 6)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Melhor é o fim das coisas do que o princípio delas; melhor é o longânimo do que o altivo de coração.” (&lt;i&gt;Eclesiastes&lt;/i&gt;, 7:8)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“O cadáver de Deus ainda se mexe.” (Não lembro onde li isso, acho que foi em um dos livros do Ezio Flavio Bazzo)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Um indie é um emo que leu um livro ou outro.” (&lt;a href="http://desciclopedia.org/wiki/Indie"&gt;Desciclopédia, Indie&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“A um discordiano é proibido acreditar naquilo que lê.” (Malaclypse o Jovem, &lt;i&gt;Principia Discordia&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“&lt;i&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=90ELleCQvew"&gt;I'm as mad as hell and I'm not going to take it anymore&lt;/a&gt;!&lt;/i&gt;” (Howard Beale, no filme &lt;i&gt;Network)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Mas há outra questão que, até este momento, não consideramos. E é esta: por que se deve impedir a igualdade humana? Suponhamos que tenha sido bem descrita a mecânica do processo: qual é o motivo desse vasto e bem calculado esforço para congelar a história num determinado instante?&lt;br /&gt;Aqui chegamos ao segredo central. Como vimos, a mística do Partido e, acima de tudo, do Partido Interno, depende do duplipensar. Mais fundo do que isto, porém, há o motivo original, o instinto jamais posto em dúvida, que primeiro levou à conquista do poder e gerou o duplipensar, a Polícia do Pensamento, a guerra contínua e todo o restante equipamento necessário. Esse motivo realmente consiste...” (&lt;i&gt;Teoria e prática do coletivismo oligárquico&lt;/i&gt;, livro fictício atribuido a Emmanuel Goldstein e lido pelo personagem Winston no capítulo 17 do livro &lt;i&gt;1984&lt;/i&gt;, de George Orwell)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Eu tenho à medida que designo – e este é o esplendor de se ter uma linguagem. Mas eu tenho muito mais à medida que não consigo designar. A realidade é a matéria-prima, a linguagem é o modo como vou buscá-la – e como não acho. Mas é do buscar e não achar que nasce o que não conhecia, e que instantaneamente reconheço. A linguagem é o meu esforço humano. Por destino tenho que ir buscar e por destino volto com as mãos vazias. Mas – volto com o indizível. O indizível só me poderá ser dado através do fracasso de minha linguagem. Só quando falha a construção, é que obtenho o que ela não conseguiu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E é inútil procurar encurtar esse caminho e querer começar já sabendo que a voz diz pouco, já começando por ser despessoal. Pois existe a trajetória, e a trajetória não é apenas um modo de ir. A trajetória somos nós mesmos. Em matéria de viver, nunca se pode chegar antes. A via-crucis não é um descaminho, é a passagem única, não se chega senão através dela e com ela. A insistência é o nosso esforço, a desistência é o prêmio. A este só se chega quando se experimentou o poder de construir, e, apesar do gosto de poder, prefere-se a desistência. A desistência tem que ser uma escolha. Desistir é a escolha mais sagrada de uma vida. Desistir é o verdadeiro instante humano. E só esta é a glória própria de minha condição. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A desistência é uma revelação.”(G.H., em &lt;i&gt;A paixão segundo G.H.&lt;/i&gt;, de Clarice Lispector)&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Desta desordem, o psicanalista fez o fundamento de uma representação que, mesmo quando é tida como ordenada, não o é senão na aparência, já que esta ordem é secundária em relação à Desordem inicial do Inconsciente. E, ao longo de toda sua obra, Freud irá desenvolver uma sucessão e uma diversidade que verá como absolutas, uma vês hipostasiadas na realização da idéia de um Ser supremo que é, em última análise, puro caos. Mas é justamente por ser Caos que este Ser supremo lhe parecerá apto a explicar toda sucessão e toda a diversidade da esfera fenomenal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tal procedimento comprometeu seriamente o trabalho de Freud. Ele não se deu conta de que esta atitude racional iria conduzi-lo a um relativismo que era contrário com seu projeto de estabelecer uma verdadeira ciência. Sobretudo, a partir da metapsicologia – portanto, da influência crescente de Schopenhauer – ele se vê no papel de um monarca absoluto que ignorasse estar constantemente se referindo a textos enaltecedores da anarquia. Neste sentido, pode-se falar de um ‘sono dogmático’ de Freud, parodiando aquela crítica que Kant dirigiu a si próprio quando percebeu o conteúdo veiculado pelo leibniziano-wolfismo que ele ensinava. Mas Kant sabia que dormia, ao passo que Freud nunca disso se apercebeu.” (Pierre Raikovic, &lt;i&gt;O sono dogmático de Freud: Kant, Schopenhauer, Freud&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“&lt;i&gt;Wake me up&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Wake me up&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Wake me up&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Wake me up&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Wake me up&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Wake me up&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Wake me up&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Wake me up&lt;/i&gt;” &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(&lt;i&gt;Radiohead, Separator&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"&lt;i&gt;I put the shadows back into the boxes&lt;/i&gt;" (&lt;i&gt;Radiohead, Supercollider&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"If you try &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=nAq5aZSnf1k"&gt;the best you can&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;If you try &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=h_L4Rixya64"&gt;the best you can&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;The best you can is good enough&lt;/i&gt;"&lt;br /&gt;(&lt;i&gt;Radiohead, Optimistic&lt;/i&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!!!!!!!!!!!!!..&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Walter Benjamin tinha um sonho de escrever um livro apenas com citações. Será que alguém já fez isso?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://rmorais76.blogspot.com/2010/06/e-esse-tal-de-666.html"&gt;666&lt;/a&gt; x 1 - Por onde começar?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-fy9DCR7SDrU/Tgslx6z1ORI/AAAAAAAABSo/I6SrqBP4KFg/s1600/Alien%2Bs%2Beggs%2B%2528Akiyoshi%2BKitoka%2529.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-fy9DCR7SDrU/Tgslx6z1ORI/AAAAAAAABSo/I6SrqBP4KFg/s320/Alien%2Bs%2Beggs%2B%2528Akiyoshi%2BKitoka%2529.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5623630099232667922" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Informo o meu fracasso em cumprir as promessas realizadas na postagem anterior. O que se segue é um esclarecimento dos motivos desse fracasso, bem como uma descrição do que ocorrerá doravante a esse&lt;i&gt; blog - &lt;/i&gt;o seu encerramento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vou tentar atualizar, da forma mais sintética possível, o leitor acerca do que ocorreu na minha vida intelectual desde setembro de 2010. Mas para isso será necessário fazer um resumo dos acontecimentos dos últimos anos, inclusive dos motivos da criação desse &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt;. O que farei aqui é um resumo mental dos intermináveis rascunhos do capítulo “Acerca do encerramento desse &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt; e do que mudou na minha vida desde que ele foi iniciado”, anunciado na postagem anterior.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Essa procrastinação poderá ser fatal para esses capítulos, pois nada garante que na metade do ano que vem eu terei alguma disposição em concluí-los, embora eu queira fazê-lo e não tenha o costume de abandonar projetos inacabados.” (Eu, postagem anterior)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi um erro prometer o que não se pode garantir que se vai conseguir cumprir. Agora, meses depois, eu não tenho mais motivação, energia, desejo, razões para postar nada do que havia prometido. Nem mesmo a monografia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como diria Serra (e tantos outros políticos) ou um personagem de um conto machadiano (não lembro qual), “quando eu prometi era verdade”. Quando um homem volta a um rio, ele já não é mais o mesmo homem. Mas o rio também não o é. Quem prometeu algo em setembro de 2010 não é o mesmo que terá que cumprir a promessa um ano depois; nem ele é o mesmo, nem a sua vida é a mesma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Eu pretendia escrever sobre vários outros assuntos, porém em função dos recentes acontecimentos (que serão posteriormente relatados...) eu perdi a disposição em empreender esse projeto, por perceber que posso usar o meu tempo em algo mais proveitoso para mim mesmo.” (Eu, postagem anterior)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De forma simples (mas com alguns rodeios essenciais), o que aconteceu antes e depois de setembro de 2010 será exposto a seguir. A narrativa ficou meio confusa, dando voltas que poderiam ser talvez eliminadas. Mas acho que o texto está bom o suficiente para encerrar esse &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt;. Aliás, as voltas dadas expressam bem a confusão mental em que eu me meti.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa narrativa é uma &lt;i&gt;interpretação contingente&lt;/i&gt; e aberta a revisões. A interpretação de hoje pode não ser a de amanhã. Mas o amanhã não pertence a este &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt;. Então fiquemos com hoje.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-vExgsmYkSC0/Tgsl8yLaCtI/AAAAAAAABSw/z2MkLBSLk84/s1600/IVT%2BAliens%2Beggs%2B%2528Akiyoshi%2BKitoka%2529.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-vExgsmYkSC0/Tgsl8yLaCtI/AAAAAAAABSw/z2MkLBSLk84/s320/IVT%2BAliens%2Beggs%2B%2528Akiyoshi%2BKitoka%2529.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5623630285894191826" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;***&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;666 x 2 - &lt;i&gt;Flashback &lt;/i&gt; #13&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-qQoO7qDh4oA/TdOTRA-ol2I/AAAAAAAABRU/4GR38uuSidI/s1600/o-grande-masturbador.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 230px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-qQoO7qDh4oA/TdOTRA-ol2I/AAAAAAAABRU/4GR38uuSidI/s320/o-grande-masturbador.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5607987881536165730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;2008 a 2011&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde o começo de 2009 eu estou, supostamente, escrevendo a minha monografia. Nesses últimos três anos (2009, 2010, 2011) eu apenas fiz algumas cadeiras residuais na faculdade (de Economia) enquanto supostamente escrevia a minha monografia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas até agora eu não escrevi nada! Como isso é possível? O depressivo do Lars von Trier já está lançando outro filme e eu sequer redigi uma monografia ridícula?! Algo por aqui está podre – podríssimo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parece ridículo demorar tanto para escrever uma monografia que, em número de caracteres digitados, não precisa ser – como critério mínimo para aprovação – maior do que esse capítulo desse&lt;i&gt; blog&lt;/i&gt;. Mas escrever um texto acadêmico é mais difícil do que redigir esse blá, blá, blá aqui.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que eu fiz desde 2009 foi usar a monografia como mera desculpa para ir estudando vários assuntos do meu interesse. Isso me levou a dar voltas enormes, passeios divertidos e excitantes, mas não cumpri o objetivo original: a monografia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando eu criei esse &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt;, em 2008, eu era obcecado por Schopenhauer. Eu conheci a obra de Schopenhauer em 2003, e em 2005 resolvi estudá-la com profundidade. Cheguei a ter uma grande intimidade com os textos dele, sabendo várias partes de cor. Hoje em dia, já esqueci muita coisa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando, em 2010, eu fui entender – mediante autocrítica – por que eu fui estudar Schopenhauer, eu fiquei chocado. A verdade é um soco na boca do estômago. Eu falarei do motivo, mas não agora.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;2003 a 2010&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vale lembrar que eu escolhi fazer o curso de Ciências Econômicas e que havia, em 2005, começado a trabalhar num banco público, mediante aprovação em concurso. Então eu tocava essas três atividades: trabalho, faculdade, estudo de Schopenhauer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Santo deus! [sic] Por que eu fui estudar Economia? Isso deve parecer inexplicável a qualquer leitor do &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt;. A resposta é mais ridícula do que por que eu fui estudar Schopenhauer. Na época da escolha profissional (2003) eu tinha basicamente três preferências: Filosofia, Sociologia, Economia. Escolhi o último por causa da “empregabilidade” e por que fornecia possibilidade de curso à noite, afinal o meu pai já me alertara de que eu não teria a regalia de estudar sem trabalhar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A minha principal intenção ao escolher Economia era ter uma visão crítica da sociedade - era isso, não era ganhar dinheiro ou ajudar as pessoas. Ora, se essa era a intenção, o caminho óbvio seria Sociologia, e não uma ciência social aplicada. Mas o curso de Sociologia apenas era ofertado pela manhã.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já Filosofia é um curso em geral muito distante do cotidiano. Sinceramente, eu não sei se teria paciência para estudar qualquer filósofo anterior a Kant. Não agüentaria ter que discutir os escolásticos, Spinoza e outros. Com certeza prefiro conviver com colegas de classe burguesinhos alienados do que com platonistas e tomistas, pelo menos os primeiros estão bem mais próximos do "mundo real" (cotidianidade concreta) que esses neuróticos idealistas e teístas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas espera aí. O fato de que eu “teria que trabalhar” não significava que eu teria que trabalhar em um banco...eu poderia ter até mesmo me esforçado para conseguir uma bolsa acadêmica. Mas eu, robótico, cego e com amnésia de mim mesmo, simplesmente fui fazer Economia. Se bem que, à época, as bolsas acadêmicas eram bem mais escassas do que atualmente. Até o PET (Programa de Educação Tutorial) estava à beira da extinção. As universidades federais ainda estavam se recuperando do processo de sucateamento e pré-privatização da era FHC. O papel higiênico e o sabonete ainda levariam anos para voltar aos banheiros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por que eu queria ter uma visão crítica da sociedade? Pelo mesmo motivo que decidi estudar Schopenhauer a partir de 2005. Já direi qual é.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Voltando a 2009&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma vez que o curso de Economia não me permitiu uma visão crítica da sociedade, eu acabei usando a monografia como mote para pesquisar ciências sociais. Isso por que eu já não me satisfazia com o discurso schopenhauriano, seja pelo meu agnosticismo endêmico, seja por que a metanarrativa schopenhauriana foi ultrapassada em qualquer aspecto, seja pela psicologia, seja pela psicanálise, seja pela filosofia contemporânea, seja pela física, seja pela química, para não falar na biologia [1] (afinal a filosofia schopenhauriana, enquanto metanarrativa abrangente, tem necessariamente que passar por todas as principais disciplinas do conhecimento humano). Eu não tinha condições de transformar Schopenhauer em uma nova religião (eu abandonara a religião, um tal de cristianismo, com 15 anos), seja pelo meu agnosticismo seja pela própria pobreza do pensamento de Schopenhauer, o qual é tão fechado em si mesmo que deixa pouco espaço para uma atualização sem que se jogue tudo fora. Eu consegui transformá-lo em religião apenas por alguns meses (nesses meses eu realmente acreditava que essa filosofia tinha explicado as maiores questões da existência). Mesmo abandonando-a como religião, essa filosofia ficou impregnada na minha mente pelo menos até 2010.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;_____________&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[1] Em algum lugar d' &lt;i&gt;O mundo como vontade e como representação&lt;/i&gt; Schopenhauer diz que nunca apareceria na biologia alguém que representasse o que Newton representou à física; e presumo que ele pensava que nunca apareceria alguém que superaria Newton na física. Errou em ambos os casos. [1]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;_____________&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No segundo semestre de 2008 o tema da monografia, eu havia decidido, era sobre as condições de trabalho da classe trabalhadora inglesa no século XIX. Eu até redigi um projeto (o qual foi aprovado na cadeira Técnicas de Pesquisa em Economia), com extensa bibliografia. Mas o projeto foi abandonado por mim, basicamente por dois motivos: porque eu queria escrever sobre os dias atuais, e porque eu queria escrever algo mais grandioso, algo espetacular.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 2009 usava o tempo livre (fora do trabalho e fora desse &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt;) para pesquisar sobre os aspectos sociológicos do mundo atual. Acabei chegando ao pós-modernismo, o qual me afetou profundamente,  apontando mais do que nunca para o fracasso de Schopenhauer como o decifrador do enigma do mundo - o universo inteiro explicado em 1.400 páginas?! só pode ser piada...[2] – , se bem que o pós-modernismo é devedor de Schopenhauer, via Nietzsche, quanto à vontade de poder.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;_____________&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[2] Aliás, essa é basicamente a mesma pretensão da&lt;i&gt; Bíblia&lt;/i&gt; (“Sagrada”), com a diferença que &lt;i&gt;O mundo como vontade e representação&lt;/i&gt; é um livro zilhões de vezes mais inteligente, compassivo, nobre, belo, elegante, racional, justo, coerente, sábio e amoroso do que a essa biblioteca de literatura infantil chamada por alguns de “A Palavra de Deus”. Ambos os livros são metanarrativas ideológicas e utópicas-milenaristas. Aliás 2: Schopenhauer chamava os poucos seguidores que teve em vida de “apóstolos”, o que indica que ele se considerava (numa incrível falta de autocrítica) o messias. [2]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;_____________&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os meus estudos também me levaram à Escola de Frankfurt e ao Situasinismo, os quais desconhecia completamente (porque fiquei anos no século XIX remoendo Schopenhauer, e porque nada disso é estudado no curso de Economia). Quando cheguei neles, descobri que tudo o que eu planejava escrever na monografia já vinha sendo escrito, pelo menos desde 1950. Isso era um alívio, pois eu percebi que as idéias que eu esboçava não eram apenas minhas, mas que eram amplamente discutidas há décadas. A rigor, foi apenas nessa época que eu percebi que realmente deveria ter cursado Sociologia a qualquer preço.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se parece estranho que eu fale que abandonei progressivamente Schopenhauer sendo que o capítulo anterior a esse é justamente sobre ele, é porque na verdade aquele texto já estava escrito desde 2009 (ou 2008, não lembro), e foi postado apenas a título de procrastinação, enquanto eu redigia os capítulos que nunca terminei.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;E 2010 novamente&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O assunto da monografia – então algo como “o despotismo do capital sobre a humanidade” – ficou tão amplo que eu acabei desistindo de escrever sobre isso, e pensei em fazer algo mais simples. Porém, eu apenas iria concretizar essa mudança de assunto em setembro de 2010. Enquanto isso eu continuei nas minhas pesquisas genéricas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em Janeiro de 2010 eu conheci os &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Predictions_made_by_Ray_Kurzweil"&gt;trabalhos prospectivos (proféticos) de Raymond Kurzweil&lt;/a&gt; e fiquei completamente seduzido pelas previsões dele. Aquilo atingiu a minha megalomania em cheio (para não falar do medo da morte), e eu cheguei a pensar em desistir de criticar o capitalismo. Todo mundo tem um preço, e o meu não é muito alto não.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando descobri Kurzweil fui assolado pela pergunta: “que outras informações devastadoras para a minha programação mental há nesse mundo para se descobrir que eu ainda não estou sabendo?” Sim, ao abandonar o dogmatismo schopenhauriano, um admirável e misterioso mundo novo se descortinou, cheio de possibilidades e surpresas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi então que, em meio a muitos assuntos transversais pesquisados anarquicamente, que eu, aos poucos, tive a brilhante idéia de &lt;i&gt;tentar entender quais eram as minhas reais motivações para todas as pesquisas que vinha empreendendo cegamente&lt;/i&gt;. Afinal, se o meu interesse era apenas pela verdade, por que eu sempre era atraído pelas mentes críticas?  Se meu interesse era apenas a verdade, por que estava disposto a mudar radicalmente minhas idéias depois que fui seduzido por Kurzweil? Se meu interesse era também a utopia, como pude me interessar visceralmente pelas palavras de Robert Greene? Então descobri a verdade chocante: paralelo ao desejo de verdade e de utopia, havia o &lt;b&gt;desejo de vingança&lt;/b&gt;. Por mais ridículo (alguns diriam óbvio...) que seja, o que me motivou a seguir caminhos críticos era, no fundo, uma sede de vingança.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vingança do quê? Basicamente da insatisfação pela minha vida, por ser tão difícil (para não dizer impossível) realizar os meus muitos e megalomaníacos (alguns diriam infantis) sonhos, todos eles presos a ideais: beleza, justiça, verdade, e utopia (isto é, felicidade para todos). Não que o mundo não seja realmente uma merda, mas eu resolvi me vingar jogando essa verdade na cara de todos, tirando a sujeira debaixo do tapete (recentemente descobri que esse meu comportamento é o estereótipo do intelectual maldito). Em vez de lutar um pouco mais pelos meus sonhos, preferi o comodismo de me isolar e ficar ruminando meu ódio como vingança.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim, vingança. Wellington Menezes de Oliveira que o diga. Mas, diferentemente dele, eu tenho a autocrítica de admitir isso, em vez de travestir minha empreitada com as cores de uma maniqueísta guerra santa, ou de uma luta pelo esclarecimento das massas ignaras. A minha vingança dar-se-ia pela criação de um discurso de mundo que mostrasse a verdade da ruína da humanidade: ou seja, o algoritmo típico do intelectual maldito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O discurso de vingança é um discurso de ódio. O discurso de ódio é baseado no ressentimento, e o ressentimento é baseado na frustração, a qual é baseada em desejos não realizados. Se não há frustração, não há ódio, há apenas indiferença (eu conheço pessoas que alegam ser indiferentes, se é verdade eu não sei).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu apenas poderia viver como um intelectual maldito (o que é, com certeza, muito divertido e gratificante) se fosse &lt;a href="http://eziobazzo.blogspot.com/"&gt;mais inteligente&lt;/a&gt; e/ou menos pobre. Mas nas condições reais em que vivo é simplesmente impossível viver esse personagem sem ser levado à bancarrota. Vale lembrar que muitos intelectuais malditos levaram as suas vidas até o fim (portanto não caindo na bancarrota), morrendo de velhice e relativamente satisfeitos por seus feitos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Prefiro não entrar nos detalhes das minhas frustrações (que são muitas) (e não pergunte), mas para mim ficou inegável o fato de que a sede de vingança era o principal motivo que me animava (mais até do que a busca pela verdade ou pela utopia).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu até poderia continuar essa busca de vingança se ela não estivesse conspirando contra mim: quanto mais eu alimentava o ódio, mas sofria, quanto eu mais sofria, mais alimentava o ódio. Ocorre que eu já tinha, supostamente, me comprometido há anos com o objetivo de minimizar o sofrimento (e fiz isso justamente em função dos estudos eudemonológicos de Schopenhauer).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi só eu parar de criticar o universo e passar a tentar entender por que estava fazendo isso que percebi que os motivos não sobreviviam ao escrutínio do meu próprio senso crítico. Vingança?! Ora, francamente... Se desse certo, ainda tudo bem. Mas no fim eu apenas faço mal a mim mesmo e mais a alguns poucos infelizes que têm o azar de ter de conviver comigo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tantas atividades que eu, agora que trabalhava e tinha renda (agora que deixara de ser um delta e virara um gama), poderia ter realizado e eu decidi me trancar no quarto para estudar Schopenhauer, um filósofo idealista e ultrapassado do século XIX?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tantas formas diferentes de afagar o meu ego e eu decido fazê-lo sendo um pseudo-intelectual maldito?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sério?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=YEjdjIPnWF0"&gt;É...&lt;/a&gt;já disse que sim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É até engraçado...Tragicômico, para não dizer ridículo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E se eu tivesse estudado Nietzsche, quanto sofrimento teria poupado?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei, talvez nenhum. Talvez a melhor escolha fosse não estudar nada, mas sim “viver a vida” (em vez de ficar trancado em um quarto)...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Loucura?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Será?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tá legal, dadas as circunstâncias do momento, eu provavelmente tomei a melhor decisão possível quando decidi estudar Schopenhauer em busca de uma mistura de verdade, vingança e redenção. Mas agora as circunstâncias são outras, e com pesar eu mudo de caminho com aquela sensação de ter perdido vários anos em uma causa vã. Mas não importa o que eu deveria ter feito – isso é um &lt;a href="http://www.anpcont.com.br/site/docs/congressoI/01/CCG385.pdf"&gt;custo perdido&lt;/a&gt;. O que importa é o que eu farei. Quem se arrepende erra duas vezes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em meio à descoberta de que eu estava sendo movido pela sede de vingança, eu precisava escrever a monografia. Como eu disse na postagem anterior, decidi escrever sobre o pequeno príncipe – decidi linchá-lo. Fiz isso por dois motivos: primeiro porque parecia fácil, segundo porque eu (uma parte de mim) ainda queria se vingar do universo (da vida em geral, do “sistema”) mediante a promoção de um escândalo intelectual. Adoro escândalos intelectuais. Aliás, a minha predileção pelo escândalo e pela teatralidade parece estar acima do meu amor pela verdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje percebo que teria sido mais fácil voltar ao projeto original (sobre as condições de trabalho na Inglaterra do século XIX) do que escrever sobre literatura. Mas agora já é tarde demais, embora não o fosse em setembro de 2010.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando eu percebi, à época da postagem anterior, que passei 2009 e 2010 “enrolando” e não havia escrito uma página da monografia (aliás, até agora não escrevi nenhuma), decidi abandonar esse &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt; para focar a minha atenção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi então que eu fiz as promessas na postagem anterior.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como de costume, eu estava sendo otimista (estava superestimando as minhas capacidades), pois as coisas inesperadamente ruíram.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Primeiro que, mesmo abandonando o &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt;, eu continuava numa expansão insana da consciência para os mais diversos campos das ciências sociais (e finalmente para o abismo sem fundo do ocultismo): depois que se começa uma viagem dessas, é difícil parar. Geralmente só se para na ruína. Foi um verdadeiro&lt;i&gt; turismo intelectual&lt;/i&gt; (uma variação da masturbação mental). Uma criança deslumbrada em uma loja de brinquedos. Um viciado em busca da próxima dose. Deixei algumas lembranças de viagem como epígrafes desse capítulo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo, por que o assunto que parecia tão fácil ficou muito complexo, exigindo tantas etapas que se tornou irrealizável, além de ser contraproducente como monografia (talvez como tese de doutorado até valesse a pena). Trata-se da minha habilidade – nem um pouco científica, pragmática e disciplinada, mas ingênua e mitológica – de ir seguindo as várias conexões entre as disciplinas e assuntos a fim de tentar formar uma metanarrativa que as explique em seu conjunto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bem... eu estava acreditando em mim mesmo, estava sendo otimista e irradiando convicção na vitória contra meus moinhos de vento, estava irradiando pensamento positivo... onde está a “lei da atração” agora? Não adianta nada ter pensamento positivo sem ter o realismo do conhecimento das suas próprias capacidades e fraquezas, bem como das circunstâncias em que se está inserido. E não adianta nada ter pensamento positivo sem ter disciplina. Não há milagres.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É claro que se eu conseguisse me focar em um discurso de mundo (especificamente o de Lukács, autor que eu pretendia usar para liquidar de vez o pequeno príncipe) até seria fácil. Mas alguém agnóstico e viciado em metanarrativas tem grandes dificuldades em simplesmente focar em um único discurso, principalmente depois de dois anos de turismo intelectual desenfreado. A verdade é que é bem mais excitante e divertido volitar entre os diversos universos ontológicos do que ter que se comprometer com algum deles, estudando-o monasticamente. Mas a vida real (e eu já deveria saber disso) exige sacrifício da diversão em nome da seriedade, da disciplina e da especialização; exige sacrifício da inspiração em nome da transpiração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Compromissos, eis algo &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=2JKjUzZQu_4"&gt;difícil para mim&lt;/a&gt;. Ocorre que a vida real exige que se assumam alguns deles, por mais que não se queira e se lamente ter que fazê-lo. E não escolher, ou procrastinar, já é uma escolha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É fácil criticar o pequeno príncipe num &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt;, mas a crítica acadêmica exige método. E logo a minha pesquisa já estava tão ampla que eu já não sabia que método usar. Ou melhor, sabia que tinha que usar o método marxista (sem dúvida o mais apropriado à ocasião, ainda mais num curso de Economia), o problema é que, como agnóstico, eu simplesmente não conseguia mais acreditar nele, não conseguia me comprometer com ele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pensei em escrever algo mais amplo: “O julgamento do pequeno príncipe”, no qual eu redigiria a acusação e a defesa, bem como o veredicto, cujo conteúdo só saberia após amplo escrutínio (apesar de que, para mim, o fato desse livro ser tão popular é um bom sinal de que há algo de muito podre nele – seria análogo a dizer que é preciso um amplo estudo musicológico, semiológico, histórico, antropológico, etc. para ter certeza que as músicas do &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=MHzJ3bvYTME"&gt;É o Tchan&lt;/a&gt; são de qualidade duvidosíssima; se bem que até isso pode ser relativizado – e o que não pode, afinal?). Ou seja, já não sei mais se o que escrevi sobre o pequeno príncipe é válido – não sei nem se é valido pelo referencial marxista (já que até agora eu não cheguei a estudar Lukács...).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O projeto da monografia sobre o pequeno príncipe necessariamente (para ter consistência acadêmica) teria que passar por quatro níveis:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1 Alienação e ideologia em Marx&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2 Alienação e ideologia em Lukács&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;3 Alienação e ideologia na literatura&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;4 Alienação e ideologia na literatura infantil&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em dezembro eu, já antevendo que não daria conta da leitura e do processamento de toda a literatura básica, decidi cortar (com aperto no coração) o item 4. Semanas depois cortei, pelo mesmo motivo, o item 3.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A monografia, que tanto eu inflei desde o começo de 2009, havia se transformado em um texto miúdo, desprovido de qualquer escândalo, presunção ou megalomania. “Você pagou pela sua própria arrogância”, eu repetia a mim mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;2011, enfim&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa decisão foi tomada em Janeiro. Quando comuniquei a minha orientadora sobre a desistência de atacar o pequeno príncipe, ela me disse “parabéns, você está curado”, referindo-se ao abandono do desejo pelo escândalo megalomaníaco. Bem, agora as coisas estavam fáceis, não? Eu terminaria a monografia e depois o &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt; e daí poderia viver uma “vida nova” na qual buscaria viver em harmonia com a galáxia, buscando o amor (ágape, mas quem sabe algum dia até o eros) e não o ódio. Essa harmonia exige exercitar o hemisfério direito cérebro, cuidar da saúde, deixar de ser sedentário, aprender a fruir os pequenos prazeres da vida, aprimorar a capacidade de relacionamento interpessoal, aprender a viver um dia de cada vez, etc.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas daí veio outro soco no estômago.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em Fevereiro voltei a ter sintomas depressivos mais pesados, além de excessiva sonolência (dormia entre 9 e 12 horas por “noite” (até ao meio-dia não pode ser considerado noite...))&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além disso – e muito mais grave –  em algum momento de Março eu percebi que havia ficado “burro”, ou seja, que toda a minha desenvoltura intelectual havia sumido. Ou melhor, havia sumido para as obrigações (leia-se trabalho monografia), pois eu continuava com fome insaciável de metanarrativas (se não tivesse que trabalhar para viver, certamente morreria de overdose de metanarrativas, iria consumi-las até sair pelos ouvidos).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A idéia era terminar a monografia nas férias de 30 dias que tirei do trabalho, entre Março e Abril. Ou ao menos, se não conseguisse acabar, a idéia era redigir a maior parte do trabalho. Tudo parecia muito fácil, como sempre parece. Mais uma vez eu estava sendo otimista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os 30 dias escorreram pelos meus dedos. Não consegui nem terminar a leitura do Dicionário do Pensamento Marxista (não estou lendo-o inteiro, mas li grande parte para me contextualizar e não escrever besteira na monografia) (quanto mais eu leio esse dicionário, mais perco o interesse pelo marxismo, afinal eu sou um generalista, e os detalhes são tediosos e decepcionantes...). A maior parte do tempo se perdeu em atividades pessoais burocráticas (uma “lista de coisas a fazer” que se acumulava há quase um ano), dormindo, pensando na vida, e, principalmente, com teorias da conspiração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ah! As teorias da conspiração. De todos os meus vícios, esse é provavelmente o maior. Agnosticismo, paranóia, vício em metanarrativas, isolamento social (o que dificulta a coerção social sobre a construção do meu discurso de mundo) e ódio pelo senso comum, além, é claro, de umas pitadas de ingenuidade à lá Cândido : eis a combinação para me levar às garras das teorias da conspiração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois que eu soube que o programa CQC da Band passou a apresentar a suposta simbologia dos &lt;i&gt;Illuminati&lt;/i&gt; nas suas vinhetas, eu resolvi dar uma olhada nos &lt;i&gt;blogs&lt;/i&gt; e comunidades no Orkut  (eu sei que o Orkut já morreu, mas não tenho saco de criar outro &lt;i&gt;fake agora &lt;/i&gt;no &lt;i&gt;Facebook &lt;/i&gt;(ah sim, Duan Conrado é um &lt;i&gt;fake&lt;/i&gt;, você obviamente já tinha percebido, né? (adoro colocar parênteses dentro de parênteses (vou até colocar mais um par, hehe)))) sobre teoria da conspiração. Sabe como é...uma coisa leva a outra, sempre começa com uma besteirinha. Dessas comunidades eu passei ao documentário &lt;i&gt;End Game &lt;/i&gt;(de Alex Jones), e acabei decidindo estudar (por curiosidade) sobre o David Icke. Afinal eu estava preparando um capítulo para esse &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt; sobre teorias da conspiração, então o tempo não seria perdido...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O David Icke me impressionou bastante. Trata-se simplesmente da metanarrativa mais extravagante que já descobri na vida (e olha que eu adoro metanarrativas, e adoro extravagância). Fui previamente preparado para me entusiasmar com Icke porque eu estava, desde a metade de 2010, estudando, entre tantas coisas, ocultismo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Percebe a miscelânea que virou a minha mente? Virou um aterro sanitário. Virou uma cloaca. Não que isso não seja divertido, mas é insustentável – é suicida – , principalmente para quem precisa trabalhar para viver (ou seja, para a maioria das pessoas, inclusive eu), e principalmente para alguém que precisa se focar em um projeto (monografia... lembra?). Eu fico volitando de um mundo a outro, de um livro a outro, tentando amarrar as pontas e criar uma metanarrativa que una (e explique) todas as outras. Convenhamos, um projeto desses (o qual apenas recentemente eu percebi conscientemente de maneira (auto)crítica) para uma pessoa como eu (trabalhador gama terceiro-mundista que está longe de ser um gênio e que desenvolveu a inteligência abdicando da vida emocional e interpessoal para devorar metanarrativas) é impossível de se realizar. Melhor, isso é humanamente impossível, embora uma pessoa em melhores condições pudesse chegar a algum resultado mais consistente daquele no qual eu fui parar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todas as coisas estão interligadas... teorias da conspiração, utopia, esoterismo, sociologia, literatura, ficção científica, transhumanismo (a lista poderia ser bem maior, mas eu perdi o fetiche de escrever longas listas). Nas minhas pesquisas descobri a sociologia do conhecimento, área de estudo que me empolgou bastante, embora eu não tenha me aprofundado nela (que surpresa... para falar a verdade, depois de Schopenhauer eu não me aprofundei em mais nada). Eu estou tão viciado em expansão mental em generalismo, estou tão fascinado em volitar despreocupado pelos universos ontológicos, que não consigo mais me aprofundar em nada. Mas a vida de adulto exige mais do que esse parque de diversões.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pelo menos David Icke serviu para exorcizar os fantasmas do cristianismo que ainda habitavam a minha mente. Com relação ao demiurgo Jeová, descobri que as minhas acusações ateístas já haviam sido levantadas pelo gnosticismo (o qual, aliás, parece ser, segundo o estado atual das minhas pesquisas, o protótipo das teorias da conspiração).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;2010 mais uma vez&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Retomando o transhumanismo: desde mais ou menos Julho de 2010 eu o estava transformando em uma nova religião, assim como anteriormente fiz com Schopenhauer e com o marxismo. Mas essa nova religião não iria durar muito, como não duraram as outras. Primeiramente, embora eu tenha me entusiasmado bastante no começo, eu logo percebi que não poderia fundamentar a minha vida nisso. Sim, essa é uma procura que estou fazendo há tempos: estou procurando um fundamento. Jung disse que todos os pacientes dele tinham problemas que, no fundo, se resumiam à questão religiosa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não por acaso eu disse que estava procurando uma nova religião. “Para ocupar o vazio deixado pela rebelião contra Jesus”, diria um cristão. Já o ateu Freud diria o seguinte: que a religião é uma neurose geral (partilhada pela maioria) e que quando o indivíduo a abandona ele sente a necessidade de criar uma neurose particular, dele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É claro que eu percebi que o transhumanismo é uma espécie de utopia, de milenarismo. O que me levou ao estudo sociológico e filosófico da utopia. Eu arranjei um jeito de justificar esse estudo como parte da monografia (iria acusar o discurso de Exupéry de ser uma utopia; iria não, eu já o fiz no capítulo 101, lembra?). É claro que, dadas as circunstâncias, eu não me aprofundei nesse estudo. Mas já percebi que a questão merece maior atenção, e que o seu estudo (inclusive o estudo das críticas de Popper e de Cioran) se encaminha inevitavelmente para a erosão do totem tranhumanista que eu estava construindo para mim mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não adianta, quanto mais eu fujo mais eu percebo que só terei alguma paz quando parar de ficar buscando um fundamento para me agarrar e simplesmente viver a vida, aqui e agora, e não em troca de qualquer promessa futura ou abstração intelectual. Para alguém que nunca fez isso, para alguém que é insensível aos pequenos prazeres do cotidiano, a mudança certamente é dolorosa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Durante o processo de transformação do transhumanismo na minha religião, eu me agarrei a ele para criar três objetivos de longo prazo: Longevidade (viver o máximo de tempo possível, para que sabe me beneficiar das promessas transhumanas), manter-me empregável (pois é provável que sem isso não terei o &lt;i&gt;status&lt;/i&gt; social e a renda necessários para ter acesso às tecnologias transhumanas) e acumular um patrimônio (para adquirir essas tecnologias, embora provavelmente elas poderão ser financiadas (se é que serão popularizadas, afinal podem ser consideradas ilegais ou podem ficar restrita a uma pequena elite de “iluminados”)). Ora, qualquer semelhança disso com a vida de um&lt;i&gt; insider &lt;/i&gt;não é mera coincidência, só faltou o ter filhos (o que não faz parte do plano, pois iria desviar recursos necessários à agenda transhumana). &lt;a href="http://desciclopedia.org/wiki/Dado_Dolabella"&gt;“Você é traidor do movimento, véio!”&lt;/a&gt;. Que seja.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A preparação para a longevidade exige um esforço disciplinado em várias áreas: é necessária uma reprogramação mental que garanta a resiliência e a motivação necessárias (isso mesmo, resiliência e motivação, você não leu errado) para sobreviver às brutais mudanças que ocorrerão no mundo ao longo do século XXI, é necessário criar uma rotina de cuidados com a saúde mental (incluindo “higiene mental”) e corporal, é necessário criar uma rotina de administração do patrimônio, e é necessário desenvolver habilidades de relacionamento interpessoal. Se alguma dessas questões for preterida, a chance de chegar, por exemplo, até 2090 com algum patrimônio (ou mesmo sem nenhum) cairão drasticamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Do ponto de vista marxiano, o transhumanismo é obviamente uma ideologia burguesa que serve para legitimar o atual estado de coisas e seduzir ao conformismo alguns rebeldes. Não é por acaso que eu falei ali em cima em “empregabilidade”. Ora, uma das funções da ideologia é justamente resignar ao trabalho. Em resposta a essa acusação, eu apenas posso, por ora, considerá-la verdadeira, mas salientar duas questões: i) algumas vertentes marxistas também professam um milenarismo tecnológico e ii) é preciso confirmar se o capitalismo é o melhor modo de produção para promover um rápido desenvolvimento tecnológico (se não for, e segundo alguns não é, o transhumanismo pode ser descolado de uma apologia ao capitalismo).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Embora eu já tenha abandonado o transhumanismo como religião – e tenha percebido que a saída é viver aqui e agora, e não ficar se agarrando a promessas utópicas –, essa questão ainda está em aberto, seja como objeto de estudo mais detalhado seja como real possibilidade futura. Por isso os objetivos de longo prazo (longevidade, empregabilidade e patrimônio), continuam válidos. Mesmo que o transhumanismo revele-se a armadilha sedutora para a escravização final da humanidade, eu quero estar vivo para ver isso ocorrer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;À época em que o transhumanismo estava se tornando a minha religião, eu redigi um capítulo (de devaneios, como todo esse &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt;), intitulado “&lt;b&gt;Acerca de esboços de algumas características da minha utopia transhumanista&lt;/b&gt;”, o qual é uma antítese ao &lt;a href="http://outsidercaos.blogspot.com/2008/05/xix-acerca-de-especulaes-delirantes.html"&gt;capítulo 19&lt;/a&gt;. Reproduzo o rascunho desse capítulo a seguir:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-q86Fr01qMOc/TdOwbXi5SNI/AAAAAAAABSE/8SHdh14NU6E/s1600/y3000.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 241px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-q86Fr01qMOc/TdOwbXi5SNI/AAAAAAAABSE/8SHdh14NU6E/s320/y3000.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5608019945229732050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1. A condição humana foi substituída pela pós-humana (transhumana), a qual se caracteriza pela alteração administrada, mediante tecnologia, na própria natureza humana, e pela fusão do humano e do tecnológico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2. A inteligência média dos transhumanos é, em termos atuais, de um QI de mais de 1.000 pontos – esse é o primeiro ponto fundamental para que todo o resto seja possível. Dentro do quadro tradicional da natureza humana, qualquer projeto emancipatório da humanidade esbarra inevitavelmente na &lt;i&gt;estupidez geral&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;3. Há uma hipertrofia (em comparação à atualidade) da empatia – esse é o segundo ponto fundamental para que todo o resto seja possível. Sem um recrudescimento da compaixão, da fraternidade – do amor – , para se contrapor à razão instrumental, é inevitável que a vida planetária seja escravizada por um cínico e cruel pragmatismo que tudo esmaga sob as engrenagens de seu maquinismo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;4. Se as pulsões narcisistas destrutivas e deletérias são determinadas biologicamente (isto é, pela natureza), então elas podem ser suprimidas pela reengenharia biológica. Se as referidas pulsões são determinadas historicamente (isto é, pela sociedade), então é possível eliminá-las por uma reengenharia social. Na hipótese, mais provável, de se tratar de uma confluência de determinações biológicas e históricas, então é igualmente possível efetuar uma gestão com o intuito de mitigá-las (se é que é realmente necessário suprimi-las, talvez nem seja). Em qualquer &lt;i&gt;hipótese materialista&lt;/i&gt;, a natureza humana torna-se potencialmente administrável, dependendo apenas da amplitude das ferramentas de gestão disponíveis. Negar isso é cair, junto com Schopenhauer, numa &lt;i&gt;hipótese idealista&lt;/i&gt; que afirma a existência de uma essência imaterial (e portanto não administrável pela tecnologia) que impede &lt;i&gt;a priori&lt;/i&gt; a realização de uma utopia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;5. Os multivíduos são capazes de editar os seus corpos, tanto nos mundos virtuais de imersão, quanto o(s) avatar(es) usados no mundo físico (um mesmo multivíduo pode usar mais de um avatar &lt;i&gt;simultaneamente&lt;/i&gt;, já que a consciência é agora capaz de manter a atenção em mais de um ponto simultaneamente).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;6. A natureza é administrada por uma gestão da engenharia planetária: a natureza foi &lt;i&gt;totalmente&lt;/i&gt; instrumentalizada e sujeitada à civilização. Não existem no planeta forças naturais que estejam livres a administração transhumana.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;7. A democracia representativa foi substituída por uma espécie de simbiose entre a tecnocracia (isto é, sistemas automatizados e impessoais de gestão) e uma &lt;i&gt;democracia de fato&lt;/i&gt;, não representativa, presencial, direta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;8. Não houve destruição de documentos do passado, pelo contrário: cada detalhe da história humana é estudado e dissecado detalhadamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;9. Todo conteúdo inconsciente foi trazido à consciência. (Isso traria conseqüências dramáticas, não?)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;10. As pessoas são efetivamente autônomas, não sendo seduzidas/manipuladas/persuadidas por guias, mestres, senhores, sacerdotes, gurus, charlatões, publicitários, advogados, marketeiros, formadores de opinião, padres, médicos, psicólogos, escritores, empresas, etc. Todavia existe um ordenamento jurídico comunitário ao qual todos devem obedecer para fruir dos irresistíveis benefícios sociais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;11. A “servidão voluntária” (E. de La Boétie) foi superada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;12. O “desperdício conspícuo” (T.B. Veblen) foi superado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;13. A figura da “massa”, do “povão”, desapareceu. Afirmações como “sem profecia o povo se corrompe” (&lt;i&gt;Provérbios&lt;/i&gt;, 29:18) são tão absurdas e infantis quanto acreditar  em Jesus, Virgem Maria, Zeus ou Papai Noel.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;14. Embora possa existir alguma forma de espiritualidade ou esoterismo, as seitas e religiões tradicionais – inclusive o cristianismo – foram &lt;i&gt;totalmente&lt;/i&gt; superadas, e implodiram pelo completo abandono do público (a oferta estancou por falta de demanda), já que ninguém mais acredita nessas besteiras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;15. O trabalho basicamente se resume à produção de informações (científicas, técnicas, burocráticas, artísticas). A exploração do homem pelo homem está superada, assim como os trabalhos braçal e de subsistência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;16. Há um governo global e uma economia global (não há uma religião global porque não existe mais religião). A autonomia das nações está sujeita a uma confederação global das nações. As nações são basicamente nominais, não existindo uma profunda diferença entre uma e outra. Impera um amplo (mas não absoluto ou total) consenso universal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;17. Há uma homogeneidade de pensamento e interesses forte o suficiente para evitar a existência de guerras (mesmo porque as armas disponíveis destruiriam todo planeta instantaneamente – as armas continuam existindo para proteção contra asteróides e, quem sabe?, alienígenas (fodam-se os pacifistas)). A diferença entre os povos dilui-se pela morte das religiões e idiomas locais (foda-se a língua portuguesa): o transhumanismo tecnocrático pós-capitalista é o pensamento hegemônico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;18. O transhumanismo básico é tão evidentemente, premente e necessário que é algo consensual: não há oposição a ele. Eventuais opositores retiram-se voluntariamente do sistema (se é que isso é possível, já que provavelmente o planeta inteiro estará colonizado), ou são convidados pela “Assembléia dos Comuns” a se retirar (podem ir morar em locais análogos às ilhas previstas por Aldous Huxley). Isso se dá de forma democrática, e com a autoridade da supremacia da coletividade e do ordenamento jurídico sobre o multivíduo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;19. Não há um inimigo ou bode expiatório pelo qual possa ser incutido o terror na população.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;20. O capitalismo foi superado: conserva-se seus inegáveis benefícios e elimina-se suas distorções grotescas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;21. Não há autoritarismo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;22. O projeto comunista - “de cada um conforme sua capacidade e a cada um conforme sua necessidade” - foi implantado com sucesso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;23. A consciência alienada/reificada/fetichizada foi superada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;24. A ética da gestão reificante foi substituída pela ética do cuidado e do carinho, na qual o outro não é coisificado, mas sim respeitado em sua alteridade e subjetividade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;25. Há uma grande liberdade de costumes, mantido o respeito à autonomia multividual e à sacralidade da vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;26. Há uma mistura de grande licenciosidade moral com ausência espontânea de vulgaridade. (Esse é difícil, né?)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;27. Na produção cultural foi substituído o padrão quantitativista pelo qualitativista: não há mais “cultura de massa” ou “indústria cultural”. Ninguém seria estúpido de gastar recursos produzindo ou consumindo conteúdos medievais (humanos, demasiado humanos) como &lt;i&gt;Transformers – A vingança dos vencidos&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Marley &amp;amp; eu&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Quem me roubou de mim? - O seqüestro da subjetividade e o desafio de ser pessoa&lt;/i&gt;, etc. Esses produtos são estudados como mitos dos tempos primitivos, humanos, assim como atualmente estudamos as pinturas rupestres.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;28. As pessoas são imortais: apenas morrem se e quando quiserem. Dada a existência generalizada de &lt;i&gt;backup&lt;/i&gt; mental e avatares, a única forma de morte existente é o suicídio, o qual ocorre por um desligamento voluntário dos sistemas que sustentam o(s) organismo(s) (ou seja, com a trazida à consciência dos mecanismos inconscientes, todos as dimensões do processo vital passam a poder ser administradas pela consciência).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;29. Embora a sexualidade esteja mais sofisticada do que nunca, há uma recusa voluntária geral quanto à procriação. A reprodução transhumana saiu da esfera privada e foi para a esfera pública (mais ou menos como ocorre em &lt;i&gt;Admirável Mundo Novo&lt;/i&gt;, de Huxley), sem que isso crie um despotismo majestoso que destrua a autonomia multividual, muito pelo contrário. (Hã?)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;30. Ninguém é obrigado por lei a usar qualquer tipo de droga psicoativa (como o soma de Huxley). Por outro lado, dada a inauguração da capacidade transhumana multividual de administrar o prazer de maneira sustentada (sem cair no circuito bárbaro e animalesco do vício), não há qualquer motivo de “saúde pública” para impedir o uso de &lt;i&gt;todo&lt;/i&gt; tipo de enteógenos. O uso dos mais diversos enteógenos é um costume generalizado e subsumido nas práticas holísticas de autoconhecimento e de investigação da realidade, ou mesmo de prazer e diversão (masturbação transcendental).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;31. A subsunção da razão instrumental no ser social não escraviza o prazer/erotismo/&lt;i&gt;jouissance&lt;/i&gt; ao pragmatismo utilitário, mas, ao contrário, confere-lhe uma autonomia até então inédita.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;32. A dialética comportamental masculino x feminino foi substituída por uma &lt;i&gt;síntese andrógina&lt;/i&gt;, dada a redundância da especificidade psicológica dos sexos para a reprodução social (a qual não possui mais dimensão privada e foi transferida para a vida pública). Os corpos masculino e feminino são simulacros que não guardam correlação com os antigos e respectivos comportamentos (arquiteturas dos &lt;i&gt;softwares&lt;/i&gt; mentais). Há a possibilidade de corpos andróginos, hermafroditas, assexuados, etc.,todos desvinculados da necessidade de ter  uma arquitetura mental feminina ou masculina.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;33. Crimes violentos e tradicionais (assassinato, seqüestro, estupro, evasão fiscal, estelionato, etc.) tornam-se redundantes e impraticáveis, quer pela existência de um monitoramento ubíquo de todos os atos sociais, quer pela possibilidade da pulsão de morte ser catartizada pelo uso de simulacros, quer pelo aumento administrado da inteligência e da empatia (reprogramação biológica), quer pelo fim do desperdício conspícuo, quer pela homogenização das personalidades individuais com o fim de valores tradicionais (medievais-aristotélicos-humanos), quer pela possibilidade de serem revertidos (poderia se ressuscitar alguém assassinado – além disso é provável que o multivíduo tenha mais de uma versão sua atuando ao mesmo tempo, de tal forma que ele mesmo poderia, se necessário, empreender à recuperação do avatar assassinado ou destruído, se é que essa recuperação seria necessária, afinal haveria &lt;i&gt;backups&lt;/i&gt; das consciências).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;34. O monitoramento de todos os atos sociais não causa o fim da liberdade, mas, ao contrário, é a inauguração da verdadeira era de liberdade transhumana. (Tá bom...)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;35. Há uma progressiva deteriorarão do princípio de identidade pessoal, de tal forma que as fronteiras entre cada um dos multivíduos são cada vez mais difusas e tortuosas. Há a emergência de uma “consciência cósmica”, uma grande consciência coletiva na qual os multivíduos vão progressivamente se amalgamando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;36. A família, a tradição, a propriedade e a religião desapareceram e são vistas como indícios da barbárie na qual viviam os antepassados humanos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;37. O legado transhumano é espalhado, por colonização, para outros planetas (a começar pelo sistema solar – os planetas e luas poderiam se tornar habitáveis quer por engenharia planetária quer por engenharia genética).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-vgz3J8LdVpo/TdOwlK-s3II/AAAAAAAABSM/WvtVeSLVOgk/s1600/IVT%2By3000.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 241px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-vgz3J8LdVpo/TdOwlK-s3II/AAAAAAAABSM/WvtVeSLVOgk/s320/IVT%2By3000.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5608020113655389314" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;2011 de novo&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Voltando às teorias da conspiração: tanto Alex Jones quando David Icke acusam o tranhumanismo de ser uma estratégia para implantar o controle total e final sobre a população. É claro que um paranóico como eu já desconfiava que o transhumanismo poderá ser usado para instalar a ditadura final (aliás, eu já antevi isso no capítulo 19, baseado, à época, na minha extrapolação sobre o livro &lt;i&gt;1984&lt;/i&gt;), mas eu, seduzido, estava convenientemente fechando os olhos para isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O capítulo sobre teoria da conspiração que eu planejava escrever, por mais longo que fosse, não seria mais esclarecedor do que os seguintes livros:  &lt;i&gt;A culture of conspiracy: Apocalyptic visions in contemporary América &lt;/i&gt;(Michel Barkun), e &lt;i&gt;Conspiracy Theories: Secrecy and Power in American culture&lt;/i&gt; (Mark Fenster). Com certeza uma &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Conspiracy_theory"&gt;consulta à Wikipédia&lt;/a&gt;, com todas as suas deficiências, é muito mais completa e profissional do que o texto bobo que eu estava redigindo, inclusive, claro, no &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_conspiracy_theories"&gt;quesito enciclopédico&lt;/a&gt;. Outro livro útil, embora menos sociológico (trata-se basicamente de uma compilação sucinta de teorias da conspiração), é “&lt;a href="http://pt.scribd.com/doc/7082630/Conspiracoes-Tudo-o-Que-Nao-Querem-Que-Voce-Saiba-Edson-Aran"&gt;&lt;i&gt;Conspirações: Tudo o que não querem que você saiba&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;”, de Edson Aran. O livro &lt;i&gt;O gatilho cósmico: O derradeiro segredo dos Illuminati&lt;/i&gt;, de Robert Anton Wilson (RAW) também é bem-vindo (além de fazer referência a muitos outros livros sobre o assunto) (RAW escreveu, em parceria com Robert Shea, uma trilogia de romances sobre teorias da conspiração, &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Illuminatus!_Trilogy"&gt;&lt;i&gt;The Illuminatus! Trilogy&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;, mas o primeiro romance sobre conspirações (gênero tão popularizado pelos Dan Browns da vida) foi &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Crying_of_Lot_49"&gt;&lt;i&gt;O leilão do lote 49&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;, de Thomas Pynchon, considerado uma das obras pioneiras da literatura pós-moderna).  Por fim, também é de valia o artigo &lt;a href="http://www.bocc.ubi.pt/pag/bocc-gomes-mentira.pdf"&gt;&lt;i&gt;Será tudo mentira? Aforismos para uma genealogia da teoria da conspiração&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;, de Marcelo Bolshaw Gomes. Embora eu não vá mais postar aqui as minhas opiniões sobre as teorias da conspiração (o melhor seria dizer doutrinas da conspiração), eu falei brevemente sobre o assunto em recentes comentários ao &lt;a href="http://outsidercaos.blogspot.com/2008/03/viii-15032008-z-day.html"&gt;capítulo IX desse &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt;&lt;/a&gt; (e também no &lt;a href="http://outsidercaos.blogspot.com/2010/01/29-ser-humano-versao-20-flashforward-4.html"&gt;### 29&lt;/a&gt;).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tanto as teorias da conspiração quanto as utopias (incluindo o transhumanismo, mas também o milenarismo e o messianismo) mereciam,para mim, um estudo urgente. E ambas – ideologia e utopia – convergem à sociologia do conhecimento...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi aí que meu cérebro virou um pudim. Quando me dei conta, a minha mente havia sido vandalizada, havia virado uma cloaca, na qual quase qualquer idéia entrava sem dificuldades – um aterro sanitário no qual essas idéias, sentimentos e eus se amontoam desodernadamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu concordo que é importante, para a busca da verdade e da sabedoria, teu a “mente aberta”. Mas eu exagerei; além do mais, pesquisei sem método que não a minha curiosidade abrangente mas pouco profunda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O problema é que eu, ainda..., &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Ut5grFciX0Q"&gt;não me fundi com um supercomputador&lt;/a&gt;. Minha mente ainda está presa num cérebro mediano (tá legal, um pouco acima da mísera média), num corpo que precisa viver em sociedade para manter-se funcionando. Ora, dar as costas para tudo isso (o corpo e os relacionamentos interpessoais) foi fatal, pois, sendo-se um ser humano (e eu sou, infelizmente), não se pode ignorar esses aspectos sem que eles “se vinguem”, ou seja, sem que a sua própria ignorância e inabilidade não conspire para a sua ruína física, mental e social.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A minha interpretação atual é que, desde que eu abandonei Schopenhauer definitivamente, eu fui enfiando tantos discursos de mundo diferentes e com tanta voracidade que o meu cérebro parou de responder. É uma &lt;i&gt;saturação&lt;/i&gt;, um bode entrópico. Como um guloso que enche vários pratos e depois não consegue comê-los. E eu enchi dezenas de pratos, tudo de forma anárquica, tudo enquanto continuava a trabalhar, tudo enquanto acreditava que estava escrevendo a minha monografia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De todas as pesquisas com as quais a minha mente se entreteu, apenas uma é no momento prioritária, do ponto de vista utilitário-racional-pragmático. Não, não são as teorias da conspiração... É justamente a pesquisa menos interessante: a ligada à monografia, alienação e ideologia na teoria da literatura de Lukács.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ah, a monografia... Serei jubilado no fim desse ano, e ainda não tenho nada. No momento parei de me dedicar a ela para juntar as poucas forças mentais que sobraram para terminar a última cadeira que falta na faculdade. Semestre que vem faltará apenas a monografia. Semestre que vem será a minha última chance, o tiro de misericórdia. “Está entregue a Jesus”, como diria uma colega de trabalho minha. Não, Jesus não vai me salvar. Está entregue a mim, eu o único interessado e capaz de concluir isso de uma vez.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar disso, da iminência do jubilamento, passei o fim de semana retrasado lendo o livro &lt;i&gt;O mistério de Marte: a conexão secreta entre a Terra e o Planeta Vermelho &lt;/i&gt;(Hancok, Bauval, Grigsby). Gostaria que fosse uma piada, mas não é. E o livro é bem legal até...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-rl5emvpZHDg/TdOUlHGatyI/AAAAAAAABR8/xg3d01S-xWM/s1600/que%2Bporra%2B%25C3%25A9%2Bessa.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 206px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-rl5emvpZHDg/TdOUlHGatyI/AAAAAAAABR8/xg3d01S-xWM/s320/que%2Bporra%2B%25C3%25A9%2Bessa.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5607989326288434978" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até onde eu estava, em minhas investigações, procurando a verdade e a redenção (e a vingança) e a partir de onde as pesquisas não se tornaram uma espécie de entretenimento, uma fuga de mim mesmo e das minhas condições concretas de vida? Existem várias formas de se perder (drogas, sexo, religião, vício em trabalho, amor, etc.), e a minha foi essa.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não que eu me arrependa do turismo intelectual desses últimos anos (se arrepender apenas criará um sofrimento inútil). Mas é preciso saber a hora de parar. E essa hora já passou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É provável que de vários pontos de vista diferentes (positivismo, cientificismo, humanismo, marxismo, pragmatismo, Nietzsche, Cioran, Popper, etc.) considerem o fascínio por metanarrativas e utopias como um resquício religioso - como um legado do maldito cristianismo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fiz um gráfico para tentar esclarecer a questão da desintegração entrópica mental:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-OZSHtqoevRo/ThDOWpelpoI/AAAAAAAABTM/NniSv1EYJ7A/s1600/sefs2.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 270px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-OZSHtqoevRo/ThDOWpelpoI/AAAAAAAABTM/NniSv1EYJ7A/s320/sefs2.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5625222823072343682" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse comportamento é quase suicida. Vindo de mim, não estou surpreso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por falar em suicídio... esses dias tomei a &lt;b&gt;decisão radical&lt;/b&gt;, aquela que estava evitando nos últimos anos (pelo menos desde 2007). Essa talvez seja a questão central do depressivo. A questão é que eu estava desejando a morte, cortejando o suicídio, isso enquanto os meus instintos (visto que o meu corpo não atingiu uma “negação do querer-viver”) insistem em afirmar a vida. Ou seja, a minha consciência (mais fragmentada e caótica do que nunca) virou um campo de batalha entre Eros e Tânatos: uma parte de mim quer morrer, outra quer viver, outra não quer se decidir, outra sinceramente não sabe o que quer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A saturação é um ponto de inflexão. É um estado crítico que força uma tomada de decisão – pois a saturação gera um desabamento da estrutura mental, sendo necessário substituí-la por uma nova, que não pode ser igual a anterior (senão o desabamento se repetiria). Decidir-me de uma vez quanto a viver ou morrer: eis o clímax dos processos mentais que me entreteram nos últimos anos e sem os quais não teria criado esse &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O pensamento suicida torna-se, pelo menos tornou-se para mim, uma espiral descendente: quanto mais cortejo a morte, mais a vida parece insuportável: quanto mais cede-se à tentação da morte, mais os pequenos detalhes dolorosos da vida, antes suportáveis ou ignorados, se tornam insuportáveis. Essa espiral força, inevitavelmente, a necessidade de a consciência tomar uma posição, em vez de ficar que nem uma peteca indo de um lado a outro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em um mundo em permanente mudança, no qual todos estão lutando por seu “lugar ao sol”, no qual a maioria quer a vida irrefletidamente, a indecisão prolongada (viver ou se matar de uma vez?) – paralisia – equivale à lenta morte por esmagamento nas engrenagens do maquinismo social: enquanto se decide se se quer vida ou morte, vai-se sendo levado à segunda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E a decisão que eu tomei, a decisão radical é que, droga, SIM eu quero viver!, e que, uma vez tendo me posicionado, eu devo, com firmeza, afastar veementemente as idéias suicidas. Chega de ficar na penumbra da indecisão. Não é possível viver à beira do abismo por muito tempo. O abismo leva-o ao desespero e força uma tomada de decisão: afinal, pular ou continuar a escalada? Após muito cu doce eu decidi continuar. Eu vou até o fim, aconteça o que acontecer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma vez eu insinuei para um completo &lt;i&gt;insider&lt;/i&gt; a possibilidade de eu cometer suicídio e o sujeito ficou bastante assustado. Para muita gente, a morte (e principalmente o suicídio) é algo que não é sequer encarado. Não se trata de voltar a um posicionamento covarde desse tipo (tudo o que eu estou propondo aqui é exatamente o oposto da covardia), mas sim de, uma vez decidido que se quer viver, parar de ficar cortejando a morte como uma saída fácil. (A minha opinião atual sobre a morte (do eu) é de que ela é, em parte, uma ilusão - pelo simples motivo de que &lt;a href="http://outsidercaos.blogspot.com/2010/03/xcix-acerca-de-esbocos-sobre-as-ilusoes.html"&gt;a própria vida (do eu) é, em parte, ilusória.&lt;/a&gt;) [3] (Bem, o que vou dizer pode parecer contraditório com a mensagem geral desse texto, mas acho que as pessoas valorizam demais o estarem vivas... isso cria uma espécie de paranóia que dificulta a própria fruição do estar vivo, entende?)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;________________&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[3] Acrescentado em 26/10/11: É justamente por ser mortal que tenho motivos para viver. Se me contento em ser uma coleção de algorítimos genéricos sem uma especificidade histórica, então não preciso viver minha própria vida. Ao tentar negar a  morte pela identificação com a vida em geral eu acabo nadificando a minha vida em particular. A síntese está em reconhecer a simultaneidade da identidade com a vida em geral e com a particularidade ineliminável do curso de uma vida pessoal: sou, simultaneamente, todos os seres e eu mesmo, e é justamente porque cada ser tem uma substância – existir –  que eu posso ser algo ao ser todos e ser, simultaneamente, eu mesmo. Se a identidade com a vida em geral e eterna me conforta diante da morte, a idendidade com a vida particular e mortal me motiva diante da vida. A eternidade do geral reconforta diate da morte e a efemeridade do particular motiva diante da vida.[3] &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;________________&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não pense que eu mudei de idéia em ralação ao mundo, que agora eu acho esse mundo um lugar maravilhoso (que eu, agora, acredito nas propagandas de margarina e dos bancos, e, na verdade, em todas as outras). Não, pelo menos não ainda. Talvez nunca. A incerteza está justamente no fato de eu não me agarrar mais à posição de Tânatos, de um não à vida, posição que é um resquício schopenhauriano. Por ora, e aí está o radicalismo, eu decidi me agarrar à vida (e lutar por ela) mesmo ela sendo infeliz (O quê?? Absurdo! Traidor!). Se essa posição vai durar muito tempo, não tenho a menor idéia, mas a intenção é que dure. Não pense também que eu planejo virar um &lt;i&gt;insider&lt;/i&gt;. Ora, isso é impossível, mesmo que eu quisesse (e não quero). Não há como voltar. Só nascendo de novo (e não estou me referindo a Jesus).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa decisão pelo sim! não é a cura da depressão, mas parece ser, pelo menos no meu caso, uma condição prévia para a cura. Antidepressivos também são úteis, mas de nada servem sem uma reprogramação mental que implique em ver a vida de uma forma diferente (no caso, dispor a vivê-la, parando de recorrer aos pensamentos suicidas e às críticas sem fim como fonte de escapismo e vingança).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembro que em 2007 eu relatei as minhas tragédias para um amigo (um esquizóide, mas um caso mais leve que o meu) e ele me respondeu: “E por que você não luta para mudar essa situação?” Sim, por que eu não lutei? Aparentemente por puro derrotismo: preferi me render antes mesmo de tentar ir até o fim. Era mais cômodo ficar trancado no meu quarto roendo a alma do que sair e lutar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“A vida gosta de quem gosta dela” (do filme a Suprema felicidade). É quase uma “lei da atração”: se o multivíduo desdenha repetida e conscientemente da vida em um mundo no qual a maioria das pessoas se agarra a ela com a cegueira desesperada do instinto (a Vontade schopenhauriana), é inevitável que o multivíduo, ao longo dos seus relacionamentos, seu viver no mundo, acabe levando-se à ruína, ao abismo que tanto cortejou. Em um mundo no qual todos lutam desesperadamente pela vida e pelo poder, esnobar a vida e essa luta só pode levar ao colapso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse esnobismo suicida foi exatamente o que eu fiz pelo menos desde 2005, quando comecei a estudar Schopenhauer. Foi uma pena ter gastando tanto tempo lendo Schopenhauer. Esse tempo talvez tivesse sido melhor investido em Nietzsche, Foucault, e Baudrillard, entre outros (ou mesmo conferindo mais atenção a Marx &amp;amp; cia.).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por que não ver minhas tragédias pessoais como oportunidades de fortalecimento, em vez de vê-las como uma condenação eterna à mediocridade e, por fim, à &lt;i&gt;débâcle&lt;/i&gt;? Todo mestre já foi um desastre... Essa atitude de mudança pressupõe um abandono da vitimização e da fracassomania. Pressupõe que eu me disponha a sair do comodismo e a jogar o jogo da vida, sem medo de fazer altas apostas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Repito: ficar reclamando e se vitimizando (como eu fiz repetidamente nesse &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt;, principalmente em 2008) é o caminho da ruína, do fracasso e da morte. Eu (ainda) não desenvolvi (e talvez nunca o faça) um discurso de mundo baseado numa visão de mundo nietzscheana que coloque a defesa da vida acima de tudo. Mas foi só eu abandonar Schopenhauer e estudar um pouco o pensamento posterior ao dele para perceber que &lt;i&gt;talvez&lt;/i&gt; a vida valha a pena sim. Pelo menos, penso que vale a pena tentar realmente chegar a uma teoria do tudo, empreitada na qual Schopenhauer obviamente fracassou (por mais que ele pensasse o oposto), além de tentar realmente chegar a uma sociedade utópica – a menos que fique demonstrado pela teoria do tudo que uma utopia, ou mesmo uma sociedade melhor do que a atual, é impossível. Se a teoria do tudo demonstrasse a futilidade radical da vida, penso que talvez a missão da humanidade fosse não cometer suicídio imediatamente, mas tentar encontrar e exterminar o restante da vida no universo (inversamente, os esotéricos e ufólogos otimistas dizem que se há uma civilização alienígena que chegou ao pleno desenvolvimento a sua missão seria ajudar na evolução das formas de vida mais atrasadas que habitam o universo).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A vida é uma merda, eu (ainda) não mudei de idéia. Mas, diferentemente do que quis Schopenhauer, as possibilidades não estão esgotadas. A história ainda não acabou, e as perguntas vitais ainda não foram respondidas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu não resisti à tentação de existir. A depender da metanarrativa schopenhauriana, eu terei que viver outras vidas até chegar à negação do querer-viver. Segundo o budismo, Siddhartha Gautama viveu cerca de 900.000 vidas até chegar ao estado de iluminação. Vale lembrar que na filosofia schopenhauriana o suicídio não é uma salvação, tampouco é fruto da negação do querer-viver. “Sereis repostos no mundo.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora, se é para existir, que se exista com vitalidade, convicção, coragem, veemência, e não com fraqueza, titubeio, indecisão, medo – glicose anal. Ora, como é possível ser forte e impetuoso quando se está pensando em suicídio o tempo todo, e principalmente quando surge qualquer dificuldade nova (e elas vão sempre surgir)?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ora, se eu não gosto do meu trabalho e acho que mereço algo melhor do que ele, então cabe a mim estruturar e executar um plano para superar essa situação. Ficar remoendo meu ressentimento não irá solucionar a questão, apenas apressará a minha ruína.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se eu sou contra a própria instituição do trabalho assalariado, então que eu lute para eliminá-la, ou abandone a sociedade, ou vire um mendigo voluntário. Agora, ficar nessa lamúria indefinida é torturante, é contra a minha intenção estóica de minimizar o meu sofrimento. E não adiante esperar para decidir até que se tenha um nível de informação suficiente para decidir com segurança: uma decisão terá que ser tomada com ou sem essas informações. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também mediante a autocrítica percebi que, em relação à questão do trabalho, o meu desejo está, no fundo, mais para o desejo pequeno-burguês (e infantil) de viver do trabalho alheio (viver no ócio financiado pelo trabalho de outrem) do que para o desejo comunista de construir uma sociedade na qual todos contribuam conforme a sua capacidade e recebam conforme a sua necessidade (vale lembrar que &lt;i&gt;O manifesto comunista&lt;/i&gt; prescreve trabalho obrigatório para todos).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se eu, quer por motivos estritamente biológicos, quer por supostos motivos metafísicos, sou incapaz de atingir a negação do querer-viver (a renúncia ascética da vida), não me resta outra opção senão escolher entre a neurose de negar a minha própria essência (opção essa que, dado o contexto da minha vida, é o caminho do suicídio – e vale lembrar que a própria metafísica schopenhauriana coloca o suicídio como resultado de uma afirmação do querer-viver) ou correr os riscos inerentes à sua afirmação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ora, se a própria metafísica schopenhauriana (na qual eu obviamente não acredito) opõe-se ao suicídio (o qual não é uma libertação), se a mesma metafísica afirma que a negação do querer-viver é algo que ocorre naturalmente (que está além da capacidade de escolha multividual), se ainda a mesma metafísica diz que a única forma da Vontade se cansar da vida é... vivendo, então fica claro para mim que eu estou usando essa metafísica para justificar o meu comodismo, o meu medo e a minha neurose.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parodiando o próprio Schopenhauer, a sua metafísica, a essa altura do campeonato da minha vida, tornou-se para mim uma muleta para uma perna sadia. Está na hora de esquecê-la. Doravante, Schopenhauer se resume à eudemonologia – e ainda assim com ressalvas (por exemplo, com relação à defesa da solidão e da misoginia). Às favas Schopenhauer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ora, viver a vida significa aprender a “jogar os jogos” e a “atuar nos palcos” da vida. Diante dessa necessidade de aprendizagem, e dada a minha atual bibliomania, acabei revendo o meu posicionamento diante de alguns livros da infame auto-ajuda. Aqueles livros que, em vez de &lt;a href="http://outsidercaos.blogspot.com/2010/05/cv-acerca-do-papel-politico-conservador.html"&gt;motivação barata&lt;/a&gt;, ensinam algo sobre as sutilezas dos relacionamentos interpessoais nos diferentes ambientes de atuação (palcos). Essa literatura é especialmente instrutiva para alguém que, como eu, possui, em virtude da baixa inserção no processo de socialização, parca habilidade em perceber as “regras dos jogos”, regras essas que são não-verbais (mas que são explicitadas nessa literatura). É claro que os clássicos da eudemonologia continuam a ser bem-vindos, agora mais do que nunca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ignorar as regras dos jogos é suicídio. Eu não tinha motivo, porém, para me importar com elas enquanto procrastinava a decisão acerca de ser ou não ser.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não posso virar um &lt;i&gt;insider&lt;/i&gt;... Mas o que aconteceria se eu simplesmente parasse de ficar ruminando a minha &lt;i&gt;outsiderness&lt;/i&gt; – se eu considerasse essa focalização supérflua ou mesmo deletéria?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outra escolha radical que terá que ser feita é a de &lt;i&gt;abandonar o generalismo&lt;/i&gt; e se especializar em algo. Mas eu ainda não sei no que me especializar. Devo saber em alguns anos. Será necessária uma faxina mental geral, para jogar fora (ou ao menos acondicionar em segurança) todo lixo intelectual que polui minha mente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para sobreviver na hipermodernidade eu serei coagido a me especializar em algo, abdicando do sonho generalista (que pode, quem sabe um dia, ser realizado pelo transhumanismo). Se eu não me especializar, se eu continuar a me divertir com os prazeres do generalismo, é provável que eu acabe sendo rebaixado à condição de delta (ou seja, um trabalhador não especializado...). Vou terminar no caixa do Giraffas. Virar um delta não seria problema se isso não fosse afetar negativamente a minha longevidade. Se eu quero viver até 2090 eu preciso, no mínimo, manter-me um gama.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O meu caso: uma mistura de introversão, de personalidade esquizóide, de rebelião contra a vida em geral e contra o capitalismo em particular, tudo isso dentro de uma família que flutuou entre os níveis delta e gama. Trata-se de uma bomba relógio, que eu nem sei mais se é possível desarmar (embora eu vá tentar fazê-lo). Eu fui tão longe, que já não sei se consigo voltar ao deserto do mundo real, à pobreza escandalosa do cotidiano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quanto ao turismo intelectual, foi divertido, mas ele não poderia continuar para o resto da minha vida. Mesmo que eu não precisasse trabalhar, é provável que se continuasse a insistir nessa brincadeira eu terminaria em algum lugar entre a estupidez e a loucura. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As forças (os eus) ligados à busca pela verdade a qualquer preço (inclusive ao preço de ferir o meu narcisismo) e ligadas à busca estóica pela paz de espírito e pela saúde acabaram por vencer as forças (os eus) lúgubres do ódio e da glorificação do sofrimento e da morte. E como a busca insana pela verdade é incompatível com a saúde e a paz de espírito, ela será preterida por eles, os quais, pela primeira vez, serão prioridade na minha vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu sei que as forças lúgubres não podem ser eliminadas de qualquer consciência humana. Mas elas podem ser canalizadas para fortalecer o multivíduo, em vez de enfraquecê-lo. E por que não ser forte, agora que se tem objetivos?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-DmZFD9Ag7Nw/TdOTbKQcZbI/AAAAAAAABRc/ckjy0u_-5Ws/s1600/IVT%2Bo-grande-masturbador.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 230px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-DmZFD9Ag7Nw/TdOTbKQcZbI/AAAAAAAABRc/ckjy0u_-5Ws/s320/IVT%2Bo-grande-masturbador.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5607988055825474994" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;666 x 3 - Diário&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ee9yaM55U8o/TdOT9NblX1I/AAAAAAAABRk/qyGH7L78AvM/s1600/18%2B18%2B18%2B18%2B18%2B18%2B.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 243px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-ee9yaM55U8o/TdOT9NblX1I/AAAAAAAABRk/qyGH7L78AvM/s320/18%2B18%2B18%2B18%2B18%2B18%2B.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5607988640793059154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Hoje&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não tenho nada a perder correndo os riscos do transhumanismo e da &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=FB4hbTjfXyg"&gt;ditadura tecnotrônica&lt;/a&gt; (transhumanismo, darwinismo social, sociobiologia, eugenia, holocausto... não é muito difícil estabelecer ligações entre esses assuntos): se essa é minha única vida, é melhor arriscar tudo para abandonar a mediocridade (mesmo porque essas previsões só ocorrerão, se ocorrerem, quando eu já estiver velho, quando já não tiver muito a perder). Se, pelo contrário, estou condenado a viver milhares de vidas, então posso me dar ao luxo de “desperdiçar” essa (por desperdiçar entenda-se cair em uma armadilha materialista (transhumanismo, marxismo, humanismo, ceticismo, pragmatismo, ateísmo) em vez de desenvolver – de acordo com as exigências da teleologia moral – a espiritualidade). Agora, se essa é minha última chance, então já era... se eu nasço só uma vez, &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=_wmGmYDk7cs"&gt;isso é o melhor que eu posso fazer&lt;/a&gt;, &lt;i&gt;and de best I can do is good enough&lt;/i&gt;. Se o apocalipse se aproxima, sinto-me lisonjeado de vivenciar o fim dos tempos (é bem mais divertido do que uma vida sem uma catástrofe global e final dessas). (Um dos meus devaneios é ser o último ser humano após o apocalipse. Enquanto eu agonizo em meio aos escombros, olho no relógio para saber a hora exata do fim da humanidade.) Mas, convenhamos, o mais provável é que a vida se desenrole sem que nada muito espetacular ocorra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A verdade é que eu nunca vou ter informações suficientes para tomar qualquer decisão de uma maneira bem fundamentada (transhumanismo? esoterismos? ceticismo humanista? niilismo radical?, pragmatismo estóico? anarquismo? etc.). Assim sendo, a única solução é escolher uma opção com base na intuição (preferência subjetiva) e arcar com as possíveis conseqüências deletérias dessa decisão. A vida toda é um jogo, um cassino, uma roleta russa; não há garantias de sucesso – e nunca haverá. Ou “vai-se à luta”, ou fica-se eternamente escondido ruminando a indecisão e o fracasso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se eu quiser longevidade – e eu quero – é preciso ser alguém forte, flexível, esperto, confiante, etc. Se eu continuar cultuando a fraqueza e a vitimização, a ruína é inevitável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diante das mudanças relatas acima, qual é o destino desse &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt;?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na medida em que eu decido soberanamente sair do limbo à beira do abismo, o &lt;i&gt;conceito&lt;/i&gt; original desse &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt; está perdido, não fazendo sentido continuar com ele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O sim! à vida se opõe ao conceito desse &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt;, um &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt; tomado inicialmente pelo não! e, posteriormente, tomado por uma indecisão, uma não tomada de decisão entre sim! e não! Na medida em que eu tomei conscientemente a decisão pelo sim!, o conceito desse &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt; está esgotado. Eu não posso continuá-lo sem macular seu conceito. Se eu quisesse continuar a escrever um &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt; – e eu não quero – teria ou que mudar o nome desse&lt;i&gt; blog &lt;/i&gt;(quem sabe para &lt;i&gt;Outsider reloaded&lt;/i&gt; ou &lt;i&gt;Outsider rising&lt;/i&gt;), escrevendo uma postagem de intermédio, ou teria que começar outro. Destarte, não me resta, &lt;i&gt;a fortiori&lt;/i&gt;, outra ação além de encerrar o &lt;i&gt;Outsider à beira do abismo&lt;/i&gt;. Quem sabe um dia eu faça um &lt;i&gt;vlog&lt;/i&gt;, agora que isso está na moda. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dos capítulos que eu havia prometido postar, alguns eu não quero mais porque eram mera enrolação, outros porque não concordo mais o suficiente com o que já escrevi (isso que dá ter a idéia e querer desenvolvê-la um ano depois), outros porque não estou disposto mais a empreender o grande, e pouco útil, esforço necessário para terminá-los. O fetiche que tinha por esse &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt; acabou. Assim como ocorre com uma análise (psicoterapia), o afastamento por algumas semanas ou meses foi suficiente para incentivar um rompimento definitivo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De certa forma, todos os capítulos desse &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt; são superficiais e amadores, por mais profundos e eruditos que possam parecer a alguns incautos quando comparados com o senso comum. Eu não sou versado em nada o suficiente para ter redigido textos profissionais. Nada: Schopenhauer, marxismos, indústria cultural, etc.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deixe-se claro: não estou dizendo que o conteúdo desse &lt;i&gt;blog &lt;/i&gt;é mentiroso (que eu ache agora que minhas críticas à vida são infundadas). Ele é formado por vários pontos de vista, alguns mais plausíveis do que outros, mas todos convergindo para o ressentimento, para o ódio e para a vingança, além da verdade e da utopia. E eu não iria querer me vingar se não fosse um frustrado. Como eu já disse várias vezes, “o rebelde não passa de um desajustado”. Mas não existe, &lt;i&gt;a prior&lt;/i&gt;i, uma inadequação entre interesse e verdade. No fundo, qualquer tese acaba defendendo o interesse de alguém (Newton que o diga).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em seu primeiro ano, o &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt; basicamente tratou do pessimismo e de uma visão lúgubre da vida, baseados então nas minhas interpretações de Schopenhauer, &lt;i&gt;Radiohead&lt;/i&gt;, Marx (que, em absoluto, não é um pessimista) e outros (Veblen, etc.). Nos dois anos seguintes, o &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt; se alimentou, por um lado, da arqueologia de textos antigos, e, por outro, dos temas suscitados pela inflação mental animada pelo turismo intelectual; de vez em quando (p.ex., cap. CXI), a temática da lamúria era retomada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 2008 e 2009 os textos eram escritos meses antes, inclusive não poucos foram desenterrados de anos anteriores a 2008 (ou seja, o processo para postá-los era relativamente rápido). Muita coisa postada em 2008 foi simplesmente transcrita dos meus “diários” de anos anteriores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A partir de 2009 – e em paralelo com a inflação mental promovida pelo turismo intelectual – os capítulos principais (marcados como &lt;a href="http://outsidercaos.blogspot.com/search/label/meus%20cap%C3%ADtulos%20favoritos"&gt;favoritos&lt;/a&gt;) foram ficando cada vez mais longos, presunçosos, genéricos, sincréticos e malabáricos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando chegamos em setembro de 2010, eu tinha uma lista de alguns longos capítulos a escrever, os quais já não tinham qualquer ligação com a monografia, a qual eu tinha pouco mais de uma ano para redigir (redação que não realizei até agora). Foi ingenuidade achar que eu me disporia a retomar textos inacabados um ano depois. Porque um ano depois as minhas opiniões, interesses e motivações já seriam outros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como os capítulos desse &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt; são extremamente pessoais (embora possa não parecer a alguns desavisados ou apedeutas) não houve grandes dificuldades administrativas enquanto eu postava os textos meses depois de tê-los redigido. Mas inverter esse método – prometendo algo que ainda não foi concluído – foi estupidez, pois não havia como garantir a disposição necessária para honrar a promessa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bem, esse &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt; não poderia durar para sempre. Em algum momento as condições contingentes que ensejaram a  sua criação e ampliação não mais estariam presentes na minha vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Encerrar esse &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt; é um ritual, uma forma de exorcizar o turismo intelectual e a depressão e seguir em frente. A vida continua. Como ritual de emancipação, o cadáver insepulto desse &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt; deve ser enterrado. Não há mais como adiar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu tenho uma lista de coisas a fazer em 2011. Como a monografia está atrasadíssima, é preciso fazer algum sacrifício para cumprir a agenda. Mais um motivo para acabar com esse &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt; por aqui.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Duan Conrado Castro é um personagem (um &lt;i&gt;fake&lt;/i&gt;, eu já disse) que criei e cuja vida vivi nos últimos anos. Qual personagem eu criarei no futuro? Não sei. E isso, no momento, não importa. O que importa é redigir a monografia (cultivar o jardim).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mundos para desbravar é o que não falta. Basta sair da letargia e ousar explorá-los. Antes de iniciar esse &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt;, uma das minhas recorrentes preocupações era &lt;i&gt;com o que preencher a vida&lt;/i&gt;; agora, a vida parece curta demais para se fazer tudo que vale a pena ser feito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para conseguir começar e terminar a monografia até novembro de 2011, é preciso eliminar todas as distrações, senão eu continuarei procrastinando. Todas as vezes que me tranquei no meu quarto e me foquei exclusivamente em um único assunto, sem distrações, e, inclusive, sem qualquer interação social a título de suposta catarse, os resultados foram satisfatórios. Esse não é o momento de querer inovar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao terminar a monografia, eu partirei para a reprogramação mental que venho idealizando desde 2010. Não há mais tempo a perder redigindo capítulos sobre teorias de conspiração ou listas de 5.000 livros, mesmo que ambos já estejam parcialmente redigidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Está na hora de acabar a monografia. Mas para terminar é preciso começar. E para começar é preciso se focar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt; acaba como começou: por meio de uma decisão abrupta, porém convicta. Isso acaba aqui.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Está consumado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;Agora&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Do abismo não adianta fugir. Todos – &lt;i&gt;insiders&lt;/i&gt; e&lt;i&gt; outsiders&lt;/i&gt; (esses, principalmente), ricos e pobres, belos e feios – terão que encará-lo mais cedo ou mais tarde. É como um ritual de iniciação, um encontro do qual não se volta – porque é impossível voltar. Ficar à beira do abismo é insustentável por muito tempo: ou você pula de uma vez ou continua a escalada. Eu decidi continuar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim!, eu quero a vida! E a vida é aqui e agora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim! &lt;a href="http://outsidercaos.blogspot.com/2008/02/i-no-estou-aqui.html"&gt;Eu estou aqui&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Está na hora do grito de liberdade. Está na hora de se emancipar das amarras lúgubres do ressentimento, do ódio, da vitimização, do generalismo inócuo, e dos pensamentos suicidas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O descalabro (jubilamento, despersonalização, demência, agonia, suicídio) vaticinado e cortejado se aproxima. Mas ele não precisa chegar. A ruína pode ser substituída pelo júbilo. O fracasso pode ser substituído pela luta heróica. O cortejo do abismo pode ser substituído pela escalada de uma íngreme montanha (&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Bz8iEJeh26E&amp;amp;feature=fvst"&gt;melhor do que isso só voar&lt;/a&gt;, - mas e se melhor for impossível?). Embora eu tenha me perdido, eu ainda posso me reencontrar. O conhecimento acumulado não precisa ser desperdiçado. A mente devastada pode ser reconstruída – e, talvez, até mais forte do que nunca. O corpo, desdenhado e à beira da doença, ainda não perdeu o seu potencial de regeneração. O bom-humor ainda não foi perdido (ri muito escrevendo a maioria dos capítulos desse &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt;). Apesar de todos os meus esforços em destruí-las, ainda resistem as possibilidades da saúde, da paz de espírito, do conforto e da dignidade. O ódio ainda pode se transformar em amor e a indiferença em empatia. O esoterismo ainda pode se transformar em razão científica, e a megalomania em bom senso. (A civilização ainda pode acordar da sua amnésia suicida antes que seja tarde demais. A História ainda não acabou, ao contrário do que querem os derrotistas e os apocalípticos. O sistema que a tudo reifica e esmaga sob suas engrenagens ainda pode ser destruído. A humanidade ainda pode emancipar-se.)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não importa o que fizeram comigo, mas sim o que eu farei com o que fizeram comigo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As conseqüências de nossas escolhas (por mais imaturas, irrefletidas e desamparadas que elas tenham sido) nos perseguem até a morte – quiçá até depois dela. Eu escolho a vida, e não a morte! Eu escolho Eros e não Tânatos. Essa escolha, e sua respectiva responsabilidade, é minha – ninguém pode fazê-la por mim. E eu vou levá-la às últimas conseqüências. Ainda preferia não ter nascido. Mas, já que estou aqui, vou audaciosamente até o fim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse não sou eu choramingando, alimentando a vitimização. Esse não sou eu me escondendo. Esse não sou eu ruminando as minhas idéias fixas. Esse não sou eu destilando o meu veneno como vingança contraproducente. Esse não sou eu chorando no muro das lamentações. Esse não sou eu procurando uma nova religião/neurose para substituir o cristianismo escarnecido e falido. Esse não sou eu procurando uma teoria do tudo. Esse não sou eu me distraindo com a diversão de um passeio deslumbrante, mas fatal. Esse sou eu assumindo o controle da minha vida. Saí da platéia e fui para o ringue.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso muda tudo. Isso muda a mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje é o primeiro dia do resto da minha vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-fy04OF_7fhQ/TdOUHeEmYaI/AAAAAAAABRs/F_VauWTgIxA/s1600/INVERT%2B18%2B18%2B18%2B18%2B18%2B18%2B.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 243px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-fy04OF_7fhQ/TdOUHeEmYaI/AAAAAAAABRs/F_VauWTgIxA/s320/INVERT%2B18%2B18%2B18%2B18%2B18%2B18%2B.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5607988817058750882" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;666 x 4 – Sua vez&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-gUZb3WZ9f4A/TgsnBot_j1I/AAAAAAAABS8/ZSKJ6_vMwVU/s1600/A%2Bliberdade%2Bsobre%2Bas%2Bbarricadas%2B%2528Eugene%2BDelacroix%2529.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 250px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-gUZb3WZ9f4A/TgsnBot_j1I/AAAAAAAABS8/ZSKJ6_vMwVU/s320/A%2Bliberdade%2Bsobre%2Bas%2Bbarricadas%2B%2528Eugene%2BDelacroix%2529.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5623631468765876050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E você, o que está fazendo com a sua vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todo dia é dia para um recomeço. Todo dia é dia para fazer diferente. Todo dia é dia para amar. Não jogue esse dia fora, pois talvez você não tenha outro além dele.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-0oi03mmOxNg/TgsnKAZVc2I/AAAAAAAABTE/P3uZqVJWxLM/s1600/IVT%2BA%2Bliberdade%2Bsobre%2Bas%2Bbarricadas%2B%2528Eugene%2BDelacroix%2529.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 250px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-0oi03mmOxNg/TgsnKAZVc2I/AAAAAAAABTE/P3uZqVJWxLM/s320/IVT%2BA%2Bliberdade%2Bsobre%2Bas%2Bbarricadas%2B%2528Eugene%2BDelacroix%2529.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5623631612560634722" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-cCdwtgYm1_A/TdORRBTSmlI/AAAAAAAABRE/adgC3BVd_vg/s1600/As%2Bchaves%2Bdeste%2Bsangue.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 171px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-cCdwtgYm1_A/TdORRBTSmlI/AAAAAAAABRE/adgC3BVd_vg/s320/As%2Bchaves%2Bdeste%2Bsangue.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5607985682599549522" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Encontrar-nos-emos onde não há trevas&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=rbzmpOqbot4"&gt;.&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/775365576519033175-4311083941183094690?l=outsidercaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outsidercaos.blogspot.com/feeds/4311083941183094690/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=775365576519033175&amp;postID=4311083941183094690&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/775365576519033175/posts/default/4311083941183094690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/775365576519033175/posts/default/4311083941183094690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outsidercaos.blogspot.com/2011/05/cxviii-guisa-de-conclusao-acerca-de.html' title='CXVIII – À guisa de conclusão: Acerca de como o meu cérebro virou pudim, bem como das conseqüências disso decorrentes.'/><author><name>Duan Conrado Castro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16655382018542400081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/TBQbcCLJp3I/AAAAAAAABNI/IV-LeJrs5ag/S220/C%C3%B3pia+de+C%C3%B3pia+de+ddcc+avt.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-aNGMYexfRlM/TdORDnLWqEI/AAAAAAAABQ8/FpCDeq718rY/s72-c/A%2BTEIA%2B666.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-775365576519033175.post-1747220868143997002</id><published>2010-09-22T22:40:00.021-03:00</published><updated>2011-05-21T18:20:19.623-03:00</updated><title type='text'>* Avisos aos leitores do blog.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-kgdsbcEVcF4/Tdgrk-sk7CI/AAAAAAAABSU/oE0gurVauww/s1600/Tan%2Btan%2BBo%2B%25282001%2529%2Bde%2BT.%2BMurakami.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 228px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-kgdsbcEVcF4/Tdgrk-sk7CI/AAAAAAAABSU/oE0gurVauww/s320/Tan%2Btan%2BBo%2B%25282001%2529%2Bde%2BT.%2BMurakami.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5609281250195205154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;É, não vai dar.  &lt;/span&gt;&lt;span&gt;(Rômulo Castro, numa lanchonete para gamas às 13h15 de 13/09/2010, quando percebeu que havia falido existencialmente e que não havia mais saída para lugar algum.)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Que inferno&lt;/i&gt;. (Duan Conrado Castro, às 18h47 de 13/09/2010, enquanto comia um sanduíche de R$ 14,00 num &lt;i&gt;Shopping center&lt;/i&gt; freqüentado pela alta burguesia curitibana e percebeu que os atores de &lt;i&gt;Malhação&lt;/i&gt; realmente se inspiram em pessoas reais – betas e alfas.)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O mundo acabou.&lt;/span&gt; (Duan Conrado Castro, às 11h55 do mesmo dia, enquanto se dirigia para o trabalho e observava a paisagem apocalíptica curitibana.)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Você acha que eu tenho medo de morrer?? &lt;/span&gt;(Duan Conrado Castro, às 18h13 do mesmo dia, respondendo às ameaças de um assaltante delta que tentou, em vão, intimidá-lo.)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabe aquela sensação de que se seguiu durante anos um caminho que, agora, não é mais conveniente seguir e do qual é necessário se desfazer? Espero que você não saiba, pois não é uma sensação agradável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa sensação vem me perseguindo há alguns meses. Está na hora de abandonar o nível da realidade "universo simbólico" e retornar ao nível "prático e pré-teórico", o qual é mais adequado a minha condição econômica e social (trabalhador gama) e do qual eu talvez nunca devesse ter saído. Não que eu me arrependa. Quem se arrepende erra duas vezes. Eu sei que (quase) sempre tomei as melhores decisões de acordo com as informações que me estavam disponíveis. Mas eu descobri novas informações, que tornaram irracional - para mim - permanecer no caminho que eu segui até então. Às vezes desistir é a melhor opção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Falarei mais sobre tudo isso no último capítulo do &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Interromperei as atividades desse &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt; até o segundo semestre do ano que vem. Motivo: para poder dedicar-me às pesquisas relativas a minha monografia de bacharelado em ciências econômicas. Eu tentei conciliar as pesquisas relacionadas ao &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt; e à monografia, mas fracassei.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu planejava tirar férias desse &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt; para me dedicar à monografia somente depois que postasse os capítulos 118 a 123, além do ### 39. Todavia, os capítulos 118 e 121 estão dando tanto trabalho que eu, depois de passar semanas escrevendo-os, simplesmente perdi a paciência de continuar trabalhando nesses que seriam os capítulos mais longos do &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt;. Por isso, resolvi postergar a finalização de todos esses capítulos para depois da conclusão do meu trabalho monográfico - o qual eu resolvi colocar como prioridade, já que o meu jubilamento se aproxima. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa procrastinação poderá ser fatal para esses capítulos, pois nada garante que na metade do ano que vem eu terei alguma disposição em concluí-los, embora eu queira fazê-lo e não tenha o costume de abandonar projetos inacabados.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segue a lista dos capítulos que ia postar antes de sair de férias e que ficaram para o ano que vem:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;CXVIII - Acerca de esboços de uma crítica (e de uma metacrítica) às teorias da conspiração: Vontade de saber/poder, teleologia, fetichismo e construção social da realidade (nas comunidades interpretativas). [Previsão para postagem: 11/09/2011]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;CXIX - Meu deus quanto tempo eu estive sem saber? Isso não poderia ter acontecido? # 5 ? - O Papa no trono de Satanás? [Previsão para postagem: 18/09/2011]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;CXX - Acerca de um índice numérico para a "Crítica da razão pura". [Previsão para postagem: 25/09/2011]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;CXXI - Acerca do cânon de Duan Conrado Castro - A minha lista de livros relevantes. [Previsão para postagem: 02/10/2011]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;CXXII - Acerca da gestão do tempo: Quem tem tempo para fazer tudo isso? - Um prelúdio do fim desse &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt;. [Previsão para postagem: 09/10/2011]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;CXXIII - Acerca de cinco textos que estavam fracos demais para serem postados como capítulos desse &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt; - mas que eu posto aqui assim mesmo. [Previsão para postagem: 16/10/2011]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;#### 39 - Civilizações tecnológicas na pré-história. [Previsão para postagem: 23/10/2011]&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pretendo, também na segunda metade de 2011, postar a própria monografia na forma de alguns capítulos desse&lt;i&gt; blog&lt;/i&gt; (quem sabe em apenas um, se o Blogger não estipular que o texto ficou grande demais para uma postagem apenas).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu pretendia escrever uma monografia sobre as mudanças econômicas e sociais nos últimos 2,5 séculos de capitalismo nos países desenvolvidos. Mas as minhas pesquisas relacionadas a esse assunto e aos mais diversos temas paralelos e transversais, pesquisas iniciadas em 2009, se expandiram tanto que eu simplesmente perdi o foco e hoje não estou mais com disposição para empreender um trabalho tão pretensioso e desnecessário para o nível de mera monografia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso decidi substituir o foco da monografia para um objeto bem mais restrito: o livro infantil "O pequeno príncipe". O que eu pretendo fazer é transformar o conteúdo do capítulo 101 numa monografia. Se eu vou conseguir, é outra coisa. O fato é que o meu tempo está se acabando e que eu preciso escrever alguma monografia antes que seja tarde demais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;CXXIV - Uma metacrítica social de orientação marxista para o livro "O pequeno príncipe". [Previsão para postagem: 30/10/2011]&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;*** &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após postar a monografia, eu pretendo postar apenas mais dois capítulos:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;CXXV - Acerca de excertos da introdução do "Tratado sobre o universo e outros assuntos - para um esgotamento da linguagem". [Previsão para postagem: 06/11/2011]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;CXXVI - Acerca do dia em que as pessoas simplesmente desistiram. [Previsão para postagem: 13/10/2011]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;CXXVII - Acerca do encerramento desse&lt;i&gt; blog&lt;/i&gt; e do que mudou na minha vida desde que ele foi iniciado. [Previsão para postagem: 20/10/2011]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu pretendia escrever sobre vários outros assuntos, porém em função dos recentes acontecimentos (que serão posteriormente relatados...) eu perdi a disposição em empreender esse projeto, por perceber que posso usar o meu tempo em algo mais proveitoso para mim mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso significa que o &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt; provavelmente será encerrado no capítulo CXXVI, em 13/10/11.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não há garantias de que eu realmente irei postar esses capítulos, ou de que irei cumprir os prazos indicados. Todavia, a monografia eu vou escrever (a menos que eu morra ou fique inválido – que está longe de ser impossível), e o capítulo final eu me comprometo a escrever, pois acho que os leitores precisam ser alertados do caminho perigoso e, ao que tudo indica, inviável que eu segui nos últimos anos. Talvez eu faça no último capítulo uma espécie de retrospectiva na qual irei ratificar/retificar/criticar/desdizer o conteúdos dos principais capítulos do &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt;, além de falar longamente de mim mesmo e da minha vidinha miserável (o que, a rigor, eu nunca fiz nesse &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt;).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Peço desculpas aos leitores por não ter postados esses avisos antes. Mas é que eu estava tentando terminar o capítulo 118, quando eu vi que ele já estava com 20 páginas e eu não tinha nem chegado na metade. Daí passei a ter alguns problemas pessoais (os quais serão devidamente relatados no último capítulo) que simplesmente retiraram toda a minha disposição em continuar o trabalho de redigir os textos para esse &lt;i&gt;blog,&lt;/i&gt; ao menos enquanto eu não concluir a tal da monografia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-R0RkojxDJps/TdgsG5xrN1I/AAAAAAAABSc/_lmI8azt_Ac/s1600/INVERT%2BTan%2Btan%2BBo%2B%25282001%2529%2Bde%2BT.%2BMurakami.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 228px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-R0RkojxDJps/TdgsG5xrN1I/AAAAAAAABSc/_lmI8azt_Ac/s320/INVERT%2BTan%2Btan%2BBo%2B%25282001%2529%2Bde%2BT.%2BMurakami.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5609281832989964114" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Tempore, quo cognitio simul advenit, amor e medio supersurrexit.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/775365576519033175-1747220868143997002?l=outsidercaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outsidercaos.blogspot.com/feeds/1747220868143997002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=775365576519033175&amp;postID=1747220868143997002&amp;isPopup=true' title='59 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/775365576519033175/posts/default/1747220868143997002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/775365576519033175/posts/default/1747220868143997002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outsidercaos.blogspot.com/2010/09/avisos-aos-leitores-do-blog.html' title='* Avisos aos leitores do blog.'/><author><name>Duan Conrado Castro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16655382018542400081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/TBQbcCLJp3I/AAAAAAAABNI/IV-LeJrs5ag/S220/C%C3%B3pia+de+C%C3%B3pia+de+ddcc+avt.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-kgdsbcEVcF4/Tdgrk-sk7CI/AAAAAAAABSU/oE0gurVauww/s72-c/Tan%2Btan%2BBo%2B%25282001%2529%2Bde%2BT.%2BMurakami.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>59</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-775365576519033175.post-3804393431122815854</id><published>2010-09-04T01:57:00.007-03:00</published><updated>2010-10-30T20:36:06.356-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Schopenhauer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='paint'/><title type='text'>CXVII - Acerca dos filhos de Schopenhauer - ele teve pelo menos dois filhos, como isso não contradiz a sua filosofia?</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#333333;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#333333;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#333333;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;§ 117&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/TAgprLr99NI/AAAAAAAABKg/We9OlPQV1Oc/s1600/schps116.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 242px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/TAgprLr99NI/AAAAAAAABKg/We9OlPQV1Oc/s320/schps116.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5478674768544527570" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;O ato da procriação, em relação ao seu autor, apenas exprime, assinala, a sua adesão determinada à vida; (...) Por efeito dessa afirmação que ultrapassa o corpo do indivíduo e vai até a produção de um novo corpo, a dor e a morte, também elas, e enquanto são essenciais ao fenômeno da vida, são também afirmadas de novo e, desta vez, a possibilidade de libertação que a inteligência chegada ao mais alto ponto de perfeição deve oferecer está visivelmente perdida.&lt;/i&gt; (Arthur Schopenhauer, § 60 do Tomo I d' &lt;i&gt;O mundo como vontade e como representação&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conforme pode ser lido em uma de suas biografias (&lt;i&gt;Vida de Schopenhauer&lt;/i&gt;, Karl Weissmann, Editora Itatiaia, 1980), ele teve um filho, ainda na época anterior à publicação da primeira edição  d’ &lt;i&gt;O Mundo como vontade e como representação&lt;/i&gt; (em 1819), com uma camareira de hotel. Mas a criança morreu algumas semanas depois de nascer (página 70). Quando ele estava em uma de suas longas viagens pela Itália, Schopenhauer soube que uma de suas amantes tivera um filho. Todavia, o filósofo já estava há vários meses na Itália, e a própria amante negou que o filho fosse dele. O menino sobreviveu até a idade adulta e foi batizado pelo nome de Carl Ludwig Gustav Medon (página 109). Morando em Berlin, ele engravida outra amante, mas novamente a criança morre depois de nascer (página 111).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O fato de Schopenhauer ter tido pelo menos dois filhos com amantes não contradiz o conteúdo da sua obra filosófica, como muitos poderiam pensar. Senão vejamos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para Schopenhauer, se o indivíduo não deseja mais fazer sexo, a sua reprodução se torna supérflua, pois o “objetivo” (chegar a negação do querer-viver) “já foi verificado”; porém, se o indivíduo é incapaz de resistir ao impulso sexual (ou seja, é incapaz de chegar à negação do querer-viver - e esse é o caso do próprio Schopenhauer e provavelmente de qualquer pessoa que esteja lendo isso), então ele não deve recorrer ao aborto, aos métodos contraceptivos, à masturbação ou à &lt;a href="http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=184755&amp;amp;tid=5335741200634928234&amp;amp;kw=gay+ou+o+"&gt;homossexualidade&lt;/a&gt;, pois todos esses &lt;i&gt;artifícios&lt;/i&gt; negam à coisa-em-si uma nova manifestação sob a forma de um novo indivíduo - e essa é a única chance de um dia ela chegar a negação de si mesma. Sobre isso ler o § 167 de &lt;i&gt;Parerga e paralipomena&lt;/i&gt;, que fica no capítulo XIV - Contribuições à doutrina da afirmação e da negação do querer viver. (Esse capítulo foi publicado pela editora Nova Cultural no volume Schopenhauer da coleção Os Pensadores).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A esse respeito, ler também o § 69 do Tomo I d' &lt;i&gt;O Mundo...&lt;/i&gt; , no qual é dito:"Mas este resultado [a negação do querer-viver] não pode ser obtido através de nenhuma violência física, tal como a destruição de um germe, o assassínio de um recém-nascido, ou o suicídio. (...) não se deve negar a vida àqueles que a merecem [para mim esse "merecem" possui um conotação de castigo, não de recompensa], (...) a vontade como coisa metafísica só pode ser suprimida pelo conhecimento (...)".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/TMydsMhk3jI/AAAAAAAABPg/YChAw7DaPlc/s1600/Mother+and+Child,+by+Ron+Mueck.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 252px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/TMydsMhk3jI/AAAAAAAABPg/YChAw7DaPlc/s320/Mother+and+Child,+by+Ron+Mueck.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5533971424733355570" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vale lembrar que para Schopenhauer a negação do querer-viver (a santidade) não se aprende pelo estudo, nem é possível de se alcançar pelo esforço pessoal. O mesmo vale para a genialidade. Sobre isso ver, entre outras passagens, o § 70 do Tomo I d’ &lt;i&gt;O Mundo...&lt;/i&gt;, no qual é dito o seguinte: "Daí resulta que esta negação do querer, esta tomada de posse da liberdade, não pode ser realizada à força, nem deliberadamente; ele emana simplesmente da relação íntima do conhecimento com a vontade no homem, por conseqüência produz-se subitamente e como que por um choque vindo de fora."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dessa forma, do ponto de vista da vida do próprio Schopenhauer, ele sabia que não era um santo, e acreditava que por mais que se esforçasse não poderia se tornar um (por isso ele não se mudou para a Índia, nem virou um mendigo ou eremita – claro, essa é a interpretação laudatória; a interpretação crítica seria que ele não o fez por covardia e comodidade). Daí que ele foi coerente com sua obra: se não conseguiu renunciar ao desejo sexual (já que tinha amantes), também acabou engravidando-as (donde podemos inferir que, pelo menos algumas vezes, ele mantinha relações sexuais sem os métodos contraceptivos disponíveis em sua época).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Disso tudo podemos concluir que mesmo se ele tivesse se casado (como, segundo biógrafos, pensava em fazer) e tivesse tido vários filhos ele não teria contradito sua filosofia. Ao contrário, se ele tivesse abortado os seus filhos ou mesmo os matado (ou ainda se suicidado, como, também segundo biógrafos, pensava em fazer) ele estaria dessa forma em contradição com o que ele escreveu.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Percebam ainda que, &lt;i&gt;se nos ativermos apenas ao conteúdo moral dessa filosofia&lt;/i&gt;, nós teríamos que concordar, embora com argumentos diferentes, com a Igreja Católica quando essa condena os métodos contraceptivos, o aborto ou a homossexualidade. Eu não disse que concordo com isso, apenas estou relatando os fatos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/TAgqBKEl8iI/AAAAAAAABKo/SEWV-7x5Mg8/s1600/schps116invert.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 242px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/TAgqBKEl8iI/AAAAAAAABKo/SEWV-7x5Mg8/s320/schps116invert.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5478675146068062754" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Tempore, quo cognitio simul advenit, amor e medio supersurrexit.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/775365576519033175-3804393431122815854?l=outsidercaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outsidercaos.blogspot.com/feeds/3804393431122815854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=775365576519033175&amp;postID=3804393431122815854&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/775365576519033175/posts/default/3804393431122815854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/775365576519033175/posts/default/3804393431122815854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outsidercaos.blogspot.com/2010/09/cxvii-acerca-dos-filhos-de-schopenhauer.html' title='CXVII - Acerca dos filhos de Schopenhauer - ele teve pelo menos dois filhos, como isso não contradiz a sua filosofia?'/><author><name>Duan Conrado Castro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16655382018542400081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/TBQbcCLJp3I/AAAAAAAABNI/IV-LeJrs5ag/S220/C%C3%B3pia+de+C%C3%B3pia+de+ddcc+avt.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/TAgprLr99NI/AAAAAAAABKg/We9OlPQV1Oc/s72-c/schps116.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-775365576519033175.post-57030578319088625</id><published>2010-09-03T21:34:00.009-03:00</published><updated>2010-09-04T15:32:58.460-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='distopia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='esboços e titubeios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marx'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='indústria cultural/cultura de massas'/><title type='text'>* ReENcoNTRU: tRaDUXXaUm dU kaPitulU CI pRu NEu-mixXxUgUeixXx.....</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333333;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333333;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333333;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Preocupado que eu estou com o pouco sucesso desse &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt;, busquei torná-lo mais acessível traduzindo o meu capítulo favorito, o CI, para o &lt;a href="http://desciclo.pedia.ws/wiki/Migux%C3%AAs"&gt;neo-mixuguês&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;XD&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Capítulo original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://outsidercaos.blogspot.com/2010/04/ci-acerca-de-esbocos-duma-metacritica.html"&gt;http://outsidercaos.blogspot.com/2010/04/ci-acerca-de-esbocos-duma-metacritica.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Tradução:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;§ 101&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/TIGYN7vva7I/AAAAAAAABOw/3aNuEAiypSw/s1600/PekEnU+PrIncIPE+3.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 304px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/TIGYN7vva7I/AAAAAAAABOw/3aNuEAiypSw/s320/PekEnU+PrIncIPE+3.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5512854784021851058" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;ci - acerCAH DI EsBOXXuxXx DI 1 metaCRitIcah DI OriENtAXXAum MARxXxISTah aU liVru “U PekEnU PrINcIPE”......&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;Não gosto que leiam meu livro superficialmente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt; (O pequeno príncipe, capítulo IV)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;antixXx dI Le Esti kAPiTulU (U + lOnGu kAPITUlU dEXXi bLoG...TalvEZ PeRdEnU aPENAxXx prU KApItulu lxXxxXxxXxIV...DISTiNAdU a krItIcAh DAh pUbLIciDaDI)...SuGIrU a LeIturAh Du KapItULu antEriOR (100)...BeM KOMU DU kaPItULu ### 33...UxXx KAIxXx ServI KoMU 1 rEfEREnCiAu tIoriCU kUM u Ki EH DiTU aKi...... ReCoMEnU Tb A lEiturah dU kApiTuLu xXxCvI...pOIxXx VERemUxXx AKi...Nah pRaTIcah...koMu FUNcIonAh a “TEoriAh” du reau i DU IdEau EnkAnTU dIscurSUxXx......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;sErIah iNViAVEu esCrEvE esTAh metACrIticaH DI orIentAXXaUM mArxXxiSTAh SEm U KOnceitU Di REifiCAXXAUM...... kaSu u LEiTOr NAuM u dOmInE...eU suGirU aU - A LeituRAh DU ### 5...... OTrUxXx TexXxTuxXx KompLeMENtaRexXx: feTixXxisMu I SeMifOrMAXXAum nUmAH Epocah dI rEifiCaXXaUm tOtau i u sIguINtI ARtigU sobre U liVrU a SOCIEDAdi DU eSPETacuLU...LivRu DI GuY deboRd...... InFelizmeNtI EU Nuncah Me DEI aU TrABaLhu di exXxpor DIdaTiCAMeNTi u kONcEITU Di REIFicaXXauM...taMpocU axXxeI aLGUm dIcIonariu eLeTronIcu oU eNcICLOpEdIaH Ki fALE ALGu decEnTI (U ARTIGU dAh WIkiPEDiAH tAh 1 m.....................TIpu aXXIM)......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;xXxamu EXXI TExXxTU dI "EsbOXXU" PoixXx eNKAntu U eSCREVIah PeRCEbI ki...kasu me dEDicAXXi U SUFICieNtI...seRIAH PoXXiVeU EScReVe 1 texXxtU Mtu MaIor...msM 1 LIvru kuM CeNtenaxXx dI PagiNaxXx...uTiLIZANU-SI...iNCLUsivi...dI oTraxXx ABordaGeNxXx MeTAcRitiCAxXx ALeM DAH MaRxXxIsTAh...... MAxXx INFeLIZMENTi eU nuNCah TeREI TeMPu lIVRE u sUFicieNTi prah mE dedIcah a 1 pROJETu DEXXIxXx ki...TODaVIAH...eu rECOnheXXU SE toTalMenTi exXxEQuIveU......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;PoR Fim...AnTixXx VEjamuxXx u Ki a WIKIPEDiAH DIz dEXXi LiVru:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;Le Petit Prince, conhecido como O Principezinho em Portugal e O Pequeno Príncipe no Brasil, é um romance de Antoine de Saint-Exupéry publicado em1943 nos Estados Unidos. A princípio, aparentando ser um livro para crianças, tem um grande teor poético e filosófico. É o livro francês mais vendido no mundo, cerca de 80 milhões de exemplares, e entre 400 a 500 edições. Também se trata da terceira obra literária (sendo a primeira a Bíblia e a segunda o livro o peregrino) mais traduzida no mundo, tendo sido publicado em 160 línguas ou dialetos uma das 11 línguas oficiais da África do Sul. Em Portugal, "O Principezinho" integra o conjunto de obras sugeridas para leitura integral, na disciplina de Língua Portuguesa, no 2º Ciclo do Ensino Básico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;tODAh krIticAH PrEXXUpOI 1 DIsCurSu DU REau ki Eh ADMItidu KoMu veRdADeiru...poixXx A KRITiCAh naDAh + EH du Ki A DemoNSTRaXXAUm DAh iNaDaPtAXXaUm DU DiscURSU krItiCadeeNhU aU DiScurSu Ki sI ADmItI KoMu veRDAdeIru...... KomU INdIcAh u tItUlu DEXXI kapITULU...u DIsCurSu DU ReAu preXXuPOstu aKI...NEXXI kaPITUlu...kOMu FiEU dISCrIXXAum DaH REaLidadI Eh U DIscursu mArxXxiSTAH...... IXXu signIficAH ki a MeTAcRiTiCaH aKI REAliZAdah tEm poR KOntIUDu kOmparAh EXXIxXx 2 dIScurSUxXx KrITICUxXx du REau (kaDAH Kau...pOR suAh veZ...AXXOCIAdu a 1 RespectIVU DiScurSu Du idEAU) i dEMONstRaH ki U pRimeIRu - u PekeNu pRinCIPe - naUm si AdaPtah Au SiGundu - U(s) mArxXxiSmU(s) -...KI Eh adMiTiDU AkI kOmU DIsCriXXaUM "verDadErah" DU reAU...... sI eH bEm-sucEdidaH a PReTENsAUm mArxXxIstaH Di KonHECe A REAliDAdI...eXXAh Eh 1 otRaH KesTAum - cERTAMenTI dignaH Di KonSIdeRaXXaum - ki nAuM eH LEvADAH em koNtAH nU pReSenti trABaLHu...... sI VuxXxe axXxaH ki eH "KOvARDIAH" OpoR MaRxXx &amp;amp; Ciah Au Pekenu (I ingEnuU) pRINCIpe...Eu LhE PERGUnTU U Ki eh eNTAum 1 otSIde EmpReenDE SOzInhU...Nu SEU BloG KI NinGueM Le...1 BaTALhAH koNTrah 1 DuxXx MAIORexXx Best-sEllerxXx dI TODUxXx UxXx teMPUxXx......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;Eu naum mE KoNsiDeRU 1 MaRxXxIsTAh: eU Sow 1 oTsIDE...i...poR iXXu...RECUSu-me A mE enCAIxXxAH eM KaLKE "ISMu"...recUSU-ME a aBRaXXAH qq disCuRsU dU reaU Komu A veRDadI UltiMaH...PrOntaH I kabaDAH...... maxXx...PRah ToduxXx UxXx EfeItuxXx...eu teNTEI ME komPORTAH...neXXI TExXxTU..."kOmu Si" fOXXi 1 mARxXxISTAH...aXXIM kOmu Em OTRUxXx texXxTuxXx DEXXI BLoG Eu ME komporteI "koMu si" FoXXI SxXxoPeNHAUrIAnU...oU tiorIcu daH konsPIRAXXAum...ou mILitantI DaxXx kAusAxXx DU atIismu I du agnoSticismu...... NAH "veRDadI" (seJaH LAH u ki fOR IXXu) Eu SOW TodUxXx eXXIxXx "PersONAgEnxXx" SImultAnEAMenti...Au MSm TEMpU KI naUm SoW NEnHUm DElExXx...pOr SE TB oTRu kI Si sOBrePoI a TODUxXx: 1 oTsiDe (KUM reLaXXAUm au kI EU EntenU POr otsIdE...vE kAp...... Kvii)......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;Ninguém pode pois escrever sem tomar apaixonadamente partido (qualquer que seja o distanciamento aparente de sua mensagem) sobre tudo o que vai bem ou vai mal no mundo; as infelicidades e as felicidades humanas, o que elas despertam em nós, indignações, julgamentos, aceitações, sonhos, desejos, angústias, tudo isso é a matéria única dos signos, mas esse poder que nos parece primeiramente inexprimível, de tal forma é primeiro, esse poder é imediatamente apenas o nomeado.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt; (Barthes, Crítica e Verdade)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;eM VeZ di ELaBOraH 1 KORPU TIoriCU KI LHE PeRMITah faZE 1 ApreSEnTaXXAUM KOereNti daH konDIXXAUm HUmaNaH ATuau...bem kOmU Lhe pERMItah aPREsentaH SuGeStOexXx KOnSIsTENTixXx PrAh 1 TraNsfORMAXXAuM PolitiCah dU ReAu...u AuTOr DU LIVru U PekeNU pRiNCIPE konsTRoi 1 KriTICAH reDUciOnisTAh kOnDENADah a SeRvi Di meRu escApIsmU...MErAh mASTURBaXXaUM MENtAU...... eM VEz DI OrGANIzAH-si pOliTIcAmENTI...u aUtor (i U LEiTOR)...rEsoLveU FuGi PRaH 1 MunDU infANTIu...REIFICAdEENHU...I...Di LAH...Ficah rEsMUnGaNu kontRAh U MuNDu bUrgUEIxXx dU KAU ElE eH pArtiCiPANTi i KUMPLIcI...mUnDu eXXi TIpIFIcadeENhU Em SEU dISCURsu toSCu Komu SeNu anTRopOmorFIZadu Em “pEXXOaxXx GraNDixXx”...... eXXaH kumPLICIdADI...A kAU eLe BUsCAH pUrgah Em SUaH RegReXXAuM A 1 MUNdu inFaNtiU...eh a VErdADerAH FONtI dAh “VERGOnHah” KI eLe alEGAH SeNTI qdu u pRINcipEzINhU U ACuzAh dI AGI kOmu “AxXx PeXXoAxXx GraNDixXx” (Nu KaP...... ViI)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;A KuLpAh i A fRuStraXXaUm sEnTidAxXx poR SAInt-ExXxupeRy (U AuTOr Du liVRU) peLAh ExXxeCuXXaUM di 1 PReSTiDiGITaXXauM BarAtAH DeXXaxXx trANSpaReci rEPeTIDAmeNtI n’u PeKENu prInCIPE...... Au rEmOe eXXIxXx sEntiMEnTUxXx...U aUTOR paRECI EntenDE ki eXXah KRItICAh iNOCUah du REaU naUm IRAh exXximi-lU – NEM irAH ExXxImI U lEIToR – dI sUah ReSPonSaBIlidADI PRaH kUM a RepRoduXXaUM du EStabLIxXxmeNt: EM suah FUtiLiDaDI...eXXi ExXxercICiU FiCcionaU Si EsgOTah nUMaH MaSTurbaXXAUM MeNTaU dOMesticaDORaH...kuju DiScUrSU eMAnciPaDOR Si reVElah TotaLMeNtI kONTRAPrOdUCENti...I Ki...PortanTu...Si Reduz a 1 ENtReTeNiMENTU...a 1 EsCaPisMu......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;u “MUNdu DuxXx adUlTUxXx” (u muNDu kAPiTALISTAH...kuM SuaH INduSTRIah KUltUrAU) Eh 1 RekIsITU pRaH Ki Saint-ExXxuPErY eSCReVeXXI I DiVuLgaXXI U pROprIU LIVRU KI InGenUaMentI AcreDItAH kOMPreENde a reAlidAdi i krItIcAh-laH KUM ALGumAH kOerEnCIAh...... eXXah InCoEReNCIAH du AUtoR NAUm eH mErAH hIPoCriSiaH; eh...anTixXx...TEstemUNhAH dAH FUnXXauM SoCIAu DAh InDustRiaH KUltURAu naH SOCIEdAdI kapITALIstAH pUxXx-inDusTRiau...1 sOCIEDadi kI sI trANsCEndI mIstIFicAdamEnti ENkANtU kulTURAh: a FuNXXAuM Di PrOMOve 1 kAtaRSe onIrIcaH DaH ResPOnsAbiLIDaDi ki kaDaH MEmbru Dah SOcieDaDI teM pelah peRpETUAXXAUM daH OrDi soCIAu viGENti...pRAh AXXIM disINcENTIVah A TraNsFoRmAXXaUm POliTiCAH DU REau...ManTeNU dEXXAh fORmah u EStAblixXxmenT...... a SUpostah kRItIcAh DI sAinT-ExXxUPERy AU mUNdu eh uTiLiZADaH POr ElE (u MunDU) PRaH MAntE tUdU tau kAU TAh...prAh ManTe u sTATuxXx Ku......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;vAMUxXx anALIsAh a HIstoRIAh...Em seuxXx 27 kaPITULUxXx...+ dI pertU...... ObviaMenTI u TexXxTu A SigUI koNtEM SPoIlErxXx (ReVELaXXOExXx SObRE u eNredU)...TIpU aXXIM...eXXaH MeTacrItiCah seRAH mTu MELhOR ENteNdIdah PQm LEu U LIVRU I LembRAh DuxXx SeUxXx dEtalhexXx...... AdmitU kI EXXAH NaUM SERiAh A forMAH + efiCiEntI Di EStUDaH U LiVrU...... u mElhoR sERiAH ORgANizaH A mEtACRIticAh PoR exXxuxXx teMaTicUxXx...I naUM PeLAh kRONoLoGIAh Du lIvRu...... MaxXx iXXu DARiah mTU + TRaBAlhU..................&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;kapItUlu I&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;aki U AuToR AprESeNTaH a dicotomiAH BaSIcaH DI SeU sISTemAH kRITICU du ReAu...KI...sImULtAneaMEnTi eH a dEFEZaH Du seU ideaU (sobRE U reAu i U idEAU EnkANTu DiScURsuxXx...sugiRu a leIturAH du kaPItuLu xXxCvI)...... A DICOTOmIaH EH A siguIntI: “axXx peXXoaxXx grAndixXx” (OU AIndAh “GENTI SeRiaH”) veRSuxXx “AxXx kRiaNXXAxXx”...... axXx prImeiRaxXx sauM A aNTrOPOmorFIzAXXauM dU estAblixXxMENT...ki eH krItICAdEEnHu pELu autOr...i AxXx SigUndaxXx sAUM APrEsENTadAxXx KOmU axXx AUtOraxXx DI 1 pROJetU DI REDENXXauM I dI sUPeRaXXaum Du reAU......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;u aUtOR...I sEu ALtE EGU aviaDoR...nEM PREcisU diZe...Eh 1 “PEXXOaH GrANdI” (AXXiM koMu tODuxXx UxXx aUTOrExXx Di lItErAtuRaH InFAntiu); portAntU...Au ReFeri-Si auxXx adULtuxXx NAh tercERah PEXXoAH ele aPrEseNTAh sinAixXx ineKiVOcuxXx di rEGReXXaUm...di INFaNtILiZAXXaum...... Ele rEGrEDIU poIxXx acrediTah Ki...aginu kOmu 1 krIAnXXaH...atINGiRAh 1 IdeaU di TRansfORMaXXAum du reau; noTRAxXx PAlAVrAxXx...ele si KOmpOrtAh kOmu KriANXXah PQ AcreDitAh kI U PRoblEMaH dU mUNDu SAum UxXx aDuLTUxXx...... kOMu PRIMerAH KOntRAH-arGumENTaXXAuM...Eu sALIeNTu Ki TODAH a prOduXXAuM MAtERIaU – TOdu U TRabaLhU (tIPu AXXim...sIGuiNu A ReifiCaXXaum bAsiCah DAxXx HIStORiAxXx InfAntixXx...U mUnDu DU tRABalhU TAh auSENTi Nah hIstoRiaH...kOMU veremuxXx rEPeTIdAMEnTI ABaixXxU) – neceXXaRiah Prah mANuteNXXAUM BioLogiCAh DAh VidAh EH rEALIZadah pOr aDUltuxXx...I naum por krIAnXXAxXx...nEM dIsenhisTaxXx ou PoeTaxXx......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;MAxXx KAbe sAlIEnTah ki eXXAH reGReXXaum nAum KUsToW eSfOrXXU algUm au AvIADOR-NaRRAdOR: Ele nAuM PrecISOw SI eSfORXXah PRAH RegReDI PoIxXx...PoR Algum MotiVU naUm ExXxPlIcAdeenhu...ElE...msM seNU 1 HoMem...1 ADulTu...NATUrAlmENTi I eSPOntaNeamenti NAUM SI komPoRTAh KOmU AxXx pEXXOAxXx grAnDixXx...... NU fuNDU...u kI U avIaDOR-narrAdor...i POrtANtu U aUTor dEXXI LIVRU...KE eh tRAnsfOrmah Todah A HuMaNIDadI NUmah kopiah DI si mSM...ki ElE projETAh nAh fIGUrah dAxXx KRIAnXXAxXx: EXXI eH u “kAMINhu” DI EmANCIpAXXAum proPoStU pOr ELe: “SEJAm KoMu Eu SOw...I TudU SerAH BOM”...... BOm si a rEALiDADI FOXXI taUM SiMplexXx aXXim...... MaxXx Naum EH......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;U aUToR AFIrmAh Ki AxXx PeXXoAxXx graNdixXx tem DIFIcULDAdi DI ENtENdE axXx KoisAxXx...i kI pRECISAm Di ExXxplicAXXOExXx detALhadaxXx...... DpoIxXx ELE AfirmAh ki eXXaxXx PeXXoaxXx U DISAconsElHARAM a kOnTINUAh DISenHaNu – i aXXiM elexXx KuLPah UxXx otRuxXx (AxXx PEXXOaxXx ADUlTaxXx...U MunDu kRUEU) PELu seU FRACaXXu PrOfiXXionAU (“Foi AXXIM ki AbAndOnEi...AUxXx 6 ANuxXx...1 PRoMiXXoraH kArReraH DI PINtOr”)...... PERCEBEmUxXx Ki a frUSTraXXAuM PeXXoAU dU Autor EH kANaliZaDaH pRaH foRmAXXAUM DI 1 disCURSu KriticU Du REaU...DiSCURSu...koMu veREmuxXx...ExXxTrEMaMEnti pobRe I iNCoEReNTI...... koMU eU Jah DiXXi nu kapiTUlu VIi deXXI bLOg...u rEBeldi nAuM pAXXaH Di 1 DisAjuStaDEEnhu......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;em oPOSiXXaum A KOMPLExXxIdAdi i A polIXXeMIah DU MUnDU ReaU (ve KAPItulu lvII)...U AutOr aDVogaH kI a REAlIDadI Eh mtU sImPlexXx i EViDENtI...senU KI saUm AxXx PeXXoAxXx grAnDixXx KI a koMpLiCAM...... NAUM eH DIFIcIu pErcEbE...jAH akI NU KAPiTULU I...Ki A “ReaLiDadI” a KAu U AUToR Si REferE eh u SEU PRopriu MuNDu IMaGINaRIu InteRNu...... QdU diz ki U mUnDu EH siMpLExXx...nAH verDADi Ele TAH EnuNCIaNU 1 DisEjU: kI U MUnDu FoXXI simplExXx......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;VeReMUxXx KoNsTantemEnTi u Autor-nArRADor dIsprezAh uxXx kONhecimEntuxXx pRAticUxXx I iNStRumEnTAixXx...nAuM raru Di foRMAH IrOnicAh...SeNU KI saUM JUsTamENTi eXXixXx kONHECImenTUxXx KonDiXXaUm sociAU konCREtaH BAsicah PRah koNFIGUraXXaUm dI 1 sOCIEDadI naH KAu ELe PudEXXI Si dediCAH A SuAH KriaXXaUM LitERAriaH i PICToRIcAh...i NaH KAu pudeXXi veNde-lAh KomU MErcaDORIah...... VeMuxXx a grAnDI iNcONGruenciAH DU aUTOr: NU fUNdU ELe KrITiCah a REalidaDI sEm te 1 KOnHECiMenTU MinIMU Delah......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;vEmUxXx...NU uLTiMu paRAGRaFU DEXXi KapiTulu I kI...kLarAmenTi...axXx “pEXXOaxXx grAndixXx” SAum 1 aNTrOpOMOrfiZaXXAUm DU mUNDu BurGUeixXx...Du eStabLixXxMEnt POliTicU i EconoMICU...... vEmUxXx tB KOmU u AutoR – Em Seu rEdUCiONisMU vErdadeiRaMenti GroTesCu – KRiow 1 mETOdU PRAH SePAraH axXx “PeXXOAxXx gRaNdixXx” DuxXx OtRUxXx...... ELe AFIRmAH ki...FoRAH AxXx krIAnXXaxXx...kI jAh SAum idEnTIFICavEIxXx visUalmeNTI...nAUM EnCOntrOw NiNGUeM...A naUM SE Ele msm (Ki ArroGaNCIah..................)...ki mANtevI a IntEligeNCiAH QDU aDULtu (IXXU msm...“iNtELIGeNcIAh”)...... VEREmuxXx ADianTi KI eH eXXAH A exXxPLiCaXXAUM KI u AUtor USArah prAH DecifRAh UxXx eNIGmaxXx du MunDU: uxXx aDUlTUxXx perDI A iNTELIgENCiaH I a bOndadI ki poXXuem QDU krIAnXXaxXx...... nOtRaxXx PaLAVRaxXx: axXx PEXXOaxXx nasci BoAxXx I dPOIxXx FIcaM MAixXx...POr IXXU u muNdu eH mAu...... pRah REsoLve UxXx probLemaxXx DU mUNdU...uxXx ADuLtuxXx precISAm VOLtaH a SI koMpoRtAh KOMu KRiaNXXaxXx (oU tAlVeZ...komu uxXx adUltUxXx jaH sAum 1 KaSu peRDidU...sEJAh U kasu di ImpoR 1 “dITADuraH DaxXx KriaNXXAxXx” (sI NAum Me ENgAnu IXXU xXxEGoW A Se dEFEnDidu pOr MaRIu KintaNah)...oU mSm seJAh u kasu Di prOmovE 1 HOLOcAUsTU koMu “SOLUXXAum FINau” PRU ProBLEmaH dUxXx AdULTuxXx)...... I viverAm fELizexXx praH SEmPrE...... fim......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;KaPitUlU II&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;a sOLiDauM kI u nARrADoR-aUtOR afiRmAh sOfrE NuxXx pErMITi inFeRI KI elE EH 1 OtsidE (FalAremUxXx + du otsIdE NU KApItUlU KvIi...a sE POStADEENhU eM 05/06/10)...... mAxXx ele...koMu vEREmuxXx...eh 1 OTside TOTAlmENTi difeRentI di mim...... eNKAntu eU SoW raciONau (DiSEnVOlvu mEu PsikiSmu POR 1/2 Dah komPLExXxIFICAXXaUM du penSamENtU)...eLe eh senTIMeNTAu...U kI ReFletI nu SeU dIsCURSU di MUNdu SiMploRIu...rAsu I ReDuciOniStah (i...pOrtaNTu...TOTALMENtI iNUtIU kOMu FERRamENTah di trANsfoRmaXXaUm Du reAu)...... POReM...ForaM uxXx SeNTimeNTuxXx I U ReDUCioNiSMu oNTOloGIcu KI PeRMITIRAm A eXXi LiVRU si ToRNaH TAUm PopULAH...InCLuSivI – i nUNcaH eH d+ iNsiSTI NEXXI PoNtU – ENTre aDUlTUxXx...PoPuLaRIZaXXauM eXXAh kI nUNcah ocORrErAh kuM A literATuRah inTeLECtuAlIzaDah......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;u aViAdor-nArrAdor rEpEtI ki ViVEu Soh...pOixXx ForAH ELE NAum HAH aduLTuxXx inTeLiGENTixXx i pUruxXx nu mUNDu...... pQ ele Naum BUSCow mITIgah eXXah suAh solIDAuM KrianU 1 OrFaNATu??!?! oU aDOtAnu KriaNXXaxXx AbAnDONadAxXx??!?! iXXu NAUm nUxXx Eh dITU...u kI sABEMuxXx eh kI...Em VeZ Di agI...FaZe AlGumAH kOizAH...eLE fiCow SI lAMeNTanu...RoENU a pROpriAh almah...i IXXu eNKANTu JAH eraH DETeNtor dU koNhecIMenTu DUxXx + IntimuxXx SigReDUxXx Du fUNcIoNaMEnTu dU UNivERSU...... QdU A aLuCinaXXaUm (U “PEKENu PriNciPE”) AparEcI...A prIMErAH KoiZAH KI xXxamAH A ATENXXAuM eH JuSTaMenti A SUAH apaRencIah: EM INCOErenCiAH gROTEscaH Kum A krITicah feITAh axXx peXXoAxXx graNDixXx Nu KApITuLU iv (Ki ElAxXx sAUM pEXXOaxXx SuperFICIaIxXx KI si imporTAM kuM a ApaRENcIah I kUm axXx ROpAxXx)...veMUxXx Ki U GAROtU TaH MtU beM VestIDU...... i naUm APeNaxXx iXXU: VemUxXx kI Ele EH lOiRu I Ki pOrTAh 1 eSpadah (POrtaNTu...naum Soh 1 SIMBOLu faliCu...MAxXx 1 ArMAH DI gUERraH UsaDAH prah MATAh)...... kOmU u AUtor adverTI...u GAROtu...Em seu PoRTI i ExXxPReXXoexXx...EraH “exXxtRaoRDInArIu” (oU SEjaH...fOrAh Du KomuM) i “seDUtoR”...... VemuxXx Aki...dINOvU sI rePeTi U esTeREOtipu IDEALIzAdu (dIsCRiTu NU KApItUlu xXxLiii) sigUndu U KaU UxXx HeROixXx sAUm HOMeNxXx...joVeNxXx (NEXXI KAsU...KRiAnXXAh)...RICUxXx (nEXXi KASU...1 PRiNcipe)...bRAncuxXx (NEXXI kasu...1 AriANu – KOnFORme iNFORmadu NU kAPITUlU vII Du liVRU U GAROTU tEm “KABEluxXx dORadUxXx”)...saudaVeIxXx (OBViaMENTI u PEKENU PRinCiPE tah mTU bem dI SauDi)...beLUxXx i HeterOXXExXxUaIxXx (Si beM ki...NeXXi KASU...u gAROtu ParECI Se AXXExXxuadu...U kI kONFIrMAH A nEgaXXaUm DU koRPu...dAh MATeRIAlIdaDi KoNcrETAH...KoMU VeRemUxXx RePeTiDAmeNti ABAIxXxU)...... toDuxXx EXXixXx sinaIxXx “sEDuTOrExXx” I “ExXxtraoRdiNARIuxXx” sAum jUStAmEnTI TeStEMUnHaxXx dAH kUMpLicidadi Du PEKEnU pRiNcipe KUM 1 SoCiedaDi MaxXxiSTAh...falOcRaTICAh...eLiTiSTaH...PrecONceITUozah...vioLenTAh...OPreXXivAH...ETc.........enFIm...kUM u EStABLIxXxMent...kuM u “mUndu dAxXx PEXXOAxXx gRaNDixXx”...... eM SuAH Vah i InGEnuaH teNtaTIVah dI lIBeRTaXXaUm...sAiNt-exXxUPery apeNAxXx fAixXx afuNdah-sI aINdah + eM SuaH pRisAum......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;dPoixXx DAH apaReNCIAh du GARoTU...oTrAH kOizah ki xXxamAH a atEnXXaum – i KI tb Eh 1 KoMpONeNTi klAXXicu NAxXx hISToriAxXx INFantixXx i dAH iNduStriaH KULTuRau – eH A AusENcIah dI NECeXXidAdixXx maTeRIAIxXx aXXociADAh a 1 IdealisMU (A + pUrAh iDeoLogiah): U gARoTu NAum Pedi aGuAH (ELexXx TAUM Nu 1/2 Du DIseRtu) OU KOmIdAH...MAxXx siM pEDi PRah DIsEnhah 1 KArnEiRU: oU sEJAH...a NeceXXidadi Du GarOTU EH – komU eLe pROprIU – IDEaU...i naUm MATerIaU...RepetinU U tAUM DIsGASTadeeNHu FeTIxXxISMU...... I...KomU SERAh DitU Nu KaPitULU Iv...u Garotu naum kixXx 1 kARNEIRU POR NeNhUMAh NeCeXXIdadI maTerIau (kOmU foNtI di MatErIaxXx-primAxXx PrAh ELE Si VESti I Si ALImeNtAH)...MaxXx SIM pQ PreciZAH DI 1 MIGUxXxU...... u eSTADeenhU mEntaU DU Autor EH dAh + KOMpLETaH I ToTau alIeNAXXAum (nu SEntidU maRxXxisTah)......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;ObviAmENTI kI U GAROtU pAXXah Nu TEsTi KI U aVIaDOr-NArRAdoR uZah PRAh ENCOnTRAh “PEXXOAxXx iNTElIGentixXx”...... NAUm SUrPReENdi KI u gAROtu seJAh 1 ALUcINaXXauM dU AVIaDOr...PoIxXx + NingUem PAXXariAh num tesTi rIDICULu DEXXixXx...kI EH ApRESENtADeENhu koMu 1 meTOdoLoGIAh infALivEu KI dECIfroW uxXx + OcUltuxXx sIGREduxXx du mUNdu......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;KaPitUlu iii&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;a “ExXxPLICaXXaUM” DaH ORIgI Du garoTU DInoVu REaFirmah a + gRotEsCah REificAXXAum...a + RADicaU InDEtErMInaXXAum MATerIAu...a + TOSCaH i RIdICUlah kAriCATURIZaXXaum dU mUNdU ReAu...A DiStRUIXXAUm absOLutah Di Qq ReFereNCiAH AU mUndU reaU...kONcRETu I HisTorIcu nu Kau viVeMuxXx......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;kApiTuLu iV&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;DinOVu VeMUxXx 1 KaricatURIzAXXAum ABsUrDAH I radICAu dah ReALiDadi MAtERIAU du munDU...AXXocIadAH A 1 krItiCAH iRoniCAH A TODU nOBrE EsForXXU Dah ciVilIzaXXaum eM buScaH...AcuMuLah I siSteMATIzAH u kONhECImENtU CiEntifIcU...... 1 verdAdEiru abSurdu!!!!! 1 discUrSU ki vaI axXx rAiAxXx DAh lOCUrAH FuRIOzaH...1 exXxPLiCaXXAum rIDicULAh Ki disTRoI TodAH A PoliXXEMIAH ANGUStIANtI Du MuNdu reaU...... KOMU JAH DItU...KompARaH AKI a kRiTIcah kI eLE FAIxXx AxXx PEXXoaxXx GRAndixXx (“NingUEm lhE derah kreDiTU pOR KAuzah dAxXx ROpaxXx TIpiCaxXx kI usAVah”)...Kum A ApaReNCiaH du pEKENu PRiNcIPe...kOnFoRME DIscriTAH Nu kapituLU Ii...... sI a kRIANXXah...difEreNTI DU ADuLtu (i DU PRopriU sAInT-exXxuperY)...sUPoSTaMENTI ignorAH u TRAJe DI kavaLeIru (“ELeGanti kaSAcAh”)...eH poR IgnOrAnciaH DAH sImBOlogiAH SociAu...NaUm PoR viRTUDi...Di tAU foRmAh KI u MerITU DU aTu eh sIGnIficAtiVAMeNTI NenHUm......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;DiNOvU u AutoR KoNfirMAH sEU elitismu i seU pEnsamenTU BURGUeIxXx...... eh TAUM DiFiCiU peRCeBE u PObrE dIslIZAMEntU KOnCeItuaU KI ExXxISTI entRe “vI 1 BeLaH KazaH di TijOlUxXx koR-di-RoZaH...GERanIUxXx nAh jANELAh...PombaxXx NU Telhadu..................” I “Vi 1 KazaH Di SEISCeNtuxXx MIU ReaixXx”??!?!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;qDU eLE AfIRMAH KI A hiSTORIAH ABsurdaH Dah OrIgi Du GaroTU seriAh acEitAh PElaxXx peXXoaxXx GranDixXx pq Ele dEu u noMINHU du asTERoIdi...eXXAh AfIrmaXXAum Eh TAum Absurdah...taUM gROTescAH...TAUm TOsCAh...TAuM IgnoRanti...tAum raDICaU...ki ME faIxXx DuvIdah seRiAmeNti DAh SaNIDaDI menTAU dU Seu aUtoR...... SEJah koMu FOR...ELaH EH A prOvAH DAH ignoRANCiAH exXxtreMaH ki U AUtoR TeM acERcAh du ki SEJAh U mUNdu REau I axXx peXXoaxXx kI U hAbItAm......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;qDU u nArraDoR DiZ ki Eh PRecisu “NAUm KErE mau” axXx “pEXXOAxXx GraNDIxXx” POR sUaxXx FalHaxXx MOraixXx I POr SUaH iGnOrAnciah...elE Tah jUStAmentI exXxPOnDu Ki SEnTi eXXixXx senTImENtUxXx (i...JUntU Kum ELE...U AUToR du Livru)...kI NadAh + SaUM KI U RefLexXxu Di SuaH AngUstIah ExXxiSTeNciaU diANTi dI suAh rEspONSaBiLIDadi I KUMpLiCiDADi prAh KuM U estaBLIxXxMent kI ELe ODEiaH i diAntI dU Kau TAh rEdUzIDu a 1 EStadEEnhU Di iMPOteNciaH......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;NU FiM dU KaPiTULU IV FICaH KlArAh oTRah “ViRTudi” InFaNtIu Ki...prU auToR...fALtaH NuxXx ADultUxXx I ExXxPLicAh UxXx pRoBlEmAxXx du mUNdu REAu: A “ImAGINaXXaum”...... a iDoLAtRIaH A iMAgiNaXXaUm Eh REcORrEnTi naH lITERAtUrAh INFantIU i...komU NuxXx ExXxpLIcaM UxXx AuToRexXx di “PRaH LE u patu donaLD”...eh sINToMaTIcah DUMAH KoNcEPXXAUM daH reaLIDAdI ToTalmENti ReIfIcADeenHAh...Ki IgnOrah por komPleTU a reAliDADi mAteRiAu dI PRodUXXAuM i dI TrABAlhU NEcEXXARIAh PrAH MANTe NOXXAh MaTeRIAlIDAdI koncretaH...NOXXAH KorPOreidADI bIoLogiCAH...Sem a Kau NauM hAH IMaGinaXXAUM oU sentimEnTuxXx......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;kApiTulU V&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;DInOvU...kOmU eM TODU u rESTANti DU LIvRU...A rEalidaDi maTErIau EH AmputAdeENhaH I reDUziDAh a 1 kaRicaTURAh bUrlEScAH i redUCIOnIsTAh...KI JAH NAuM FaIxXx + rEfERENCiAH aLGumaH A MaTEriALIdAdi koNcReTaH NaH kAU vIvemuxXx......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;axXx DefIniXXoExXx DI "bOM" I "Mau" (tiPu AXXiM...eXXixXx KonCeITuxXx TAum inFANTixXx naUm PodeRiaM FALtaH Aki) UsADAxXx Pelu AUTOR rEAFIRmaM Suah INgenUiDADI KraXXAh I SEU KoMpLETU DisconhECiMeNtu Dah koMPlexXxidaDi DAH vIdAH nUmAH SOciedADI KAPitalIstaH DI ALtaH eNTrOpIah......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;AXXiM koMu AxXx avENturAxXx (buscAxXx au TeSOrU) pElU MuNdU Di DISNEyLanDiah sAUm (Di AcordU KUm UxXx autoRexXx dI pRah LE U PATU DoNaLd) 1 ReMIXXAUm tOSCAh daH rEalIDAdi konCretah DU trabalhu...AXXIM tB U TRAbalhU KoncrEtu Eh ReFeRencIadu peLaH “TOAleTi du pLanEtaH”...SErViNU...iNClusivI...A iNTRODUXXAUm DI 1 TeleolOgiaH mOrau (fArEi 1 BREVI kriTICah Dah tElEolOgIah mOrau nU kapItuLU KxXxiiI dEXXi bLog): UxXx pReguiXXOsuxXx KabAM sI DANU maU...... nEm eH PREcISU RePeTi U KArate aLIENAdu...rEificaDEENhu...FEtixXxisTAH...DaH hISTORiAh duxXx BaoBAixXx...i kOmu Qq liXXaum dI MOrau ki ELAh pRetEnDaH pAXXah Eh AnuLaDaH PElu fatu DI ki ELaH eh VAliDaH nUMAH kARIcAtuRAh dU mUndu ReaU...i nAum nAH NoXXAH REaLiDAdi kONCRETah...... pOr FALAH em “toALETi”...tOdu u PrOceXXU CiViLIzaDOr ki EXXah pReXXUPoi – kUJaH HIstORiAh seCulAh Tah TauM bem RElAtadEEnhah NU livRU hOMoNIMu (u prOcEXXu ciVIliZAdOr...1939) Di NorbeRt eliaxXx...Kum 1 beLaH RikEZAh Di ExXxempLUxXx REtIRADuxXx dUxXx MANUaixXx dI EtIkETaH PubLIcADuxXx Nah EurOPah A PArTi du secUlu xXxIII – EH ReificaDEENHu...EH SUbSumidu kOMU natuRAu...kOmU 1 kOiZAh Em si msm...I NaUm kOMu 1 PrOceXXu HIstORICU KumuLATivu mULTidiRecionau Ki...SIMUltaNeamEnTi...Eh DetERmINAdu mAterialMenTI I PoXXUI 1 diMeNsaum SImBOLicAh INFlUencIAdAH poR koNTInGenciAxXx I eSpecIFIcIDADIxXx lOCaixXx......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;kAPITulu VI&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;1 daxXx karaCTERisTIcAxXx dAh reIfICaXXAuM PreSenti nAH INdUstriah KULTUrAu...i pRESeNTi NeXXI LIvrU TB...Eh A toMaDAh DuxXx pRodUTuxXx daH dIvisaum SoCiaU du TRABALHU KomU kOISAxXx eM si MsmxXx...... ORAH...uxXx DiSENhuxXx Ki ILuSTraM U lIvrU NUxXx mostRAM VAriuxXx PRODUTuxXx du TrabalHU (RopaxXx...eSpaDaH...paH...KAderaH...ReGADor...kuPulah DI vIDRU...frIgiDerah...cerCAxXx...troNU...mezah...gArRaFaxXx...PAPeU...LAmpiAUm...koRDaxXx...lUPah...eTc......) KI SIMPLEsMENti APArEceRaM dU NAdAh: A RealIdaDi kOncRetah DU MUnDU...A realidadI kotiDianAh I HiSTOricAh dU tRaBaLhU...eH NegadaH...... Komu Si PODI espEraH qQ VaLIdaDI epISteMologICAH DUm discURSu Ki NEgAh nOXXah mAtErIAlIdadI BasIcAH??!?! qQ aFIrmaXXaum moraU ki U livrU kOnteNhAH (I elE KoNtEM varIAxXx) eh ANuLadaH pElu FaTu dEXXah afIRMaXXAUm Si dah nuM kontExXxTU koMPleTAmenti DIvERsU DU mUnDu REaU......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;OtRAh kaRACTERISTIcAH dAh rEIFicaXXAum PResEnTI NAH iNdUsTRiAh KuLTuRAu eH a KlAXXIcah iNVersAUM DAh DeterminAXXaUm hIStOricah DuxXx NoXXUxXx VAlOrexXx i GOStUxXx...ki sAuM ToMaDUxXx KoMu koISaxXx em si MsMxXx...iNdEpEnDENTixXx DaH HIStoriAH I daH ReaLiDaDi koNcreTaH - KAInu-sI...AXXIm...nUM groXXEIru i kAraCteRisticu EtnOcEnTrisMU...... eH u ki OcOrRe...nEXXI kAPITulU...KUm U PRaze ESTETicU ORIundU DU por-Du-sow...... ORah...TOdah a KOnTexXxTUaLIZAXXaum maTERiAU I hiSToriCah dETerMiNANTi DEXXah bLZ TAH AusenTi nAH reAlidaDi DU GaROTu...i mSM AXXIm Ele PoXXUI SenSIBIlIdaDI PrAh elaH...... a bLz du Por-dU-soW ObviamENTI Naum ExXxISTiriah NUM ASTERoIDI...POixXx...deVIdU A SuaH MAXXaH pEkEnAH...U MSM nAum tEM fOrXXAH GRavITAciONAU PrAh Te ATmoSFErAh (oU prah MANtE koRPUxXx MAioRExXx – KOMu KaDEIRaxXx...kaRNeIRuxXx I mENInUxXx – pResUxXx a sUAh SUPERfIcIE)...... AdEMAIxXx...A blZ dah auRorAH i Du POR-Du-sOw NaUM sEriaH lEvAdAH em KoNsIDeRaXXaUM si FOXXi KOnSTanti (sI BaStaXXI AfAStAH NoXXah KadERAh ALGunxXx CENTImeTRUxXx PraH REnoVaH-LAH)...POixXx A sensIBiLIDAdi si aCostUMarIAH a Elah i naUM lHe DAriah aTeNXXAUm (eh ImPOXXIveu...nu MUnDu KOncrEtU DI TRaBalhu...vive...enkaNTu KORpOREIDaDI...NuM EstAdEenhu PErMAneNti dI EmbEVeCimenTU...Di DisLuMbRe esteTICU)......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;a MELaNcOLIAh kAusAdAH PeLAH sOlIdauM DU GAROTU EH...Em VerDaDI...a pRojEXXaUM DAh MelAncoliAh SentidAH Por saint-exXxupErY poR ViVe SoZiNhU nuM “mUnDu KruEu”...U KAU ELE NAUm eNtEndi...u kaU elE nAUm koNsegue mudaH...I au kAu ele...komu Otside...NAum KONSEgUe SI AjustAh......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;kapiTulU vII&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;eH TOTALmENTi RIdiculU i DiscABidu Di QQ RacioNALIDAdI AfirMAh – i...Nu EnTanTu...EXXAH Eh 1 daxXx PRiNciPAIxXx mENsaGeNxXx Du LIvru – kI uxXx InTEREXXIxXx egOISTaxXx...iNGEnuuxXx I SenTImenTAixXx di 1 kRIanXXAh iMAgINAriah saUm + ImPortanTIxXx kI U tRABALhU DI 1 adulTu du kaU depEndI a sUah SOBREviVEnciaH MatERiaU (SIM...kaBE LembRaH AkI ki u aUtor – DiferEntementI Du MEnINU...kI eH 1 Merah alucinAXXAUm rEgreXXIvAH – PoXXUi 1 KOrpu kuM NecEXXiDAdixXx MatEriAIxXx Ki PReCISam se aTEnDIDaxXx KONStaNTEmeNtI)...... tipU aXXIM...kabe rEXXalTAH Ki u pRopRIu aviadOr EM MoMeNTU aLgUM faixXx RefeRencIah A suAH AlimeNtaXXauM – ELe soH FaLAh Ki prEcIZah BebE AGUAh...kOmU SI IXXU FoXXI sUficiEnTI PRaH nUtri U SeU KOrPU i MANte a SUAh kOnSCieNCIaH I a suAH imaginAXXaUm inGEnUah......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;MAxXx A TaReFah di KonSeRTah U AviaUM NauM REmetI apEnAxXx a MAtErIaLidaDI...a KoNCrEXXAUm...A korpoReidAdI NEgadah a TodU InSTAnti nU lIVRU...... REMetI tb aU rETorNU a SOcIEdadi...aU konvivIu Kum AxXx InfamExXx "PeXXOAxXx gRaNdIxXx”...... naUM POr acAsU...a aLUCiNaXXAuM...u PEkEnu prinCipe...SURgiu Au NaRRador QDU eXXI TaVAh ISoLADU Num diSErTu...hah MiLhaxXx daH civilizAXXAum...... PoIxXx si tivEXXI suRgIdu qdu esTi ESTIVeXXI NAh cIDaDI...tODAH a ingEnuiDadi ABsuRdAH i ABsoluTAH du garotU serIAh EsMAgADAh i estILhAXXADAH PelAH koMpLexXxIDADi DUmAH reAliDADI KrueU KI NAuM lHe dArIah qq KrEDItU ou aTENXXAUM...JuSTamenTI PQ tAh oCupADAH d+ kUM SuAH mateRiAlidAdI...suAH kOncREXXAUm i SuAH KOMpLExXxIDAdI...... U iSolAmeNTU dU naRrADOr nUm dIsErtU PErMitI-lHe aUtu-ReFereNcIaH-Si I prOJETah seU pRoPrIU NARciSismu ingEnuU i SUpERfIciAU NAh fiGUrah Du GarOTU (nU kAPITULU II Ele Diz KI VivEU sOh...aTeh U DiAh em KI eNcontRow u GaroTU Num dIsErTu: Ou seJah...a soliDAuM sUAViZAdAh PElAh PrEsenXXAH Du GaROTu eh NaH verDADI 1 PrOjEXXAum DeLIRANTI Du narCISismu RasteiRu dU ProPrIu nARRador)...... U REtOrNu a SoCieDAdi eh u RETornU a 1 REALidadi Di DEPendENciAh (poixXx ExXxIStI 1 DIvIsauM sOcIAu DU TrAbaLHU) dUxXx otRUxXx – EXXi REtoRNU eH 1 RE-INseRXXaUM...1 renOVAXXaUm Dah kUMpliCIdadi...NUmah SOCiEdadi Ki u AuTor-NarrADOr DiSprezAH...nauM eNtEndi...Naum KonsEguE MudaH...i dAH Kau NaUM konSeGuE si liVrah......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;“- enTaum.................. PRaH kI sErVi UxXx espiNhuxXx??!?!” TEmuxXx aki u kLAXXicu rACIoCiniU FUNcioNalistah...ANtROpoCENtricU...tELEoLoGIcU...i naRCISiCU: uxXx EsPiNhUxXx SAum iNtERpRETaduxXx KOMU ExXxecUTORexXx Di 1 FunXXauM Ki REMetI AU EGU dU Se PENsanTi i dIsejAntI ki enunCIow a SeNTEnXXAh......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;NeXXI kAPItulU U aUtor-nArRADOR-AvIAdOR aFiRmaH 2xXx tAh EnvErgOnhadU daH suah kONDIXXauM...U KI ReMETi aU sEU senTimENtU dI kuLpAH POR se PartIcIpAnTi i KUMPlicI dAh SOcIedAdI nAH KAu taH inSERiDU...I A kAu seM duVIDAh ALgumah eLe nAum koMPreeNDI...naUM ENtENDi nEm 1 pOCU...kOMu PRoVah seU DiscURsU AbSOLUTaMENTI inGenuu I raDICALmEnTi REDuCiOnIStAh ATeh u ABSuRDu dELirAnTi......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;KAbe Tb salientAH u kArATE EminEnTeMeNTi narciSIcu DUxXx seNtIMentUxXx “purUxXx” dU PeKeNu PrIncipE...... KoMU Eu jAH DISCORri nU kaPItulU Liii dEXXi blog...a sUPoSTaH pUrEzAh moRaU DAh KrianXXAH EH frUTU nauM dI 1 ViRTuDi ABNEgAdah...MAxXx di 1 DiSCoNHecImENTu daH KOMpLExXxIDADI DI iNteReXXixXx koNfLiTANtIxXx ExXxIstenTIxXx nu mundu buRGUEIxXx...... MAxXx sAiNT-ExXxUpery...I JuNtU kUm elE U SeNsU kOMUM I TantUxXx oTruxXx pRODuTUxXx DaH iNDUstRIah KUlTurAU...KompRAh a ApARenciaH pELU konTiUdU I utilIzaH a supOStAH pUrEzAH MORau iNFaNtiU pRaH Konstrui Seu idEAU eticu...U kAU DisMoroNaH qdU perCebEMuxXx KI u PRInCIpEZINhU – kOmu FicArAH DEfinItIvAmENti PrOVADU nU KAPitulu xXxxXx – eh eGOisTah I NaRCisICU...TiPu AXXIM...tAum EGoIStAh I narCiSIcU A poNTu DI NaUm PErcebE kI a sobreViVEncIAh kOncReTah DU Seu MIguxXxu AviadoR eh MtU + IMPOrtanTi KI SUAxXx reFLExXxoExXx sUPErFiCIAIxXx I tolAxXx sObRe KArneiRuxXx I RosaxXx...... MAxXx naDAH diXXU eH VISTU Por SAInt-exXxUPERY...i u mENiNU Eh aPREsentaDeeNhU KOMU exXxEmpLU DI virtudI a sE Siguidu......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;KApiTuLu viIi&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;kOMU Em toDU u Restu deXXI lIvRU...EXXI kaPITuLU taH xXxEiu daH + grotESCAh reiFICaXXaum dU KomeXXu Au FIm...... U auToR aFiRmAH Ki a Flor NAUm poDERIAH “konHece naDAh Di otRu mundu”...AfIrMaNU kI qq kOnheCiMEntU kI elAh AlEgaXXi TE sOBre OTRu Mundu seriAh “1 menTIrah Taum tOLah”...... MAxXx POr ACasU A FlOr JaH naUM SaBE U IDiOMaH DU GAROtU??!?! (tIpU aXXIM...ExXxiSTi 1 IdIoMah univeRsaU – PRoBlemaxXx oRiuNDuxXx Dah diVeRsidaDi di IDiOMaxXx NauM exXxISTi NeXXi muNDu toscu iDealizAdu POR SAint-exXxuPERY; pAdRaUm...tipU AXXiM...kI ExXxaustivAMENtI SI rEPEti nah InDUsTRiah kULtURAu (U sUrFisTAh PraTeaDu...APEnaxXx prah daH 1 ExXxEmplU...xXxEGAh a teRRAH...NU FiLMe nu KAu KoNTRaceNaH KUM u kartETu FaNTaSticu...FALANu inglEIxXx FlueNtEmEntI......)) por aCaSU A fLor jAh nauM sabiaH U Ki eRAh sOW...U kI eRah kAFEh DaH maNHAH...u kI erAh Tigre...U Ki eRah vENTU...u kI ERAh REDOmAh...Etc??!?! I tudu IXXu nauM eH...Por acAsu...“1 mEntIRah Taum TOLah”??!?!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;A fLoR sErAH U PrImEiru dI 1 seRIE dI TIpuxXx dI KoMPanHiah Ki sI RelAcIonaRaM kUm U gAROTU...... KaDAH 1 dEXXixXx TiPuxXx KompOem 1 “tIpoLoGiAH kRitICah”...a Kau NAdah + EH DU Ki 1 tEnTATivAH rIDIcuLAh i supErfICiAU DU aUtOR EM siSteMatIZah SUAh kriticaH AxXx “peXXOaxXx GrAnDIxXx”...ou sEjAH...au MUndu reaU nU KAU ELE TAh InSeRIdu I Du KaU EH kumPLicI...... AXXIm Msm...A flOr rePresENtAH alGuEM Ki eh POXXiVeU AMah (I u gAROtu – Ki nAum Tem 1 mATERiALidAdi konCretAH (nAUm SaBEMuxXx DI ondi VEiU...NauM sI AliMentah...etC......) – lAMEntAH NAum te SIdu “MadUru” u sufICiENTI PRah AmAH-lAH)...dIferenteMENtI Di OtruxXx pERSONagenxXx KUM uxXx KAIxXx elE irAh si reLACIOnah NUxXx kapiTulUxXx sIGuiNtixXx......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;KapiTULU IxXx&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;NEXXI KapITuLu SOMuxXx INFOrMaduxXx Ki u GaRotU...Nu SEU PlaNETah nATaU...TOmah “KAFEH dAh MANhaH”...... MaxXx di OndI vEM A komidaH KI ELe kOMe??!?! KonvEnIentEmENTI u PlANetAh LhE FORNeci FoGoexXx NaturAIxXx...... IMAGINU Ki tEnHah foRNEcIdU AxXx sUaxXx rOPAxXx I UxXx OtRuxXx ProdUtUxXx Ki NU noXXU MundU Reau sOh exXxisTi EM FUNXXaUM di 1 IntRIncAdEENhAh DiVisAUM SoCIaU Du TRABAlHu......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;vErEmUxXx ki A MotiVAXXaUM pRaH kI U GAroTu DExXxAXXI seu PLanETaH NAuM Foi...dInOvU...1 MotiVaXXauM MatEriAu...kI rEMETAH A SuAh koRPoReidAdi (PoixXx eSTaH NaH VERdadI taH ausENTI...eh meRaH APaReNCiAH IDeaLizADAH)...maxXx Sim a SuAH SoLidauM (ki VEm a Se A soLIDaUm Du propRiu aUtOR DU livrU...1 OtSide SenTiMenTAu): Ele bUscAH 1 mIGuxXxU...... sOh nAUM eh DITu Pq ALguem autu-sUFicIeNTi (i ki dEvi tE bROTaDEeNHu du NAdah) tEriaH a NeCEXXiDadi dI 1 mIguxXxu...... TemUxXx aki...diNOvu...a rEIficaXXauM: A prOPriAh nECEXXIdADI sOcIau I PSIcoloGiCAh dI AmIZadi eH TOmADah EM SI MSM...kOmpLeTamEnti dIscONtexXxTualizAdAh Di SUAxXx kONDIXXoexXx REaIxXx DI exXxIsTencIAH......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;kapiTuLuxXx xXx a xXxv&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;ENtRe UxXx KAPITUluxXx xXx I xXxv U AUToR apReseNTAH U rEStAntI dAH SUAH “TipOlogIAh kRIticaH”...... U faTU DeXXAh tIpoLoGiah SuRGI meDiAntI axXx exXxpErieNCIaxXx PeXXoaIxXx Du GarOtU Naum Eh MeRah KoIncIDenCIAH: TrAtAh-sI DI 1 RECuRSu PRaH FORjAH 1 tosCaH “KomPrOvAXXaUM EMPiricah” PRuxXx RaCiOciniUxXx PRECONCEituOSuxXx...SupERfiCiaixXx i ReducioniSTAxXx dU avIADOr (alte eGu Di SAiNT-exXxuPEry)...... nAUM surPREEnDI kI nU fim du KapItULuxXx xXx...xXxi...I xXxII U gARotU koNCLuaH exXxAtAmENTi a MsM oPiNiAuM pEXXOaU DU PrOpRIU aViAdoR-nArradOR-aUTOR...fORjanU-sI aXXim a kOmproVAXXaUm duMaH RealidaDI dIVIdidah enTrE KRiaNXXAxXx – U "bem" – i pEXXoAxXx gRaNDIxXx – U "MaU"...a kAUZah duxXx probLEMAxXx DAh VIdaH......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;a metAfOrAH di Ki kadaH 1 viVi NUm plaNetaH aTEh TEm aLgUM sENtiDU aU remete A SOLIdaum i AU nArCiSiSMU ki FaIxXx partI dAxXx VIDaxXx ki kaDaH 1 di nUxXx lEvAh...pRiNCipALMEnTI numaH SOcIEDadi KapITALisTah...... A reIfIcaXXAuM dU iNDIViDUu-IlHaH BURGUEIxXx eH lEvaDU aU SEU ApOgEu kARiCAtU: U INdIvIDuu-pLAnETaH...... MaxXx...pRAh SUPeRAH 1 ReiFIcaXXaUm GrOtEsCAH...faLtoW KOnSTRUi 1 KomPLExXxU siStEMah dI inTE-rElAXXoexXx entre axXx PeXXoaxXx...u kaU SeRiAh A sImBOLizaXXaUm duMaH SOcIEDadi naH kaU hAH 1 INTrIncaDEeNhaH DIviSauM SoCiAu dU TRaBAlhu I...portantU...1 inTERdepenDenCIah aNoniMaH ENTRe axXx pEXXoaxXx......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;UxXx ProblEMaxXx i SUaxXx solUXXOExXx reLatAdUxXx nEXXah tipoLOGiAH KRITIcaH sIGUem u PaDRaum rECoRrENtI NaH LITeraturaH iNfaNTIU I...DI rEstu...nah IndUstRiAH KuLtUraU: ELexXx sUrgi KOmpLeTaMENti discONTexXxTUalizaduxXx...sem LIGAXXAum kUm u MuNDU REaU...u ki SiGNiFIcAH kI Qq “LIXXaum dI mOrau” KI A hisTOrIah teNhah Si moStRaH konTrapRoDUCEntI i kAbah AfIrmaNU a REalIdaDi kI SUPostaMeNti nEGaH......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;oRah...a sUpErFIcIALidAdI...u rEDUcIONISmu...u preConCeItu i u naRciSismU kI u garoTU ENCoNTrAH nU REI...I naxXx oTraxXx “PEXXOAxXx GRaNdIxXx” sAUm...A rigoR...axXx MSMxXx KaRACTEriSTICAxXx Ki Ele pROPRiU Tem...MaxXx kI NaUM si MaNifeStAM di fOrMah DIsagRadavEU I KrITICAVEU (pRu auToR) por MeRaxXx KaUSAlIDAdixXx...MERaxXx KonTInGEnCIaxXx du eNrEDu...... SAUM EXXaxXx mSmxXx kArActEriStICAxXx KI U AVIadOR-NARRadOR TEM I DaxXx kaixXx – POr SINaliZAReM suAh KUMplIcIDadi Kum u estABlixXxMEnt – elE sI enVERGOnHAH......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;di FormaH anaLOGaH aU ki oCOrRE eM disNEyLAndiAH (KoNfOrmE exXxpLIcITaDeEnhu PeluxXx aUtOrExXx Di PRah le u pATU DONaLD)...uxXx pERSONageNxXx RAsUxXx deXXi EnrEDu LUtaM PraH mANTe a suah proPRiAH sUPERFiCiALIDAdI...a SUaH pROprIAh pobReZah ExXxISTenCIaU i pREVisIbIlidaDI...POIxXx U POCU kI SI MOVI Jah AMeAXXaH dIsMOnTaH a SUah mAscArAh ExXxIStEnciAU kaRICAtaH...foRaH dah kaU sIMplesMEnTi nAum ExXxIstI...... EXXixXx PERSonagi FICAM girANu iNCEXXANtEmEnTI DentrU DI aRGuMENtUxXx cIRcularExXx i paRADOxXxUxXx LoGiCUxXx..."SABIamenTI" PeRceBiduxXx pelu PRiNcepeZiNhU......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;EmbOrAh IXXU jAh eSTejAH ficANu RepEtItIVU...xXxAMU DINOvu A ATeNXXAum prAH reiFicaXXaUM...... tIpu AXXiM...nu KasU du beBadu: Di onDi vEM A BebiDaH Ki elE KonSoMe??!?! BROTah DU PlanetaH??!?! CeRTAMeNTi nauM vem DAh DIvisAum soCiau Du TRABaLhu...... u KI GArantI Ki u nOXXu pEkENu HeroI NaUm seRiAH BEBadU ElE tB KASU TIveXXI...tAu kAU U bEBadu...ACeXXU fAciu I rotInEirU A bEbIDaH??!?!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;a KAriCatUrah dU empreSARiU mOstRAh kAUm Razah eh a KOncepXXaUm kI U AuTOR TEM dU Ki sEriAh U tRAbaLhU (oU U KApiTalISmu)...BEm komU a suAh koMPLeTAH aLiENaXXAUM DaH reaLIdaDI KonCrETAH nAH kau tAH iNsEridU...... ExXxATamENti komU OCoRrE Em DisneyLanDIah...I NaH IDeoLOGiaH BUrGuezAh...A iDeIAh...u PENSamENtU...EH tidu KoMU a fOntI Dah rIkEZAH...I TOdU u MUNDU REaU eH KARICAtuRIzADu prAh tORnAh EXXAh koNCePXXaUM "FACtiveU"; taNtU KI...QDU U EMprEsariU AFiRMaH ki axXx ESTRElAxXx SaUm dELE pQ ElE tEvI A IdeiaH di AxXx PoXXuI...u garotu...i JUnTU kum ElE A IdEOLOGIaH buRguezah...konCordaH (U ki Lhe disagradEENHAh nAUm EH IXXU...MAxXx u fatU di SE ImpOXXiVEU KRIAH 1 LaXXu AfETIvu reCiProCu dU eMPRESArIu kUM sUAH PRoprIedAdi)......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;dIanti Du eMpREsARiu...u gARotu (i...pORTaNtU...saiNT-exXxUpeRY...pOixXx U GArotU eh mERah proJEXXAum NArcIsICah dU nARRadOR...u kAU eh altE EGU dU AUTOr) REVeLAH kAU eH a SuAH koncEPXXAUm MORAU dI uTiliDADI: a iNteRDEpEndEnCiAh AFEtIvah...... eh U aFEtu KI...pRu seNTIMenTaU saINT-exXxuPerY...reAlmenTI IMpORTah Nah vidaH...... nauM Vow dIZE KI eLE TaH ERRadeenHu...maxXx cERtameNtI TRAtAh-SI di 1 KOnCEpXXaUM reDUCIoNisTaH i iNSUFicienTi...... + ADiaNti (kaPITULU xXxiV) VEMUxXx kI U Autor AcreSCENtah au sEU UTilitariSMu A Blz...... dINOvu...iXXU EH iNSuFicIEnTI kOMU ONtoLoGIaH Du REAu i kOMU idEaLIDADi ETICah i esTetiCAh......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;U AuTOR deLineIah u Seu pROJetu MORau NU kapITuLu xXxiv: u KI IMpoRtah Eh aBAnDONAH U EGU...eh VIVe AFETiVaMenti KuM UxXx OTRUxXx...... maxXx rEPitu: U ProPRiU GARoTu EH eGOiStAH I NaRCiSIsTah...Ou SejaH...eXXAh sUPoSTAh vIRTuDI NEM ElE A pOXXUi...... u prOBLEmAh dU aCEndEDoR di LampioExXx Eh U SeU “LEGAliSmu”: ele sigUe cEgamEntI A LEi...EM VeZ dI peRCEBe KI eXXah supOsTameNTI Eh 1 fERRameNtaH PrAh Vive MeLhoR: eLE TroCAH U fIM (a FELICidaDi) peluxXx mEiUxXx (a Lei)...... ObvIamENti u AUTOR...mEDianti kOntiGEncIaxXx...exXximiu arbITRaRIAMeNTi U gArOTu Di Kai NUmah ARMAdIlHAH exXxiSTEnCiAu cIrCuLAh kOMU EXXaH...U KI...DAdAH a SuAh iNgenUIdAdi...FaCILmENtI PoderIAH ocorre......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;diAnTI Du geoGRafu...Naum EH DI EStRANhAH U dISdeM DU AuTOR pRaH kUm u aCUMulU di konhecImeNtU – Sem u Kau...TIPU AXXIM...a SociEdADi OpuleNTah naH KAu ELe VIvi NAum poDERiah exXxIsTI I SUStentAh uxXx seuxXx DeVanEIUxXx –...1xXx Ki EXXi dISDem jah apArEceraH NU PrIMEirU KAPITulU...... nAH VeRDADI U Ki u aUToR naum Ve eh KI toDUxXx EXXIxXx PERsONAGenxXx DaH sUAH tIPOlogiAH KRITIcah SAum NeCEXXaRiUxXx pRu FuncIONAmEnTU di 1 SOCIeDaDi fuNdAdAh naH DiVIsaum du trABALhU...... POr iXXu...KErE reDuzi TODUxXx a 1 tIPu – u DU prOPriU AUTOr...Ki eh u msM du AVIador...dU GaRoTu...I Dah raPozaH – eh 1 PreTENsaUM naRcISiStAH KI rEvElAH DiScOnhECe A kOnfIGuRAXXAUM baSICah (dIvisaum sOCiau Du tRaBaLhu) DaH sOCIeDaDI nah kau saInt-ExXxUpery tah InsERIDU...... DINOvu...axXx “LIXXOExXx di mOraU” Ki ElE pREtEndI Dah sI MoStRAM KONtRaPROduCENtIxXx......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;DIanTi DU GeOGRaFu...U PEKENu prInCIPE eH APResenTadEenHU A MORTi...... u SEU DIsCONhecimEnTu DeXXi FatU BasICU Eh nOVaH PrOVaH DI KI SuAh VIRTudI apareNtI eH meRAH koNSequenciaH di Suah IgnoRaNCIAH...... pRaH alGUEM tAum afETIvu...CeRTAMenTi A dIsCoBERtah DAH mOrTI DEvErIah te sIDu RecEBidAH Di FOrmAh MtU + traGICAH dU KI fOI PrU gAROtU...MaxXx...komu eXXi AXXuCAradeEnhu LivRU NauM Eh dramAH NEM TRaGEdIAH...maxXx SIM lItERATURah iNfANTIu...IXXu NAUm ocorrE......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;pOR FIm...SaLieNTU u kAraTe NarCIsICU...AntropOCenTRICu...i eGoistAH dAH AfiRMaXXAuM du GEOGrafU Di KI A tErRAH “gOZah DI BOaH rEputaXXauM..................”...... i...aXXim...pOr KAUZah dEXXAH FrasE...U gArOTu vEiu PArAh nah tErRaH......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;kApITulu xXxVI&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;eXXI kAPITUlu eh DisTiNaDu A FAze 1 “APReSENTAXXAUm” du Ki seRIAh U PlanEtAH terRAH i suah populaXXaUM – A kAU FOI tOdAh ELah dividIDah PRecONCEitUOSAMeNtI Di AcoRdU kuM a tiPolOgIaH KRiTiCaH dI SAInt-exXxUPERy...... DPOIxXx U autor apRESentAH 1 DISCriXXAuM toSCAh i REiFICADEENHah DAH dIvIsAUm soCIAu du TRabalhU Di ACendE LAMpIOExXx..................i Soh IXXU......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;kapitUlu xXxViI&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;imediAtAmENtI AU xXxEgah NAh TeRRAH...U GaRotU...dU nadAH...Si DeParah KUM 1 SErpeNTI kI...tb DU nADAh...tem U pode...KOmpLeTAmeNtI REIFiCadeenhU...dI dEvoLVe akeLe Ki eLAH tOcAh a suaH terRaH Di ORIGi...... maxXx kI KOInCIdenciAh + FeLIz...nauM??!?! a SERpeNTI...kI UsaraH SuAH MagiAh PRaH deVolVe u GaROtu aU SeU AsteroidI nU kApItULu xXxxXxVi...EH 1 artEfAtU DEUxXx exXx maxXxinah...KI sOh Naum SOah + RidicuLU i AbsUrdU pq tOdaH A hisToRiah dU liVru Eh RIDiculaH I absUrdAH dU koMEXXu aU Fim...... A sERpeNTi Eh 1 MerU REmENu DU ENRedu...MaxXx toDu u ENrEdu eh fEItU DI remENdUxXx...... KI tIPU Di MAgIah I DI SORtilEGiu inexXxPlIcAvEu koNfErE eXXi PodE a SErPENTI??!?! TodAh a ReaLiDADi mateRIAu...a du TRAbAlHu KONcREtu...dISmoRoNAH diaNti Di 1 PODE ABsuRDU I dI 1 KOInCiDENciAH dELiRantI...... MaxXx “AxXx KRiaNXXAxXx eNTEnDI” (kaPitulu xXxxXxV)??!?! NAH VERDADi Qq REtarDAdu MeNtAU “eNtENDI”......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;KaPITULuxXx xXxvIii I xXxixXx&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;+ ReIFIcAXXaUM...NARCIsismU i pReTenzaH lIXXAuM dI MoRaU sOBre A KonDIXXauM hUMaNaH......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;kapItuLU xXxxXx&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;neXXI KApItuLU fiCaH pATEnTI u eGOiSmU I u NaRcISISMU DU GArOtU...I ki...pOrTaNTu...eLe NAUm aPResEnTah 1 SupErIoRIDADi mOrAU...... maxXx a “SolUXXAum” (U “sIgReDU”) prah kI u eGoISMu DU gAroTu SI MANifesti di FORmaH “sAUdaVEU”...di ForMAH DIFErEnti DaxXx “PeXXOAxXx gRANDIxXx”...seRAh aPrESENtAdEeNHaH pELah raPozAh nu KApitulU xXxxXxI...EmBoRah jaH EstiVEXXI subsumiDAH Nu UTiLitarISmu ki U gArotu dEFINIu Nu KaPItulu xXxiii (eH ki A DIFErENXXAH EntrE u GaRotU...a RAPozAH I U AVIAdor eh MeramEntI AParEnti: Nu FuNDU eh U mSM PeRSOnagi – U autor – Ki sI rElacIoNah kONsIGU msM NuM monoLOgu)......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;kaPITUlU xXxxXxI&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;“I foi enTaum kI apaREcEu a rapoZAh”...... sIm...axXx "kOISAxXx" “aPArEcI” dU nadAH...SEm qQ HiSTORIaH...SEm QQ SEntIDU...sem QQ KrITeRIu......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;a raPOZaH...KOMU ToDUxXx UxXx oTRUxXx persoNaGeNxXx...a KomEXXAH PELu PEKenu PrincIpe I PeLU proPrIu avIadoR-NarrAdoR...revELAh te 1 DIsCUrSU di mUndu REDUcIONiStAH i tOtAlmentI nARCiSIstAH I INGENuU...... pElu - A RaPoZaH...aU PRoCurAH GaLINHaxXx...REMETI a 1 MAtErIAliDAdi koncRETAh...difeRENtEMenTI DU GAROTu kI APAReNTemeNTi Si ALimeNTah DI LUz i ki KRUzah U sisTEMAh sOlaH EM BUsCAh dI 1 MiGuxXxu (Di FATu...NU kaPITUlU xXxxXxIV SOmuxXx iNfORMaDUxXx Ki U gaRotu REaLMeNti ViVi DI luz!!!!!)...... u EnCOntrU KUM a rAPozaH DINOvu eh OcASiaum pRu AutOr apRESENtah u SeU ideAU etICU I esTetiCU BAseAdU nU SeU TIpu PsicOlOGiCU sENTImEntau...... Eh A rapoZAh qm pAXXAH A “SabEdoRIaH” tAUm aXXOciAdaH A eXXI lIVRu: SOmuxXx respOnsAvEixXx pQm kATivAmuxXx (MSM KI a rApOzaH tENHAH surGIDU kaSuAlmenTi...dU nAdAH)...kAsAnU...AXXim...ViRtudi kUm eGOisMU (aXXIM KoMu OcoRrE Nu PaRaISu krIstaum)...... u KI u aUtor ke Eh REDuzI a ANGustIAnti polIXXEmiAh dU mUNDU Au TRANsfORMaH ToDaxXx AxXx pEXXoAxXx (ou MelHoR...AxXx kRiANXXaxXx – Pq UxXx AduLtUxXx Jah taum PeRDiDuxXx) naKILu kI eLe eh; nU seU narCIsISMU kE kI toDUxXx sEJaM kOmu ELe...pensEM koMu ele pENZah...prIoRiZEM u Ki Ele PriOrizah...... SeU IDeau sUPoSTAmENTI ViRtuoSU MosTRAh-SI U + Puru eGOISMU meSKINHu I iGNORAnTi...a + CeGAh VoNtADI Di poDe......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;A Rapozah FAIxXx MENXXaUM a kreSCeNTi mERcantiliZAXXAuM DAh ViDAH...KAUSAdAh PeLaH SubsuNXXaUm du kApITaU nU se SOcIAu (Eh kLArU ki elAh naUM uZaH eXXAxXx PALavRAxXx..................)...... dInovu AKi Si koNfirmAH KI u autoR PRETendi sI oPOR aU EstABLIxXxmeNt; preTeNdI...aTRavexXx DU LivRu...exXxPOr 1 ontOlogiAH krITICAH Du Reau I sINAlIzah komU SUperaH-lu i atinGi 1 IdEAU eTicu I EsTETicU...1 Novu prOjetu dI humanidADi...... inFelIZMenti...KomU Jah kAnSEI dI FalAh...eXXi pROJEtu MOstRaH-si kONtrAproDUcENti Em SUah SuPeRFiciAliDADi (i Eu ARRisCarIaH DizE ki SAiNT-ExXxUPERY ESCReVEu literATURAH InFaNTiU - aNTIxXx kI Me aCUSEm...eu sEI Ki eLE escReveU OtRuxXx LiVrUxXx aLEm DEXXi - pOr se sIMPleSMENti InCApAixXx dI escrEvE Prah adUlTUxXx – por + KI uxXx AdUlTuxXx iNfanTiLiZaDuxXx aDoReM EXXi LiVRu)......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;u kI eH kOmpLeTAMenTI InCOMpReEnsiVeu – i kI soH EH FActiVEu NUm DIScUrsu nu kaU U rEAU foI AMPuTADeeNHu – eh koMu 1 RApozAH...ki AFiRMah si AliMEnTaH di GaLinhAxXx kI KaXXAH (i ki...POrTanTu...mAtah...estrAXXaLhAh I beBe U sangUE mORnu duraNTI u AtU nEcrOFaGICU...IXXU qDU NAUM DEVORah sUaxXx vItIMAxXx aINDaH dUrANti a agoNiAH DAh moRTI VIOLeNtAh)...tERIAh eXXIxXx sENtIMeNTuxXx puRUxXx I ingenUuxXx...i tERIAH koMu “SigREdU” naum a “Lei DAH aTrAXXaUm” (Ki TAh ExXxpostaH EM 1 OtRu lIvRU..................) maxXx SiM Ki “U EXXEnCiau eH InVIsiVeU auxXx OlhuxXx”...... infeLIZmeNTi A krenXXaH nEXXI “SigrEdu” NAum impEdiu u auTor DI sI moVE nUm munDu reIFiCAdEEnHu...nuM mUndU Di SuPErFIciExXx I aPARENciaxXx...Nu KAU elE nAufRaGow DEfINiTiVah tRaGiCAmenti......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;Pelu dIsCuRSU Dah RapozaH...i dU gARotu...FICah klaRu ki a “fORMAXXaUM Di lAXXUxXx” kontiNuaH SeNU OrIEntaDeenHah POR 1 nArcIsisMu EGOISTAh: u “LaXXu” naDah + Eh Du kI jOGAH u SEU egU NU OtRu i PeGAh-LU dInOVU...kUm A koNDIXXAum Ki u MOvimENTU sEJaH rECIpROCU......u Otru...EM si...NAUm IMpORTaH...naUm EH nadAH...ELe soh ImpORTaH qdu ME DIZ rEsPeitU...QDU Eh 1 “DIsTInu puLSIONaU” mEu...QDU Eu iNVISTu a MiNHAh LiBIDU nele...... Ki bELU IdEAU ETIcu...NaUm??!?! TIPU AXXIM...Nem prECISu DIze Ki eXXI iDeAu si oPoi AU DEfeNdIDu pOr kRisTu...AXXIm KOMu A pRAtICAH di "tiPOLogIAH kriTiCah" SI opOi A OrIEnTaXXAuM dI KRiSTU pRAh naum jUlgah u PROxXxIMU...... nauM poR Acasu eXXi Livru eh tauM pOpuLaH...NAUm por aCaSU eXXI lIVrU eH tAum UsAdu iDEOloGICAMeNTi PelU EStAbLIxXxment...pOixXx eLe ReProDUZ eNkaNTu kUltuRaH u noXXU ISOlamEnTU EgoIstAH I MeskINHU...KOntriBuinU prAH ki NaUM PeNSeMuxXx nOXXuxXx PrOBLEmaxXx kolEtIVamENTi...KoNTRIBuiNU pRAh ki naUm NUxXx UnAMuxXx POLITicAMENTI PRaH lutAh Por noXXAh EmanCipaXXaUm...... i IXXu eh eNsINAdU...dISfarXXaDu dI DiScURsu EmancIPaDor...AxXx kRIANXXAxXx – A QM PERtEncI A REspONSaBiLIdADi dI KoNsTRUi u fUTuRu –...ReProDuZINu...AXXim...HIsToRICAmENtI...A noXXAh TrAgEDiAH exXxIstenciAU FUNDamEnTaU......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;kApiTUlU xXxxXxiI&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;eXXi kApiTUlu eh mtU KLARU...em Seu reducIOnisMU...au APrESEntAH...simuLtaneAMENti...A ontOLOgIAh Du REAU i Du iDeaU propuGNAdAH pelu AutOr...... Em ReSUmu: A viDAH dAxXx pEXXOaxXx grAnDIxXx eH inFeLIZ PQ ELaxXx Naum formaM lAXXUxXx...... soh axXx KrianXXAxXx SaUM FELIzExXx...pQ eLaxXx forMAm LAXXuxXx...... fIm...... siMPlexXx aXXIm...... SiGuInU 1 KoNcePXXAum saRtRaNiaNah...PeNSU kI AxXx kRIAnXXaxXx sAUm FElizExXx (SI EH KI saUm) PQ NauM tem ResPoNsaBIlidaDIxXx...I...PortAnTu...NAUM SaUm xXxaMadaxXx A SeREM kUMPlicixXx Dah ordI sociaU VIGenti......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;KaPitulu xXxxXxIii&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;eXXI KaPiTULu eH 1 nOVaH ilUStrAXXaum PrAH vACuIdadi DaH ViDAH daxXx “PeXXOAxXx GranDIxXx”...... pROvAVelMenTi NAUm APARECeU NaH “TIPOLOGiaH KRItiCah InTeRPlaNeTaRiaH” dUxXx KAPituLUxXx xXx A xXxv Pq AxXx PEXXoaxXx LaH ERAM eNSIMEsMAdAxXx...i u VENDEDor pREciZAh iNTerAGi (KOmPraH i vEnDe)...I...POrTaNtU...preCIZaH VIVE nUmaH soCIeDadI......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;kAPitULu xXxxXxIv&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;FINaLMeNtI a mAteRiaLiDADi KoNCreTAh si FAIxXx pResenti...I u AVIaDOR eH obRiGAdU a I AtrAixXx di 1 poXXu di AgUAH (u KI EH 1 IDEiAh 1/2 eStuPIdah dI SoH si fAze SOH nU oItavu DiAh)...... EM NENHum MOMEnTU EH FEItah MeNXXAum a neceXXidadi Di alImENtAXXaUM...KE Du AViADor...ke du mEniNu (kum ExXxCIXXAuM du TAu "KaFEh daH manHAh" DU kAp...... IxXx)...... sEjAH komU FOR...DiNoVU hAH a konFiRmaXXAum dU KI JaH ficow TauM EvideNtI NU LIvRU: U GaroTU Naum pOXXuI mAterIALiDaDi kONcRetah...NAum pOXXui NeCeXXIdadIxXx FIsiCAxXx...U SEU KoRPU EH merU ALiBi...eH MEraH iLusaUM...meRU sImuLAcrU...... a uNiCah kOizAh Ki LhE ImPORTAh SaUM UxXx sENtimeNtuxXx INGeNuuxXx I NARciSIcUxXx Ki kulTivAh......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;“- U Ki toRNAh BeLU u DIsERtu eH ki eLe eSCONdI 1 pOXXU eM alGuM LuGah......” DinovU pERcEbE-si Ki A Blz Eh KOncEBiDAH komU MErAMEnTi FUNCIONau eM RElaXXauM Au eGU – U kI FicaH aINDAH + RiDicULU QDu PERcEbemuxXx Ki axXx NECEXXiDadixXx fisIolOgICAxXx naum ExXxISTI NaH VIdah Du gARoTU (i KI...PoRtanTu...ele NAuM PreCIzah dU PoXXu)...... maxXx tRaTaH-sI dI sI RefeReNCIAH au rEaU kOmU AUsenCIah (aXXIM kOmu...nUxXx VIdEuxXx PuBLiciTarIuxXx DI FRAlDAxXx I aBSoRvEntixXx...UxXx FLUIDuxXx KOrPoRaixXx rEAixXx – SANguE...UrInAh I FeZExXx – SAUm REfereNCIADUxXx pOr sUah AUsENcIAh NaH fOrmAH dI 1 LiKiDU aZuu ceLESTI)...... KUm EXXAxXx pALAVRAxXx du garoTU u AvIaDOR Eh LEvAdu a 1 EpIFAnIAh Ki lHE reveLaH a “VErDadI” Di KI u “KI torNah belu EH INvISIvEU”...ou...EM OTRaxXx PAlAVrAxXx...ki axXx koisaxXx SOH NuxXx impOrtAM qDu si TORNAM 1 DIsTInU PULsiONAU nOXXu: eIxXx a SUAH sUpreMAH sabEDoriAH dI ViDAH...EIxXx U KAminHu (InSUficiEnTI) IdEAlIZAdu PeLu aUTOR praH EmancIPAXXAuM HumANah......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;KapItULU xXxxXxV&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;Du nAdaH ELExXx enconTrAM 1 PoXXU (U ki RemeTi a 1 TeLeOlogiah moRAu du tIPu “leI dah atRAXXAUM”: peNsE POSITIvU i vuxXxe Vai konSEGUi u kI Ke)...... U NarRador-AvIaDOR...reMetenu a mATERiaLiDADI kONCrETAH...AxXxAH IXXu “EsTRANhU”: 1 PoXXU PROnTU NU 1/2 dU dISERtu...... mAxXx u gaRotu NAuM AxXxAH iXXu “esTRAnHu”...... U munDU reaU Du TRABalHu sOciaLMeNtI NEcEXXariU Prah kONSTrUi 1 PoXXU TaH koMplETamEntI omitiDu...... naUM eh Di sURpreENDe kI 1 gARoTU iMaGInaRIu...ki VIvI DI objETUxXx DISeNhadUxXx peLu aViAdor...NauM tENHaH AxXxAdU iXXU “EStRANHu”......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;U narrADOR-AUtOR DAh di BEbe AU GAROtU...... AGoRaH...Nu antEPEnuLtiMU kApiTuLU DU LivrU...eh a PrImEraH vEz kI u gARotu AprESentAH alGuMAh neCeXXIDadI matERIaU (FOrah u tAU “kaFeH DAh maNHAH” Du KapituLu IxXx)...... OU nAUM??!?! “eXXAH AGUAh eRah mtU + Ki 1 alIMentU......” PoixXx...naH vErDAdi...A aGUaH EH 1 MEru aLiBi: eLE A BebEu naUM PRah ateNde A 1 nECEXXIDadi maTeRIAu (A ALimentAXXAUM dU SEU koRpu)...maxXx siM PraH ATenDe suAH NeceXXIDaDi afetiVAH...“Provanu”...AXXiM...Ki “u KI eH beLU EH InvISIVeU”...Ou sEJAh...ki sOH daMuxXx iMPoRtaNciAh AuxXx NOXXuxXx DiStINuxXx puLSioNaixXx...... a inCoEreNciAh SupREmah I iNsOLUvEu gerAdeeNHAH POr EXXah reIfiCAXXAum ExXxTrEMAH eh kI...sEM 1 korPU reAu I KoNcrETu...SEm 1 KORpu bIoLOGIcu (I u gaRotU soh TEM 1 SimulacRU Di KORpU – KOmu EH AfirMadU Nu KAPITUlu SIguiNTi)...SiMPlESMenti nAuM hah PULsaUM AlguMah praH SE diSTINadAh...naUm haH LibIdU ALGuMAh PRah se iNVesTiDah...NAuM Hah...PoRtANtU...laXXu ALGum pRah Se foRMAdu...... AXXiM...A iDeaLIDAdi ETIcAH Ki u gARoTu REpreSeNTaH – A “LIXXaum DI moRaU” du lIVrU – sI moSTrAH 1 PROJETU dI hUManIdadI TOtalMEnTi diVoRciAdU dI neXXaH rEalIDAdi matErialMEnTi KONcREtah i...pOR IXXu msM...totalmeNTI irReAliZavEu...... tRATAh-SI Di purAh iDeolOgiAh...mErU eSCAPismU...MErah ReGReXXaUM InFrUtiFerAH KOMu FERrAMeNtAh di TRANsFOrMaXXAUM...meRu inStRuMEnTU DI alIenAXXAum...MEraH MUletAH exXxiStENCIAu...Meru LUBRiFiCAnti soCiAu......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;I DPOIxXx dI “EnSiNah” eXXi iDEaU eTicU u KI u GarOTU DIZ au NaRrADOr-auTOR??!?! “tU devIxXx aGORAh tRabALhAh” (kONsErTaH U AviAuM)!!!!! dpOIxXx di oMiTI I amputaH A maTerIalIDadi KoncReTAH ele si rEmETi A eLAh: dPoIxXx di diStRUi KOmpLEtAmEntI U MUndU ReaU...ele preTenDi SaLVAh-LU......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;kAPitUlu xXxxXxvI&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;aki a sErPEnTi dU kAPItulU xXxViI vOlTAH praH ReMeNdaH A HistoriAh i leVAH U garOtu DInOVu AU seu pLanETaH...... fOraH U BlAH BlAh bLaH SentIMEnTAU...U iDeAu eticU i esTETicU dI sAiNt-exXxupery...ki eH REPEtiDu...u KI xXxamah A AtenXXauM...dInoVU...Eh A konfIrMAXXauM Di ki U GAroTu naum TeM 1 kOrPu Di veRdADI...MAxXx 1 MERU SIMULacrU...u ki sIGniFIcAh KI ELE nAUM TEm ToDAxXx axXx NecEXXidadIxXx REaIxXx DI 1 PEXXoAh reAu...U ki siGNIfiCAh 1 AmPUTaXXaum DAh maTErIALiDadi kONcreTAH du muNdU......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;u GaRotu FICOW 1 anU loNgi DI 1 flOR Ki eLE sabe SE “EfEmeraH” (moRtAU)...I kI ELe sAbe Se FrAGiu I InCApaixXx di Si dEFendE Du MuNDu...... orAh...si TuDU iXXU eH veRdadi...NAum EH Tb eVidEnTi KI a FLor...iNdEFeZah i dpoixXx DI 1 aNU...Jah nEm exXxiSTI +??!?! tiPu AXXiM...1 anU EM rElaXXaum A KAu kALEnDaRIU??!?! DinoVu...tah SuBSUMidU koMu naTuRAU alGU (U kALendarIu GregoRIANU) ki eh 1 proDutu HiSTOricu......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;KApiTuLu xXxxXxvIi&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;RepeTiNU + 1xXx a ReIfICaXXAuM...a FETixXxizaXXaum...u kORPu DU GAROTu SImPlEsMeNTI DiSApArEci (TaU kAu u KOrPU duxXx inIMiguxXx dERrotaDUxXx nuxXx VIDEOgAmexXx)......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;u auTOr RepETI seU iDeAu etICu I...PraH fOrTALECe SUaH mensAGI...AFIRMaH ki “jAMaixXx nEnHUmah pEXXoAH grAnDI EntENdERah ki IXXu poXXAh te TAntah iMPORtanCIAH!!!!!”...... U ki NAuM FIcaH exXxplicaDeENhU (i ki deVeRiaH se objEtu Di 1 auTOCRIticAH...iMpEDiDAH por sUaH racIonaLIDADi fRacAh - tipU aXXIM...a AUSeNcIAH di aUtocRitICAH eh a EsTUpIdEz FUnDameNtAU) NEXXi SEU discUrSU du MUNDu...sUAh discrIXXAUM Du reau I du Ideau...EH pQ ElE...senu 1 Adultu...tAh IMuNe aUxXx DeFeiTuxXx DAxXx “PEXXoAxXx GrandIxXx”...bem komU eLe encONTRoW...nu 1/2 DU disERTU...1 GArotu iMAteRIAU KI lHE enSInoW 1 sABeDoriAH KI Ele MsM jAh TinhAH I KONhEciAh disdi UxXx 6 aNuxXx dI Idadi......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;I a aPliCAbiliDAdi...NU mUnDu rEau I MaTERiaU...Du IDEAu ETIcU i EsTeTIcU DeFendIdu nu liVRu??!?! TALVez 1 bom ExXxEMpLu dU KI ocoRrerIAH...NU kompLexXxU I KrUEu MunDU ReAu...kAsu alGUEm si reFeRenciaXXI por EXXI IdeaU...SejAH DADU pELU FIlMe dAnXXANDU nU eSCurU...di lARxXx vON TriE (TIpU aXXiM...Eh u mEU filme fAVORItu)...... nEXXI FILME vEmUxXx u KI 1 MuNdU kruEU FAIxXx kuM 1 PeXXOaH INgENUah I bOaH...... u DIsTInu DU Pekenu PRINCIpE...kaSu TIvEXXi AparecIdu NAUM nU DiSErtU Du SAAraH mAxXx Sim NAh sOCIEdADi Humanah...NauM SErIaH mTu dIFerEnTi dU DI seLmaH (A pRotaGONIsTAH Du fILmE): Ele pROVAvelmEnTI tERMiNARiaH MORTU...enfOrCadeenhU...OU talvez kRUCIfIcAdeeNhU.................. falAReMUxXx...Nu Kapitulu KVI...di OTrU FilMe DI larxXx voN tRie...AnTicRiSTu......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/TIGYyQhA_KI/AAAAAAAABO4/JSk0Pg_RJ60/s1600/PekEnU+PrIncIPE+3+INVErT.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 304px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/TIGYyQhA_KI/AAAAAAAABO4/JSk0Pg_RJ60/s320/PekEnU+PrIncIPE+3+INVErT.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5512855408072522914" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF99FF;"&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;temPOrE...KU kogNitIU sImUu AdVeNiT...Amor i mediU suPeRSUrrExXxIT.......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/775365576519033175-57030578319088625?l=outsidercaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outsidercaos.blogspot.com/feeds/57030578319088625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=775365576519033175&amp;postID=57030578319088625&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/775365576519033175/posts/default/57030578319088625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/775365576519033175/posts/default/57030578319088625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outsidercaos.blogspot.com/2010/09/reencontru-traduxxaum-du-kapitulu-ci.html' title='* ReENcoNTRU: tRaDUXXaUm dU kaPitulU CI pRu NEu-mixXxUgUeixXx.....'/><author><name>Duan Conrado Castro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16655382018542400081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/TBQbcCLJp3I/AAAAAAAABNI/IV-LeJrs5ag/S220/C%C3%B3pia+de+C%C3%B3pia+de+ddcc+avt.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/TIGYN7vva7I/AAAAAAAABOw/3aNuEAiypSw/s72-c/PekEnU+PrIncIPE+3.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-775365576519033175.post-3510114056662406209</id><published>2010-08-28T01:56:00.005-03:00</published><updated>2010-09-02T20:23:09.994-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='esboços e titubeios'/><title type='text'>CXVI - Acerca de uma antologia de dualidades que povoam os pensamentos e o senso comum - Ou: a tirania do princípio do terceiro excluído.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333333;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333333;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333333;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;§ 116&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/TAhEo3Bde_I/AAAAAAAABMY/xgrb2qeh3fE/s1600/cap116+principio+do+3+excluido.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 318px; height: 278px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/TAhEo3Bde_I/AAAAAAAABMY/xgrb2qeh3fE/s320/cap116+principio+do+3+excluido.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5478704415451741170" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas dualidades &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;podem&lt;/span&gt; degringolar, nas mãos de uma razão ingênua, para reducionismos ontológicos (geralmente grotescos, aliás...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A origem:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* A x Não A&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O desenvolvimento:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Certo x Errado [Esse é o que mais ouço, até às raias da loucura furiosa. E, claro, "certo" sempre refere-se à opinião do falante/dono da verdade, enquanto "errado" refere-se à opinião alheia discordante];&lt;br /&gt;* Bem x Mal;&lt;br /&gt;* Verdade x Mentira;&lt;br /&gt;* Matéria x Espírito;&lt;br /&gt;* Sim x Não;&lt;br /&gt;* Normal x Anormal;&lt;br /&gt;* Liberdade x Fatalismo;&lt;br /&gt;* Isto x Aquilo;&lt;br /&gt;* Moral x Imoral;&lt;br /&gt;* 8 x 80;&lt;br /&gt;* Homem x Mulher;&lt;br /&gt;* Direita x Esquerda;&lt;br /&gt;* Cidadão de bem x Picaretas;&lt;br /&gt;* EUA x Brasil [O primeiro sempre é exemplo de sucesso, o segundo de...];&lt;br /&gt;* Sucesso x Fracasso;&lt;br /&gt;* Vencedor x Perdedor;&lt;br /&gt;* Brancos x Negros;&lt;br /&gt;* Eu x O outro;&lt;br /&gt;* Sujeito x Objeto;&lt;br /&gt;* &lt;a href="http://outsidercaos.blogspot.com/2010/07/cxii-acerca-de-esbocos-do-uso-da.html"&gt;Indivíduo x sociedade&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;* Fé x Razão;&lt;br /&gt;* Bonito x Feio;&lt;br /&gt;* Limpo x Sujo;&lt;br /&gt;* Tempo x Espaço;&lt;br /&gt;* Alegria x Tristeza;&lt;br /&gt;* Esperto x Burro;&lt;br /&gt;* Inteligente x Ignorante;&lt;br /&gt;* Passado x Futuro;&lt;br /&gt;* Prazer x Dor [Os limites entre um e outro são bem mais indefinidos do que parece a princípio...o masoquista que o diga.];&lt;br /&gt;* Luz x Sombra;&lt;br /&gt;* Deus x Diabo;&lt;br /&gt;* Nós (o grupo) x Eles (os outros; "o mundo" [como diria um@ crente]);&lt;br /&gt;* Vida x Morte;&lt;br /&gt;* Saúde x Doença;&lt;br /&gt;* Humano x Animal;&lt;br /&gt;* Dar x Receber;&lt;br /&gt;* Ativo x Passivo;&lt;br /&gt;* Falo x Vagina;&lt;br /&gt;* Boca x Ânus;&lt;br /&gt;* Livre x Escravo;&lt;br /&gt;* Forte x Fraco;&lt;br /&gt;* Necessário x Contingente;&lt;br /&gt;* Mais apto x Menos apto;&lt;br /&gt;* Dedução x Indução;&lt;br /&gt;* PSDB x PT;&lt;br /&gt;* Republicanos x Democratas;&lt;br /&gt;* Perto x Longe;&lt;br /&gt;* Magro x Gordo;&lt;br /&gt;* Cooperar x Rebelar-se;&lt;br /&gt;* Superfície x Âmago;&lt;br /&gt;* Cidade x Campo;&lt;br /&gt;* Indústria x Agricultura;&lt;br /&gt;* Materialismo x Idealismo;&lt;br /&gt;* Pragmatismo x Idealismo/Utopismo;&lt;br /&gt;* Utopia x Distopia;&lt;br /&gt;* Real x Ideal;&lt;br /&gt;* Real x Virtual;&lt;br /&gt;* Lembrar x Esquecer;&lt;br /&gt;* Guerra x Paz;&lt;br /&gt;* Covardia x Coragem;&lt;br /&gt;* Amor x Ódio;&lt;br /&gt;* Diferença x Indiferença;&lt;br /&gt;* Concreto x Abstrato;&lt;br /&gt;* Simplificação x Complicação;&lt;br /&gt;* Reducionismo x Complexificação;&lt;br /&gt;* Ordem (governo) x Anarquia (anomia);&lt;br /&gt;* Humildade x Arrogância;&lt;br /&gt;* Resultado x Processo;&lt;br /&gt;* Fins x Meios;&lt;br /&gt;* Trabalho x Lazer;&lt;br /&gt;* Negócio x Ócio;&lt;br /&gt;* Qualidade x Quantidade;&lt;br /&gt;* Falar x Ouvir;&lt;br /&gt;* Religião x Ciência;&lt;br /&gt;* Presença x Ausência;&lt;br /&gt;* Concentração x Disperção;&lt;br /&gt;* Paradigma x Sintágma;&lt;br /&gt;* Hipótese x Parataxe;&lt;br /&gt;* Matáfora x Metomínia;&lt;br /&gt;* Significado x Significante;&lt;br /&gt;* Escrever x Ler;&lt;br /&gt;* Fálico x Andrógino;&lt;br /&gt;* Paranóia x Esquizofrenia;&lt;br /&gt;* Transcendência x Imanência;&lt;br /&gt;* Erudito x Popular;&lt;br /&gt;* &lt;a href="http://outsidercaos.blogspot.com/2010/06/cvii-acerca-de-consideracoes-sobre.html"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Insider&lt;/span&gt; x &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Outsider&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;* Guerreiro x Santo;&lt;br /&gt;* Governo x Povo;&lt;br /&gt;* Capitalistas x Proletariado;&lt;br /&gt;* Conservadores x Revolucionários;&lt;br /&gt;* Perigo x Segurança;&lt;br /&gt;* Sadismo x Masoquismo;&lt;br /&gt;* Paraíso x Inferno;&lt;br /&gt;* Ampliar x Aprofundar;&lt;br /&gt;* Heterossexual x Homossexual;&lt;br /&gt;* Civilização x Barbárie;&lt;br /&gt;* Unidade x Multiplicidade;&lt;br /&gt;* Progresso x Regresso;&lt;br /&gt;* Eternidade x Fugacidade;&lt;br /&gt;* Eros x Tânanos&lt;br /&gt;* Anima x Animus;&lt;br /&gt;* Apolo x Dionísio;&lt;br /&gt;* A priori x A posteriori;&lt;br /&gt;* Análise x Síntese;&lt;br /&gt;* Dedução x Indução;&lt;br /&gt;* Conotação x Denotação;&lt;br /&gt;* Fato x Opinião;&lt;br /&gt;* Juízo de fato x Juízo de valor;&lt;br /&gt;* Começo x Fim;&lt;br /&gt;* Lutar x Ceder;&lt;br /&gt;* Justo x Injusto;&lt;br /&gt;* Grande x Pequeno;&lt;br /&gt;* Longo x Curto;&lt;br /&gt;* Grosso x Delgado;&lt;br /&gt;* Apoio x Oposição;&lt;br /&gt;* Liberar x Reprimir;&lt;br /&gt;* Teísta x Ateísta;&lt;br /&gt;* Doce x Salgado;&lt;br /&gt;* Tudo x Nada;&lt;br /&gt;* Ocidente x Oriente;&lt;br /&gt;* Tabu x Transgressão;&lt;br /&gt;* Mente (ou alma) x Genitais (ou corpo, "carne");&lt;br /&gt;* Barulho x Silêncio;&lt;br /&gt;* Agitação x Serenidade;&lt;br /&gt;* Privado x Coletivo;&lt;br /&gt;* Mutável x Permanente;&lt;br /&gt;* Princípio de prazer x Princípio de realidade;&lt;br /&gt;* Moderno x Pós-moderno;&lt;br /&gt;* Sinônimo x Antônimo;&lt;br /&gt;* Expansão x Contração;&lt;br /&gt;* Criação x Destruição;&lt;br /&gt;* Dinâmica x Estática;&lt;br /&gt;* Forma x Conteúdo;&lt;br /&gt;* Aparência x Essência;&lt;br /&gt;* &lt;a href="http://outsidercaos.blogspot.com/2010/05/ciii-acerca-do-papel-politico.html"&gt;Mocinho x Vilão&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;* Subir x Descer;&lt;br /&gt;* Civilização x Natureza;&lt;br /&gt;* História x Cotidiano;&lt;br /&gt;* Norte x Sul;&lt;br /&gt;* Permitido x Proibido;&lt;br /&gt;* Adulto x Criança;&lt;br /&gt;* Muito x Pouco;&lt;br /&gt;* Introversão x Extroversão;&lt;br /&gt;* Fenômeno x Coisa-em-si;&lt;br /&gt;* Cosmos x Caos;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;* Evidente x Oculto;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;* Vulgar x Requintado;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;* Explícito x Implícito;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;* Capitalismo x Socialismo;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;* Otimismo x &lt;a href="http://outsidercaos.blogspot.com/2009/10/lxxxiii-acerca-do-pessimismo-em.html"&gt;Pessimismo&lt;/a&gt;;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;* Vontade x Representação;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cansei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/TAhE5Bgd0zI/AAAAAAAABMg/hlEK7IhaDu4/s1600/cap116+invert+principio+do+3+excluido.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 318px; height: 278px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/TAhE5Bgd0zI/AAAAAAAABMg/hlEK7IhaDu4/s320/cap116+invert+principio+do+3+excluido.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5478704693144048434" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;***&lt;div&gt;&lt;i&gt;Tempore, quo cognitio simul advenit, amor e medio supersurrexit.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/775365576519033175-3510114056662406209?l=outsidercaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outsidercaos.blogspot.com/feeds/3510114056662406209/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=775365576519033175&amp;postID=3510114056662406209&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/775365576519033175/posts/default/3510114056662406209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/775365576519033175/posts/default/3510114056662406209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outsidercaos.blogspot.com/2010/08/cxvi-acerca-de-uma-antologia-de.html' title='CXVI - Acerca de uma antologia de dualidades que povoam os pensamentos e o senso comum - Ou: a tirania do princípio do terceiro excluído.'/><author><name>Duan Conrado Castro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16655382018542400081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/TBQbcCLJp3I/AAAAAAAABNI/IV-LeJrs5ag/S220/C%C3%B3pia+de+C%C3%B3pia+de+ddcc+avt.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/TAhEo3Bde_I/AAAAAAAABMY/xgrb2qeh3fE/s72-c/cap116+principio+do+3+excluido.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-775365576519033175.post-7995817014402646309</id><published>2010-08-21T00:08:00.009-03:00</published><updated>2011-09-11T01:05:51.391-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='indústria cultural/cultura de massas'/><title type='text'>CXV - Acerca da minha interpretação para o filme "A origem" ("Inception", Chirstopher Nolan, 2010).</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#333333;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#333333;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#333333;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;§ 115&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/TG9FNHuXQGI/AAAAAAAABOQ/g_5vBAI7QJ0/s1600/InceptionPoster3WBHD.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 216px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/TG9FNHuXQGI/AAAAAAAABOQ/g_5vBAI7QJ0/s320/InceptionPoster3WBHD.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5507696961011531874" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Críticas sobre o filme&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2010/08/inception.html"&gt;"Teoria Acid-Paula"&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.cinemaemcena.com.br/Ficha_filme.aspx?id_critica=7588&amp;amp;id_filme=8791&amp;amp;aba=critica"&gt;Pablo Villaça&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://cinemmaster.wordpress.com/2010/08/07/a-origem-2010/"&gt;CineMMaster&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.tvn.com.br/sao-luis/tudo-agora/texto-de-maria-bahiana-sobre-39inceptiona-origem39"&gt;Ana Maria Bahiana&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/zLDx-BPgxxA?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/zLDx-BPgxxA?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após refletir sobre a "teoria Acid-Paula" eu cheguei a uma conclusão que para mim parece mais plausível: Tá legal, Miles realmente tinha um plano para fazer uma inserção em Cobb, mas isso não exigiria necessariamente mais um nível de sonho, exigiria apenas que a Ariadne fosse corretamente instruída para levar a inserção a cabo. Convenhamos... a questão da aliança na mão de Cobb e a questão de serem atores diferentes que fazem o papel dos filhos parecem indicar que Cobb acordou... Caso insistamos que ele não acordou, então já sabemos quem foi capaz de arquitetar o "grande sonho" (que teria começado na África), projetando o aeroporto, o avião e até as crianças mais velhas: ele, o único com habilidade e motivo para fazê-lo: Miles.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Realmente o Cobb não gira mais o pião depois que dorme no Porão do Yusuf. A cena da perseguição em Moçamba ocorre antes de Yusuf fazer a sua aparição. É interessante notar que Cobb é perseguido por apenas três pessoas (que são da empresa Cobol, para a qual ele fracassou em cumprir a missão que tinha que realizar em Saito – Cobb diz no começo do filme que a empresa para qual ele trabalha não tolera erros, e logo depois fala para Arthur que essa empresa – Cobol – já sabe que eles falharam e vai atrás deles), e não pela população inteira: o que teria que ocorrer se ele estivesse no sonho de alguém. Ou seja, a cena de perseguição não pode ser usada como prova de que ele está no sonho de alguém. É inverossímil a hipótese de que Miles conseguiria arquitetar tudo isso sozinho e sempre um passo a frente das escolhas do próprio Cobb, e ainda tão rapidamente (as cenas em Moçamba ocorrem praticamente no início do filme). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A hipótese da aliança está correta: no mundo real ele está sem ela. No mundo dos sonhos está com. Quando ele está se encaminhando para o guichê da imigração do aeroporto, no final, dá para ver que Cobb está sem a  aliança. As crianças são diferentes, afinal são interpretadas por outros atores, além disso estão vestindo roupas diferentes. O pião oscila...mas isso é uma questão menor, é um blefe do Nolan, uma provocação para pegar incautos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O diálogo final de Cobb com Mal é muito claro. No começo dele Mal afirma que aquele mundo (o limbo) é o mundo real e que as crianças que estão ali são reais e não projeções – o que, evidentemente, não é verdade...e isso é evidente pelo ambiente onírico (uma casa que fica dentro de um edifício) – se alguém insistir em negar isso, então obviamente não entendeu nada do filme. Quando ele conta para ela (uma projeção do inconsciente dele) o que fez com ela (ela de verdade), ele está contando a si mesmo, está purgando a própria culpa. Seja como for, Mal, que é uma lembrança da verdadeira esposa e em hipótese alguma é a esposa verdadeira, mostra-se surpresa e confusa com a revelação, e diz algo assim: “seja como for, você pode cumprir a sua promessa e ficar aqui comigo no mundo que construímos”, ou seja, agora ela admite que aquele mundo não é o real.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele responde que ela é só uma sombra da verdadeira Mal, que é só uma projeção do inconsciente dele, e que por isso não valeria a pena passar a eternidade com ela (e vale lembra que eles já passaram décadas juntos, o que deve ser suficiente para ele poder discernir a Mal caricata da verdadeira).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/TH7-kdc-R_I/AAAAAAAABOg/gaYEQhLknqg/s1600/maze-shawnolson-12-11-2007-.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 245px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/TH7-kdc-R_I/AAAAAAAABOg/gaYEQhLknqg/s320/maze-shawnolson-12-11-2007-.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5512122896282961906" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então ele se perdoa e ela, que é uma projeção do inconsciente dele, se acalma e DESISTE de tê-lo ali com ele para sempre: essa desistência é a testemunha de que ele se perdoou, que a catarse está realizada, que a culpa está purgada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então ele morre no nível 1 (van), e volta para o limbo, que agora sofreu modificações pois Saito está vivendo lá há décadas. Quando Saito fala sobre morrer velho cheio de amarguras, Cobb se lembra da sua missão. E tudo leva a crer que os dois se matam e acordam no mundo real.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Realmente concordo que a Ariadne se mostra surpresa com tudo e que portanto não seria plausível achar que ela já sabia de toda a verdade sobre Cobb. Creio que nem o Miles sabia toda a verdade, pois quando ele, lá na universidade na França, fala para o Cobb “volte para a realidade” ele o faz justamente quando Cobb afirma que Mal não deixa ele, Cobb, ser o arquiteto do sonhos. Ou seja, quando ele fala em realidade ele está falando justamente da realidade de que Mal está morta, e que portanto Cobb precisa superar a perda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A própria Ariadne se voluntaria a ir para a missão (a idéia original era de que ela só fizesse o trabalho arquitetônico no mundo real). Quando ela se prontifica a ir Cobb afirma: “eu prometi para o Miles que você não iria”. Mas ela o convence a ir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em resumo, eu não acredito que ele estava sonhando no final. E penso que na melhor das hipóteses o que Miles fez – se é que fez alguma coisa – foi simplesmente orientar Ariadne a ajudar Cobb a superar o seu sentimento de culpa (talvez se houvesse uma cena de diálogo entre Miles e Ariadne nos corredores da faculdade resolvesse essa dúvida – mas não há essa cena, ou pelo menos ela foi cortada na edição). Mas, convenhamos, não seria necessário para isso criar mais um nível de sonho e juntar todos no porão do Yusuf – seria um trabalho completamente desnecessário e redundante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além disso, cabe lembrar que todos os “sonhos oficiais” (indicados pelo roteirista) ocorreram em espaços relativamente pequenos. Se houvesse um “grande sonho” ele teria que ocorrer em várias partes do mundo...o que, convenhamos, exigiria um enorme trabalho do arquiteto, no caso Miles.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O enredo é simples. A confusão deriva de uma tentativa de inserção que Nolan realiza - muitas vezes com sucesso - na mente dos espectadores, cujo epítome é a cena final, o momento anterior ao nosso despertar do sonho arquitetado por ele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/TG9Ff0XpIoI/AAAAAAAABOY/M5HRS-xW8NQ/s1600/iiInceptionPoster3WBHDinvert.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 216px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/TG9Ff0XpIoI/AAAAAAAABOY/M5HRS-xW8NQ/s320/iiInceptionPoster3WBHDinvert.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5507697282233475714" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Tempore, quo cognitio simul advenit, amor e medio supersurrexit.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/775365576519033175-7995817014402646309?l=outsidercaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outsidercaos.blogspot.com/feeds/7995817014402646309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=775365576519033175&amp;postID=7995817014402646309&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/775365576519033175/posts/default/7995817014402646309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/775365576519033175/posts/default/7995817014402646309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outsidercaos.blogspot.com/2010/08/cxv-acerca-da-minha-interpretacao-para.html' title='CXV - Acerca da minha interpretação para o filme &quot;A origem&quot; (&quot;Inception&quot;, Chirstopher Nolan, 2010).'/><author><name>Duan Conrado Castro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16655382018542400081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/TBQbcCLJp3I/AAAAAAAABNI/IV-LeJrs5ag/S220/C%C3%B3pia+de+C%C3%B3pia+de+ddcc+avt.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/TG9FNHuXQGI/AAAAAAAABOQ/g_5vBAI7QJ0/s72-c/InceptionPoster3WBHD.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-775365576519033175.post-5371973226828494449</id><published>2010-08-15T01:54:00.006-03:00</published><updated>2011-10-02T18:10:17.045-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='distopia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marx'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Laisser faire laisser passer'/><title type='text'>CXIV - Acerca de breve consideração econômica sobre a superação do ciclo vicioso da pobreza.</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#333333;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#333333;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#333333;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;§ 114&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/TAhAyma251I/AAAAAAAABLY/S7T2h1Gnwl0/s1600/hamster_1524575c.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 287px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/TAhAyma251I/AAAAAAAABLY/S7T2h1Gnwl0/s320/hamster_1524575c.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5478700184747042642" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu não gosto de ficar me justificando para os leitores desse &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt;. Mas aqui estou eu fazendo isso novamente. Os magros parágrafos que se seguem eram para ser apenas o rascunho de um texto mais longo no qual eu discorreria mais aprofundamente acerca do assunto indicado no título. Todavia, surgiram tantos assuntos para eu pensar ultimamente que eu não estou com paciência de pensar mais sobre o que está sendo postado aqui hoje. Como já deve ser do conhecimento dos leitores, eu geralmente escrevo os capítulos do &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt; semanas ou meses antes de postá-los. Pois bem, os parágrafos que se seguem foram escritos faz uns três meses. Era para eu desenvolver melhor a argumentação. Não o fiz. E no momento não estou com paciência para fazê-lo. Lamento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou com pressa. Tenho que ir. Fiquem agora com o meu texto de três meses atrás.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Se você acha que a educação é cara, tenha a coragem de experimentar a ignorância&lt;/i&gt;. (Derek Bok)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A autonomia, o senso crítico, a inteligência e o conhecimento são ferramentas que permitem ao indivíduo questionar a ordem estabelecida, viabilizando, assim, a sua superação histórica por uma nova ordem. A ausência do desenvolvimento individual dessas ferramentas propicia, ao contrário, no indivíduo o medo de perder os poucos benefícios que já possui, alimentando assim a reprodução do &lt;i&gt;establishment&lt;/i&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para a &lt;a href="http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=1218493"&gt;classe média&lt;/a&gt;, ter um filho representa custos altos para reproduzir alguém que possa manter-se pelo menos no mesmo nível econômico dos pais. Esses altos custos representam um incentivo econômico à queda na taxa de natalidade daqueles que estão inseridos no "setor moderno" da economia, ou seja, que estão inseridos no ambiente competitivo e dinâmico das "economias de mercado". O capitalismo é o principal contraceptivo [1]. Ao longo do século XX, os países ditos desenvolvidos assistiram a uma brusca queda nas taxas de natalidade - e a maioria deles se encontra, atualmente, com taxas de natalidade abaixo da taxa de reposição, necessitando, assim, de imigrantes para manter o exército de reserva de força de trabalho trabalho. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já para os pobres, excluídos, marginalizados e para aqueles que vivem em economias de subsistência (portanto, não capitalistas), os filhos representam investimento, e não custo, pois desde cedo contribuem com seu trabalho infantil para o sustento da família - e isso é feito em detrimento da formação do "capital humano", o que gera um ciclo reiterativo da pobreza: a pessoa nasce pobre, e por nascer pobre é considerada investimento por seus pais, e por isso não forma o capital humano, e por isso continua pobre, e por isso faz mais filhos como opção de investimento, etc. Em países subdesenvolvidos, essa lógica se exprime em escala nacional, e não apenas na classe mais baixa. Para o pensamento econômico do &lt;i&gt;mainstream&lt;/i&gt;, esse comportamento das famílias pobres é racional: "se os filhos são investimento, nada melhor do que fazer mais filhos, ué". Para o referido pensamento, é necessário, se se quer eliminar a pobreza, inserir essas pessoas na "economia de mercado" (os economistas do &lt;i&gt;mainstream&lt;/i&gt; geralmente não usam o termo "capitalismo"), a fim de que eles recebam novos incentivos econômicos no sentido de diminuir a taxa de natalidade e assim romper o ciclo vicioso. Ou seja, é preciso que para os pobres os filhos deixem de ser considerados investimento, e sejam considerados um custo, como ocorre com a classe média. Sem esse incentivo econômico, qualquer outra política de natalidade (que não envolva genocídios...) estará condenada ao fracasso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, de um ponto de vista marxista, as coisas não são tão felizes assim. Há um probleminha: o exército de reserva de força de trabalho - que, para o marxismo, é algo inerente à lógica do capital. Em outras palavras: o capitalismo produz a pobreza, pois precisa dela para se perpetuar. Achar que toda a população poderia ser pelo menos "classe média", sem a existência do pauperização absoluta (e suas conseqüências em termos de incentivos econômicos), é ignorar a real dinâmica do capital, é ignorar que ele, em seu despotismo, engendra reiteradamente um exército de reserva de força de trabalho. O desemprego de alguns gera o sobre-emprego de outros, o que alimenta novamente o desemprego, e assim num ciclo vicioso: quanto maior o medo de perder o emprego, mais o trabalhador se deixa explorar, e quanto mais ele se deixa explorar, menor a necessidade de contratar novos trabalhadores, e, portanto, maior o desemprego. Como a mais-valia é trabalho não pago, é impossível ao capitalismo emancipar o trabalhador do seu trabalho: trabalho e capital são duas faces da mesma moeda. Pleno emprego é utopia, pelo menos o capitalismo. Inexistência de exército de reserva de força de trabalho, idem. Pois é do interesse do capital que exista uma camada de pobres e excluídos - que fiquem à disposição do capital, para serem usados nos ciclos de alta atividade e serem logo descartados nos ciclos de baixa e para servirem, ainda, de incentivo à baixa salarial dos que estão empregados. Isso ajuda a entender porque os países desenvolvidos acabam cedendo à imigração, mesmo que haja movimentos xenófobos ou que os trabalhadores locais de baixa qualificação se oponham energicamente - pois estão perdendo seus empregos. Ora, quem dita as regras no mundo político não são os trabalhadores, não são aqueles que defendem uma raça pura, etc. Quem dá a palavra final é sempre ele: o deus capital.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O sonho do capital nós já conhecemos: um único mercado global e selvagem, sem freios, sem moral, sem leis, sem piedade - aos fracos, a superexploração até morte por exaustão, ou a exclusão social até a morte por fome.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;______________&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[1] A beleza do capitalismo está em efetuar essa coerção inibidora de reprodução humana de maneira sutil, sem que se seja necessário infanticídios ou genocídios. O único país no qual o capitalismo, uma vez subsumido na cultura, não levou a uma queda na taxa de fertilidade é nessa Ilha da Fantasia chamada EUA, na qual há uma abundância artificial (via imperialismo e o poder do dólar)  e em fase terminal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com relação a uma sociedade pós-capitalista, o meu temor é que a diminuição (ou eliminação) do consumo conspícuo e da competição por status e poder acabe servindo de incentivo para que as pessoas – sem nada melhor para ocupar as suas vidinhas – acabem investindo suas energias no recrudescimento da procriação, isto é, tendo um número maior de filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez vi em um vídeo o utopista &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Jacque_Fresco"&gt;Jacques Fresco&lt;/a&gt; dizendo que, para evitar que num estado de ausência de coerção via competição as pessoas se reproduzissem demais, as pessoas seriam instruídas mediante a leitura de livros sobre o impacto da reprodução humana sobre os recursos naturais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, esse terreno em que Freco está se movendo é o terreno da pura ideologia, a saber, a crença de que o comportamento humano pode mudar apenas por causa de um processo educacional, independentemente de qualquer tipo de coerção sobre os interesses pessoais dos indivíduos. Um apelo pelo bem coletivo de nada serve para um ser humano – pelo menos nunca serviu até hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou Fresco está mentindo (porque sabe que seria necessário algum tipo de coerção por parte de um governo para evitar a natalidade excessiva) ou é um completo ingênuo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se há algo com o qual neoliberais e marxistas concordam é que as pessoas só mudam seu comportamento quando recebem (dês)incentivos (coerções ou gratificações) e não por causa de uma pura informação que apele para o bem comum, escrita ou não em algum livro. É claro que eu gostaria que as coisas não fossem assim, que as pessoas realmente mudassem de opinião pelo bem comum – mas isso nunca ocorreu, nem na (pré)história nem na natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, um dos alimentos da imaginação utópica é justamente a crença de que é possível mudar magicamente o comportamento humano, de tal forma que algo que até agora foi a regra se torne a exceção. Mas, na hora de implantar a discurso utópico, ao que parece todas as utopias degringolam para alguma forma de fascismo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/TAhBiDpkxRI/AAAAAAAABLo/iBWL-LU2Fqc/s1600/hamster+invert_1524575c.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 287px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/TAhBiDpkxRI/AAAAAAAABLo/iBWL-LU2Fqc/s320/hamster+invert_1524575c.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5478701000047248658" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;***&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Tempore, quo cognitio simul advenit, amor e medio supersurrexit.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/775365576519033175-5371973226828494449?l=outsidercaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outsidercaos.blogspot.com/feeds/5371973226828494449/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=775365576519033175&amp;postID=5371973226828494449&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/775365576519033175/posts/default/5371973226828494449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/775365576519033175/posts/default/5371973226828494449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outsidercaos.blogspot.com/2010/08/cxiv-acerca-de-breve-consideracao.html' title='CXIV - Acerca de breve consideração econômica sobre a superação do ciclo vicioso da pobreza.'/><author><name>Duan Conrado Castro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16655382018542400081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/TBQbcCLJp3I/AAAAAAAABNI/IV-LeJrs5ag/S220/C%C3%B3pia+de+C%C3%B3pia+de+ddcc+avt.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/TAhAyma251I/AAAAAAAABLY/S7T2h1Gnwl0/s72-c/hamster_1524575c.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-775365576519033175.post-8840230394370980243</id><published>2010-08-07T00:38:00.004-03:00</published><updated>2010-08-08T00:14:52.563-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='distopia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='capítulos paralelos'/><title type='text'>### 38 - Concurso para garis atrai 22 mestres e 45 doutores no Rio</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333333;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333333;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333333;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;#&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;#&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;#&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;38&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/S7j6MiMO-dI/AAAAAAAABDY/mJqKgSd7ALU/s1600/k8889okjugf.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 315px; height: 276px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/S7j6MiMO-dI/AAAAAAAABDY/mJqKgSd7ALU/s320/k8889okjugf.bmp" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5456386041802848722" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u641621.shtml"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u641621.shtml&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/V91xmCNhKn8&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/V91xmCNhKn8&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/S7j6h6ZUxNI/AAAAAAAABDg/Bd2-YFQfk0g/s1600/k8889okjugfinvert.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 315px; height: 276px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/S7j6h6ZUxNI/AAAAAAAABDg/Bd2-YFQfk0g/s320/k8889okjugfinvert.bmp" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5456386409077458130" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/775365576519033175-8840230394370980243?l=outsidercaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outsidercaos.blogspot.com/feeds/8840230394370980243/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=775365576519033175&amp;postID=8840230394370980243&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/775365576519033175/posts/default/8840230394370980243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/775365576519033175/posts/default/8840230394370980243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outsidercaos.blogspot.com/2010/08/38-concurso-para-garis-atrai-22-mestres.html' title='### 38 - Concurso para garis atrai 22 mestres e 45 doutores no Rio'/><author><name>Duan Conrado Castro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16655382018542400081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/TBQbcCLJp3I/AAAAAAAABNI/IV-LeJrs5ag/S220/C%C3%B3pia+de+C%C3%B3pia+de+ddcc+avt.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/S7j6MiMO-dI/AAAAAAAABDY/mJqKgSd7ALU/s72-c/k8889okjugf.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-775365576519033175.post-8303642347898032081</id><published>2010-07-31T01:53:00.019-03:00</published><updated>2011-09-10T00:31:33.156-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='distopia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meus capítulos favoritos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='citações bíblicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ateísmo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='agnosticismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='niilismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pseudo-sociologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pseudo-psicologia'/><title type='text'>CXIII - Acerca duma tentativa de "responder" (desconstruir) à pergunta "por que coisas ruins ocorrem às pessoas boas?" - Pensando além do bem e do mal</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#333333;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#333333;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#333333;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;§ 113&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/S8SyWj9jyQI/AAAAAAAABIA/cHiquyx7xX0/s1600/113+Dancando-no-Escuro.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 183px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/S8SyWj9jyQI/AAAAAAAABIA/cHiquyx7xX0/s320/113+Dancando-no-Escuro.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5459684748960188674" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Fiz-me, acaso, vosso inimigo dizendo-lhe a verdade?&lt;/span&gt; (&lt;i&gt;Gálatas&lt;/i&gt; 4:16)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://outsidercaos.blogspot.com/2008/06/xxv-acerca-de-uma-troca-de-e-mails.html"&gt;A verdade poderá ser um choque, ou uma grande dor e talvez, depois de conhecê-la, tivesse preferido permanecer na ignorância. Pois o que vier a conhecer não poderá lhe dar esperança alguma.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Para que tem um vislumbre da explosão de complexidade e sofisticação alcançada pelo pensamento humano ao longo do século XX é quase inevitável a surpresa diante da forma ingênua pela qual as massas se agarram à religião. O que me leva à pergunta: por que as pessoas ainda, no dealbar do terceiro milênio, se agarram à religião? Ou ainda, uma pergunta mais baixa: o que, francamente, leva alguém à tragicomédia de acreditar em, por exemplo, Virgem Maria?? É possível inventar uma resposta para essas perguntas que não passem por uma crítica do senso comum e da ignorância das massas?&lt;/i&gt; (Duan Conrado Castro, caminhando pelas ruas de Curitiba a caminho de um restaurante às 11:08 a.m. do dia 08/07/2010)&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"'&lt;i&gt;Sessenta e duas mil repetições fazem um verdade. Imbecis!&lt;/i&gt;'" (Bernard Marx, no capítulo III do livro &lt;i&gt;Admirável mundo novo&lt;/i&gt;, de Aldous Huxley) &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Transcrevo nesse capítulo uma resposta que eu elaborei para essa pergunta, que foi levantada numa comunidade do Orkut (a comunidade se chama &lt;a href="http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=97654056"&gt;R.E.L.A.&lt;/a&gt;). O diálogo apresentado a seguir ocorreu em Abril de 2010. Entre [colchetes] estão os meus comentários para esse &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt;, que não constam no texto original. Depois dessas minhas colocações, eu fui expulso da R.E.L.A. por não seguir as regras de respeito e civilidade...mas não me arrependo do que fiz, se tivesse me arrependido não teria reproduzido isso nesse capítulo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cabe esclarecer que quando escrevi o que segue eu estava emocionado porque tive algumas epifanias - isso pode ter me levado a um destempero emocional e epistemológico.   &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;*A pergunta:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Pessoa 1 (LUTO)&lt;/b&gt; [Em respeito à intimidade dos envolvidos, eu troquei seus nomes por "Pessoa 1, 2 e 3".]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Por que coisas ruins acontecem às pessoas boas?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já vi (mas não li) um livro cujo título era o postado acima. O autor, inclusive advertia que esta era uma das perguntas mais difíceis de serem respondidas. Por exemplo, ao adentrarmos num &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;hospital que trata crianças com câncer&lt;/span&gt;, perguntamos por que tanto sofrimento a tantos inocentes? Quantas vezes na vida não presenciamos tragédias a pessoas de excelente índole?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A minha resposta a esta explicação é simplesmente "Não sei". No entanto dizer "não sei", não quer dizer que não exista uma explicação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bem, deixo a pergunta em aberto aos que se interessarem em tentar respondê-la.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;abrs.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(...)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[Alguns fizeram comentários - tão previsíveis que não vou poluir esse capítulo reproduzindo-os aqui.]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[Pessoa 1 de novo, num outro &lt;i&gt;scrap&lt;/i&gt;.]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Realmente, a quantidde de sofrimento é tão grande na vida ( é bom observar que o sofrimento também afeta os animais) que &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;isto merece uma explicação&lt;/span&gt;. Muitas filosofias, religiões têm tentado explicar a causa do sofrimento. No entanto, não há unanimidade [e há no quê?]. Muito longe disso, as explicações são as mais diversas [como de costume].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha um professor de filosofia que dizia o seguinte: "Quando não podemos compreender uma coisa, é melhor termos humildade diante do mistério e simplesmente admitir que não temos o poder de explicá-la"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas, forçando um pouco a reflexão, &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;talvez tudo que exista na vida seja necessário&lt;/span&gt;, ou seja, tenha uma razão de ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizer qual é esta razão, claro que não vou nem tentar, mas &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;tenho fé que existo num universo racional&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O N.E.I. [outro usuário que escreveu antes dessa segunda participação da Pessoa 1] me socorreu com o título certo do livro, bem como com sua autoria.: "Quando Coisas Ruins Acontecem Com Pessoas Boas" Autor: Harold S. Kushner.&lt;br /&gt;Agradeço.&lt;br /&gt;Com certeza ainda irei lê-lo. Mas, o título em si já representa &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;uma reflexão universal na história do pensamento humano&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu lembrei-me agora da explicação do filósofo Spinoza, no sec. XVII, que mais ou menos dizia os seguinte: "O esforço do homem para preseverar em existência é infinitamente superado pelas causas exteriores." Spinoza salientava para a &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;necessidade de pensarmos o problema de maneira sistêmica&lt;/span&gt;, ou seja na relação das partes para o todo, ou do todo para as partes. Primeiro, segundo Spinoza devemos considerar a ordem natural do universo como um todo e sabermos qual nossa inserção nela. Pela ordem natural do universo todas "as coisas se esforçam, enquanto podem para preservar a sua existência.' No entanto, todas as coisas estão determinadas a interagir com causas exteriores. Pode ocorrer de um corpo interagir com alimento e fortalecer sua existência; mas pode interagir com um vírus , uma bactéria ou uma causa mecânica que venha suprimir sua existência. &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;Portanto para Spinoza a questão é simples: sofremos porque somos limitados e determinados pelo todo a interagir com as partes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Uma bela e simples explicação. Com uma vantagem: em nenhum momento o filósofo recorreu as causas sobrenaturais.&lt;br /&gt;No entanto, &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;nosso ego é ansioso por uma explicação sobrenatural&lt;/span&gt; [presumo que o cristianismo não tenha nada a ver com isso...kkkk, eu não ia ficar comentando o texto dele aqui - já vou fazer isso exaustivamente abaixo -, mas não resisti...] para a nossa existência e para as causas do que ocorre em nossas vidas [perceba que a palavra "ego" foi introduzida com o fim sub-reptício de introduzir um juízo depreciativo de valor - ah, o poder das palavras!]. Afinal, quem vai "pagar a conta" [sede de justiça/vingança...como direi, em outras palavras, mais abaixo] dos que sofreram com as doenças, guerras, escravidão, acidentes etc. Como restituir aos que sofream as maiores injustiças e até às vezes perderam a vida de forma tão precoce?&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;Só um Poder Superior pode realizar tal tarefa&lt;/span&gt; [Abrakadabra]. &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;Não é de se admirar que a crença em divindades seja tão universal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Eu também acredito num poder Superior, mas me declaro agnóstico, ous eja: acredito, embora não tenha como explicá-lo ou entendê-lo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;*A minha resposta:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duan Conrado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Pessoa 1, uma visão radicalmente diferente da sua &lt;/b&gt;[Não é necessariamente verdadeira, é apenas radicalmente diferente]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bem, eu questionaria a própria estrutura da sua pergunta (aliás, uma pergunta tão imiscuída no senso-comum). O que são "pessoas boas"? O que são "coisas ruins"? Como inferir a existência de um nexo causal entre essas duas categorias? O que é "bem"? O que é "mal"? O exemplo das crianças com câncer é clássico no sentido de ser sintomático de uma estereotipação que não ultrapassa da aparência da realidade. No limite, diria que sua pergunta não pode ser respondida porque está mal formulada, é uma contradição em si mesma, ou, antes, é reveladora da insuficiência do discurso de mundo (1) que a fundamenta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Novamente (como eu já falei a você em outras oportunidades) esse tipo de raciocínio é sintomático de uma teleologia, duma visão de mundo finalista, onde implicitamente se admite que tudo foi criado com algum propósito que sempre remonta à humanidade . Essa teleologia antropocêntrica é ainda acrescentada duma teleologia moral que advoga que, no fim, o "bem" (as "pessoas boas") é sempre recompensado e o "mal" (as "pessoas más") castigado, por algum mecanismo universal ubíquo e plenamente eficiente garantidor eterno da justiça.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ora, essas crenças, que servem para consolar o indivíduo diante do &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;caos e do despropósito da existência&lt;/span&gt;, são abaladas quando é inserida, mediante a experiência de vida, uma contradição fenomenológica, que releva a insuficiência dos modelos explicativos da realidade até então adotados pelo indivíduo como referenciais para a sua atuação na vida. É diante dessa contradição (p.ex., crianças com câncer) que o indivíduo se angustia ao entrever o caos e a anarquia atrás dos véus criados por seu discurso de mundo, sua descrição de uma realidade ilusória supostamente harmônica moral e esteticamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por exemplo o caso de câncer. Está &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;subsumido&lt;/span&gt; na sua fala que o câncer é uma espécie de "castigo", de punição para o mal: eis a teleologia moral &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;implícita&lt;/span&gt; ao seu discurso. Se "pessoas más" tiverem câncer, então tudo bem!, isso é visto como nova prova da existência de uma teleologia moral universal. Porém essa teleologia moral desmorona diante da realidade de seres &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;supostamente&lt;/span&gt; bons (p.ex., crianças) acometidos por essa doença. Desmonta-se assim o discurso teleológico que conferia coerência à realidade, permitindo ao indivíduo - desesperado de medo diante do &lt;a href="http://niilismo.com.br/"&gt;vazio da máquina&lt;/a&gt; - entrever o caos e a anarquia que regem a realidade em detrimento das crenças sociais e individuais de harmonia e justiça. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As pessoas, ao longo se suas vidas, constroem "laços pulsionais, afetivos, libidinais". Porém o fazem num mundo anárquico no qual nada é garantido, a não ser a garantia de que tudo que existe está condenado à destruição. Então, de repente, sem aviso, sem justificativa moral, sem explicação (e, portanto, em oposição à teleologia moral na qual o indivíduo acredita), esses laços são rompidos pelas causalidades da vida (por exemplo, uma criança com câncer). O indivíduo tem toda sua estrutura psíquica, então alicerçada nesses laços pulsionais, comprometida abruptamente por uma realidade "cruel", que não liga para a moral, para a justiça, para a beleza, para a bondade, ou para qualquer ideal ético ou estético no qual o indivíduo acredita se fundamentar a realidade. Assim, o indivíduo é lançado abruptamente na realidade que ele buscou negar durante toda sua vida. E, dessa maneira, o indivíduo, para reconstruir seu equilíbrio psíquico, busca novas respostas, novos remendos para sua crença numa teleologia moral que nega a essência anárquica da realidade, porque a obscenidade de algumas verdades é simplesmente insuportável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TODO DIA milhares de pessoas morrem no mundo, muitas delas de fome, sede, doenças facilmente curáveis (como malária e verminoses), câncer, acidentes automotivos (que são sacrifícios humanos socialmente aceitáveis ao deus-automóvel, nosso senhor e algoz de metal, plástico e espuma), acidentes de trabalho, assassinatos, suicídios, gripe, velhice, DSTs, nas guerras, no tráfico (de drogas, de armas, de influência, de pessoas, de órgãos,), etc. TODO DIA milhares de mulheres e crianças (a maioria, presumivelmente "inocente" e "boa") são violentadas, estupradas e mesmo traficadas como escravos (mas façamos justiça: os homens também são traficados como escravos, inclusive como escravos sexuais e eunucos, os quais, vale lembrar, são castrados presumivelmente sem anestesia, assim como ocorre milhares de veses TODO DIA com os animais destinados ao abate). TODO DIA milhões (eu disse MILHÕES) de animais (TODOS presumivelmente inocentes) são sacrificados nos açougues e nos laboratórios de pesquisa mundo afora, em honra do apetite humano e do "progresso" da ciência e da civilização (além dos animais mal-tratados, mortos, estuprados, torturados e comidos por seus donos). TODO DIA milhares de laços afetivos são rompidos abruptamente por um "destino cruel", infligindo angústia existencial a milhares de pessoas. &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;Se tudo isso ocorre TODO DIA só podemos inferir que o sofrimento não é a exceção, mas sim A REGRA na vida humana (e na dos escravos animais).&lt;/span&gt; "Toda a vida é sofrimento" (Arthur Schopenhauer, plagiando o budismo no § 56 do tomo I de&lt;i&gt; O mundo como vontade e como representação&lt;/i&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas, porém, presas no seu narcisismo (que apenas reconhece o que ocorre na sua experiência pessoal, &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;ignorando a totalidade da vida universal [comparar com o que foi dito pela Pessoa 1 acima: "&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(255, 0, 0); "&gt;necessidade de pensarmos o problema de maneira sistêmica"]&lt;/span&gt;), e em sua tentativa covarde de fugir a essa realidade (pois ela, tal como é, lhes é insuportável) criam discursos de mundo que abolem o conflito, ou ao menos o legitimam, advogando a existência duma teleologia moral harmoniosa, perfeita, ubíqua, eterna, racional, justa, bela. Porém, mais cedo ou mais tarde, o "mal", a "realidade cruel, avassaladora e anárquica", negada pelo indivíduo a todo instante, acaba batendo à porta de TODOS NÓS (ninguém escapa [ - talvez alguns escapem sim...]). É esse o momento do encontro trágico do indivíduo (princípio de prazer) com a verdade (princípio de realidade) da qual ele buscou evadir-se ilusoriamente, mediante as elaborações discursivas do seu psiquismo, ao longo de toda sua vida, até esse fatídico momento: &lt;a href="http://outsidercaos.blogspot.com/2010/05/cvi-acercar-de-esbocos-de-uma.html"&gt;o caos reina&lt;/a&gt;! [ O que é dito aqui é reelaboração do conteúdo já apresentado no &lt;a href="http://outsidercaos.blogspot.com/2008/06/xxxvi-acerca-de-pensamentos-blasfmicos.html"&gt;capítulo XXXVI&lt;/a&gt;.]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Um exemplo de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Reducionismo"&gt;reducionismo ontológico&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Divido aqui com vocês reflexões que me foram suscitadas por ocasião do conteúdo aqui discutido nesse tópico. Trata-se de &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;um mero exemplo&lt;/span&gt; de reducionismo ontológico, que me ocorreu e que descreverei a seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos analisar a afirmação, tão recorrente no senso-comum, de que "tudo tem seu lado bom e seu lado ruim".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novamente, vemos aqui um reducionismo ontológico preso ao princípio do terceiro excluído. Mas já há aqui alguma sofisticação do pensamento: em vez de advogar radicalmente uma realidade dualista dividida estaticamente entre "bem" e "mal", admite-se agora alguma contradição na realidade. Todavia, o reducionismo permanece, pois não se questiona as próprias definições de "bem" e de "mal", e mantém-se um dualismo que ignora: (i) que o que é "bom" (condizente aos interesse egoísticos do indivíduo que enuncia o juízo de valor) para alguém agora pode não ser bom logo antes ou logo depois; (ii) que o próprio julgamento que a pessoa é capaz de elaborar sobre o que lhe é "bom" está sujeito a sua limitação de consciência, de intuição, de informação, de racionalidade; (iii) que esse julgamento pessoal pode mesmo ser simplesmente incapaz de ser emitido: ou seja, a pessoa pode simplesmente ser incapaz de avaliar sua realidade momentânea em termos de maximização da sua utilidade pessoal; (iv) que, em função dos custos (de tempo e energia) dos processamentos cerebrais necessários aos juízos de valores, as pessoas acabam por adotar comportamentos maquinais (“rotinas”, “costumes”) que podem opor-se aos seus reais interesses (à maximização da utilidade pessoal) momentâneos, ou mesmo de médio e longo prazos; (v) que a própria identidade pessoal (em referência à qual são realizados os juízos de valor) é fluída, fugidia, mutante, incerta, permanentemente (re)construída, ficcional; (vi) que o que é "bom" para uma pessoa não necessariamente é, no momento, "bom" para uma outra, embora possa ter sido num passado ou possa ser num futuro (e essa multiplicidade anárquica é expressa pelo próprio senso-comum: "o remédio de uns é o veneno de outros"); (vii) que o futuro, ainda mais numa sociedade capitalista de alta entropia, é incerto e impossível de se prever com a precisão geralmente necessária para se executar qualquer planejamento de longo prazo; (viii) que o passado, e portanto a identidade do indivíduo, é permanentemente esquecido e relembrado e que, nesse processo, ele é permanentemente reconstruído e constantemente (re)definido; (ix) que muitas das decisões são irreversíveis (para repetir o chavão: “na vida não se pode voltar atrás”) e cumulativas; (x) que um único acontecimento ou decisão, mesmo tomada no curto prazo, é capaz de mudar completamente o curso de uma vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, toda a &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;complexidade da realidade, a angustiante polissemia do mundo&lt;/span&gt;, é destruída por uma fórmula racional e simplista: "tudo tem seu lado bom e seu lado ruim". O caos reina, mas esse caos é abolido, enquanto discurso, por uma racionalidade ingênua, despótica, arrogante e prepotente que desconhece suas próprias limitações (que não realiza a autocritica,&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt; tão necessária para evitar a estupidez&lt;/span&gt;), bem como desconhece sua função de mero instrumento do ego, do narcisismo e do hedonismo, sujeita ao imaginário e ao desejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas se apressam em falar da realidade, mas não percebem que as palavras roubam e reconstroem o real: elas não são uma descrição efetiva, perfeita, da realidade (que, em si, é irredutivel à palavra, e, portanto, à razão: é inominável). As pessoas falam palavras achando que estão falando da realidade. Não percebem que a linguagem, e portanto a razão (&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;e principalmente uma razão que não se autocritica&lt;/span&gt;), não dá conta do real: ela não é o real, mas apenas uma mera interpretação. “Um mapa não é o terreno que ele representa, é apenas um mapa” (Alfred Korzybski) [ou, como diria Alan Watts, "O cardápio não é a refeição].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Mais uma tragédia qualquer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabei de assistir, enquanto almoçava, num telejornal uma notícia que relatou um caso em que dois bebês foram trocados na maternidade (aparentemente de PROPÓSITO, por uma decisão de uma enfermeira (isso é típico da síndrome do pequeno poder), que ao que tudo indica já fez isso antes OUTRAS VEZES). Como o bêbe era branco e o pai negro, o casamento (contraído recentemente) acabou sendo desfeito porque o marido achava que o filho não era dele, e que portanto fora traído. Vemos aqui a &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;típica dramaturgia que enche a vida das pessoas nesse “mundo cruel”&lt;/span&gt;: por causa de uma decisão da enfermeira (a “pessoa má”) o casamento foi destruído, o amor do casal foi destroçado, os laços afetivos foram rompidos abruptamente, gerando grande sofrimento psíquico para o casal (a reportagem só entrevistou a esposa, desolada). &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;Só depois&lt;/span&gt; dessa destruição do casamento é que a mulher fez um teste de maternidade e descobriu que ela também não é mãe da criança. Mas a tragédia não acaba aí: a polícia está fazendo investigações, está atrás do paradeiro do outro casal cujo filho foi trocado (segundo os registros da maternidade, há apenas outros três casais possíveis) e quando encontrar a outra criança trocada a justiça irá determinar A RETROCA das crianças: eis outra destruição abrupta dos laços afetivos que foram construídos no psiquismo dos pais das duas crianças ao longo de meses: de um dia para o outro, terão as crianças trocadas, e terão que reconstruir os laços libidinais. A mãe entrevistada diz que não quer fazer isso, pois já se afeiçoou à criança que agora sabe não ser sua (o que, convenhamos, é bastante compreensível quando entendemos o profundo laço libidinal construído entre mãe e bebê). Mas ela simplesmente NÃO TEM ESCOLHA: segundo a lei (que protege as crianças) a troca DEVE ser desfeita, e se ela, a mãe entrevistada, se recusar a fazê-lo estará cometendo um crime e será punida por isso. Por fim a mãe na entrevista solta &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;o típico raciocínio finalista&lt;/span&gt;, sintomático da crença, agora colocada em dúvida, numa teleologia moral garantida por deus (conforme eu disse nos &lt;i&gt;scraps&lt;/i&gt; acima): &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;“eu me pergunto a deus o porquê"&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Guerra à Besta Logocêntrica&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-WkpOuCQfQMg/TmrZ1-bZj3I/AAAAAAAABTw/WbdsfRveNxo/s1600/cronus%2Bgoya.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 278px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-WkpOuCQfQMg/TmrZ1-bZj3I/AAAAAAAABTw/WbdsfRveNxo/s320/cronus%2Bgoya.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5650568203803922290" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Criei uma comunidade intitulada “Guerra à Besta Logocêntrica”. KKKKKKKKKKKK. &lt;b&gt;Não é algo “sério”, mas apenas um desabafo, um grito de liberdade.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Segue descrição da comunidade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para aqueles que estão fartos do reducionismo ontológico forjado por uma razão despótica, ingênua e arrogante, que não se autocritica, e que ainda insiste em desconhecer suas limitações, bem como que não passa de uma ferramenta do psiquismo individual, sujeita à ação do desejo, do imaginário, da limitação intuitiva, e das contingências associadas à corporeidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para aqueles que reconhecem que o real não é racional e que a realidade, em si, é inominável, irredutível à palavra. A palavra não é representante perfeita da realidade, que em sua complexidade e anarquia é irredutível aos esquemas simplórios de interpretação construídos pela lógica clássica (2).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para aqueles que odeiam os infames princípios da identidade e do terceiro excluído, bem como outras fantasias que foram construídas pela lógica clássica e impostas pela Besta Logocêntrica - o Pensamento Ocidental - aos incautos, temerosos e ingênuos como sendo verdades apriorísticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rebelar-se contra esse despotismo majestoso é a única opção digna!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=100734166"&gt;http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=100734166&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Está na hora de acordar&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Postei nos vídeos do meu perfil um série de vídeos chocantes sobre o sofrimento humano: crianças deformadas, miseráveis na África e na Ásia, exploração dos animais na indústria da carne e derivados, tortura de animais em nome da ciência, etc. Tudo SEM CENSURA (quem tem estomago fraco nem pense em assistir...). Quem tiver culhão que assista. &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;A verdade tem que ser dita, doa a quem doer. SOMENTE ASSIM as coisas podem mudar, pois só sabendo a verdade as pessoas podem tomar alguma atitude transformadora do real &lt;/span&gt;(a Bíblia não diz, por exemplo, que "conhecereis a verdade e a verdade vos libertará"?). As pessoas, em sua covardia, egoísmo e comodismo, recusam-se a saber a verdade sobre o sofrimento absurdo que se reproduz todo o tempo em todo o mundo - para além do bem e do mal. Está na hora de acordar! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;* Segue resposta dada pela Pessoa 1&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Você voltou ao "Apeiron! Parmêndes , filósofo grego, também afirmava que a realiade última do universo era indizível, inominável.&lt;br /&gt;Claro que você dá sustentação ideológia [perceba o uso da palavra ideologia para introduzir o juízo de valor e descartar a validade de tudo o que eu disse] numa linguagemmoderna e daseada snos conhecimentos científicos atuais o que sobremaneira enriquece o tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Spinoza já chamava a atenção entre a interaçãod os entes de razão ( nosso conceitos ) e os entes reais, usegrindo que nem sempre o que conceituamos corresponde a realidade, Não passam de dogmais verbais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descuple-me se minha definição é simplicista demais.&lt;br /&gt;Parabéns pel iniciativa e já solicitei participação [na comunidade Guerra à Besta Logocêntrica]&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;* Daí eu aproveitei e chutei o pau da barraca de vez:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Racionalismo e o conceito mais vulgar de filosofo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos aqui conhecem a definição de filosofo: amigo da sabedoria. O que os racionalistas – que não são amigos da sabedoria, mas sim idólatras da razão – não percebem é que a própria definição mais vulgar de filosofia esconde um afeto (a amizade) e, portanto, uma irracionalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os idólatras da razão querem acreditar que a beleza e a virtude são derivadas da razão, e que todas as outras faculdades humana (chamadas de “sentimentos”) devem ser abolidas e reprimidas. Eles pensam que são “racionais”, mas não percebem que criaram um novo deus, um novo fetichismo, em louvor ao qual se curvam e fazem sacrifícios humanos e de animais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso significa que o próprio projeto racionalista – &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;que, vale lembrar, é uma construção histórica ocidental &lt;/span&gt;–, ao abandonar e reprimir a afetividade humana acaba por servir para a construção de um mundo despótico, maquinal, impiodeso, sem amor, sem compaixão – compaixão (empatia) que é a verdadeira fonte da moral (e não o deus-razão).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua cegueira, os idólatras da razão contribuem para a destruição dos próprios ideais de beleza e justiça, substituindo-os, na prática, pelo látego de um despotismo que a tudo domina e reifica,  que reduz tudo ao&lt;i&gt; status&lt;/i&gt; de engrenagem do seu maquinismo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/S8nygL4PeoI/AAAAAAAABIQ/0WMTBe0cVN4/s1600/cap.113.2.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 301px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/S8nygL4PeoI/AAAAAAAABIQ/0WMTBe0cVN4/s320/cap.113.2.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5461162657921858178" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/9qydMGV-4Pk&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/9qydMGV-4Pk&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A falta de autocrítica é a estupidez fundamental&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sou uma pessoa de meias-palavras. Já que eu comecei a falar aqui, eu direi tudo (&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;depois fiquem à vontade para me expulsar por não cumprir as regras sagradas da comunidade&lt;/span&gt; [como foi feito]). Em minha defesa, respondo antecipadamente a qualquer acusação citando a Bíblia (que, pelo que percebi, é respeitada por muita gente nessa comunidade [mas não por mim, embora eu já tenha citado tanto ela aqui nesse &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt;]):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Fiz-me, acaso, vosso inimigo dizendo-lhe a verdade? &lt;/i&gt;(&lt;i&gt;Gálatas,&lt;/i&gt; 4:16)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso que as pessoas ficam presas num reducionismo ontológico porque &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;não têm o hábito da autocrítica&lt;/span&gt;. A falta de autocrítica é a estupidez fundamental [A autocrítica da razão é sua mais autêntica moral", Adorno]. Assim, as pessoas [ou seja, o senso-comum] &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;apressam-se em “explicar” a realidade reduzindo-a a formas simplistas, fundadas nos princípios da identidade e do terceiro excluído&lt;/span&gt;. Eis alguns exemplos clássico dessas formas simplistas (que enchem os “debates” dessa comunidade, que se considera tão sábia): Bem x Mal, Verdade x Mentira, Certo x Errado, Sim x Não, Alma x Corpo; Espírito x Matéria, Liberdade x Fatalismo, Eu x O outro, Nós x Eles, etc. (eu poderia escrever vários scraps apenas enumerando esses dualismos [ver &lt;a href="http://outsidercaos.blogspot.com/2010/08/cxvi-acerca-de-uma-antologia-de.html"&gt;capítulo CXVI&lt;/a&gt;]). &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;As pessoas ficam girando em seus argumentos circulares, sem perceber que para sair desse ciclo vicioso precisam questionar “verdades” que se recusam a discutir&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Citando novamente a Bíblia (e eu gostaria de lembrar que eu sou ateu):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) &lt;i&gt;antes, em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato de obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. &lt;/i&gt;(&lt;i&gt;Romanos&lt;/i&gt;, 1:21-22)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os tópicos criados por muitos membros dessa comunidade – que se acham tão inteligentes (e que não percebem que ao afirmar isso – julgando a si mesmos e por conseqüência ao outro (que é burro) – caem numa falta de autocrítica e num desrespeito ao próximo) – estão cheios desse reducionismo. Vamos pegar &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;apenas um exemplo qualquer&lt;/span&gt;, o tópico chamado “Homossexualismo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Questão” levantada (perceba o uso reducionista do princípio do terceiro excluído):  “A pessoa já nasce [homossexual] ou opta por ser?” (definiu-se uma questão com sete palavras!) (foi usada a dualidade liberdade x fatalismo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O título do tópico revela que a pessoa que formulou a questão não estudou minimamente o assunto, pois não sabe a diferença entre homossexualismo e homossexualidade (como apontado pelo &lt;a href="http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=12464154298576802012"&gt;Osvaldo&lt;/a&gt;, que, aliás, se vocês não perceberam, deixou a comunidade – por que será?). Continuando no reducionismo ignorante, estúpido (ausência de autocrítica), a pergunta formulada e as respostas giram em torno de dualidades ingênuas, como a de gênero (homem x mulher). Acham que o homossexual masculino é, no fundo, um ser insatisfeito com seu sexo biológico, não sabendo, portanto, que esse é o conceito de transsexualidade, e não de homossexualidade. Ora, francamente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;Em seu reducionismo simplista, pretendem decifrar os segredos dessa questão com algumas poucas palavras&lt;/span&gt;: pergunta de sete palavras e respostas de poucas linhas (se ler já dá preguiça, imagine escrever!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vez de estudarem a questão minimamente – e, francamente, nós estamos na internet, se não pesquisaram &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;é por preguiça e comodismo&lt;/span&gt; –, o que exige esforço e autocrítica (e, portanto, coragem e humildade), pretentem resolvê-la com poucas palavras (&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;porque insistem em alimentar a cômoda crença de que a realidade é simples e não complexa&lt;/span&gt;), não percebendo a arrogância e a falta de autocrítica em que caem. Isso porque para eles a verdade não importa, mas sim importa construir uma opinião (um achismo) o mais facilmente possível (com alguns silogismos – de preferência apenas um), &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;de forma rápida e indolor&lt;/span&gt;, para assim satisfazerem seus egos criando &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;a ilusão de terem algum controle da situação&lt;/span&gt; (estou me referindo ao conceito foucaltiano de vontade de saber/poder).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seus “discursos” (tenho até vergonha de chamar de discurso um ou dois silogismos baratos) reducionistas provam que não superaram o senso comum, do qual, em sua arrogância infantil, acreditam ter se libertado há muito tempo (de novo, a ausência de autocrítica). Provam que não conhecem conceitos básicos para entender a questão da sexualidade humana (conceitos que estão disponíveis de graça na internet, bastando um pouco de boa vontade para achá-los e compreendê-los): sexo, gênero, identidade sexual, orientação sexual, posição sexual, etc. (e, pelo que eu percebi, nem mesmo o membro que, no referido tópico, teve a coragem de se admitir bissexual não se deu ao trabalho de dominar esses conceitos). Toda a diversidade da sexualidade humana é reduzida à dualidade de gênero: &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;um mundo multidimensional é transformado à força numa monolítica e eterna dualidade criada por uma razão ingênua com o auxílio do princípio do terceiro excluído&lt;/span&gt;: Homem x Mulher. Nossa, como a realidade é simples e como nós somos inteligentes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de afirmar que a ausência de autocrítica é a estupidez fundamental, eu poderia fazer um “juízo moral” (não considero moral pois usarei as palavras a seguir com isenção de juízo de valor) e me perguntar porque as pessoas não se autocriticam. Eis algumas possibilidades de resposta: porque são arrogantes (acham que sabem a verdade), porque têm medo de destruírem as verdades prontas e acabadas que escoram seu psiquismo e que usam para tomar decisões no dia-a-dia. Não acredito que seja por falta de inteligência (falta de capacidade de processamento cerebral) [talvez acredite sim...], mas sim por preguiça, comodismo, ingenuidade (falta de acúmulo informacional), medo e arrogância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Poucos sabem pensar, mas todos querem ter opiniões.” (Berkley)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou lhes dizendo para acatarem as verdades eternas enunciadas por autoridades intelectuais. O que eu estou é, &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;do fundo do meu coração&lt;/span&gt;, incitando-lhes à autocrítica: será que vocês sabem pensar? (o que eu penso disso já deve ter ficado claro...) Não está na hora de rever certas verdades (talvez insuportáveis) que, em seu dogmatismo, vocês se recusam a discutir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora podem me expulsar por ter dito tudo isso aqui (me acusem de ter desrespeitado as regras da comunidade), e aproveitem para apagar tudo o que eu escrevi. Ou simplesmente finjam que não leram (se é que leram – afinal eu escrevo "demais"...) nada disso e continuem a viver num mundo ilusório, mas simples e gratificante ao ego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida longa à R.E.L.A! Uuuuuuuuuuuuuuuu&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;*Pessoa 2 afirmou:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não entendo porque desejariam ti expulsar, essa comunidade tem um patrulhamento ideológico?&lt;br /&gt;Caso isso seja verdade não cabe a minha presença também, mas o fórum é para debater, neste sentido distorções e erros são corrigidos pelos contra argumentos prevalecendo a sensatez, ou será que alguém tem a resposta para tudo?&lt;br /&gt;Pelo que percebi há duas vertente bem claro nesta comunidade: os religiosos ou filosofias espirituais e os mais agnósticos e voltado pela política social, penso que ambos podem conviverem e extraírem grandes ideias, mas já percebi que no&lt;br /&gt;calor do debate, aparece um moderador sempre com as regras do R.E.L.A. , até entendo que não desejam serem uma comunidade como tem várias que ofensas e grosseriass prevaleçam, mas acabar em uma censura prévia também não é positiva, e tem tópicos que parecem discutir física quântica com a anti-matéria, isto é, não leva a lugar nenhum, delirando como a ingestão de um chá do Santo Daime ou um Absinto do Belle Epoque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;* Eu respondi:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Pessoa 2,&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Bem, resta saber se realmente existe um diálogo, um debate, nessa comunidade, &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;ou se há apenas encontros de monólogos&lt;/span&gt;. Eu repito aqui o que o Osvaldo disse antes de se retirar da comunidade (no tópico "Fico triste"):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu não concordo com seu ponto de vista, pois como moderador você poderia ao menos levar em consideração, em uma comunidade de “autoconhecimento”, &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;algumas das premissas básicas da teoria do conhecimento&lt;/span&gt;, que se faz necessário para atingirmos um grau satisfatório &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;acerca de uma suposta "metodologia" dialética&lt;/span&gt;, na qual há a tese, antítese e síntese, o que não ocorre nesta comunidade por falta de adequada moderação para que possamos ir além de postagens iniciais e ficar o dito pelo não dito.&lt;br /&gt;Meu discurso está longe de ser totalitário, mas sim focado naquilo que conhecemos dentro da diversidade que nos constitui e de comunicação clara e sem devaneios, com balizadores e norteamento claro para o desenvolvimento do bom debate.&lt;br /&gt;Todos nós aqui sem exceção, inclusive eu, carecemos de informações, reflexões, contrapontos e também irmos para mais longe daquilo que pressupostamente determina nosso condicionamento pensante e subjetivo.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;A impressão que tenho é que você&lt;/span&gt; [um dos moderadores da comunidade] &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;simplesmente passa a mão na cabeça de todos dizendo que amanhã as coisas ficarão bem, e não se preocupem com nada, como em uma canção de ninar&lt;/span&gt;. "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;*Pessoa 1 (LUTO) respondeu:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;Duan, você interpretou muito mal o meu post. E talvez não tenha lido alguns comentários que fiz, citando Spinoza&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora é preciso que &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;observemos a ordem requerida para filosofar&lt;/span&gt;; é preciso partir do todo para as partes, das causas para os efeitos [ou seja, ele está defendendo o método dedutivo]. O homem é uma parte da natureza e está submetido a interagir com causas internas e externas. Algumas coisas na natureza são úteis ao homem, outras prejudiciais, outras neutras. Portanto, o sofrimento é uma consequência necessária e inevitável da relação do homem com o universo e portanto consigo mesmo, visto que somos parte deste uiverso &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;Nunca interpretei o sofrimento como castigo...&lt;/span&gt; A natureza nem é boa, nem é má; ela é um conjunto de causas efeitos .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;era o que gostaria de esclarecer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;*Eu respondi:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Pessoa 1,&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;De forma alguma eu "interpretei muito mal o post".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, eu li TUDO o que você escreveu. Por isso mesmo a minha "surpresa": basta a fatalidade abater-se sobre sua pessoa que, em detrimento do spinozismo, você se coloca a questionar "por que coisas ruins ocorrem a pessoas boas?" O que eu lhe propus é ir além dessas "verdades" (bem, mal, pessoas boas - e as pessoas más que são sua contrapartida necessária - , justiça, razão, blá, blá, blá) e aproveitar o seu luto para entrever o caos e a anarquia da realidade, que não se curva à teleologia moral. Não é curioso que você tenha se posto a questionar a teleologia moral e a afastar-se do cômodo "ponto de vista do infinito" [spinozismo] justamente quando a desgraça lhe bate à porta? Pois bem, o que eu estou afirmando (e eu acredito, diferentemente de você, que você realmente leu tudo o que eu escrevi), é justamente que esse sofrimento é permanente [do ponto de vista universal], e que as pessoas comodamente fecham os olhos para ele até o momento fatídico em que ele lhes bate à porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você disse: "Agora é preciso que observemos a ordem requerida para filosofar; é preciso partir do todo para as partes, das causas para os efeitos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de saber de onde você retirou esse método infalível (o método dedutivo) para decifrar a verdade...(isso é uma pergunta, favor responder).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você disse: "Nunca interpretei o sofrimento como castigo... A natureza nem é boa, nem é má; ela é um conjunto de causas efeitos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você nunca interpretou o sofrimento como um castigo, então me esclareça &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;por que ficou surpreso&lt;/span&gt; com o fato de "coisas ruins ocorrerem a pessoas boas?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez você que tenha "interpretado muito mal" tudo o que eu escrevi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"No entanto, nosso ego é ansioso por uma explicação sobrenatural para a nossa existência e para as causas do que ocorre em nossas vidas. Afinal, quem vai "pagar a conta" dos que sofreram com as doenças, guerras, escravidão, acidentes etc Como restituir aos que sofream as maiores injustiças e até às vezes perderam a vida de forma tão precoce?&lt;br /&gt;Só um Poder Superior pode realizar tal tarefa. Não é de se admirar que a crença em divindades seja tão universal.&lt;br /&gt;Eu também acredito num poder Superior, mas me declaro agnóstico, ous eja: acredito, embora não tenha como explicá-lo ou entendê-lo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, tudo isso se resume a uma expressão: TELEOLOGIA MORAL. Se você não conhece, sugiro que pesquise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você não concorda com minha argumentação, ótimo! Agora não venha me acusar de "interpretar muito mal" [o que não deixa, em parte, de ser um vício racionalista que acredita que as palavras são uma descrição exata e imediata do real].&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;* Respostas da Pessoa 1&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Bem Duan vamos por partes:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. "Pois é, eu li TUDO o que você escreveu. Por isso mesmo a minha "surpresa": basta a fatalidade abater-se sobre sua pessoa que, em detrimento do spinozismo"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R-) estudo a filosofia de Spinoza muito antes do meu luto, aliás há mais desde de 1988 e portanto a sua argumentação acima foi precitada. [Ah é? Que isso sirva-me de lição para entender a vacuidade de tentar dialogar]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 "...sofrimento é permanente, e que as pessoas comodamente fecham os olhos para ele até o momento fatídico em que ele lhes bate à porta."&lt;br /&gt;R-) Não acho que o sofrimento seja permanente; pelo contrário há muitos momentos que conseguimos superá-lo e quanto mais compreendemos as suas causas, mas fortes seremos para combatê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. "Você disse: "Agora é preciso que observemos a ordem requerida para filosofar; é preciso partir do todo para as partes, das causas para os efeitos."&lt;br /&gt;Gostaria de saber de onde você retirou esse método infalível..."&lt;br /&gt;R-) Na verdade &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;este o ponto de partida da filosofia spinozista&lt;/span&gt;: &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;temos que&lt;/span&gt; interpretar natureza como um todo. Como um todo ela é um conjunto de causas e efeitos e destituída de finalidade ou teleologia. O homem não é algo diferente da natureza ; ele é natureza na natureza é uma parte da natureza e está determinado a interagir com causas exteriores e interiores. Como o poder que homem tem de preservar a sua existência é infinitamente superado pelas causas externas, resulta daí a vulnerabilidade do homem aos sofrimentos. &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;Portanto esta é uma explicação mecânica e não teleológica &lt;/span&gt;[concordo plenamente!].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se você nunca interpretou o sofrimento como um castigo, então me esclareça por que ficou surpreso com o fato de "coisas ruins ocorrerem a pessoas boas?".&lt;br /&gt;R-) Nas realidade este não é um questionamento pessoal meu; &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;mas uma indagação universal da filosofia. Citei até um livro que pormenorizava melhor esta situação &lt;/span&gt;[o leitor percebeu as estratégias argumentativas usadas aqui?] Como sou spinozista defendo que a nossa vulnerabilidade ao sofrimento resulta não de algum castigo, mas é uma consequência necessária da forma como a natureza funciona e da nossa inserção nela - como expliquei acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.&lt;br /&gt;"No entanto, nosso ego é ansioso por uma explicação sobrenatural para a nossa existência e para as causas do que ocorre em nossas vidas. Afinal, quem vai "pagar a conta" dos que sofreram com as doenças, guerras, escravidão, acidentes etc Como restituir aos que sofream as maiores injustiças e até às vezes perderam a vida de forma tão precoce?&lt;br /&gt;Só um Poder Superior pode realizar tal tarefa. Não é de se admirar que a crença em divindades seja tão universal.&lt;br /&gt;Eu também acredito num poder Superior, mas me declaro agnóstico, ous eja: acredito, embora não tenha como explicá-lo ou entendê-lo."&lt;br /&gt;R-) Mais uma vez me referi às indagações que a humanidade faz à séculos a tais situações que descrevi e na crença existente em muitas culturas da necessidade da existência de um Poder Superior para restituir aos que sofreram .&lt;br /&gt;No final relatei a minha posição com agnóstico; ou seja que não tínhamos uma base sólida para afirmar que tal Ser Superior Exista, mas também que não temos como negar esta possibilidade de forma definitiva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ora, tudo isso se resume a um expressão: TELEOLOGIA MORAL. Se você não conhece, sugiro que pesquise."&lt;br /&gt;R-) Eu sei de há muito que o postulado básico do conhecimento científico é a recusa de explicar a natureza em termos de causas finais, ou seja como algo projetado para atingir tal finalidade. O princípio científico é, portanto, o da objetividade&lt;br /&gt;A teleologia moral se restringe mais a posicionamentos religiosos e há algumas filosofias. Mas, não é levado muito a sério pela ciência. No entanto - e atente bem para isso - não é possível para a ciência afirmar categoricamente e em definitivo a não existência de uma teleologia moral na natureza, até porque é impossível se imaginar uma experiência científica que a refute totalmente.&lt;br /&gt;Por exemplo Darwin desenvolveu a Teoria da Evolução baseada no princípio da objetividade, mas declarou´ser agnóstico em relação a natureza ter ou não um sentido moral, dela ter sido criada ou não por um Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você não concorda com minha argumentação, ótimo! Agora não venha me acusar de "interpretar muito mal". DUAN&lt;br /&gt;DUAN,&lt;br /&gt;Quando me referi a você não interpretado bem o meu post, eu quis dizer o seguinte: &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;nele eu não só manifestei minha opinião pessoal, mas fiz algumas conjecturas e especulações que o pensamento religioso e filosófico tem em relação a este assunto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;perceba que &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;eu dissertei&lt;/span&gt; sobre diversos pontos de vista: explicação teleológica, explicação mecanicista, agnosticismo etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, nem tudo que escrevi representava uma opinião particular, mas um brevíssimo relato de algumas mundivisões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre sua opinião, &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;ela me parece uma defesa da filosofia de Schopenhauer&lt;/span&gt;. Como tal , tudo que você escreveu é legítimo de se defender. Mas a filosofia do "Schop", embora brilhante está longe de ser recebida com unanimidade; alguns concordam outros discordam, outros "ficam no muro"... isso ocorre com todas filosofias [não diga...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;você tem o direito de exprimir a sua opinião mas não de reivindicar para ela o &lt;i&gt;status&lt;/i&gt; de irrefutabilidade&lt;/span&gt;. [comparar com o que foi dito acima: "Agora é preciso que observemos a ordem requerida para filosofar", e depois: "Na verdade &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;este o ponto de partida da filosofia spinozista"&lt;/span&gt;]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, vamos pesquisar juntos porque a existência de ideias diferentes levará a seleção cultural das mais adequadas e isto é o que promove a evolução cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;* Minhas respostas &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Vamos às devidas respostas....&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Não entendi o que você quis dizer, caro Pessoa 1, senão vejamos: você afirma estar estudando Spinoza há 22 anos...e mesmo assim, quando ocorre uma desgraça em sua vida, você se põe a questionar, e a tentar entrever porque a teleologia moral na qual você acredita A PESAR DE SPINOZA não funciona perfeitamente. Isso CONFIRMA o que eu disse, e não nega...favor esclarecer, pois não estamos conseguindo chegar a um acordo nesse ponto...(ler o resto antes de responder isso aqui, pois eu repetirei argumentos nos tópicos seguintes).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;2) Quando eu afirmei que o sofrimento é permanente, eu afirmei que ele é JUSTAMENTE DO PONTO DE VISTA DA TOTALIDADE EXISTENCIAL, conforme DESCRIÇÃO que eu inclusive fiz num dos &lt;i&gt;scraps&lt;/i&gt;. Mas você continua a ver do ponto de vista do indivíduo (é claro que nas nossas vidas pessoais o sofrimento não é permanente). Concordo que essas minhas afirmações foram influenciadas pela filosofia schopenhauriana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Pois é, é um pressuposto spinozista, e não uma verdade eterna e inquestionável que nós devemos seguir sem questionar. Concordo que não há teleologia moral na descrição mecânica de Spinoza. &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;PORÉM NÃO CONCORDO que não haja teleologia moral na pergunta com a qual você criou esse tópico&lt;/span&gt;. &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;É justamente por isso a minha consternação: &lt;/span&gt;COMO É QUE VOCÊ, spinozista há 22 anos, me levanta uma questão dessas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Lamento informá-lo, mas essa NÃO É UMA INDAGAÇÃO UNIVERSAL DA FILOSOFIA. Aconselho-o a estudar FILOSOFIA CONTENPORÂNEA (a partir de Nietzsche), e você descobrirá que estas questões JÁ FORAM SUPERADAS, justamente pelo caminho que eu indiquei (QUE NÃO É SCHOPENHAURIANO): foi "demonstrado" que essa perguntas não podem ser respondidas porque simplismente NÃO PODEM SER FORMULADAS. O livro que você citou NÃO É FILOSOFIA, pelo menos não para mim, mas sim é uma AUTO-AJUDA BARATA E BURGUESA DAQUELAS QUE SE VENDE EM SUPERMERCADO JUNTO COM "CREPÚSCULO" E "MARLEY E EU".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Como sou spinozista defendo que a nossa vulnerabilidade ao sofrimento resulta não de algum castigo, mas é uma conseqüência necessária da forma como a natureza funciona e da nossa inserção nela - como expliquei acima."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repito de novo: &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;se você REALMENTE pensasse assim, não teria criado esse tópico (não é evidente?)&lt;/span&gt;. O fato é que a sua experiência de luto pessoal levou-o a QUESTIONAR JUSTAMENTE ISSO, pelo motivo que eu já discorri longamente: quando o sofrimento bate à nossa porta é que nos percebemos a insuficiência de nossas "verdades". O fato é que, para amainar o seu sofrimento pessoal, VOCÊ QUER ACREDITAR que existe uma teleologia moral que justifique a sua perda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) "A teleologia moral se restringe mais a posicionamentos religiosos e há algumas filosofias. Mas, não é &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;levado muito a sério&lt;/span&gt; pela ciência."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quê????? Hahahahahhahahhahahahaaaa. Você só pode estar de brincadeira, né? MESMO QUE a ciência não possa provar que não existe teleologia moral (e realmente não pode - assim como não pode provar que deus não existe), NENHUMA teoria científica decente e confiável recorre a QUALQUER teleologia moral. Se eu estou errado, então me DÊ UM ÚNICO EXEMPLO. E não me venha falar DA OPINIÃO PESSOAL DE DARWIN OU DE QUALQUER OUTRO CIENTISTA, eu estou falando de CIÊNCIA, não de CIENTISTAS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalizando)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lamento informá-lo mas eu NÃO ESTOU fazendo uma defesa da filosofia de Schopenhauer, por um motivo simples: ela TAMBÉM CONTÉM UMA TELEOLOGIA MORAL [Ohhhh]. O primeiro filósofo moderno a abandonar a teleologia moral foi Nietzsche. E, depois dele, praticamente toda a FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA fez o mesmo. Então, se você quiser saber mais, e se quiser conhecer a “evolução cultural” eu o convido a ABANDONAR O SÉCULO XVII estudar filosofia pós-Nietzsche.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Então, vamos pesquisar juntos porque a existência de ideias diferentes levará a seleção cultural das mais adequadas e isto é o que promove a evolução cultural.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;Mas adequadas para quê? Evolução cultural para onde? Para se chegar à ‘verdade”? Ou para escorar o psiquismo individual em seu cotidiano de família e trabalho? Será que a “verdade” é realmente “suportável” para quem quer levar uma vida da maneira mais confortável possível?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eis alguns nomes de filósofos e pensadores contemporâneos (além, é claro de Nietzsche, Marx, e Freud): Sartre, Camus, Foucault, Derrida, Adorno, Horkheimer, Marcuse, Arendt, Debord, Baudrillard, Habermas, Deleuze, Benjamin, Jung, Lacan, Reich, Fromm, Adler, Reich, Lukács, Gramsci, Barthes, Wittgenstein, Heidegger, Bergson, Russell, Husserl, Zizek, Kurz, Harvey, Durkhein, Weber, Engels, Kuhn, Cioran, Berger, Gorz, Bourdieu, Bachelard, Chomski, Khun, Wiener, Dewey, Popper, Lipovetsky, Vattimo, Lyotard, Canevacci, Lévi-Strauss, Morin, Touraine, [ver P.S.] etc., etc.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;* Resposta da Pessoa 1:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duan esta não é uma comunidade spinozista e por isso não me sinto na obrigação de fazer indagações partindo apenas da mundivisão de Spinoza.&lt;br /&gt;Estudei Spinoza e vários outros pensadores e portanto não me sinto na obrigação de me ater apenas a ponto de vista de um só filósofo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você afirma que meu post não é uma indagação universal da filosofia. Eu entendo por filosofia "amor á sabedoria" e é claro que o questionamento sobre o porquê do sofrimento está presente no ego das pessoas. Não podemos conceituar "filosofia" apenas as idéias que foram publicadas por pensadores famosos [com certeza o "filósofo" autor do livro "Quando coisas ruins..." é bem mais famoso do que muitos que eu citei - que são conhecidos apenas nos círculos acadêmicos, e não por pessoas que ficam filosofando no Orkut].&lt;br /&gt;Você citou alguns pensadores que parecem não se importar muito com este tema [realmente SÓ PARECEM não se importar]; eu poderia citar vários que se interessam, ous e interessaram entre eles Einstein . Em vários momentos de sua obra Einstein faz referências a existência de Deus e aos porquês da vida (aliás defendendo a mesma hipótese de Spinoza) Não vejo nenhum destes que você citou ter superioridade intelectual em relação a Einstein&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nenhum momento eu disse que a ciência recorre a teleologia moral para explicar o universo; antes pelo contrário disse que a ciência se fundamentava no Princípio da Objetividade que é exatamente recusar qualquer explicação finalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre evolução cultural &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;eu convido você a estudar a ciência que há muito tomou o lugar da filosofia&lt;/span&gt; [pois é...]. Leia Sobre o DNA, o Código Genético, a Teoria da Evolução, A Teoria da Relatividade, A Teoria Quântica A teoria da Endossimbiose Sequencial, a microbiologia etc etc [e depois compre no supermercado o livro "Quando Coisas Ruins Acontecem Com Pessoas Boas" do "filósofo" Harold S. Kushner - pois, afinal, a sagrada ciência continua não sendo suficiente para a "sede de respostas" de alguns]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdadeira evolução cultural apontada por Auguste Comte traz a seguinte sequência de estágios do conhecimento em sequência ascendente de complexidade&lt;br /&gt;1. conhecimento religioso.&lt;br /&gt;2.conhecimento filosófico&lt;br /&gt;3.conhecimento científico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estudo há 22 anos Spinoza e o considero um dos melhores filósofos. Mas não fiquei no Spinozismo; eu &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;procurei dar o salto intelectual &lt;/span&gt;da filosofia para ciência e procuro entender as teorias científicas, claro dentro das minhas limitações interpretativas [e por algum motivo prefere não saber o que a filosofia do século XX têm a dizer sobre a religião e sobre o pensamento teleológico e universal].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ciência superou a filosofia &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;porque não ficou apenas fazendo especulações abstratas&lt;/span&gt;, mas procurou compreender experimentalmente a natureza e a a partir deste conhecimento trazer melhorias à qualidade de vida da humanidade.&lt;br /&gt;A ciências deu à humanidade os antibióticos, as vacinas, a eletricidade, as técnicas cirúrgicas, os mais diversos tratamentos médicos, a tecnologia moderna.. vais nos dá muita coisa ainda como as revolucionárias terapias com células-tronco, nanotecnologia etc.&lt;br /&gt;Além de tudo a ciência através do seu método experimental deu à humanidade um conhecimento muito mais apurado do universo e da evolução e desenvolvimento da vida na terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se queres evoluir culturalmente amigo, &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;não fiques apenas na filosofia&lt;/span&gt;. Embora a filosofia seja uma das mais prazerosas fontes de conhecimento e intelectualidade, o conhecimento científico é, sem dúvida ( como disse Einstein ) "a melhor ferramenta que temos para conhecer a realidade"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, como saudosista que sou, às vezes curto muito debater filosofia...[A filosofia anterior ao século XX, ou a de algum "filósofo"de auto-ajuda.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;* Resposta da Pessoa 3 (um dos moderadores da comunidade - finalmente chegou!)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Duan Conrado!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu amigo! (jovem até acredito) quantas expectativas lhe atormentam, acalme-se!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiramente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um prazer ter você aqui, fique a vontade, escreva o que lhe faz bem, se essa linha dialética e seu modo de tratar as opiniões alheias desta forma lhe traz descanso a sua consciência, continue...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suas opiniões são bem interessantes, gosto do modo que escreve, "esteticamente" é bem legalzinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é seu estilo? OK! As diferenças são e sempre serão bem vindas aqui!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o conteúdo me agrada, isso eu não sei ainda, talvez não ou sim, mas e dai? Afinal...sou apenas um moderador "irresponsável" que insiste em acreditar nas pessoas, hunnn...talvez outra coisa além daqui, não esteja legal para você, mas, só talvez né? São tantos talvez na vida que me dou ao habito de me preocupar com coisas menos importantes, como no motor do meu fusca 1970 que está com um barulho diferente de uns dias para cá, pois é...já faz uns dias e não corri para ver isso ainda... Cara chego a conclusão que nem o carro que me leva toma minha atenção ou a Paz como "talvez" deveria, é... nem isso. Tenho momentos de raiva, mas na maioria das vezes estou em Paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que você melhore se estiver com problemas, você e meu fusca... é talvez melhore.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer modo fui aceito na sua comunidade e agradeço e por respeito as pessoas não farei de lá um palanque moralista com base no que acredito ser o ideal! criticas podem ser redigidas de modo respeitoso, fique em Paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;* Minha resposta&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês são uma piada mesmo. Agora vêm falar de de ciência! Só faltou falar que o livrinho de auto-ajuda é filosofia sim (se é que não é ciência...). Realmente não sei o que a biologia tem a ver com o que estamos falando aqui, a menos que seja para o Pessoa 1 mostrar que o pensamento dele vai além de Spinoza (o que eu sei, pois já o conheço de outros carnavais...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com relação ao que disse o Pessoa 3. Agradeço pelo elogio. Saiba que eu vou muito bem, obrigado! Aliás, nunca estive melhor. Como eu estava de férias no trabalho eu acabei "bobeando" e caindo nessa comunidade &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;(para qual fui convidado à época de sua criação)&lt;/span&gt;. Assim como eu vim, "do nada", eu vou aproveitar esse momento para me retirar novamente às minhas atividades (trabalho, faculdade, &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt;, etc.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços a todos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Au revoir!&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(P.S.: Peço que encerremos a discussão aqui, senão eu serei obrigado a responder. A menos que me expulsem...)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;* Resposta da Pessoa 1&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu falei de ciência porque vc relatou que meus estudos tinham parado em Spinoza e que precisaria ler autores contemporâneos. &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;Lembre-se que dentro deste tópico você refutou a necessidade de pesquisarmos para chegarmos a uma evolução cultural [????]&lt;/span&gt;. Para mim evolução cultural e saltarmos intelectualmente da filosofia para ciência, sem ,é claro a necessidade de abandonarmos de todo a filosofia. [Ou seja, continuamos a usar a filosofia anterior ao século XX - que é uma filosofia em geral mais leve e inteligível - como muleta existencial para as indagações que a ciência não é capaz de responder devido às limitações do seu método. Confundir auto-ajuda com filosofia é um erro ingênuo e fatal.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A biologia tem tudo a ver com o conhecimento humano, pois como afirmou Jacques Monood ( prêmio Nobel de Fisiologia): "Todo conhecimento que verse sobre o homem tem que partir da biologia." [isso se chama biologismo - uma "ideologia"...] As próprias condições que nos levam a pensar têm base biológica em células especiazadas...&lt;br /&gt;Aliás, a Teoria da Evolução é uma das principais teorias que dão conhecimento em relação a nós mesmos e que que contextualizam o homem dentro da natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem o devido conhecimento biológico da natureza humana e da sua relação com a natureza, teríamos que apelar para especulações abstratas e sem respaldo experimental [como as de Kushner &amp;amp; cia, com seu livros cujos títulos são friamente planejados para serem exposto em livrarias e supermercados e serem comprados por ingênuos e incautos leitores da pequena-burguesia].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, é isto ai Duan. É muito importante que os debates se formem em torno de ideias diferentes. Como já frisei algumas vezes, "se todos tivéssemos o mesmo pensamento, morreríamos de tédio" Então, é melhor fazermos uma "guerra intelectual" (rss).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;* Minha resposta&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Sim. Mesmo que nós dois permaneçamos "irredutíveis" em nossas opiniões, amigo Pessoa 1, é possível que esse debate tenha sido muito instrutivo para outras pessoas que o leram, e que, de repente, não concordam nem comigo nem contigo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;P.S.: Quando eu escrevi tudo isso, eu não conhecia o &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Complexidade"&gt;pensamento da complexidade&lt;/a&gt;, tampouco a obra de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Edgar_Morin"&gt;Edgar Morin&lt;/a&gt;. Se eu conhecesse, teria citado-os amplamente. Afinal, a minha luta nesse texto foi justamente contra o pensamento linear, simplista, reducionista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;_____________________________&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(1)  Nota para este &lt;span style="font-style:italic;"&gt;blog&lt;/span&gt;: Passei a usar a expressão "discurso do mundo" para substituir a expressão "visão do mundo" (mundivisão, cosmovisão), que eu usava antes (por exemplo, usei no &lt;a href="http://outsidercaos.blogspot.com/2009/04/lviii-acerca-de-reflexoes-sobre.html"&gt;capítulo LVIII&lt;/a&gt;). É importante entender por que eu mudei essa expressão: eu pretendo com isso salientar o caráter processual e subjetivo da formação da visão de mundo. Embora a visão obviamente seja um processo biológico, está implícito no uso corrente dessa palavra um caráter de "dado empírico", de "objetividade", de descrição fiel da realidade. É por isso que substituí, nesse caso, a palavra "visão" por "discurso".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(2) Nota para este &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt;: Um dos motivos pelos quais as pessoas são levadas aos extremos ontológicos (exemplo: “a sociedade controla o indivíduo” x “o indivíduo é totalmente livre”, ou ainda “o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=34ZtT4Th9Ys"&gt;gay&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; nasce assim” x “o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=l_2AgaZJWro"&gt;gay&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; escolhe ser assim” – ou seja “fatalismo” x “livre-arbítrio”) é porque assim elas podem – ao adotarem como verdade absoluta uma das posições antitéticas – forjar para si uma relação lógica básica – simplista e reducionista – linear do tipo “A implica em B” (A → B). Ora, para alguém que tem um mínimo de treinamento em crítica da razão, é demasiada visível a ingenuidade da maioria das pessoas, que realmente acredita que a realidade pode ser descrita pela lógica clássica, aristotélica – embora essa ingenuidade já tenha sido, no século XX, definitivamente superada pela filosofia e pelas ciências, ela permanece arraigada no senso comum da cotidianidade reificada. Igualmente, é demasiado visível o predatismo da razão, animada pela vontade de saber/poder, sobre o real, levando a razão a falsificar a realidade para que ela se submeta aos seus ditames. Também é fácil entrever, por detrás dessas polarizações dualistas, o velho conhecido princípio do terceiro excluído, acompanhado do seu amigo do peito, o princípio da identidade. Kant – no século XVIII, ou seja, há bastante tempo – chamaria esses extremos ontológicos antitéticos de “antinomias da razão pura” (vide Crítica da razão pura).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/S8SytbbY9pI/AAAAAAAABII/eBUNhuvkOCQ/s1600/113+Dancando-no-Escuro+invert.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 183px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/S8SytbbY9pI/AAAAAAAABII/eBUNhuvkOCQ/s320/113+Dancando-no-Escuro+invert.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5459685141806380690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Tempore, quo cognitio simul advenit, amor e medio supersurrexit&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/775365576519033175-8303642347898032081?l=outsidercaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outsidercaos.blogspot.com/feeds/8303642347898032081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=775365576519033175&amp;postID=8303642347898032081&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/775365576519033175/posts/default/8303642347898032081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/775365576519033175/posts/default/8303642347898032081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outsidercaos.blogspot.com/2010/07/cxiii-acerca-duma-tentativa-de.html' title='CXIII - Acerca duma tentativa de &quot;responder&quot; (desconstruir) à pergunta &quot;por que coisas ruins ocorrem às pessoas boas?&quot; - Pensando além do bem e do mal'/><author><name>Duan Conrado Castro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16655382018542400081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/TBQbcCLJp3I/AAAAAAAABNI/IV-LeJrs5ag/S220/C%C3%B3pia+de+C%C3%B3pia+de+ddcc+avt.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/S8SyWj9jyQI/AAAAAAAABIA/cHiquyx7xX0/s72-c/113+Dancando-no-Escuro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-775365576519033175.post-6865706793341168949</id><published>2010-07-24T00:36:00.001-03:00</published><updated>2010-07-24T00:36:00.225-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='distopia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marx'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Laisser faire laisser passer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='capítulos paralelos'/><title type='text'>### 37 - Escravidão de imigrantes é flagrada em oficina ligada à Marisa (Jornal Brasil de Fato)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333333;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333333;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333333;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;#&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;#&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;#&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;37&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/S8OV-IdFhTI/AAAAAAAABHw/tViUL7yv1Fk/s1600/g78cap33.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 318px; height: 278px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/S8OV-IdFhTI/AAAAAAAABHw/tViUL7yv1Fk/s320/g78cap33.bmp" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5459372067957081394" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://fopspr.wordpress.com/2010/04/04/saude-do-trabalhador-escravidao-de-imigrantes-e-flagrada-em-oficina-ligada-a-marisa/"&gt;http://fopspr.wordpress.com/2010/04/04/saude-do-trabalhador-escravidao-de-imigrantes-e-flagrada-em-oficina-ligada-a-marisa/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/S8OWSaRyyBI/AAAAAAAABH4/qIBzPMBFE3M/s1600/g78cap33invert.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 318px; height: 278px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/S8OWSaRyyBI/AAAAAAAABH4/qIBzPMBFE3M/s320/g78cap33invert.bmp" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5459372416338937874" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/775365576519033175-6865706793341168949?l=outsidercaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outsidercaos.blogspot.com/feeds/6865706793341168949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=775365576519033175&amp;postID=6865706793341168949&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/775365576519033175/posts/default/6865706793341168949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/775365576519033175/posts/default/6865706793341168949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outsidercaos.blogspot.com/2010/07/37-escravidao-de-imigrantes-e-flagrada.html' title='### 37 - Escravidão de imigrantes é flagrada em oficina ligada à Marisa (Jornal Brasil de Fato)'/><author><name>Duan Conrado Castro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16655382018542400081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/TBQbcCLJp3I/AAAAAAAABNI/IV-LeJrs5ag/S220/C%C3%B3pia+de+C%C3%B3pia+de+ddcc+avt.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/S8OV-IdFhTI/AAAAAAAABHw/tViUL7yv1Fk/s72-c/g78cap33.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-775365576519033175.post-3558363136484582964</id><published>2010-07-17T01:42:00.063-03:00</published><updated>2011-06-01T14:08:11.906-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meus capítulos favoritos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='esboços e titubeios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marx'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='utopia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='citações bíblicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Schopenhauer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pseudo-sociologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pseudo-psicologia'/><title type='text'>CXII - Acerca de esboços do uso da dicotomia indivíduo x sociedade na tentativa de decifrar as causas da angústia existencial individual.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#333333;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#333333;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#333333;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;§ 112&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#0000EE;"&gt;&lt;u&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/TD_jk1WsFQI/AAAAAAAABNw/N9ZtwsVp_lc/s1600/cap+112.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 280px; height: 280px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/TD_jk1WsFQI/AAAAAAAABNw/N9ZtwsVp_lc/s320/cap+112.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5494360292352333058" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Tipos de revisão &lt;/i&gt;[teórica] &lt;i&gt;a serem evitados: (...) &lt;b&gt;Coquetel teórico &lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;[ou ecumenismo]&lt;/span&gt;&lt;b&gt;.&lt;/b&gt; Diz-se daquele estudo que, para atender à indisciplina dos dados, apela para todos os autores disponíveis. Nestes casos, Marx, Freud, Heidegger, Bachelard, Gramsci, Habermas, Foucault, Morin, Lyotard e muitos outros podem unir forças na tentativa de explicar pontos obscuros.&lt;/i&gt; (Alda Judith Alves-Mazzotti, &lt;i&gt;A "revisão da bibliografia" em teses e dissertações: meus tipos inesquecíveis - o retorno&lt;/i&gt;, no livro &lt;i&gt;A bússola do escrever&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;A tentação de sermos espirituosos e concisos pode levar-nos à inverdade. Por mais elegante e resumida que seja, a brevidade nunca pode, pela natureza dos fatos, ter em conta todos os aspectos de uma situação complexa. Ao tratar de um tema com essas características, só se pode ser conciso à custa de omissões e simplificações. A omissão e a simplificação auxiliam-nos a compreender, contudo auxiliam-nos, em muitos casos, a compreender imperfeitamente, pois a nossa percepção pode limitar-se a noções definitivas e abreviadas, sem abarcar a da realidade vasta e ramificada, a partir da qual tais noções foram formuladas de modo bastante arbitrário.  &lt;/i&gt;(Aldous Huxley, &lt;i&gt;Regresso ao admirável mundo novo&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;A sociedade não é diferente do indivíduo, e o indivíduo não difere da sociedade. A estrutura psicológica da sociedade reflete fielmente os mais recônditos pensamentos humanos. Os que insistem em afirmar que o indivíduo e a sociedade são entidades diversas, não refletiram adequadamente sobre o assunto. Além disso, é cômodo perpetuar a divisão; ela se adapta à nossa inércia psicológica, porque ao dizermos 'a sociedade deve mudar' nos absolvemos da necessidade de mudarmos como indivíduos.&lt;/i&gt; (Robert Powell, &lt;i&gt;A mente livre - O caminho interior para a libertação&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;O self se desenvolve no processo da interação simbólica. O indivíduo aparece como sujeito e como objeto da ação, emergindo simultaneamente com a configuração progressiva do "outro generalizado&lt;/i&gt;". (R. M. Frumkin)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Como o &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Habitus"&gt;habitus&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; &lt;i&gt;é uma capacidade infinita de engendrar produtos - pensamentos, percepções, expressões, ações - cujos limites são fixados pelas condições histórica e socialmente situadas de sua produção, a liberdade condicionante e condicional que ele garante está tão distante de uma criação da novidade imprevisível quanto está de uma reprodução mecânica simples dos condicionamentos iniciais&lt;/i&gt;. (Pierre Bourdieu, &lt;i&gt;Esboço de uma teoria da prática&lt;/i&gt;) &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;A capacidade repressiva de uma sociedade pode se manifestar de maneira sutil e dissimulada, conseguindo habitualmente a adesão de muitas pessoas de boa fé, mas gerando insatisfação entre os que dispõem de sentido crítico bastante para entender seus mecanismos. A conscientização em relação ao terror oculto é algo semelhante ao que A. J. Tougnbee reconhece como a perda do pecado original (A civilização posta à prova, 3. ed. São Paulo: Nacional, 1967).&lt;/i&gt; (Baldomero Cores Trasmonte , no verbete &lt;i&gt;Terror&lt;/i&gt; do &lt;i&gt;Dicionário de Ciências Sociais&lt;/i&gt; da UNESCO traduzido pepa FGV, 2.ed., 1989)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É importante salientar que eu &lt;b&gt;não&lt;/b&gt; estou tratando aqui do conceito psicanalítico de angústia, mas sim de meus devaneios interpretativos pseudopsicológicos e pseudo-sociológicos. Se bem que, se queremos entender as raízes históricas da angústia, é inevitável que lancemos nossos olhos sobre a história do processo civilizador. Tudo o que eu disser a seguir provavelmente já foi muito melhor dito pela psicologia social, pela antropologia cultural, pela epistemologia genética, pela ciência da complexidade e pela cibernética social, disciplinas as quais eu nunca terei tempo de estudar (mas quem sabe tenha um dia...), além de tantas outras metanarrativas que se debruçaram direta ou indiretamente sobre a temática aqui tratada. O esboço de metanarrativa aqui apresentado é, comparada àquelas, mera brincadeira de criança, mero (e fajuto, aliás) malabarismo conceitual - mas brincar é importante para o desenvolvimento e para o auto(des)conhecimento (a (des)construção do &lt;i&gt;self&lt;/i&gt;)...  &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que eu pretendo nesse texto é reelaborar as idéias já apresentadas no &lt;a href="http://outsidercaos.blogspot.com/2008/03/vi-linha-de-montagem.html"&gt;capítulo VII&lt;/a&gt; e torná-las mais inteligíveis, ao custo do texto ficar mais longo. Eu reproduzirei o texto do capítulo VII &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FFFF00;"&gt;em amarelo&lt;/span&gt;. De certa forma, o que é dito aqui é uma “resposta” ao que foi dito pelo Gabriel no texto “&lt;a href="http://necropsiadopensamentovivo.blogspot.com/2010/03/garimpagem-do-recalcado1-ensaios-sobre.html"&gt;Garimpagem do recalcado – ensaios sobre o pensamento&lt;/a&gt;”, postado em seu &lt;span style="font-style:italic;"&gt;blog&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O capítulo VII é um capítulo de extrema importância para mim, tanto que ele provavelmente é o capítulo mais citado (por meio de links) ao longo dos textos desse &lt;span style="font-style:italic;"&gt;blog&lt;/span&gt;. Todavia, reconhecendo que ele é obscuro, o que eu pretendo consertar agora nesse capítulo CXII, embora eu saiba ser impossível transpor a minha linguagem e torná-la acessível ao senso-comum (que, obviamente, nunca lerá esse &lt;span style="font-style:italic;"&gt;blog&lt;/span&gt; mesmo). Esse texto em particular, e esse &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt; em geral, não é um livro didático - embora eu me esforce para ser o mais claro possível, sendo às vezes propositalmente prolixo como forma de dar ênfase a alguns pontos: se você (&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=jgbhY8emiiE"&gt;garotinh@ inocente, garotinh@ juvenil&lt;/a&gt;) não entende alguma palavra, já estudar; se não quer estudar, então não leia e vá se alienar com algum produto da &lt;a href="http://outsidercaos.blogspot.com/search/label/ind%C3%BAstria%20cultural/cultura%20de%20massas"&gt;indústria cultural&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para mim o presente capítulo é o 3° melhor desse &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt;, ficando atrás apenas do &lt;a href="http://outsidercaos.blogspot.com/2009/10/lxxxiv-acerca-de-consideracoes-mais.html"&gt;LXXXIV&lt;/a&gt; (2°) e do &lt;a href="http://outsidercaos.blogspot.com/2010/04/ci-acerca-de-esbocos-duma-metacritica.html"&gt;CI&lt;/a&gt; (1°). Sugiro ao leitor atenção redobrada na leitura. Se for para lê-lo superficialmente, nem leia. Eu compreendo que você tenha mais o que fazer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você ainda está aqui? Então vamos em frente...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;***&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como indicado pelo título, o que se pretende aqui é trazer luz sobre o fenômeno da angústia existencial do indivíduo mediante o estudo das relações entre indivíduo e sociedade. O que eu pretendo demonstrar aqui, e isso em oposição às conclusões do Gabriel, de quase toda auto-ajuda, do senso-comum, e de praticamente qualquer texto já escrito sobre angústia, é que &lt;span style="font-style:italic;"&gt;as raízes da angústia existencial individual não estão no indivíduo, mas sim na própria sociedade&lt;/span&gt;. Da maneira mais maniqueísta e reducionista possível, podemos afirmar que o que eu estou fazendo é “jogando a culpa na sociedade”; todavia, mais adiante veremos que eu não faço exatamente isso, embora sinalize favoravelmente nesse sentido.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;***&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FFFF00;"&gt;As diferentes formas de desajustamento social não devem ser vistas como "erros" do sistema, mas sim como "resíduos" do "processo de (re)produção social" (o processo de produzir a vida social, e de reproduzir as suas próprias condições de produção). Esses resíduos - ou "produtos defeituosos" -, por sua vez, surgem naturalmente do desajustamento dos dispositivos de regulação do próprio processo produtivo. Como estes dispositivos, devido à presença de informações incompletas e viscosas, inerentes à realidade material na qual existe uma guerra eterna entre as forças e todas as formas de vida pela disputa do espaço-tempo (e por conseguinte da matéria)- &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FFFF00;"&gt;o bellum omnium contra omnes&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FFFF00;"&gt; - , jamais estarão perfeitamente ajustados, um certo grau de desajustamento social é, nesse sentido, "natural", portanto esperado &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FFFF00;"&gt;a priori&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FFFF00;"&gt;, e de forma alguma "um erro". &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse primeiro parágrafo foi dedicado à sociedade. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em oposição a uma visão estanque da sociedade, o que se busca salientar aqui é a sua dinâmica histórica, seu estado de permanente mudança. A vida social é constantemente produzida e reproduzida: ou seja, constantemente ela é produzida juntamente com as condições necessárias para uma nova produção. Essa necessidade de permanente reprodução reside, em última instância, na própria corporeidade dos indivíduos, que impõe demandas que precisam ser atendidas e re-atendidas diariamente. Esses conceitos de produção e reprodução eu devo à tradição marxista. O indivíduo precisa ser produzido diariamente (mediante o atendimento das necessidades diárias de alimentação, vestimenta, saúde, segurança, etc.), bem como permanentemente reproduzido (mediante a procriação).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todavia, não vivemos num mundo idealizado, que funciona como um modelo matemático de precisão exata (e descrito por um conjunto de poucas equações), no qual todas as decisões são otimizadas (e simétricas) e tudo funciona da maneira mais perfeita possível (admito junto com Pitágoras que "Todas as coisas são assimiladas pelo número", porém, uma descrição detalhada das cibernéticas social e psicológica transcende a linguagem matemática e a capacidade computacional atualmente disponíveis). A “causa” dessa &lt;a href="http://outsidercaos.blogspot.com/2010/02/xcvi-acerca-de-esbocos-de-consideracoes.html"&gt;dissonância entre ideal e real&lt;/a&gt; é a própria materialidade do mundo, a qual determina um fluxo truncado de informações, causado pelo conflito permanente essencial à materialidade, e aqui eu remeto a Schopenhauer, bem como aos modelos econométricos dos neoliberais. Schopenhauer nos mostra (no livro II do Tomo I d’ &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O mundo como vontade e como representação&lt;/span&gt;) que há no mundo um permanente conflito, uma “guerra eterna”, entre as diferentes formas de vida, bem como entre as diferentes manifestações materiais. Cada ato que executamos encontra oposições. O próprio ato de respirar é um processo dialético (e aqui remeto a Hegel...) de “assimilação por dominação” (Schopenhauer) no qual o corpo absorve o oxigênio e o utiliza na manutenção do seu processo vital. Esse próprio ato de respirar enfrenta a “oposição” do oxigênio, o que por fim gera resíduos (radicais livres) que afetam negativamente o próprio organismo. Assim, o “preço” da sobrevivência a curto prazo é o comprometimento da vida do organismo no longo prazo. De forma análoga, o processo de duplicação do DNA, por não ocorrer num mundo idealizado de precisão matemática, mas sim num mundo material de “guerra eterna”, está sujeito a pequenos erros cada vez que ocorre. Como esse processo ocorre centenas de vezes por dia em nosso corpo (o qual, aliás, é praticamente reconstruído totalmente a cada quatro anos), esses erros vão se acumulando e se manifestam sobre a forma do envelhecimento, culminando ao fim no colapso do organismo (morte).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ora, essa guerra eterna inerente à materialidade soma-se à atomização das decisões no sistema. O sistema é formado pelas inter-relações de suas partes, cada qual agindo de acordo com seus propósitos (instintos de auto-preservação e de reprodução, vontade schopenhauriana - também conhecida como "o querer-viver" (vide livro IV do &lt;i&gt;O mundo...&lt;/i&gt;) - , vontade de poder nietzscheana, vontade de saber/poder foucaultiana, microfísica do poder, princípios e pulsões psicanalíticos: princípios do prazer e do nirvana, pulsão de morte, &lt;i&gt;jouissance &lt;/i&gt;lacaniana, Eros e Tânatos, Anima e Animus junguianos, homeostase psíquica, economia libidinal, economia das trocas simbólicas, &lt;a href="http://outsidercaos.blogspot.com/2008/05/xxi-acerca-da-comparao-odiosa-da-emulao.html"&gt;desperdício conspícuo&lt;/a&gt;, além da racionalidade microeconômica utilitarista voltada para o interesse próprio, ou, ainda, na linguagem usual: auto-estima, riqueza, poder, prazer, sexo, felicidade, etc.) e conhecimentos limitados: não existe uma instância decisória responsável pela regulação fina do sistema; ao contrário, a regulação é realizada anarquicamente, como resultante do conjunto de forças em jogo. Essa ausência duma instância decisória superior elimina a teleologia no desenvolvimento do sistema: a sua evolução não tem uma finalidade pré-definida, não há um caminho a ser seguido &lt;span style="font-style:italic;"&gt;a priori&lt;/span&gt;. A ausência dessa figura ubíqua que decide em última instância, garantindo a otimização perfeita dos processos, tem como conseqüência justamente a "imperfeição" e a "desotimização" desses processos, justamente porque eles se dão num mundo materialmente concreto, e não num modelo matemático idealizado, o qual, enfim, existe apenas como imaginário utópico reducionista e ingênuo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É por isso que essas "imperfeições" não podem ser consideradas "erros": porque elas já estão "previstas" e são partes integrantes do processo de produção e de reprodução da vida social - e porque a sua negação é fruto do desejo (as vontades citadas acima) que alimenta o imaginário utópico. De forma análoga, a morte do indivíduo não pode ser vista como um "erro" do corpo ou da vida em geral, pelo simples fato que ela já faz parte da "estrutura" da vida, e já foi "solucionada" mediante a procriação. Em verdade, a morte, decorrente da guerra eterna, é uma "conseqüência" da própria procriação: como todas as formas de vida estão buscando se reproduzir o máximo possível, elas entram em conflito (guerra eterna), em conseqüência do qual surge a morte. Morte e vida estão, assim, intimamente ligados (ver Schopenhauer, § 54 do tomo I d' &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O mundo como vontade e como representação&lt;/span&gt;). Essas "imperfeições" e "erros" do processo de (re)produção social só podem assim ser entendidas quando contrastamos a realidade a um modelo ideal que não lhe diz respeito (e, por isso, seguirão sendo citadas entre aspas). Nesse sentido, enquanto confrontado com um imaginário, o real só pode ser julgado como imperfeito a partir de um juízo de valor - não é possível um juízo positivo, dada a ausência do perfeito imaginado enquanto fato (e, a rigor, a matematização - a tentativa de efetuar juízos de valor balizados pela matemática - é apenas um artifício ingênuo de ocultação "científica" do ideal).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como esse processo de reprodução não é "perfeito", mas sim está sujeito a contingências, ele "naturalmente" implica em "resíduos", em "produtos defeituosos": esses são parte integrante da reprodução social, são parte integrante dos seus custos: a sua existência é "aceita" como inevitabilidade estocástica pelo sistema. O sistema não tem a presunção de eliminar todo erro, todo defeito, todo resíduo: o que importa é que esse custo não inviabilize o processo de reprodução social da vida, o que significa que o volume de resíduos deve ser tal que não coloque em risco esse processo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;***&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(255, 255, 0); "&gt;Como em todo processo industrial, há um rígido controle de qualidade, que se apresenta na forma de coerções que buscam abafar a atividade dos resíduos e assim minimizar os malefícios decorrentes de sua inevitável presença. Quando e se alguma categoria de resíduo (e uma delas é a do&lt;i&gt; outsider&lt;/i&gt;) sair do controle e ameaçar colocar todo o sistema em crise, a sociedade aciona seus mecanismos de defesa no sentido de regularizar a situação, por meio da eliminação física de parte do próprio organismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse processo de reprodução social passa pela produção e reprodução dos indivíduos, agentes desse sistema. Falaremos sobre o indivíduo mais abaixo. Chamaremos o processo de formação do indivíduo de &lt;i&gt;processo de individuação&lt;/i&gt; e o processo de ajustamento do indivíduo à sociedade de &lt;i&gt;processo de socialização&lt;/i&gt;. A primeira coisa a salientar aqui é a ressalva com a qual usamos a categoria "indivíduo". Esse indivíduo, longe de ser uma coisa em si, é ele mesmo um processo, uma construção histórica, uma cumulação em espiral. Esses processos (de individuação e de socialização) estão sujeitos às contingências e "imperfeições" dum sistema material no qual há atomização das decisões e guerra eterna. E por isso é inevitável que "erros" surjam, cabendo ao sistema não a tarefa impossível de eliminar qualquer erro, mas sim a tarefa de impedir que o volume de erros seja grande o bastante que ponha em perigo o próprio processo de reprodução social (de perpetuação da vida humana em sociedade), processo esse que nada mais é que &lt;i&gt;o processo social de afirmação do querer-viver&lt;/i&gt; (até onde eu saiba, Schopenhauer não usou esse expressão). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os "resíduos" são formados por todo tipo de desajustados que, a rigor, não podem ser produzidos além dum volume limite que impeça a perpetuidade do processo de reprodução social, e, portanto, de perpetuidade da vida humana em sociedade. O &lt;span style="font-style:italic;"&gt;insider&lt;/span&gt;, a "pessoa comum" (&lt;a href="http://outsidercaos.blogspot.com/2010/06/cvii-acerca-de-consideracoes-sobre.html"&gt;ver capítulo CVII&lt;/a&gt;) é o "modelo" a ser reproduzido socialmente. O &lt;span style="font-style:italic;"&gt;outsider&lt;/span&gt; é um dos resíduos possíveis, mas não é o único: temos também outros tipos de desajustados, como excluídos sociais, prisioneiros, rebeldes, terroristas, anarquistas, doentes mentais, dependentes químicos pesados (digo pesados pois, a rigor, praticamente todos os seres humanos são dependentes químicos), etc.: todos esses grupos são formados por "seres defeituosos" (com isso não pretendo qualquer juízo de valor, trata-se duma "descrição positiva") em relação ao "padrão", o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;insider&lt;/span&gt;, a "pessoa comum". O sistema, porém, é elástico e possui mecanismos em geral eficientes para abafar a atividade dos resíduos e, na medida do possível, integrá-la produtivamente ao restante do processo de reprodução social (por exemplo, por meio da arte e da sua mercantilização e reprodução técnica como mercadoria). Mas, tão logo o perigo representado pelos resíduos for grande o suficiente para ameaçar a estabilidade do sistema, o mesmo agirá energicamente, não raro efetuando a eliminação física (extermínio) dos resíduos. Novamente cabe, aqui, salientar a imperfeição e contingência desse processo: o sistema - dada a ausência de uma entidade ubíqua reguladora (deus, por exemplo) - não possui mecanismos de detecção precisa do perigo, o qual portanto está sujeito à especulação, à incerteza e, ainda, à paranóia, e, enfim, a decisões precipitadas e "incorretas" (medidas desnecessárias).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;***&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(255, 255, 0); "&gt;Como a vida é um desdobramento contínuo e cíclico da atividade, e como o indivíduo está preso ao seu narcisismo, a ele o seu desajustamento é apresentado, por meio de sofismas elaborados por sua racionalidade (racionalidade essa que não passa de uma ferramenta que se encontra totalmente a serviço da volição individual), como uma qualidade, da qual não deve se envergonhar e a qual deve aceitar e defender, colocando-o, portanto, em desacordo com o sistema, mas em acordo com sigo mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como a vida é um afirmação de si mesma, ela se torna uma repetição infinitamente variada do mesmo tema (esse é o tão buscado "sentido da vida"). Ela vai se desdobrando e se fragmentando sempre que pode, variando-se "horizontalmente" e complexificando-se "verticalmente", multiplicando-se qualitativa e quantitativamente. Ora, com todo esse desdobramento - por trás do qual vemos o querer-viver schopenhauriano - é inevitável que surjam todo tipo de "bizarrices", isto é, de formas de vida que se desviem, de todas as formas possíveis e imagináveis, do "arquétipo da normalidade".  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chegado nesse parágrafo, está na hora de falar sobre o indivíduo, o outro componente da nossa dicotomia analítica. Como eu já adiantei, a primeira ressalva a se fazer é eliminar a concepção de um indivíduo pronto e acabado, que se constituiria numa espécie de coisa em si. Já falei sobre isso no &lt;a href="http://outsidercaos.blogspot.com/2010/03/xcix-acerca-de-esbocos-sobre-as-ilusoes.html"&gt;capítulo XCIX&lt;/a&gt;. No limite, o que eu deveria fazer é simplesmente abolir a palavra "indivíduo" e substituí-la por uma mais adequada à realidade (talvez "sujeito"). Mas infelizmente eu, até o presente momento, não encontrei um substituto adequado &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. O indivíduo, longe de ser uma coisa em si, é, ele também, um processo, e um processo resultante de uma conjunção de fatores materiais, biológicos, sociais, culturais, etc. Longe de ser uma unidade (algo "indivisível") o indivíduo, semelhantemente  ao átomo, é um amontoado de determinações e sobredeterminções (isto é, uma causação dialética), construído num processo multidirecional e cumulativo, sujeito a "imperfeições" e contingências. Já aqui vislumbramos porque eu coloco a "culpa" na sociedade: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;pois o indivíduo, a rigor, não existe como unidade&lt;/span&gt;; &lt;i&gt;como ele pode ser "responsável" se ele próprio é uma construção social? &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O indivíduo é dotado de instintos, volições, necessidades biológicas: todas essas características são legadas pela natureza, dizem respeito à sua animalidade no sentido estrito. O indivíduo, porém, também é dotado de linguagem, de imaginário, de discurso do mundo (discurso do real e do ideal - &lt;a href="http://outsidercaos.blogspot.com/2010/02/xcvi-acerca-de-esbocos-de-consideracoes.html"&gt;ver capítulo XCVI&lt;/a&gt;), de convicções, de memórias do seu passado e de expectativas quanto ao seu futuro (e também quanto ao futuro da coletividade). Essas últimas características das quais o indivíduo é dotado não lhe são legadas pela natureza, ao contrário, são todas elas, a começar pela linguagem, construções sociais, históricas. &lt;i&gt;Chamaremos de "processo de individuação" o processo de construção do próprio indivíduo&lt;/i&gt;, o processo dialético cumulativo e multidirecional no qual o legado da natureza (material genético) interage com o legado social (ambiente) na formação de uma individualidade, de uma ilusão de unidade relativamente estável. Esse processo leva anos e, a rigor, pode nunca ser concluído. É claro que o processo de produção da "pessoa comum" não pode se arrastar indefinidamente: o processo de individuação precisa ser concluído, nem que a custo da própria realização individual, porque essa pessoa precisa cumprir suas tarefas no processo de reprodução social. No caso da "pessoa comum" essas tarefas se resumem, na sociedade capitalista em que vivemos atualmente, a três: trabalhar (produzir mais-valia), consumir (realizar mais-valia) e se reproduzir (reproduzir o indivíduo, criar novos trabalhadores e novos consumidores). Já falamos antes sobre a "rotina circular trabalho-família-consumo conspícuo-entretenimento-religião" (capítulos &lt;a href="http://outsidercaos.blogspot.com/2010/02/xcv-acerca-de-uma-observacao.html"&gt;XCV&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://outsidercaos.blogspot.com/2010/06/cvii-acerca-de-consideracoes-sobre.html"&gt;CVII&lt;/a&gt;) que preenche a vida das "pessoas comuns", rotina na qual elas andam hipnoticamente tal hamster na roda. Ora, já vimos o papel social do trabalho e da família. Mas qual é o papel da  indústria cultural (fornecedora, em geral, do entretenimento), do consumo conspícuo e da religião? O seu papel básico é propiciar &lt;i&gt;a catarse individual e coletiva necessárias para a estabilidade das psiques individual e coletiva&lt;/i&gt; (ver capítulos com o marcador "&lt;a href="http://outsidercaos.blogspot.com/search/label/ind%C3%BAstria%20cultural/cultura%20de%20massas"&gt;indústria cultural/cultura de massas&lt;/a&gt;"). Noutras palavras, trata-se de muletas existenciais, de lubrificantes sociais, de instrumentos de alienação e hegemonia. &lt;i&gt;Essa função catártica de forma alguma é algo supérfluo, um luxo&lt;/i&gt;. Pelo contrário, ela é essencial para conferir ao indivíduo - um ser tão fraco, limitado, desesperado, ignorante, hedonista, mas, ao mesmo tempo, tão necessário ao processo de reprodução social - um mínimo ilusório de consistência, de sentido, de unidade. Sem esse processo catártico, o indivíduo ou desmoronaria ou se rebelaria contra o sistema, nos dois casos colocando em xeque o processo de reprodução social. Além da função catártica, a indústria cultural tem por função difundir os discursos hegemônicos, reproduzindo assim permanentemente o processo de socialização (do qual falaremos a seguir), e mantendo assim os indivíduos como consumidores compulsivos, eleitores dóceis e trabalhadores produtivos, além de renovar a cumplicidade que os mesmos têm para com o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;establishment&lt;/span&gt; (que inclui, inclusive, a decisão de &lt;a href="http://outsidercaos.blogspot.com/2008/08/xxxiii-acerca-da-observao-capital-sobre.html"&gt;ter filhos&lt;/a&gt;, além da decisão diária aceitar a cumplicidade com a reprodução do &lt;span style="font-style:italic;"&gt;status quo&lt;/span&gt;). Essa decisão de renovação da cumplicidade é tão essencial para a reprodução social que o processo de socialização trabalha para "automatizá-la", ou seja, para torná-la completamente inconscientes e, portanto, fora de qualquer reflexão ou senso-crítico: a sociedade é mais importante que a autonomia do indivíduo (e aqui o meu discurso se aproxima do de Durkheim). Com relação à reprodução, lembrei da forma ingênua que se refere a ela o manifesto do &lt;a href="http://www.vhemt.org/paboutvhemt.htm#vhemt"&gt;Movimento de Extinção Humana Voluntária&lt;/a&gt;: "Fazer bebês parece ser um ponto cego na nossa percepção de vida" - comparar isso com o § 60 d' &lt;i&gt;O mundo como vontade e como representação.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além do processo de individuação, outro processo simultâneo (os dois processos se interpenetram e se relacionam dialeticamente) é o &lt;i&gt;processo de socialização, o qual tem por função ajustar o indivíduo construído (ou em construção) à sociedade, de tal forma que ele coopere com o processo de reprodução social&lt;/i&gt;. Esses processos são simultâneos; a rigor a própria construção da individualidade é norteada pelos interesses do processo de reprodução social. Novamente, vemos, sob esse meu ponto de vista, como é ingênua a tentativa de "culpar" o indivíduo: como ele pode ser "culpado" se ele é uma criação social, se (como eu disse mais abaixo no capítulo VII) é "&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FFFF00;"&gt;o sistema que cria cada indivíduo em si (no seu seio), por si (pelos seus mecanismos) e para si (para transformá-lo em parte do processo (re)produtivo)&lt;/span&gt;"?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Remeto aqui aos capítulos &lt;a href="http://outsidercaos.blogspot.com/2008/08/xxxii-acerca-do-amadurecimento.html"&gt;XXXII&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://outsidercaos.blogspot.com/2009/02/liii-acerca-da-idealizacao-e-da.html"&gt;LIII&lt;/a&gt;, nos quais eu falei do "processo de domesticação" o qual é basicamente o mesmo processo que agora eu estou chamando de "processo de socialização": trata-se do processo de domesticação do animal humano e da sua integração ao processo reprodutivo social. Remeto também ao livro &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O processo civilizador&lt;/span&gt; de Norbert Elias, que relata esse processo com uma bela riqueza de exemplos retirados dos manuais de etiqueta publicados na Europa a partir do século XIII. Só para se ter uma idéia do que eu estou dizendo: manuais de etiqueta da Idade Média diziam explicitamente (sem eufemismos) que as pessoas (e lembremos que naquela época só os nobres sabiam ler, portanto já estamos falando das pessoas mais qualificadas da época) deveriam usar lenço, e não se limpar nas roupas (que, aliás, quase nunca eram lavadas), que não deveriam comer o muco nasal e o escarro, e, mais incrível, que após defecar (lembremos que na época não existiam banheiros (o &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pal%C3%A1cio_de_Versalhes"&gt;Palácio de Versalhes&lt;/a&gt;, p.ex., não tem nenhum) e as pessoas defecavam nas ruas, muros, escadas, etc.) as pessoas não devem pegar nas mãos o "material mal-cheiroso" (fezes) e mostrar aos demais! Hoje em dia (às luzes da civilização), qualquer conduta desse tipo só pode ser vista em hospícios (além é claro dos clubes de sado-masoquismo, nos quais, inclusive, se pratica aquele que, para mim,  é o maior tabu criado pelo processo civilizador: &lt;a href="http://justinelenquet.blogspot.com/"&gt;a coprofagia&lt;/a&gt; (a propósito, eu desconfio - e isso é um achismo meu, pois não estudei o assunto o bastante - que as manifestações coprofágicas em adultos, inclusive como uma "forma de sexo" (parafilia), são causadas, em parte, pelo próprio processo civilizador, quando ascendem à consciência impulsos reprimidos violentamente na infância, uma manifestação de uma espécie de fixação sobreposta das fases oral e anal.)) (Para verificar uma ordem divina à coprofagia, ver Ezequiel 4:12.). &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;Mas o que me cabe salientar aqui, e é esse o caráter trágico desse processo civilizador, &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;é que todo o progresso histórico que a humanidade levou séculos para acumular precisa ser introjetado, como "natureza", em poucos anos pelas crianças&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;: obviamente essa introjeção só pode ocorrer mediante a violência, o que, por sua vez, gera um grande volume de conteúdos reprimidos e recalcados.&lt;/span&gt; Novamente vemos que, se pretendemos "garimpar o recalcado", não devemos olhar para o indivíduo "acabado" (construído), mas para o processo social de formação da individualidade e de socialização. Novamente sinalizamos que a "responsabilidade" pela angústia individual deve ser buscada na sociedade, e não no indivíduo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todos esses processos são ignorados pelo indivíduo que, em seu narcisismo, irá elaborar um discurso no qual seu "defeitos" (assim definidos em relação à "pessoa comum") lhe aparecem como qualidades - e isso como juízo de valor, ou seja, da mesma forma que ele se sente acusado de ser um defeituoso (de ser inferior ao modelo de "perfeição") ele, igualmente, se defende (reage) elaborando uma argumentação na qual o que é considerado defeito pelos outros é considerado por ele como qualidade, ou seja, como superioridade frente aos demais (e, principalmente, frente à "pessoa comum"). Eis um exemplo típico disso: &lt;a href="http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=208540"&gt;http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=208540&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;***&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(255, 255, 0); "&gt;Devido à coerção decorrente do controle de qualidade, as certezas do indivíduo quanto a correção de sua constituição podem ser colocadas em dúvida, não obstante ele "sinta", pelo já explicado, que ele está certo e que não merece castigo por sua situação, pela qual, aliás, ele geralmente não é responsável, cabendo-lhe tão somente aceitá-la e afirmar a sua vida dentro das possibilidades que lhe foram fornecidas pelo próprio sistema (isso é, uma facticidade) com o qual agora ele está em conflito justamente em função dessa afirmação que acaba por ser a essência tanto de cada indivíduo, quanto da sociedade, bem como cada uma de suas instituições. Dessa forma, os indivíduos vivem como problemas individuais o que são na verdade problemas sistêmicos; isso por que a ideologia oficial assim trata esses problemas, a fim de eximir o "sistema" das suas responsabilidades - a "responsabilidade" pelos problemas sistêmicos é cobrada de suas vítimas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após apresentarmos a "sociedade" ("processo de reprodução social") e o "indivíduo" ("processo de individuação e processo de socialização"), podemos usar essa categorias para entender como os desajustamentos "naturais" e inevitáveis desses processos redundam em todo tipo de "resíduos", inclusive manifestando-se como angústia existencial individual. O que eu busco advogar aqui é que essa angústia é fruto de falhas nos referidos processos, o que por sua vez implica no desajustamento social do indivíduo que, por isso mesmo, se angustia, se deprime, se rebela, se suicida, assassina os outros, etc. É essencial repetir aqui: as ideologias dominantes transformam problemas sistêmicos em problemas individuais, purgando assim o sistema de qualquer responsabilidade. A própria psicanálise, por ignorar as determinações estruturais e superestruturais (conceitos marxistas), é muito usada, principalmente na França, na legitimação dessas ideologias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas as ideologias dominantes - todas elas comprometidas com a forma estabelecida (o &lt;i&gt;establishment&lt;/i&gt;) do processo de reprodução social e, portanto, com o processo de produção do "indivíduo normal por excelência" - negam qualquer "responsabilidade" do sistema, e apressam-se em jogar toda a culpa pelo desajustamento social do indivíduo sobre ele mesmo, a fim de purificar a imagem do sistema, eximindo-o de qualquer mácula. Recusam-se a ver, porém, que o &lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;indivíduo é uma construção social&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por mais que a sociedade lhe rotule como doente, o indivíduo, em seu narcisismo - e vale lembrar aqui se os seus "defeitos" são, também eles, apropriados na construção de sua individualidade, na construção da sua ilusão de unidade apriorística - , se esforça para negar o caráter defeituoso (juízo de valor depreciativo) dessas suas características que fogem ao modelo de "perfeição". Instala-se, assim, um conflito entre o indivíduo e a sociedade. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Faz-se necessário esclarecer o que eu quis dizer com "(...) &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FFFF00;"&gt;dessa afirmação que acaba por ser a essência tanto de cada indivíduo, quanto da sociedade, bem como cada uma de suas instituições&lt;/span&gt;". A sociedade (primeiro a bárbara, depois a civilizada) é &lt;i&gt;um estágio mais avançado da afirmação do querer-viver da espécie humana&lt;/i&gt; - mais avançado no sentido em que viabiliza uma expansão quantitativa e qualitativa da vida do animal humano sobre o restante na natureza. O predatismo humano sobre a natureza é tão natural quanto a reprodução de qualquer forma de vida. A sociedade (e antes: a combinação de telencéfalo altamente desenvolvido com polegares opositores) é uma nova estratégia da espécie humana para o recrudescimento da sua afirmação do querer-viver – para a sua tentativa de vitória, de hegemonia, na “guerra eterna”. Assim como Schopenhauer insiste na soberania da espécie sobre o indivíduo, o mesmo vale para a sociedade com relação ao indivíduo: embora a dinâmica social tenha como motor a mesma dinâmica instintiva natural (animal) do indivíduo, a instintividade individual deve curvar-se aos interesses sociais (e, em última instância, da espécie) – e o processo de socialização trabalha no sentido de permitir ao indivíduo aceitar alegremente essa situação. A tendência à reprodução infinita e ao predatismo é a mesma já encontrada na primeira molécula auto-replicante que surgiu na Terra há cerca de 3,5 bilhões de anos, da qual descendem todas as formas de vida. Evidentemente que uma reprodução descontrolada ao infinito não é a melhor estratégia evolutiva: para um &lt;a href="http://usuarios.cultura.com.br/jmrezende/parasito.htm"&gt;parasito&lt;/a&gt;, a melhor estratégia evolutiva é aquela que mantém o hospedeiro vivo e permite assim sucessivos ciclos de reprodução do parasito. Para um predador, a destruição completa dos predados seria a sua morte. De forma análoga, a sociedade, embora seja impulsionada pelas mesmas pulsões básicas do indivíduo, possui mecanismos de regulação dessas pulsões, para garantir a &lt;i&gt;sua sobrevivência a longo prazo&lt;/i&gt;: o predatismo humano sobre a natureza e a exploração do homem pelo homem precisam ser sustentáveis para não acabarem consigo mesmos (aliás, a sustentabilidade (dinâmica e dialética) faz parte do conceito marxista de reprodução, e, por que não dizer?, do conceito de natureza também). Ora, esses mecanismos sociais de regulação aparecem, para o indivíduo isolado, como (já adivinhou?) &lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;forças coercitivas repressoras e manipuladoras/conformadoras da instintividade individual&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt; &lt;/span&gt;- o indivíduo deve se conformar aos imperativos coletivos (podemos, por exemplo, imaginar Jeová e suas ordens repressivas como uma simbolização patriarcal do querer-viver coletivo sobre o individual). Essas forças coercitivas, por sua vez, geram conteúdos recalcados, os quais, por sua vez, implicam em angústia. Quando o indivíduo, ao longo dos processos de individuação e de socialização, consegue aceitar essas regras do jogo, ele se torna alguém “ajustado” ao sistema. O desajustado é aquele que, por uma série de contingências ("falhas" nos processos), mantém-se num estado de conflito e não-aceitação desses “fatos da vida”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;***&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FFFF00;"&gt;Instala-se no indivíduo – reduzido ontologicamente, pelo irracionalismo pós-moderno, a um mero feixe de sensações hedonistas – , portanto, um conflito entre a afirmação, proveniente de seu mecanismo de auto-preservação e de auto-afirmação, e a negação, proveniente dos mecanismos de auto-preservação e de auto-afirmação da sociedade – a qual, aliás, encontra-se constitutivamente transpassada por uma cultura de pulsão de morte – , dessas características anômalas de sua constituição. Características que, se se multiplicarem dentro do sistema, levá-lo-ão ao colapso, dada a sua estruturação e dadas as condições materiais de (re)produção. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;O rebelde, portanto, não passa de um desajustado&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FFFF00;"&gt;. Aquele que está ajustado não conhece o descontentamento contra o sistema que cria cada indivíduo em si (no seu seio), por si (pelos seus mecanismos) e para si (para transformá-lo em parte do processo (re)produtivo).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cabe esclarecer a afirmação de que "&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FFFF00;"&gt;o rebelde não passa de um desajustado&lt;/span&gt;". Novamente, não há aqui juízo de valor: trata-se se uma "descrição dos fatos". O que eu estou afirmando é que se o indivíduo tivesse sido produzido - pelo próprio sistema - nos moldes da "perfeição" (ou seja, como uma "pessoa normal propriamente dita"), ele se ajustaria à sociedade (que está centrada na figura da "pessoa normal propriamente dita", por isso só esse tipo de pessoa se ajusta "perfeitamente"), e, por isso, "naturalmente" não se rebelaria: aliás, nem mesmo qualquer sombra de rebelião iria ascender à sua consciência, muito menos seria aceita e trabalhada. O que quero com isso, longe de "culpar" o indivíduo taxando-lhe de desajustado é, pelo contrário, chamar a atenção para a responsabilidade que o próprio sistema tem na formação do "rebelde". No limite, e isso é tão óbvio (dado tudo o que já foi dito aqui) que eu não escrevi no capítulo VII, se o sistema fosse perfeito (tal qual os modelos matemáticos idealizados nos quais todas as decisões são otimizadas e ubíquas) simplesmente não haveria rebeldia e oposição alguma. Em outras palavras, se há rebelião, é porque o sistema é falho. Se há angústia existencial, suicídio, assassinato, suicídio mental, etc., é porque o sistema - a sociedade - é falho. Essa falha, porém, só existe quando confrontada com um ideal, com um imaginário utópico - o qual, todavia, é instigado, em parte, pelo próprio sistema como parte da educação individual e do ajustamento do indivíduo médio aos ditames coletivos, ou seja, como discurso ideológico (de legitimação do &lt;i&gt;establishment&lt;/i&gt;).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É também conveniente salientar que a "rebeldia" &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF0000;"&gt;não é conseqüência necessária da inteligência&lt;/span&gt;, se o fosse, não existiriam intelectuais de direita. Ora, esses intelectuais de direita estão ajustados ao &lt;i&gt;atual sistema de dominação&lt;/i&gt; - &lt;i&gt;que se subsume ao processo de reprodução da vida social, até o ponto em que um se confunde com o outro, e a exploração do homem pelo homem parece tão natural e inevitável quanto a própria afirmação do querer-viver&lt;/i&gt; (há aqui ecos do conceito marxista de ideologia e do &lt;a href="http://insilasbrain.blogspot.com/2010/06/sobre-escravidao-psicologica-moderna.html"&gt;conceito gnóstico de sístase&lt;/a&gt;)  - , e por isso dedicam-se a defendê-lo. Inteligência não é o bastante para ter-se um rebelde; é preciso antes de tudo ter desajustamento.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;***&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(255, 255, 0); "&gt;O referido conflito no indivíduo causa-lhe frustração e pode, se não administrado corretamente, levá-lo a atitudes desesperadas, geralmente no sentido de reprimir, ou mesmo suprimir, o seu processo de vida. Por mais perspicaz e ardiloso que seja o indivíduo, ele não é forte o bastante para vencer a sociedade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FFFF00;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As engrenagens da sociedade são lubrificadas com sangue, com suor, com lágrimas e com sonhos frustrados.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse conflito entre indivíduo e sociedade, em torno da afirmação de características individuais "anômalas", gera angústia, rebelião, e pode terminar em tragédias, ou num embotamento permanente do indivíduo "defeituoso" que se retrai em sua depressão e vai definhando até a morte: mais uma vida perdida, mas o sistema (de reprodução e de exploração) está ileso (aleluia!).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todavia, eu não pretendo adotar uma postura fetichista de reificação da sociedade. É preciso reconhecer que a sociedade, por mais que se imponha como um poder externo às pessoas (ao qual elas devem se curvar) é produzida e reproduzida permanentemente &lt;i&gt;pela próprias pessoas &lt;/i&gt;e, supostamente, &lt;i&gt;para as próprias pessoas&lt;/i&gt; (certamente bem mais para umas do que para outras...). Como o processo de reprodução social é permanentemente reconstruído, há sempre espaço para mudança e,&lt;span style="font-style:italic;"&gt; a priori&lt;/span&gt;, há espaço para que as pessoas atuem no sentido de se emancipar, como coletividade, das mazelas e insuficiências da sociedade atual. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Subjacente ao discurso do real aqui apresentado, é perceptível um discurso do ideal que anseia por um sistema que funcione perfeitamente ao mesmo tempo em que emancipe o indivíduo, conferindo-lhe autonomia ("liberdade" - eu não gosto de usar essa palavra) - que anseia por "um novo céu e uma nova terra" (Apocalipse 21: 1). Ora, o presente reconhecimento da impossibilidade de, no atual estágio da civilização, levar a termo esse projeto utópico não será, por mim, usado para justificar o comodismo diante do &lt;i&gt;establishment&lt;/i&gt;. Continuarei a apoiar as lutas emancipatórias. Como diz José Teixeira Coelho Netto ao fim do livro &lt;i&gt;O que é utopia&lt;/i&gt;: "Muito difícil tudo isso? Impossível concretizar o programa ditado pelo princípio do prazer? Nem tanto. A imaginação utópica é muito realista nesse ponto; para ela, o impossível é o mínimo a exigir."  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;[1]&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; &lt;b&gt;Acrescentado em 24/01/2011:&lt;/b&gt; Eis o substituto adequado para indivíduo: &lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;multivíduo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;. Como não pensei nisso antes? Eu não pensei. Eu li penúltimo parágrafo do livro &lt;i&gt;Fetichismos visuais: Corpos erópticos e metrópole comunicacional&lt;/i&gt; (de Massimo Canevacci): "Avatar é a metamorfose de um multivíduo mimeticamente incorporado aos fetiches digitais."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Doravante, usarei em meus textos (e pensamentos) o multivíduo como substituto do indivíduo - o qual está, agora, morto e enterrado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O multivíduo possui uma &lt;i&gt;dividualidade&lt;/i&gt;, mas não possui uma &lt;i&gt;identidade&lt;/i&gt;, ou uma unidade. Ele é um sistema interativo e mutante de unidades, de identidades, de eus. Ele só possui uma unidade no sentido de aglomerado de fragmentos distintos e conflitantes. &lt;i&gt;O multivíduo é legião&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#0000EE;"&gt;&lt;u&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/TD_j0LsTw3I/AAAAAAAABN4/RK1XEn4pXU4/s1600/C%C3%B3pia+de+cap+112.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 280px; height: 280px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/TD_j0LsTw3I/AAAAAAAABN4/RK1XEn4pXU4/s320/C%C3%B3pia+de+cap+112.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5494360556046631794" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Tempore, quo cognitio simul advenit, amor e medio supersurrexit.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/775365576519033175-3558363136484582964?l=outsidercaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outsidercaos.blogspot.com/feeds/3558363136484582964/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=775365576519033175&amp;postID=3558363136484582964&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/775365576519033175/posts/default/3558363136484582964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/775365576519033175/posts/default/3558363136484582964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outsidercaos.blogspot.com/2010/07/cxii-acerca-de-esbocos-do-uso-da.html' title='CXII - Acerca de esboços do uso da dicotomia indivíduo x sociedade na tentativa de decifrar as causas da angústia existencial individual.'/><author><name>Duan Conrado Castro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16655382018542400081</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/TBQbcCLJp3I/AAAAAAAABNI/IV-LeJrs5ag/S220/C%C3%B3pia+de+C%C3%B3pia+de+ddcc+avt.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/TD_jk1WsFQI/AAAAAAAABNw/N9ZtwsVp_lc/s72-c/cap+112.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-775365576519033175.post-7905405419633145186</id><published>2010-07-10T01:51:00.025-03:00</published><updated>2011-03-12T15:04:17.151-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='suicídio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='flashforward'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='flashback'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='versos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='?'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='confissão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pseudo-psicologia'/><title type='text'>CXI – Acerca (de uma parte) do (meu) inominável: passado, presente e futuro (flashback # 12 /flashforward # 5 )</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#333333;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#333333;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#333333;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;§ &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#00CCCC;"&gt;1&lt;/span&gt;1&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF6666;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/S7kfGiWCrXI/AAAAAAAABHQ/QEd31EX23Zs/s1600/superposi%C3%A7%C3%A3o+ontol%C3%B3gica+cap+111.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 226px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_q6IVHMxriNA/S7kfGiWCrXI/AAAAAAAABHQ/QEd31EX23Zs/s320/superposi%C3%A7%C3%A3o+ontol%C3%B3gica+cap+111.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5456426620694998386" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;A mediocridade é meu &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#33FFFF;"&gt;passado&lt;/span&gt;; caos é meu presente; a decadência é meu &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF6666;"&gt;futuro&lt;/span&gt;. Com todo vapor ao colapso!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#33FFFF;"&gt;I –&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#33FFFF;"&gt; Flashback&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#33FFFF;"&gt; # 12  (1999)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#33FF33;"&gt;Ele me disse a verdade&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;Eu sou um deformado.&lt;br /&gt;Como eu nunca percebi isso antes?&lt;br /&gt;[Segundo Lacan, só percebemos algo em nós quando os outros nos falam.]&lt;br /&gt;Onde eu estive todo esse tempo?&lt;br /&gt;Onde estiveram meus pais nos últimos 13 anos?&lt;br /&gt;Onde estiveram @s professor@s?&lt;br /&gt;Onde esteve pelo menos alguém – uma única pessoa – que se importasse?&lt;br /&gt;Agora não há mais conserto.&lt;br /&gt;De um dia para o outro,&lt;br /&gt;Vi-me responsável pelo meu &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#33FFFF;"&gt;passado&lt;/span&gt;,&lt;br /&gt;Vi-me responsável por escolhas que não fiz.&lt;br /&gt;Ou fiz?&lt;br /&gt;[Segundo Lacan - e meus pais -  fiz]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#33FF33;"&gt;Ele me disse a verdade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;De repente, tive &lt;i&gt;flashbacks&lt;/i&gt;,&lt;br /&gt;Que prenunciavam a revelação,&lt;br /&gt;Que diziam, sem palavras,&lt;br /&gt;O que eu já deveria saber.&lt;br /&gt;Mas eu, ingênuo, não percebera.&lt;br /&gt;E quem perceberia?&lt;br /&gt;[Segundo Lacan, ninguém.]&lt;br /&gt;E fiquei inescrutavelmente perplexo quando&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#33FF33;"&gt;Ele me disse a verdade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ódio que eu sentia por ele arrefeceu;&lt;br /&gt;Mas o ódio apenas mudou de objeto.&lt;br /&gt;Pois eu não poderia perdoar o que fizeram comigo.&lt;br /&gt;Jamais perdoarei.&lt;br /&gt;O mundo desmoronou, de novo e definitivamente,&lt;br /&gt;Naquele dia, quando&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#33FF33;"&gt;Ele me disse a verdade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vão tentei consertar&lt;br /&gt;O que já não tinha conserto.&lt;br /&gt;Meus pais, que nada fizeram nos 13 anos anteriores,&lt;br /&gt;Continuaram indiferentes.&lt;br /&gt;Quando eu os acusei,&lt;br /&gt;Fui informado que a culpa era minha,&lt;br /&gt;Afinal, eu escolhi nascer, não?&lt;br /&gt;[Segundo Lacan, nós escolhemos nascer&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#33FFFF;"&gt;.&lt;/span&gt;.&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(255, 102, 102); "&gt;.&lt;/span&gt;]&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#33FF33;"&gt;Ele me disse a verdade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não vou esquecer.&lt;br /&gt;Eu não vou perdoar.&lt;br /&gt;Vivo com um sonho ridículo,&lt;br /&gt;Espero pelo dia no qual haverá conserto&lt;br /&gt;Viverei o bastante?&lt;br /&gt;Talvez não.&lt;br /&gt;Mas existe uma esperança.&lt;br /&gt;E, até lá, eu me arrastarei.&lt;br /&gt;Até descobrir&lt;br /&gt;Que não me importa mais,&lt;br /&gt;Que todo caminho foi em vão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#33FF33;"&gt;Ele me disse a verdade&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;II – Presente (2010)&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#33FF33;"&gt;Já faz alguns dias&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Que ando numa depressão fodida.&lt;br /&gt;Sempre reclamo de falta de tempo,&lt;br /&gt;Mas&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#33FFFF;"&gt;.&lt;/span&gt;.&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(255, 102, 102); "&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#33FF33;"&gt;Já faz alguns dias&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Que não faço nada.&lt;br /&gt;A minha lista infinita de coisas a fazer?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Abandonada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu sou uma &lt;a href="http://outsidercaos.blogspot.com/2008/02/iv-querido-dirio-elaborao-e-anlise-de.html"&gt;sacolejante máquina de pensar e calcular&lt;/a&gt;,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas quem disse que sou uma máquina eficiente?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sou uma bem fajuta, sucateada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Calcular? Calculo muito mal&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#33FFFF;"&gt;.&lt;/span&gt;.&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(255, 102, 102); "&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pensar? Até penso bastante,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas não o suficiente para me libertar de minha miséria,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não o suficiente para me redimir do meu &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#33FFFF;"&gt;passado&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu sou um caso perdido, eu sei.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#33FF33;"&gt;Já faz alguns dias&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Que tento chorar e não consigo.&lt;br /&gt;Qual foi a última vez que eu chorei?&lt;br /&gt;Já faz alguns anos, mas&lt;br /&gt;Agora eu consegui.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#33FFFF;"&gt;.&lt;/span&gt;.&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(255, 102, 102); "&gt;.&lt;/span&gt; [pausa para eu terminar de chorar]&lt;br /&gt;[Ta legal, isso ficou bastante emo&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#33FFFF;"&gt;.&lt;/span&gt;.&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(255, 102, 102); "&gt;.&lt;/span&gt;que se dane!]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#33FF33;"&gt;Já faz alguns dias&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Que espero apaticamente&lt;br /&gt;Deitado em minha cama.&lt;br /&gt;Encolhido, lembrando o que,&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#33FF33;"&gt;Já faz alguns dias&lt;/span&gt;,&lt;br /&gt;Não sai da minha mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#33FF33;"&gt;Já faz alguns dias&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que reconsidero a possibilidade&lt;br /&gt;De voltar a ser psicanalisado.&lt;br /&gt;Nem fodendo!&lt;br /&gt;Não vou gastar 20% da minha renda nisso.&lt;br /&gt;Não voltarei rastejando.&lt;br /&gt;Pedindo o que eu sei que não pode ser dado.&lt;br /&gt;Eu já sei que não há salvação.&lt;br /&gt;[Segundo Lacan, o grande Outro não existe.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Eu mudei desde que comecei esse &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt;?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não o suficiente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Alguns problemas simplesmente não têm solução.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas eu (acho que) sei o que eu deveria fazer&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para solucionar meus "problemas insolúveis"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Não há certezas nem garantias).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Todavia, eu não estou disposto a fazê-lo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Prefiro viver e morrer infeliz,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A ter uma felicidade imbecil.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mais um motivo para eu não voltar&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#33FFFF;"&gt;.&lt;/span&gt;.&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(255, 102, 102); "&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não me venham falar de amor&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#33FFFF;"&gt;.&lt;/span&gt;.&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(255, 102, 102); "&gt;.&lt;/span&gt;, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Porque estou cansado de ouvir disso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Reuni as minhas forças&lt;br /&gt;Levantei e escrevi o que,&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#33FF33;"&gt;Já faz alguns dias&lt;/span&gt;,&lt;br /&gt;Eu remôo.&lt;br /&gt;O que,&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#33FF33;"&gt;Já faz alguns dias&lt;/span&gt;,&lt;br /&gt;Me consome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF6666;"&gt;III – &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF6666;"&gt;Flashforward&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF6666;"&gt; # 5  (2037)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#33FF33;"&gt;Ela morreu aos 63 anos&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Esperei meio século por isso.&lt;br /&gt;E o que mudou?&lt;br /&gt;Eu sonhei.&lt;br /&gt;E o que adiantou?&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#33FF33;"&gt;Ela morreu aos 63 anos&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é um ser humano?&lt;br /&gt;E se Menguele estivesse certo?&lt;br /&gt;Eu ia me foder de qualquer jeito.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A vida é uma fodeção eterna.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E quem não gosta de foder? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;[E quant@s não adoram ser fodid@s?]&lt;br /&gt;Eu estou acabado,&lt;br /&gt;Sempre estive.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sempre estarei.&lt;br /&gt;Mas insisti em negar o óbvio.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#33FF33;"&gt;Ela morreu aos 63 anos&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas vezes eu sonhei com isso?&lt;br /&gt;Ver esse cadáver?&lt;br /&gt;Olhar para esses olhos,&lt;br /&gt;Agora tão frios quanto antes?&lt;br /&gt;O que eu farei agora?&lt;br /&gt;O mesmo que fiz nos últimos 50 anos:&lt;br /&gt;Nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#33FF33;"&gt;Ela morreu aos 63 anos&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Depois de tanto tempo,&lt;br /&gt;Que diferença faz?&lt;br /&gt;Nenhuma.&lt;br /&gt;Isso conserta o meu &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#33FFFF;"&gt;passado&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;Não [não há conserto].&lt;br /&gt;Isso conserta o meu &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF6666;"&gt;futuro&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;Não [não há conserto].&lt;br /&gt;Isso conserta o meu presente?&lt;br /&gt;Não [não há conserto].&lt;br /&gt;O que isso muda?&lt;br /&gt;Nada.&lt;br /&gt;Quem se importa?&lt;br /&gt;Ninguém [isso não é novidade].&lt;br /&gt;E, então, por que eu me olho no espelho&lt;br /&gt;E vejo um sorriso nos meus lábios?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#33FF33;"&gt;Ela morreu aos 63 anos&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo em vão.&lt;br /&gt;Um completo desperdício.&lt;br /&gt;Algumas vidas destruídas,&lt;br /&gt;Inclusive a minha.&lt;br /&gt;Eu não entendo.&lt;br /&gt;Nunca vou entender&lt;br /&gt;O porquê de tudo isso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;[Não há porquê.]&lt;br /&gt;Todo sofrimento em vão.&lt;br /&gt;Vingança?&lt;br /&gt;Agora que&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#33FF33;"&gt;Ela morreu aos 63 anos&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;Tarde demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está tudo ligado, &lt;span class="Apple-style-span" style="color:#33FFFF;"&gt;m&lt;/span&gt;i&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF6666;"&gt;s&lt;/span&gt;t&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#33FFFF;"&gt;u&lt;/span&gt;r&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#FF6666;"&gt;a&lt;/span&gt;d&lt;span class="Apple-style-span" style="color:#33FFFF;"&gt;o&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style
